Mensagem de Páscoa da LOC/MTC, Arquidiocese de Braga: É a hora de acordar do sono! (Rm 13, 11)

As campainhas da Páscoa ainda tocam e multiplicam-se, nos templos e nas casas que abrem a porta aos compassos da visita pascal, para acolher a mensagem central da nossa fé: “Paz a esta casa e a todos os que nela habitam!”. Este anúncio não é um mero costume; é um grito de vida que ecoa através dos séculos, desafiando a escuridão que teima em envolver a humanidade.

É tempo de acordar do sono e abrir depressa as portas. Não apenas as portas físicas das nossas casas, mas também as portas, muitas vezes fechadas, das nossas fábricas, oficinas e escritórios. É preciso deixar Cristo entrar — o grande animador da Boa Nova. Ele não vem para ser um convidado passivo, mas para animar a inteligência humana a fazer deste mundo novos espaços onde seja bom viver; onde todos repartem e convivem na alegria que brota, paradoxalmente, das dores dos pregos perfurados nas mãos e nos pés do nosso Libertador.

As campainhas da Páscoa estão à porta e elas fazem-nos lembrar que há uma urgência inadiável na mudança. Elas tocam para nos despertar do pesadelo da guerra, essa mancha de sangue que continua a desfigurar a face da criação. Não podemos aceitar como normal que, em pleno século XXI, a tecnologia seja usada para destruir e o ódio para dividir. Há urgência em acabar com as guerras, em despertar para um “ver apurado” que não se desvia do sofrimento do próximo. Precisamos deixar que as pequenas sementes de esperança contagiem e desarmem a maldade dos que, por ganância ou poder, se tornam “assassinos do Povo de Deus”.

Somos trabalhadores e reformados. Vivemos do suor do nosso rosto ou do descanso merecido após uma vida de entrega. Temos direito ao trabalho digno e justo, pois o trabalho não é um castigo, mas uma participação na obra criadora de Deus. No entanto, a nossa dignidade social é inseparável da nossa vocação espiritual. Ser cristão na Páscoa é compreender que o pão que pedimos no “Pai Nosso” é o mesmo pão que falta na mesa de milhões de vítimas da fome. A fome é a negação da Ressurreição; a guerra é a nova crucificação de Cristo nos inocentes. Por isso, esta Páscoa convoca-nos a ser Luz. Mas não uma luz estática, de vitral, que apenas se admira. Somos chamados a ser uma luz que incomoda as trevas da injustiça. Ser Luz da Páscoa nas fábricas é lutar por salários justos; ser Luz nos escritórios é promover a ética sobre o lucro desmedido; ser Luz na reforma é partilhar a sabedoria com os mais novos e não desistir de sonhar com um mundo melhor.

A Luz da Páscoa deve acordar-nos para o facto de que somos todos responsáveis uns pelos outros. Quando uma bomba cai longe, a sua onda de choque deve atingir a nossa consciência aqui. Quando uma criança chora de fome, é o Cristo Ressuscitado que nos estende a mão pedindo justiça. O nosso compromisso social é a prova real da nossa fé espiritual. Se Cristo ressuscitou, então a morte e a miséria não têm a última palavra. A última palavra é a Vida, mas essa Vida precisa das nossas mãos para se manifestar.

Que as campainhas deste ano não sejam apenas um som passageiro, mas um despertador para a alma. Que saibamos transformar a nossa indignação em ação e a nossa oração em serviço. Que cada um de nós, no seu posto de trabalho ou na sua vivência familiar, seja um foco de ressurreição, combatendo a indiferença com a proximidade e o ódio com o perdão ativo.

Cristo Ressuscitou! Que ressuscite também em nós a coragem de sermos construtores da Paz e da Justiça.

Uma Santa e Renovadora Páscoa, para todos!

Braga, abril de 2026

A Equipa Executiva Diocesana

Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos

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Trofa: Promessa do automobilismo morre com 21 anos

O piloto Zdeněk Chovanec morreu, na passada sexta-feira, aos 21 anos. Natural da Venezuela, o jovem residia em São Mamede do Coronado, na Trofa, era apontado como uma das grandes promessas do automobilismo nacional. As causas da morte não foram reveladas.

A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting lamentou o falecimento e recordou o percurso do jovem piloto, que iniciou a carreira no karting em Portugal e representou o país em várias competições internacionais de monolugares, entre elas a Fórmula 3.

O funeral realiza-se na quinta-feira em Matosinhos.

IPCA torna-se Universidade Politécnica do Cávado e do Ave

O Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) passa a designar-se, a partir do dia 3 de agosto deste ano, Universidade Politécnica do Cávado e do Ave, com a sigla UPCA. A alteração foi publicada esta segunda-feira, dia 20 de julho, em Diário da República.

Nos termos do artigo 31.º-D, aditado pelo artigo 7.º do diploma, a conversão dos institutos politécnicos em universidades politécnicas ocorre de forma automática para as instituições com acreditação institucional sem condições atribuída pela A3ES (Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior).

Quer dizer que o IPCA junta-se a um número ainda restrito de antigos institutos politécnicos que transitam para o estatuto universitário ao abrigo do novo regime.

Para a presidente do IPCA, Alexandra Malheiro, a alteração «representa o reconhecimento do percurso de afirmação institucional do IPCA e da qualidade do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos». Acrescenta que traduz «o reforço da […] missão e da responsabilidade que assumimos perante os estudantes, os diplomados, os colaboradores, os parceiros e a sociedade».

Autarcas de Braga e Guimarães dão início à Área Metropolitana do Minho

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, e o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, deram início àquela que pode vir a ser a Área Metropolitana do Minho (AMM).

Este anúncio foi dado após um encontro entre os dois autarcas, esta terça-feira. João Rodrigues disse, em declarações ao site “O Minho”, que já passou o tempo das promessas e dos estudos e que é preciso avançar.

O presidente da Câmara de Braga frisou que estes dois municípios têm os maiores polos urbanos do distrito e, por isso, têm «a obrigação» de dar o primeiro passo, mas garantiu que o processo não está centralizado nestas câmaras, nem neste partido, uma vez que ambos são do PSD. «É um assunto claramente assumido pelas diversas forças políticas e as próprias comunidades claramente partilham e percebem que este é o caminho a seguir», disse.

Os dois autarcas garantem que ninguém será excluído, incluindo os de Viana do Castelo, porque é de opinião que a criação da Área Metropolitana do Minho é algo desejado por todos.

Ricardo Araújo lembra que há estudos a serem desenvolvidos que indicam que a Área Metropolitana do Minho trará vantagens para a população, nomeadamente nas áreas da «coordenação, planeamento e operacionalização de políticas conjuntas».

O autarca de Guimarães realçou, ainda, que a região precisa de «ter uma voz firme, com capacidade de ser escutada em Lisboa e de uma estrutura que implemente depois uma política que seja capaz de obter financiamentos».

Homem desaparece e preocupa família

Bruno está desaparecido desde a manhã desta segunda-feira, depois de ter saído da sua residência, em Soutelo, Vila Verde – Braga. Desde esse momento, não voltou a ser visto nem deu qualquer notícia à família.

O homem saiu ao volante de um Nissan Qashqai cinzento, com a matrícula 68-VP-10, sendo atualmente desconhecido o seu paradeiro.

A GNR de Braga acompanha o caso e solicita que qualquer informação que possa ajudar a localizar Bruno seja comunicada através do número 253 203 030. A família também está disponível através do contacto 913 050 446.

Os familiares apelam à colaboração da população e à divulgação do alerta, na esperança de que Bruno seja encontrado rapidamente.

Trofa: Praias fluviais da Barca, Bairros e Bicho interditas a banhos

As praias fluviais da Barca, Bairros e Bicho estão com má qualidade da água. A informação foi confirmada pela Agência Portuguesa do Ambiente após análises realizadas nestes locais.

Na sequência desta informação, a Câmara Municipal da Trofa colocou sinalização nas três praias e desaconselha a ida a banhos, apelando a população a cumprir as recomendações, tratando-se de proteção da saúde pública.

Imagem: Facebook CM Trofa

Cartas inéditas de Camilo Castelo Branco reunidas em obra

A Irmandade da Lapa vai lançar uma obra com cartas inéditas de Camilo Castelo Branco. A autoria é de Francisco Ribeiro da Silva, historiador e mesário da Irmandade da Lapa.

O lançamento de “Cartas Inéditas de Camilo Castelo Branco” será no dia 22 de julho, às 18 horas, no salão nobre da Irmandade, no Porto.

A sessão contará com a apresentação por Isabel Pires de Lima, professora emérita da Universidade do Porto e uma das mais prestigiadas especialistas da literatura portuguesa. Após a sessão de apresentação, realizar-se-á uma romagem ao Cemitério da Lapa, onde está sepultado o escritor, com deposição de uma coroa de flores em sua memória. A cerimónia terminará com um Porto de Honra, na Galeria dos Retratos da Irmandade da Lapa, proporcionando um momento de convívio entre convidados, participantes e público.

O lançamento da obra está integrado no bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco, o que na perspetiva da provedora da Irmandade, Manuela Rebelo, «constitui um importante contributo para preservar e divulgar o legado de Camilo Castelo Branco».

Quanto à obra, é fruto de «um rigoroso trabalho de investigação histórica» e reúne um conjunto de documentos até agora inéditos, que enriquecem o conhecimento sobre a vida, o pensamento e a obra do escritor, proporcionando novas perspetivas sobre uma das figuras maiores da literatura portuguesa».

A iniciativa integra o programa “Camilo e a Lapa”, desenvolvido pela Irmandade da Lapa no âmbito das comemorações do bicentenário do nascimento do escritor, promovidas sob a égide da CCDR NORTE. Este programa reúne mais de três dezenas de instituições da região em torno da evocação da vida, da obra e da influência de Camilo Castelo Branco.

“Camilo e a Lapa” pretende promover uma reflexão renovada sobre a atualidade da obra camiliana, através de uma programação multidisciplinar que inclui exposições, conferências, visitas temáticas, publicações e outras iniciativas culturais e educativas, valorizando a estreita ligação histórica entre o escritor e a Irmandade da Lapa.

Foto arquivo