Covid-19: Centros de dia reabrem a partir de hoje, exceto na grande Lisboa

Os centros de dia estão desde hoje autorizados a abrir, com exceção da área metropolitana de Lisboa, onde a situação de contingência devido à pandemia o impede, e com autorização prévia da Segurança Social, se não forem estruturas autónomas.

A abertura dos centros de dia, uma resposta social que ainda permanecia encerrada devido à covid-19, foi autorizada há uma semana, mas com restrições.

Os equipamentos vão reabrir de forma faseada, podendo abrir os que funcionam de forma independente de outras respostas sociais, como lares residenciais para idosos, por exemplo. Os que partilham espaços com outras respostas sociais ficam condicionados a uma avaliação prévia da Segurança Social e entidade de saúde local para obterem autorização para reabrir.

A autorização não é, no entanto, aplicável na área metropolitana de Lisboa (AML), onde a situação de contingência devido à pandemia se mantém até final de agosto, impedindo a reabertura.

O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) elaborou um guião orientador para a reabertura, no âmbito da pandemia de covid-19.

Segundo Lino Maia, que preside à Confederação Nacional de Instituições de Solidariedade (CNIS), no universo de instituições tuteladas pela organização, mas também pela União das Misericórdias Portuguesas (UMP) haverá mais de 1.500 centros de dia, dos quais mais de metade funcionam de forma independente de qualquer outra resposta social.

O guião do MTSSS sublinha a importância dos centros de dia para a saúde dos idosos, considerando-a uma “resposta fundamental para proporcionar bem-estar social, físico-motor, psicológico, promovendo a autoestima das pessoas idosas”.

“Para além do apoio direto prestado à pessoa idosa, estas respostas revestem-se de particular importância no apoio aos cuidadores, tendo em conta as realidades sociais que o envelhecimento apresenta e que se prendem com o aumento da dependência, o isolamento e eventual exclusão por barreiras sociais e físicas. Assim, a reabertura desta resposta social é fundamental”, acrescenta-se.

A reabertura tem desde logo que ter em conta os centros de dia que funcionam de modo isolado e os acoplados a outras respostas sociais, para os quais é preciso garantir “total separação, sem cruzamento entre utentes e colaboradores das outras respostas sociais e sem partilha de espaços como refeitórios e instalações sanitárias”.

Os utentes que integrem grupos de risco devem ser sujeitos a uma avaliação clínica prévia, “ponderando riscos e benefícios”.

Uso de máscaras e equipamento de proteção pessoal por utentes e profissionais, circuitos de circulação e permanência, horários para refeições, limpeza diária e desinfeção semanal, distanciamento de dois metros entre utentes e preferência a atividades em espaço exterior são condição para a reabertura e vão fazer parte do dia-a-dia destas estruturas.

Famalicão: Profissionais da Unidade de Saúde Pública ainda não receberam subsídio de risco do Covid

Os colaboradores da Unidade de Saúde Pública de Famalicão estão sem receber o subsídio de risco extraordinário do tempo em que Portugal esteve em situação de emergência por causa do COVID-19. O valor, cerca de 200 euros mensais, é um direito que foi assegurado pelo Governo em Portaria (março de 2021) e que abrangia todos os profissionais de saúde na linha da frente.

No tempo da pandemia, os cerca de 20 profissionais da Unidade de Saúde Pública deixaram as suas atividades regulares para se dedicarem aos problemas inerentes ao COVID, como inquéritos epidemiológicos, isolamento de infetados, etc.

Na altura, a ARS-Norte, que tutelava as Unidades de Saúde Pública, teve dúvidas se o subsídio era aplicado a estes colaboradores e pediu esclarecimentos à Autoridade de Saúde, que posteriormente confirmou os direitos destes profissionais ao subsídio de risco extraordinário. O ACES -Ave Famalicão deveria informar o número de profissionais nestas condições e o tempo dedicado a este serviço, que será mais ou menos de um ano. Segundo estes profissionais da Unidade de Saúde Pública, o ACES não prestou as informações e pediu parecer ao departamento jurídico da ARS Norte, que no final do ano transato confirmou o direito ao subsídio.

Entretanto, as outras Unidades de Saúde Pública receberam o subsídio de risco pelo trabalho nesse período, mas a de Famalicão ainda o tem em falta.

Desde o dia 1 de janeiro de 2024, a Unidade de Saúde Pública (à semelhança das outras) passou para a alçada da Unidade Local de Saúde e estes colaboradores não sabem qual a solução para este caso. Acontece que neste momento há três Unidades de Saúde Pública na ULS do Médio Ave (Famalicão, Trofa e Santo Tirso), duas receberam o subsídio de risco e a de Famalicão ainda não.

Os colaboradores estão a consultar os sindicatos e as respetivas ordens profissionais, não descartando procedimento jurídico.

Entretanto, CIDADE HOJE pediu esclarecimentos à Unidade Local de Saúde do Médio Ave e a resposta foi a seguinte: «A situação exposta é anterior à constituição da ULS Médio Ave. A responsabilidade pelas remunerações desses profissionais dos ex-ACeS até 31/12/2023 é da Administração Regional de Saúde do Norte, que era o organismo que os tutelava».

 

Famalicão: Gonçalo Maia Marques vence Prémio de História Alberto Sampaio 2023

Gonçalo Maia Marques é o vencedor do Prémio de História Alberto Sampaio 2023.

A cerimónia de entrega do Prémio está agendada para dia 1 de dezembro, dia de nascimento do patrono do prémio que terá lugar em Guimarães, às 15h30, no Museu Alberto Sampaio.

O trabalho vencedor será publicado na Revista Guimarães, conforme o Regulamento.

O júri constituído sob a égide da Academia das Ciências de Lisboa atribuiu o prémio ao investigador Gonçalo Maia Marques que apresentou um trabalho intitulado “Do vinho de Deus ao vinho dos Homens: o vinho, os mosteiros e o Entre Douro e Minho”.

No entender do júri, o trabalho “dá-nos a conhecer práticas e técnicas de Viticultura, castas e tipos de vinhedos, estruturas vinícolas de produção e armazenamento, circuitos comerciais, consumos e gostos dos beneditinos de vinho verde e vinho maduro” e afirma-se como “uma contribuição valiosa para a sociedade, fundamentando o património material e imaterial que é o vinho verde na região de Entre Douro Minho”.

O Prémio de História Alberto Sampaio destina-se a homenagear e manter viva a pessoa e obra de Alberto Sampaio através do desenvolvimento de estudos científicos e investigação nas áreas ligadas ao seu legado, em especial, nas disciplinas da História Social e Económica.

Testes rápidos à Covid-19 continuam gratuitos até setembro

A comparticipação de testes rápidos de antigénio à covid-19, de uso profissional e realizados nas farmácias sob prescrição do SNS, foi prorrogada até ao final de setembro, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Saúde.

“A portaria que estabelece o regime excecional e temporário de comparticipação de testes rápidos de antigénio (TRAg) de uso profissional prescritos pelo SNS e realizados nas farmácias de oficina será prorrogada até ao final do mês de setembro”, lê-se na informação divulgada hoje pelo Ministério.

Já no início de agosto, o governo havia alargado o prazo até ao fim do presente mês.

Na ocasião, ficou determinado que o alargamento da comparticipação destes implicava a prescrição pelo SNS e que não custassem ao Estado mais de 10 euros.

“Ainda que a evolução da situação epidemiológica tenha evidenciado alguma estabilização, dada a relevância da realização de testes de diagnóstico para despiste de infeção por SARS-CoV-2 (…) para efeitos de referenciação de pessoas sintomáticas e deteção precoce de casos confirmados, importa assegurar a manutenção da vigência do regime excecional e temporário estabelecido, continuando a garantir o acesso e a realização” dos testes, conforme a portaria assinada pelo Secretário de Estado Adjunto e da Saúde.

A portaria entrou em vigor para ser adotada até ao dia 31 de agosto, “sem prejuízo da sua eventual prorrogação”, que agora se confirma.

A realização dos testes de rastreio à covid-19 tem lugar nas farmácias, devidamente registadas no Sistema de Registo de Estabelecimentos Regulados da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) e no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE), e devidamente registadas e habilitadas junto da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

Covid-19: DGS prepara nova dose da vacina

A Direção-Geral da Saúde (DGS) está a preparar a norma para a nova campanha de vacinação contra a covid-19, avança a CNN Portugal. A norma deverá ser até ao início do mês de setembro.

Nem a DGS nem o Ministério da Saúde, no entanto, responderam se serão convocados todos os portugueses – no esquema de ordem decrescente de idade, tal como aconteceu com as campanhas anteriores de vacinação – ou se o serão apenas os mais vulneráveis, como até agora anunciado.

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças como a Agência Europeia do Medicamento recomendam a administração de uma quarta dose das vacinas contra a covid-19 apenas aos cidadãos entre os 60 e 79 anos e a pessoas vulneráveis.

Fonte: CNN Portugal

Covid-19: Mortalidade em Portugal está em tendência decrescente

De acordo com o documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) hoje divulgado, a mortalidade específica por covid-19 está nos 24 óbitos a 14 dias por um milhão de habitantes.

Este valor está agora mais próximo do limiar de 20 óbitos definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC), sendo significativamente inferior às 41 mortes por um milhão de habitantes registadas no final de maio em Portugal.

Já a mortalidade por todas as causas, na última semana encontrava-se acima do limite superior dos valores esperados para esta época do ano, o que indica um excesso de mortalidade por todas as causas, em parte associado à covid-19, refere o relatório.

Na quinta-feira, a DGS anunciou que Portugal registou um excesso de mortalidade entre 07 e 13 de julho correspondente a 238 óbitos, atribuídos à onda de calor que se verifica no continente nos últimos dias.

Quanto à ocupação hospitalar por casos de covid-19, a DGS e o INSA avançam que regista também uma tendência decrescente, com os 1.140 internados na segunda-feira a representarem uma redução de 6% em relação à semana anterior.

O documento refere ainda que o número de 57 doentes em cuidados intensivos corresponde a 22,4% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas nessas unidades, quando na semana anterior era de 28,2%.

“O impacto na mortalidade geral está a diminuir. É expectável a manutenção da diminuição da procura de cuidados de saúde” devido à covid-19, prevê o relatório, que continua a recomendar a vigilância da situação epidemiológica, a vacinação de reforço e as medidas de proteção individual.

A DGS e o INSA referem também que a linhagem BA.5 da variante Ómicron, com maior capacidade de transmissão, é responsável por 92% das infeções registadas em Portugal e que a percentagem de testes positivos para o SARS-CoV-2 nos últimos sete dias foi de 35,1%, com tendência decrescente.

Desde 03 de março de 2020 e até à última segunda-feira, foram registados 5.265.951 casos em Portugal, 332.671 dos quais suspeitas de reinfeção, que representam 6,3% do total de casos.

Famalicão: Centro de Vacinação encerra esta sexta-feira

O Centro de Vacinação Covid19, instalado na antiga escola Didáxis, em S. Cosme do Vale, encerra a sua atividade esta sexta-feira.
A partir de segunda-feira, as vacinas passam a ser ministradas nas várias unidades de saúde do concelho, mediante casa aberta e de acordo com o horário que pode consultar em baixo.
Deste modo, a direção do Agrupamentos de Centros de Saúde Ave – Famalicão acredita que se privilegia o atendimento de proximidade, sendo que as Unidades, nos horários definidos, estarão ao serviço dos utentes elegíveis para vacinação Covid19.

O Centro de Vacinação localizado em S. Cosme do Vale abriu 13 de fevereiro de 2021, na antiga Escola Cooperativa de Ensino Didáxis, mediante uma parceria estabelecida entre o Município e o ACeS AVE – Famalicão. A Câmara Municipal cedeu as instalações, disponibilizou mais de duas dezenas de técnicos para acolhimento, encaminhamento e orientação dos utentes. A limpeza do espaço e a segurança estiveram, também, entregues ao Município que forneceu, ainda, equipamento logístico e dois veículos para as deslocações dos profissionais de saúde que vacinaram doentes acamados no concelho.