Nove denúncias de praxes abusivas no ensino superior no ano letivo passado

A linha foi criada há exatamente cinco anos, em setembro de 2015, e desde então os abusos têm vindo a diminuir: No primeiro ano de existência, a linha recebeu 80 queixas; já no ano letivo que terminou em julho, registaram-se nove casos.

As praxes realizadas pelos alunos da Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo de Mirandela, do Instituto Politécnico de Bragança, motivaram duas queixas, segundo dados relativos ao ano letivo de 2018/2019 avançados à Lusa pelo gabinete do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

A atuação dos estudantes da Universidade do Minho e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto originaram outras duas queixas.

Os serviços da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) foram ainda contactados por causa de praxes no Instituto Superior do Porto, ocorridas na Escola Superior de Hotelaria e Turismo e Escola Superior de Média Artes, assim como no Instituto Superior de Contabilidade e Administração.

A Universidade Beira Interior (UBI) também faz parte do lote das instituições onde terão ocorrido abusos durante as praxes realizadas no ano letivo de 2018/2019, uma situação que já se tinha registado no ano anterior.

No centro do país, registou-se um caso na Escola Superior de Educação do Politécnico de Coimbra e, no Alentejo, uma outra situação motivou uma denúncia contra a atuação de um grupo de alunos da Universidade de Évora.

A linha de denúncia de praxes abusivas foi criada há exatamente cinco anos pelo então ministro da Educação e Ensino Superior Nuno Crato na sequência do caso da praia do Meco, em que um grupo de estudantes morreu afogado, alegadamente na sequência de uma praxe.

Na noite de 15 de dezembro de 2013, quatro raparigas e dois rapazes da Universidade Lusófona de Lisboa foram arrastados por uma onda naquela praia de Sesimbra, tendo os seus corpos sido encontrados nos dias seguintes.

O acidente voltou a chamar a atenção para as praxes violentas que de vez em quando vinham a público, promovendo acesos debates entre quem olha para as praxes como uma forma de integração dos caloiros e quem as vê como meras práticas de humilhação e subserviência.

Em setembro de 2015, o Governo lançou uma linha de denúncias que, no primeiro ano letivo, recebeu 80 queixas de casos em todo o país.

Nos últimos anos, as práticas violentas parecem estar a diminuir, uma vez que os números registados pela DGES mostram cada vez menos denúncias.

Em 2016/2017 registaram-se 18 queixas, em 2017/2018 foram dez e, no passado ano letivo, baixou para nove, segundo dados do ministério.

A maioria das queixas foi feita por email (praxesabusivasges.gov.pt), havendo apenas sete casos que foram denunciados por telefone.

Nos últimos anos, a receção aos caloiros passou a ser vista como uma oportunidade para desenvolver iniciativas positivas de integração de novos estudantes, com projetos solidários ou eventos culturais e desportivos.

Em 2017 foi criado o movimento Exarp, que tem destacado as melhores iniciativas.

No portal “EXARP” estão “mais de 390 atividades organizadas desde o início deste movimento, número demonstrativo da continua preocupação de toda a sociedade, desde associações e movimentos estudantis, passando por entidades ligadas ao desporto, cultura e ciência, até à participação ativa de cidadãos, no estímulo à liberdade e emancipação dos jovens e na sua melhor integração no ensino superior”, sublinhou o gabinete ministerial em declarações à Lusa.

Nos últimos anos, além de espetáculos musicais, os alunos têm sido convidados a participar em atividades de solidariedade e apoio a famílias carenciadas, através de inúmeras iniciativas como a recolha de alimentos.

A Universidade Católica de Lisboa, por exemplo, chegou a levar recentemente os caloiros a uma ‘praxe solidária’ na Golegã, onde lhes foi pedido que apanhassem batatas que seriam entregues no Banco Alimentar.

A Faculdade de Arquitetura de Lisboa pediu aos novos alunos que participassem em atividades de trabalhos manuais com jovens com deficiência mental, numa das muitas iniciativas que se registaram um pouco por todo o país de ações de sensibilização para a deficiência física ou mental.

Entretanto, a DGES continua a receber e monitorizar todas as denúncias relativas a praxes consideradas abusivas e violentas, que são sempre encaminhadas aos responsáveis das instituições, dando resposta aos autores da denúncia sobre as diligências efetuadas em cada caso.

Luís Montenegro não vai fazer férias no verão para acompanhar a atividade do governo

Luís Montenegro mantém-se ao serviço e prescinde de férias este verão

Luís Montenegro decidiu não tirar férias durante o verão. De acordo com informação avançada pela agência Lusa, o primeiro-ministro vai permanecer em funções, assegurando a coordenação da atividade do Governo e mantendo igualmente a agenda enquanto presidente do PSD.

Entre os compromissos já confirmados estão a participação na Festa do Pontal, marcada para 14 de agosto, e na Universidade de Verão do PSD, que decorre entre 24 e 30 de agosto, em Castelo de Vide.

A opção surge depois das críticas da oposição pelas deslocações do chefe do Governo aos Estados Unidos para assistir a jogos da Seleção Nacional no Mundial de Futebol, numa altura em que Portugal se encontrava em situação de alerta devido ao calor e ao risco de incêndios.

Famalicão: Presidente da ANESPO considera que os decisores são fundamentais na afirmação das escolas profissionais

Na passada semana, no decurso das Jornadas Pedagógicas da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), Amadeu Dinis salientou que o Ensino Profissional está a ganhar uma nova centralidade no sistema educativo nacional. O famalicense que preside à ANESPO entende, por isso, que é fundamental que os decisores políticos continuem a assegurar a sustentabilidade financeira, organizacional e funcional das escolas profissionais face à importância e especificidade dos projetos educativos nos seus territórios, regiões e país.

As Jornadas Pedagógicas decorreram entre 9 e 10 de julho, na Escola de Turismo de São Pedro Sul, subordinadas ao tema “Ensino Profissional + Flexível + Inclusivo: com o CNQ e os CTE na bagagem”.

O também diretor da Escola Profissional CIOR considerou, ainda, que o encontro «foi um momento particularmente importante para refletirmos, em conjunto, sobre os desafios atuais e futuros e sobre as respostas que as escolas devem continuar a construir». Acrescentou que com esta iniciativa, «a ANESPO pretende promover um espaço de reflexão e partilha em torno da flexibilidade curricular, da inclusão e da valorização das competências. Estas são dimensões essenciais para preparar melhor os alunos, responder às necessidades dos territórios e reforçar o papel do Ensino Profissional no desenvolvimento do país»

Com 300 participantes, de mais 100 Escolas Profissionais de todo o país, as Jornadas Pedagógicas tiveram, segundo a associação, uma particular relevância num momento em que o Ensino Profissional em Portugal enfrenta novos desafios pedagógicos, organizacionais e tecnológicos. Durante os dois dias, coordenadores, docentes, especialistas e representantes institucionais ligados ao ensino e à formação profissional debateram estratégias para tornar as Escolas Profissionais mais flexíveis e inclusivas.

Está muito calor, proteja-se

Face à onda de calor, com temperaturas a chegar aos 40 graus, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda que se proteja e tome algumas precauções como beber pelo menos 1,5 litros de água, mesmo quando não tem sede; se possível permanecer em ambientes frescos e climatizados, em sombras, com circulação de ar, e manter janelas e estores fechados durante as horas de maior calor.

Também deve evitar a exposição direta ao sol e usar protetor solar superior a 30; utilizar roupas de cor clara, leves e largas, chapéu e óculos de sol; evitar atividades no exterior que exijam esforço físico; dar atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, como crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas; assegurar que as crianças bebam muita água; acompanhar pessoas que vivam isoladas; manter-se informado sobre a evolução das condições climatéricas.

Se apresentar sinais de alerta como suores intensos, febre, vómitos/náuseas, pulsação acelerada ou fraca deve contactar a SNS 24 através do número 808 24 24 24 ou o 112.

Taça da Liga terá novo modelo competitivo em 2027/2028

A terceira competição do futebol português voltará a mudar de formato na época 2027/2028. Ao contrário do que aconteceu na temporada passada, em que os seis primeiros classificados da I Liga defrontavam os dois primeiros classificados da II Liga, a prova passará a ser disputada num modelo de fase de liga, semelhante ao utilizado na Liga dos Campeões.

No novo formato, a competição vai contar com 26 equipas provenientes dos dois primeiros escalões do futebol português. Cada formação vai realizar dois jogos, um na condição de visitada e outro na de visitante. No final desta fase, as equipas apuradas disputam um play-off, do qual saem os clubes que garantem presença nos quartos de final, onde estão os emblemas participantes nas competições da UEFA.

Ultrapassada essa etapa, a prova regressa ao formato tradicional da Final Four, disputada no mês de janeiro, altura em que será conhecido o vencedor da Taça da Liga, muitas vezes apelidado de «campeão de inverno».

Ao todo, a Taça da Liga terá um máximo de 36 jogos.

Recorde-se que, na época 2026/27, o FC Famalicão defrontará o SC Braga nos quartos de final da competição.

Tiago Torres

Estado condenado a pagar indemnização a antigo Primeiro Ministro

O Estado português foi condenado a pagar uma indemnização de 15 mil euros a José Sócrates, na sequência da violação do segredo de justiça durante a investigação da Operação Marquês. A decisão foi tomada pelo Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa.

O antigo primeiro-ministro reclamava uma compensação de 205 mil euros, alegando prejuízos causados pelas fugas de informação, pela duração do processo e pelos comunicados divulgados pela Procuradoria-Geral da República. No entanto, o tribunal apenas considerou procedente a queixa relacionada com a quebra do segredo de justiça.

A sentença conclui que houve divulgação de informação sobre a detenção de José Sócrates, em novembro de 2014, quando o processo ainda se encontrava em segredo de justiça, situação que o tribunal entendeu ter provocado danos não patrimoniais.

Já os restantes pedidos foram rejeitados. O tribunal concluiu que a duração da investigação se justificava pela complexidade do processo e considerou que os comunicados da Procuradoria-Geral da República tiveram um caráter meramente informativo, não existindo fundamento para responsabilizar o Estado nesses casos.

Apesar de ter conseguido uma decisão favorável neste ponto, José Sócrates terá de suportar cerca de 93% das custas do processo, uma vez que apenas uma parte reduzida da ação foi julgada procedente

Botija Solidária para famílias carenciadas com gás até setembro

Em entrevista ao “Jornal de Negócios” e à Antena 1, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou que o Governo vai prolongar, até meados de setembro, a botija de gás solidária.

Este apoio, que deveria terminar no final de junho e que concede €25 por botija (com um limite de duas botijas por mês) a famílias economicamente vulneráveis, será então prolongado referiu a ministra.

O programa “Botija Solidária” visa ajudar as famílias em situação de vulnerabilidade económica na compra de botijas de gás. Criado em 2022, na sequência da guerra na Ucrânia, o programa destina-se a beneficiários de prestações sociais e é executado através das juntas de freguesia aderentes. Anteriormente denominado “Bilha Solidária”, foi criado para minimizar o impacto da subida dos preços da energia nos orçamentos familiares.