Emprego: Mais de 30% das empresas prevê aumentar número de funcionários ainda em 2021

“Com a recuperação pandémica e económica à vista, as empresas mostram assim mais segurança. Por outro lado, existe atualmente alguma incerteza no que toca às intenções de contratação das empresas para 2022, sendo que 41% não decidiu até à data se pretende aumentar, manter ou reduzir o número de efetivos”, refere a consultora, tendo por base os resultados do estudo Total Compensation Portugal 2021.

O trabalho – que contou este ano, pela primeira vez, com mais de 500 empresas participantes, “a maior amostra de sempre” – conclui que 31% das empresas têm a expectativa de aumentar o número de colaboradores ainda em 2021, sendo que 27% têm essa expectativa para 2022.

Segundo a Mercer, “os incrementos salariais são outro indicador de alguma evolução positiva, já que a previsão dos aumentos salariais previstos para 2022 mostra uma ligeira subida face aos determinados em 2021”.

Adicionalmente, o número de empresas com congelamentos salariais previstos para 2022 decresceu em comparação com 2021 (7% versus 11%) e ainda mais face a 2020 (17%).

Em contrapartida, a variação salarial global observada “parece evidenciar algum efeito da pandemia, apresentando-se como menos favorável que em anos anteriores”.

Em 2021, segundo a Mercer, os incrementos salariais rondam os 2% em média, com uma variação entre 1,92% e 2,44%, “em função dos níveis de responsabilidade”.

Comparando o observado em 2021 com o previsto para 2022 a tendência mantém-se próxima, verificando-se uma “ligeira diminuição” percentual para alguns dos grupos funcionais, como os diretores de primeira linha e as chefias intermédias. Nos restantes grupos verifica-se a tendência oposta, de um ligeiro aumento.

A maioria das empresas aponta como principais fatores na decisão de incremento salarial o desempenho individual do colaborador, o posicionamento na grelha salarial e os resultados da empresa.

Os benefícios mais frequentemente atribuídos nas organizações são o plano de saúde (92%) e o automóvel (89%), sendo que se observa “uma preocupação renovada das empresas com a formação dos seus colaboradores”, com apoios à educação a serem atribuídos em 46% da amostra.

“A nível de incentivos, os de curto prazo são predominantes, em particular o bónus variável, atribuído por 89% das empresas”, nota.

No que se refere à rotatividade voluntária dos trabalhadores, nas empresas analisadas a percentagem de colaboradores que saíram voluntariamente em 2021 foi, em média, de cerca de 5,0%, acima dos 1,5% de 2020 (1,5%).

De acordo com a consultora, o valor registado em 2020 terá resultado do “clima pandémico e economicamente instável, menos propício à tomada de riscos”, sendo que o registo de 2021, “apesar de ainda distante do valor médio observado em 2019 (10%)”, demonstra “uma maior abertura à mudança de emprego” e “parece ser um sinal positivo de evolução também do lado dos colaboradores”.

Citado no comunicado, o ‘Business Leader de Career’ da Mercer Portugal afirma: “Se há um ano nos questionávamos sobre se as alterações relacionadas com a pandemia viriam para ficar, hoje sabemos que sim e que o teletrabalho ou a flexibilidade passarão a fazer parte do dia-a-dia das organizações. A questão atual está sobretudo relacionada com encontrar o equilíbrio certo a vários níveis, incluindo na compensação”.

Segundo Tiago Borges, “a pandemia transformou formas de estar e de trabalhar”, sendo que “as políticas mais ágeis, com maior flexibilidade e possibilidade de escolha para os colaboradores parecem ser um dos caminhos”.

“Olhar a compensação integrada na proposta de valor das organizações para as suas pessoas é cada vez mais essencial”, considera.

Já Marta Dias, ‘Rewards Leader’ da Mercer Portugal, entende que os dados de 2021 do ‘Total Compensation’ dão “sinais de uma recuperação positiva da pandemia”.

“A maioria das organizações demonstram agora mais confiança e assumem a intenção de contratar e de oferecer incrementos salariais aos seus colaboradores. Os próprios colaboradores parecem estar mais confortáveis com situações de mudança, fator que pode ser avaliado através do indicador de rotatividade voluntária”, refere, acrescentando: “Apesar de ainda um pouco distantes do observado em 2019, todos os indicadores apresentam uma evolução muito favorável”.

O ‘Total Compensation’ é realizado anualmente desde 1998, permitindo que as empresas respondam às suas necessidades de ‘benchmark’ e conheçam as políticas e práticas de compensação e benefícios no mercado português.

A edição de 2021 do estudo analisou os postos de trabalho de 502 empresas presentes no mercado português, sendo a amostra constituída maioritariamente por empresas internacionais (62%), com “casa mãe’ nos EUA (em 24% dos casos) e na Alemanha (16%). As empresas nacionais correspondem a 38% da amostra analisada.

Foram consideradas empresas dos mais variados setores de atividade representativos do tecido económico e empresarial português, correspondendo os setores de serviços generalistas, indústrias diversificadas, grande distribuição e retalho, retalho de bens de consumo e serviços financeiros a 59% da amostra.

Na amostra estão representadas pequenas, médias e grandes empresas, sendo 59% empresas com menos de 50 milhões de euros de faturação e 25% empresas mais de 100 milhões de euros de faturação.

Relativamente ao número de colaboradores, 49% da amostra analisada é constituída por empresas com um quadro de pessoal até 100 colaboradores e 18% corresponde a empresas com mais de 500 colaboradores.

Famalicão: Mulher arrastada e atropelada por mota que lhe bateu no carro e fugiu

Uma mulher de 36 anos ficou ferida, na sequência de um acidente de viação com fuga, na Alameda Padre Manuel Simões, junto ao Parque de Sinçães, em Famalicão.

Ao que a Cidade Hoje apurou, a mota terá embatido no carro onde seguia a vítima. A condutora do veículo ligeiro terá confrontado os dois ocupantes da mota que, por sua vez, forçaram a fuga, tendo arrancado atropelado e arrastado a mulher que, no momento, estava à frente do motociclo.

A vítima foi socorrida pelos B.V.Famalicenses e a PSP tomou conta da ocorrência. Às autoridades, a vítima descreveu que os dois jovens que seguiam na mota estavam sem capacete, sendo, pelo menos um deles, brasileiro.

Se tem informações sobre este acidente, contacte a PSP ou a GNR.

Morreu Luís Represas

O músico português Luís Represas morreu aos 69 anos, na sequência de uma doença prolongada, segundo informação atribuída à agência Sons em Trânsito.

Reconhecido como uma das vozes mais marcantes da música portuguesa, Luís Represas ganhou notoriedade como vocalista dos Trovante, banda que recentemente tinha regressado aos palcos. Ao longo da sua carreira, destacou-se também pelo percurso a solo, com temas que conquistaram várias gerações de ouvintes.

Festival Arrebita em Famalicão: 24 Chef’s com pratos a 8,50€ dias 7 e 8 de agosto

O festival gastronómico Arrebita regressa ao Mercado Municipal de Vila Nova de Famalicão nos dias 7 e 8 de agosto, para a sua segunda edição, reunindo 24 chefs de todo o país numa celebração da gastronomia e dos produtos locais.

Este ano, o evento alia-se à Festa do Melão e Vinho Verde, prometendo dois dias de sabores, vinhos, música e convívio. Um dos grandes destaques são os pratos de autor a 8,50 euros, preparados pelos chefs convidados.

O chef famalicense Renato Cunha, do restaurante Ferrugem, assume o papel de Host Chef do evento e volta a marcar presença nos dois dias, acompanhado por Carlos Costa. O cartaz inclui ainda nomes de restaurantes de Lisboa, Porto, Braga, Guimarães, Matosinhos, Funchal, Portimão, Alenquer, Baião, Fafe e Vila Nova de Gaia, além de chefs de Famalicão.

A organização convida famílias e amigos a desfrutarem de um ambiente descontraído, com produtores locais, boa comida e mesas para partilhar.

A entrada é gratuita.

Já mais de 15 mil pessoas assinaram petição contra o “Volta”

A petição pública que contesta o sistema de depósito e devolução de embalagens “Volta” já ultrapassou as 15 mil assinaturas, número que garante a apreciação do tema na Assembleia da República.

Os promotores da iniciativa defendem o fim do atual modelo e a criação de um sistema de gestão de embalagens que consideram mais justo. Entre as principais críticas está o facto de os consumidores terem de adiantar o valor do depósito das embalagens e assumirem a responsabilidade pela sua devolução.

O documento denuncia ainda alegadas falhas no funcionamento do sistema, apontando falta de transparência na gestão dos depósitos não reclamados, dificuldades na devolução das embalagens e ausência de soluções eficazes para os casos em que as máquinas recusam recipientes considerados válidos.

Prisão para hacker que gastou 300 mil euros que não lhe pertenciam em Famalicão

O Tribunal de Guimarães condenou Diogo Santos Coelho, de 25 anos, a dois anos de prisão efetiva pelos crimes de acesso ilegítimo e acesso indevido. O jovem, que se encontra em prisão domiciliária, em Londres, foi julgado na ausência.

Segundo avança o Jornal de Notícias, o arguido administrava uma plataforma dedicada à venda de dados pessoais e bancários obtidos de forma ilegal, atividade que lhe terá rendido cerca de 275 mil euros entre 2015 e 2022. A pena aplicada foi inicialmente de dois anos e dez meses de prisão, mas acabou reduzida para dois anos ao abrigo da chamada “amnistia papal”, destinada a jovens com menos de 30 anos. O tribunal absolveu ainda Diogo Santos Coelho dos crimes de associação criminosa e branqueamento.

O caso tem uma ligação direta a Vila Nova de Famalicão, já que uma parte significativa do dinheiro obtido através da atividade criminosa foi investida no concelho, nomeadamente na compra de uma habitação e de um automóvel Tesla, num valor global a rondar os 300 mil euros.

Fonte: JN
Imagem: The Guardian

Governo pede desculpa a alunos e professores

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) pediu desculpa pelos atrasos registados na classificação dos exames nacionais do Ensino Secundário. Em comunicado divulgado este sábado, reconheceu os problemas ocorridos e lamentou os transtornos causados a alunos, famílias, professores e escolas.

A tutela garantiu que os atrasos não vão prejudicar o acesso dos estudantes ao Ensino Superior. O ministério agradeceu ainda o trabalho dos diretores, professores e técnicos que participaram no processo.

No mesmo comunicado, o MECI explicou o que esteve na origem dos constrangimentos e adiantou que está a preparar melhorias para a segunda fase dos exames, incluindo a disponibilização das provas em formato PDF com a classificação detalhada de cada resposta.