Covid-19: PSP fiscaliza e sensibiliza condutores e passageiros de transportes públicos no Porto

Milhares de agentes da PSP fiscalizam hoje as fronteiras entre concelhos para garantir que a limitação de circulação é cumprida com o Grande Porto a não ser exceção a uma sensibilização que visa explicar que “deslocações desnecessárias acarretam riscos”.

“Apesar de estarmos numa situação de passagem do estado de emergência para o estado de calamidade, estes aconselhamentos são sempre viáveis. O dever geral de recolhimento vai-se manter e as pessoas devem abster-se de sair para situações que não são urgentes e inadiáveis”, disse o comissário da Divisão de Trânsito da PSP do Porto, José Ferreira.

O comissário falava, à agência Lusa, cerca das 09:00 no Nó de Bonjoia, para onde o trânsito na Via de Cintura Interna (VCI), no sentido Arrábida/Freixo, no Porto, foi desviado para ser conhecido o destino dos automobilistas.

No local, algumas dezenas de agentes solicitam a documentação que, caso ateste a legitimidade da viagem, permite aos condutores seguirem viagem para outros concelhos, nomeadamente Vila Nova de Gaia, a sul, ou Gondomar a norte, bem como outras cidades vizinhas e próximas como Valongo, Matosinhos ou Maia.

O Presidente da República assinou na quinta-feira o decreto do Governo que limita a circulação entre concelhos entre hoje e domingo, período em que se passará do estado de emergência para a situação de calamidade pública, medidas decretadas devido à pandemia da covid-19 que já provocou mais de 230 mil mortos e infetou mais de 3,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Em Portugal, morreram 989 pessoas das 25.045 confirmadas como infetadas, e há 1.519 casos recuperados, de acordo com o relatório epidemiológico apresentado quinta-feira pela Direção-Geral da Saúde

Marcelo Rebelo de Sousa assinou este decreto “tendo em atenção o sinal que se pretende dar (…), isto é, na transição entre o estado de emergência e o período que se vai iniciar, de que o arranque da gradual retoma social e económica não pode colocar em risco os passos dados pelos portugueses na contenção e no controlo do surto epidémico”, lê-se numa nota publicada no portal da Presidência da República na Internet.

“As pessoas estando a fazer deslocações desnecessárias estão a colocar-se a si em risco e aos outros. A nossa função é sensibilizar e fiscalizar”, frisou, por sua vez, o comissário da Divisão de Trânsito da PSP do Porto, que também já tinha liderado uma operação semelhante no período da Páscoa.

Questionado sobre se tem percebido que as pessoas estão a abrandar as medidas de confinamento, o comissário admitiu que “nos últimos dias [registaram-se] mais deslocações rodoviárias”, algo que acredita ser “normal, uma vez que muitos setores de atividade vão entrar em laboração, sendo normal que essas empresas estejam a preparar-se”, no entanto voltou a sublinhar a necessidade do cumprimento da lei quer para segurança pessoal, quer de terceiros.

“Além de situações imperiosas e urgentes ao nível de saúde, são [autorizadas] as situações de atividade laboral. As pessoas que estão a trabalhar, mediante a apresentação de uma declaração da entidade patronal, podem efetuar a travessia entre concelhos. São ilegítimas situações de pessoas que vaio passear ou visitar familiares que não são dependentes, nem estão em situações de cuidados inadiáveis e urgentes”, descreveu o comissário José Ferreira.

Foi o que aconteceu no tabuleiro superior da ponte D. Luís, na estação de metro Jardim do Morro, em Vila Nova de Gaia. Cerca das 10:30, conforme a Lusa constatou no local, pelo menos dois passageiros foram convidados a sair da carruagem por não terem um motivo legítimo para atravessar a ponte sobre o rio Douro até ao Porto.

Junto a um parque público vedado com fitas pela Câmara Municipal local e com os painéis da empresa Metro do Porto a passar a mensagem “cumpra distâncias de segurança e de autoproteção”, pelo menos seis agentes fiscalizavam as viagens de passageiros que regra geral circulavam com máscara e distantes uns dos outros dentro das carruagens, no entanto apenas era permitido que prosseguisse viagem quem tivesse declaração válida.

No tabuleiro inferior da ponte desenhada pelo arquiteto francês Gustave Eiffel, uma fiscalização semelhante acontecia junto de condutores e passageiros de autocarros.

Às 10:00, um veículo da carreira 901 da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) que faz o percurso entre a Trindade, no Porto, e Valadares, em Vila Nova de Gaia, teve de parar à entrada da ponte para que um agente da PSP entrasse e perguntasse aos dois únicos passageiros, ambos de máscara colocada, o motivo da viagem.

“Estão a regressar a casa depois do trabalho. Estiveram a trabalhar de noite. Podem prosseguir”, referiu, à saída do autocarro, o agente da PSP responsável pela operação naquele local.

O novo coronavírus foi detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

Luís Montenegro não vai fazer férias no verão para acompanhar a atividade do governo

Luís Montenegro mantém-se ao serviço e prescinde de férias este verão

Luís Montenegro decidiu não tirar férias durante o verão. De acordo com informação avançada pela agência Lusa, o primeiro-ministro vai permanecer em funções, assegurando a coordenação da atividade do Governo e mantendo igualmente a agenda enquanto presidente do PSD.

Entre os compromissos já confirmados estão a participação na Festa do Pontal, marcada para 14 de agosto, e na Universidade de Verão do PSD, que decorre entre 24 e 30 de agosto, em Castelo de Vide.

A opção surge depois das críticas da oposição pelas deslocações do chefe do Governo aos Estados Unidos para assistir a jogos da Seleção Nacional no Mundial de Futebol, numa altura em que Portugal se encontrava em situação de alerta devido ao calor e ao risco de incêndios.

Famalicão: Presidente da ANESPO considera que os decisores são fundamentais na afirmação das escolas profissionais

Na passada semana, no decurso das Jornadas Pedagógicas da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), Amadeu Dinis salientou que o Ensino Profissional está a ganhar uma nova centralidade no sistema educativo nacional. O famalicense que preside à ANESPO entende, por isso, que é fundamental que os decisores políticos continuem a assegurar a sustentabilidade financeira, organizacional e funcional das escolas profissionais face à importância e especificidade dos projetos educativos nos seus territórios, regiões e país.

As Jornadas Pedagógicas decorreram entre 9 e 10 de julho, na Escola de Turismo de São Pedro Sul, subordinadas ao tema “Ensino Profissional + Flexível + Inclusivo: com o CNQ e os CTE na bagagem”.

O também diretor da Escola Profissional CIOR considerou, ainda, que o encontro «foi um momento particularmente importante para refletirmos, em conjunto, sobre os desafios atuais e futuros e sobre as respostas que as escolas devem continuar a construir». Acrescentou que com esta iniciativa, «a ANESPO pretende promover um espaço de reflexão e partilha em torno da flexibilidade curricular, da inclusão e da valorização das competências. Estas são dimensões essenciais para preparar melhor os alunos, responder às necessidades dos territórios e reforçar o papel do Ensino Profissional no desenvolvimento do país»

Com 300 participantes, de mais 100 Escolas Profissionais de todo o país, as Jornadas Pedagógicas tiveram, segundo a associação, uma particular relevância num momento em que o Ensino Profissional em Portugal enfrenta novos desafios pedagógicos, organizacionais e tecnológicos. Durante os dois dias, coordenadores, docentes, especialistas e representantes institucionais ligados ao ensino e à formação profissional debateram estratégias para tornar as Escolas Profissionais mais flexíveis e inclusivas.

Está muito calor, proteja-se

Face à onda de calor, com temperaturas a chegar aos 40 graus, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda que se proteja e tome algumas precauções como beber pelo menos 1,5 litros de água, mesmo quando não tem sede; se possível permanecer em ambientes frescos e climatizados, em sombras, com circulação de ar, e manter janelas e estores fechados durante as horas de maior calor.

Também deve evitar a exposição direta ao sol e usar protetor solar superior a 30; utilizar roupas de cor clara, leves e largas, chapéu e óculos de sol; evitar atividades no exterior que exijam esforço físico; dar atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, como crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas; assegurar que as crianças bebam muita água; acompanhar pessoas que vivam isoladas; manter-se informado sobre a evolução das condições climatéricas.

Se apresentar sinais de alerta como suores intensos, febre, vómitos/náuseas, pulsação acelerada ou fraca deve contactar a SNS 24 através do número 808 24 24 24 ou o 112.

Taça da Liga terá novo modelo competitivo em 2027/2028

A terceira competição do futebol português voltará a mudar de formato na época 2027/2028. Ao contrário do que aconteceu na temporada passada, em que os seis primeiros classificados da I Liga defrontavam os dois primeiros classificados da II Liga, a prova passará a ser disputada num modelo de fase de liga, semelhante ao utilizado na Liga dos Campeões.

No novo formato, a competição vai contar com 26 equipas provenientes dos dois primeiros escalões do futebol português. Cada formação vai realizar dois jogos, um na condição de visitada e outro na de visitante. No final desta fase, as equipas apuradas disputam um play-off, do qual saem os clubes que garantem presença nos quartos de final, onde estão os emblemas participantes nas competições da UEFA.

Ultrapassada essa etapa, a prova regressa ao formato tradicional da Final Four, disputada no mês de janeiro, altura em que será conhecido o vencedor da Taça da Liga, muitas vezes apelidado de «campeão de inverno».

Ao todo, a Taça da Liga terá um máximo de 36 jogos.

Recorde-se que, na época 2026/27, o FC Famalicão defrontará o SC Braga nos quartos de final da competição.

Tiago Torres

Estado condenado a pagar indemnização a antigo Primeiro Ministro

O Estado português foi condenado a pagar uma indemnização de 15 mil euros a José Sócrates, na sequência da violação do segredo de justiça durante a investigação da Operação Marquês. A decisão foi tomada pelo Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa.

O antigo primeiro-ministro reclamava uma compensação de 205 mil euros, alegando prejuízos causados pelas fugas de informação, pela duração do processo e pelos comunicados divulgados pela Procuradoria-Geral da República. No entanto, o tribunal apenas considerou procedente a queixa relacionada com a quebra do segredo de justiça.

A sentença conclui que houve divulgação de informação sobre a detenção de José Sócrates, em novembro de 2014, quando o processo ainda se encontrava em segredo de justiça, situação que o tribunal entendeu ter provocado danos não patrimoniais.

Já os restantes pedidos foram rejeitados. O tribunal concluiu que a duração da investigação se justificava pela complexidade do processo e considerou que os comunicados da Procuradoria-Geral da República tiveram um caráter meramente informativo, não existindo fundamento para responsabilizar o Estado nesses casos.

Apesar de ter conseguido uma decisão favorável neste ponto, José Sócrates terá de suportar cerca de 93% das custas do processo, uma vez que apenas uma parte reduzida da ação foi julgada procedente

Botija Solidária para famílias carenciadas com gás até setembro

Em entrevista ao “Jornal de Negócios” e à Antena 1, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou que o Governo vai prolongar, até meados de setembro, a botija de gás solidária.

Este apoio, que deveria terminar no final de junho e que concede €25 por botija (com um limite de duas botijas por mês) a famílias economicamente vulneráveis, será então prolongado referiu a ministra.

O programa “Botija Solidária” visa ajudar as famílias em situação de vulnerabilidade económica na compra de botijas de gás. Criado em 2022, na sequência da guerra na Ucrânia, o programa destina-se a beneficiários de prestações sociais e é executado através das juntas de freguesia aderentes. Anteriormente denominado “Bilha Solidária”, foi criado para minimizar o impacto da subida dos preços da energia nos orçamentos familiares.