Famalicão: Paulo Cunha lidera tratado internacional sobre Inteligência Artificial

Paulo Cunha, relator do Parlamento Europeu para a Convenção sobre Inteligência Artificial, explica ao CIDADE HOJE como o novo tratado internacional estabelece, pela primeira vez, «princípios claros para garantir que o desenvolvimento da IA respeita os direitos humanos, a democracia e o Estado de Direito». Acredita que a IA pode melhorar serviços públicos, apoiar diagnósticos médicos, otimizar transportes e tornar processos mais eficientes, mas com regras.

CIDADE HOJE (CH): O que mais destaca da primeira Convenção sobre Inteligência Artificial, aprovada no Parlamento Europeu, da qual é relator?

Paulo Cunha (PC): Destaco, acima de tudo, o seu caráter histórico. Estamos perante o primeiro tratado internacional juridicamente vinculativo dedicado à Inteligência Artificial, adotado no âmbito do Conselho da Europa e agora aprovado pelo Parlamento Europeu.

É um marco porque estabelece, pela primeira vez, princípios claros para garantir que o desenvolvimento da IA respeita os direitos humanos, a democracia e o Estado de Direito.

A Europa volta a assumir um papel de liderança global, mostrando que inovação e responsabilidade podem – e devem – caminhar juntas.

CH: Que tipo de regulamentação está a ser criada?

PC: Não se trata de travar a inovação, mas de criar um quadro de garantias. A Convenção define princípios e obrigações para os Estados no que toca à utilização de sistemas de IA, especialmente quando estes afetam direitos fundamentais.

Estamos a falar de transparência, avaliação de riscos, mecanismos de supervisão, responsabilização e proteção contra discriminação algorítmica. O objetivo é assegurar que a tecnologia serve as pessoas, e não o contrário.

 

«Há países com abordagens mais permissivas e outros com preocupações mais restritivas»

CH: Foi difícil chegar a este documento final. Que maiores dificuldades enfrentou?

PC: O principal desafio foi encontrar um equilíbrio entre realidades muito diferentes. Há países com abordagens mais permissivas e outros com preocupações mais restritivas. Também houve um trabalho técnico exigente: garantir que o texto fosse suficientemente robusto para proteger direitos fundamentais, mas flexível para acompanhar a evolução tecnológica. A negociação exigiu diálogo constante, capacidade de compromisso e clareza política.

CH: Como “geriu” o conflito entre o desenvolvimento tecnológico e o controlo de proteção de potenciais vítimas?

PC: Não vejo isso como um conflito inevitável. A falsa dicotomia entre inovação e proteção é um erro. A proteção das pessoas cria confiança – e a confiança é condição essencial para o desenvolvimento tecnológico sustentável. Se os cidadãos não confiarem na tecnologia, ela não será adotada. A nossa abordagem foi precisamente essa: criar regras que promovam inovação responsável.

 

«Regras claras criam mercado»

CH: Como as empresas tecnológicas receberam as propostas agora vertidas nesta “Constituição para a IA”?

PC: De forma diversa. Algumas empresas reconheceram a importância de um quadro jurídico claro e estável, que reduza incerteza regulatória; outras manifestaram preocupação quanto a eventuais custos de adaptação. Mas há um ponto essencial: regras claras criam mercado. A previsibilidade jurídica é um ativo económico.

CH: Como pode esta Convenção ter escala global para que não existam “ilhas tecnológicas”?

PC: A Convenção está aberta a países fora da Europa. Tal como aconteceu com a Convenção 108 sobre proteção de dados, a ambição é criar um padrão internacional. Se vários Estados adotarem princípios comuns, evitamos fragmentação e criamos um referencial global. A Europa não impõe: propõe. E quando propõe com credibilidade, influencia.

 

«Não podemos permitir que a manipulação se torne invisível»

CH: Como proteger as pessoas de conteúdos falsos e de manipulação de imagem?

PC: A proliferação de deepfakes é uma ameaça real. A resposta passa por três pilares: transparência na identificação de conteúdos sintéticos, responsabilização das plataformas e literacia digital.

Os sistemas de IA que possam manipular imagem ou voz devem estar sujeitos a requisitos reforçados de identificação e supervisão. Não podemos permitir que a manipulação se torne invisível.

CH: Não se trata apenas de proteger o cidadão, mas também as empresas, instituições…

PC: Sem dúvida. A manipulação algorítmica pode afetar reputações, mercados e processos administrativos. Proteger direitos fundamentais significa também proteger a integridade das instituições e a confiança no espaço público. Uma economia digital forte depende de segurança jurídica.

 

«A tecnologia não pode substituir o escrutínio democrático»

CH: Também está associada à manipulação política? Como garantir e proteger o Estado de Direito perante a proliferação da desinformação?

PC: Sim, existe um risco evidente de instrumentalização da IA para fins políticos, através da desinformação e da manipulação emocional. A resposta passa por transparência, responsabilização e supervisão independente. O Estado de Direito exige que as decisões com impacto significativo não sejam opacas nem arbitrárias. A tecnologia não pode substituir o escrutínio democrático.

CH: De que forma a tecnologia, que em muitas situações já substitui o ser humano, pode servir as pessoas sem as prejudicar?

PC: A tecnologia deve ser uma ferramenta, não um substituto da dignidade humana. A IA pode melhorar serviços públicos, apoiar diagnósticos médicos, otimizar transportes e tornar processos mais eficientes. Mas deve sempre existir supervisão humana significativa quando estão em causa direitos, liberdade ou acesso a oportunidades. O princípio é simples: a inovação deve ampliar capacidades humanas, não reduzir autonomia ou responsabilidade.

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Famalicão: «Obrigado Futebol Clube de Famalicão»

Rafa Soares publicou uma mensagem de despedida do FC Famalicão, na qual agradeceu ao clube pelas duas últimas temporadas.

Em especial, o defesa deixou uma palavra de agradecimento «ao presidente Miguel Ribeiro, aos vários departamentos, a todas as pessoas que trabalham no clube, aos meus colegas e, claro, aos adeptos».

O lateral-esquerdo foi uma das peças-chave no xadrez de Hugo Oliveira nas últimas duas épocas. Ao serviço dos famalicenses, realizou 55 jogos, marcou um golo e somou seis assistências.

Ao contrário do que era esperado, Rafa Soares continuará a jogar em Portugal, tendo assinado contrato com o Estrela da Amadora até 2028.

Para colmatar a saída do português, o FC Famalicão já garantiu a contratação de Leny Meyer. O lateral-esquerdo chega a custo zero, proveniente do Estugarda, e conta com passagens pelas seleções jovens da Suíça. / / Tiago Torres

 

Famalicão: Georgios Koutsias cada vez mais perto de reforçar o FC Famalicão

O interesse dos famalicenses no ponta de lança não é recente. Tal como a Cidade Hoje noticiou no início do mês de junho, o Famalicão vê com bons olhos a contratação do atleta do FC Lugano.

Segundo o jornal suíço Blick, o avançado grego já se despediu dos colegas de equipa, sinal de que a saída do emblema helvético poderá estar para breve. Os valores de uma eventual transferência continuam por revelar, embora o jogador esteja avaliado em cerca de dois milhões de euros pelo site Transfermarkt.

Na temporada passada, Koutsias disputou 36 jogos, nos quais marcou seis golos e somou três assistências. O avançado de 22 anos poderá deixar o FC Lugano ao fim de duas temporadas, durante as quais também adquiriu experiência nas competições europeias, contabilizando nove encontros na Liga Conferência e três na Liga Europa.

Caso a transferência se concretize, Koutsias deverá ocupar a vaga deixada por Simon Elisor, que se transferiu para o Universitatea Craiova, da Roménia, por cerca de 1,5 milhões de euros. O internacional jovem grego pode, assim, a disputar um lugar no centro do ataque da equipa orientada por Carlos Carvalhal com Umar Abubakar e Rudi Almeida.

Antes de representar o Lugano, o jovem jogador passou pelo PAOK, clube onde completou a sua formação, pelo Volos NFC, também da Grécia, e pelo Chicago Fire, dos Estados Unidos.

Internacional pelas seleções jovens da Grécia, o ponta de lança soma internacionalizações pelos escalões de sub-17, sub-18, sub-19 e sub-21 onde se estreou com apenas 16 anos. // Tiago Torres

Foto: Reprodução Facebook FC Lugano

Famalicão: Marco Ferreira vence a 3. ª etapa do Campeonato Concelhio de Ténis

O tenista do Clube de Ténis São Pedro de Bairro anulou cinco match points frente a Miguel Cunha, do Ténis Clube de Famalicão, e, na primeira oportunidade de que dispôs para fechar o encontro, não desperdiçou, conquistando assim o título, repetindo o feito conseguido no ano passado.

A final, disputada no dia 21 de julho, em Vila Nova de Famalicão, registou a maior assistência de sempre num Campeonato Concelhio de Ténis.

No quadro feminino, destaque para a jovem sub-14 Margarida Marinho, que venceu Alice Silva numa final marcada pelo equilíbrio, conquistando o título.

A 3.ª etapa do Campeonato Concelhio de Ténis 2026 reuniu 70 participantes, dos quais 54 no quadro masculino e 16 no feminino, tendo sido disputados cerca de uma centena de encontros.

Devido ao elevado número de atletas referido acima, foi necessária a realização de uma fase de qualificação com 32 jogadores, da qual saíram oito atletas que garantiram presença no quadro principal.

O evento contou, ainda, com a cerimónia de entrega de prémios aos jovens tenistas que participaram no Campeonato Juvenil Concelhio, realizada na tarde de sábado.

 

Famalicão: Ibrahima Ba deixa o FC Famalicão e reforça o Sporting CP

O negócio foi oficializado na noite desta quarta-feira. O jovem defesa-central rende aos cofres do FC Famalicão cerca de 21,25 milhões de euros, com o clube minhoto a assegurar ainda 10% das mais-valias de uma futura transferência.

Há menos de uma semana, Ibrahima Ba esteve muito perto de reforçar o Estrasburgo, orientado pelo ex-treinador do FC Famalicão, Hugo Oliveira. No entanto, o negócio acabou por cair. Segundo o clube francês, o defesa senegalês não terá sido aprovado nos exames médicos. Já a versão apresentada pelo agente do jogador foi diferente, garantindo que o Estrasburgo alterou os valores acordados na reta final das negociações, inviabilizando a transferência.

O defesa de 21 anos prossegue agora a carreira no emblema leonino, tendo assinado contrato válido até junho de 2031. O vínculo contempla uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros, chegando para ocupar a vaga deixada por Ousmane Diomande, cuja transferência para o Nottingham Forest está praticamente concluída.

Ba cumpriu apenas uma temporada no plantel principal do FC Famalicão, na qual disputou 21 partidas e apontou um golo. Apesar de não ter iniciado a época como titular indiscutível, conquistou o lugar a partir da 9.ª jornada, beneficiando também da perda de espaço de Léo Realpe e afirmando-se com um conjunto de exibições de elevado nível.

O desempenho do internacional jovem senegalês valeu-lhe ainda a distinção de Defesa do Mês da Liga Portugal em março da última temporada.

Tiago Torres
Foto: Facebook Sporting CP (reprodução)

Famalicão: PSP promove sessão de esclarecimento sobre licenciamento de armas e explosivos

O Comando Distrital da PSP de Braga, em parceria com o Clube de Caça e Pesca de Santa Tecla, realiza na manhã do próximo sábado, uma sessão de esclarecimento sobre licenciamento de armas e explosivos. As inscrições podem ser efetuadas através do telefone 916 021 459 ou mediante o QR Code disponibilizado no cartaz de divulgação da iniciativa que começa às 9 horas, na Fundação Castro Alves, na freguesia de Bairro.
A sessão de esclarecimento faz parte da estratégia de proximidade da PSP, visando a promoção do cumprimento da legislação em vigor, sensibilizar para a utilização segura de armas de fogo e reforçar a consciencialização dos seus detentores quanto aos deveres e responsabilidades que lhes estão associados.
Durante a sessão serão abordados temas como o enquadramento legal do uso e porte de armas, o regime de licenciamento de armas e explosivos, as normas de segurança na utilização de armas de fogo e os procedimentos aplicáveis aos respetivos detentores.
No final, os participantes podem colocar questões e obter informações sobre matérias relacionadas com o licenciamento, a segurança e o exercício responsável da atividade cinegética.
Com esta ação, o Comando Distrital da PSP de Braga reforça o compromisso com a prevenção, sensibilização e a promoção de comportamentos seguros, valorizando a cooperação institucional com o Clube de Caça e Pesca de Santa Tecla e o diálogo de proximidade com a comunidade cinegética.

Famalicão: João Lopes “Cigano” renova com o Rio Ave

João Lopes, conhecido no futsal nacional como Cigano, renovou com o Rio Ave. O experiente ala, de 32 anos, vai cumprir a segunda época na formação vilacondense pela qual, na época passada, esteve em 24 jogos e foi autor de 4 golos.

O Rio Ave vai para a segunda época consecutiva na Liga Placard onde, na época passada, alcançou um surpreendente quinto lugar.

Foto arquivo