Mais de 100 mil crianças e jovens isolados desde que recomeçaram as aulas

Mais de cem mil crianças e jovens testaram positivo ao SARS-CoV-2 desde que as aulas recomeçaram, a 10 de janeiro, e tanto pais como alunos alertam para problemas de aprendizagem com as aulas à distância.

Desde que recomeçaram as aulas após as férias do Natal surgiram 106.553 novos casos de infeção entre crianças e jovens até aos 19 anos, segundo contas feitas pela Lusa com base nos dados divulgados entre 10 de janeiro e esta quinta-feira pela Direção-Geral da Saúde.

Em 10 dias, registaram-se 51.218 novos casos em crianças até aos nove anos e 55.335 novos casos de infeção em jovens entre os 10 e os 19 anos.

São milhares de alunos em isolamento por estarem infetados ou viverem com pessoas que testaram positivo ao SARS-CoV-2, que provoca a covid-19. Os casos sucedem-se, dificultando a tarefa de ensinar e de aprender.

“Não está a ser nada fácil. É mesmo muito complicado. Em todas as escolas há turmas com alunos positivos ou isolados”, contou o presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares (ANDE), Manuel Pereira, estimando que “mais de 5% dos alunos” estejam atualmente em casa.

Professores e diretores admitem que é difícil ensinar com parte dos estudantes na escola e outros em casa.

“Dar aulas desta forma é muito complicado, porque é normal que o professor de repente só se foque em quem tem à sua frente ou em quem está no ecrã do computador. Inconscientemente pode deixar alunos de `fora´”, contou à Lusa o líder do Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P), André Pestana.

A Lusa falou com estudantes de escolas públicas e privadas que estão em isolamento e dizem ter muitas dificuldades em conseguir acompanhar as aulas a partir de casa.

Maria, aluna do 12.º ano, está a ter aulas em casa esta semana porque um dos irmãos testou positivo. À Lusa explicou que “é muito difícil” acompanhar as aulas: “Nunca consigo ouvir as respostas dos meus colegas e muitas vezes é difícil perceber tudo o que diz o professor”.

Para a aluna de um colégio em Lisboa era “muito mais fácil” quando todos os seus colegas estavam em isolamento: “Quando a turma estava toda em casa, os professores davam as aulas `online` e era muito mais fácil acompanhar a matéria, porque os professores também estavam em frente ao computador”.

As regras de confinamento nas escolas mudaram depois das férias de Natal: Até ao final do ano passado, o aparecimento de um caso positivo obrigava ao isolamento de toda a turma, agora ficam em casa apenas os alunos infetados ou que vivam com pessoas que testaram positivo.

A ideia é corroborada pelo presidente da ANDE: “Antes, quando surgia um caso positivo, a turma ia toda para casa e os professores davam as aulas `online`. Agora temos alunos na sala e outros em casa e os professores não conseguem fazer as duas coisas ao mesmo tempo”.

Manuel Pereira lembra ainda que há escolas sem condições técnicas para transmitir as aulas `online` com a qualidade necessária, e mesmo quando as condições existem, nem sempre é possível transmitir tudo o que se passa numa sala de aula: “O professor não anda com uma câmara fixa à cabeça. Tanto está a escrever no quadro como a usar o manual”, disse.

Ao S.TO.P têm chegado “relatos de vários encarregados de educação que se queixam das escolas dos filhos”, contou à Lusa o líder do sindicato.

“Há uma grande disparidade de situações. Há escolas que tentam manter os alunos ligados e outras, mesmo ao lado, onde não há nenhum tipo de ensino à distância. Temos denúncias de pais que dizem que a escola só garante o ensino presencial e, por isso, os alunos que estão em casa não conseguem acompanhar a matéria”, contou André Pestana.

Foi o caso de Mariana, aluna do 10.º ano de uma escola pública também em Lisboa. Antes do Natal, ficou em isolamento profilático, porque os pais testaram positivo, mas “nem sequer lhe foi dada a possibilidade de assistir às aulas `online`”, contou à Lusa a mãe da aluna.

“Avisámos a escola, mas nesse período nunca teve aulas síncronas. Nos primeiros dias, nem sequer recebemos qualquer tipo de informação da parte da escola sobre a matéria que estava a ser dada”, lamentou a mãe, que pediu anonimato.

Manuel Pereira, garante que, apesar de tudo, as escolas se esforçam para não deixar nenhum aluno para trás.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Publicas (ANDAEP), sublinha que apesar dos problemas, o atual modelo é o melhor para a saúde mental dos alunos.

“Claro que há constrangimentos, mas estamos numa pandemia e estar na escola é sempre melhor para a saúde mental dos alunos. Em casa os alunos definham, enquanto na escola podemos cuidar deles e acompanhá-los. Mesmo que as aprendizagens estejam temporariamente limitadas, é muito importante cuidar da sua saúde mental dos nossos alunos”, defendeu Filinto Lima.

Famalicão: Mulher arrastada e atropelada por mota que lhe bateu no carro e fugiu

Uma mulher de 36 anos ficou ferida, na sequência de um acidente de viação com fuga, na Alameda Padre Manuel Simões, junto ao Parque de Sinçães, em Famalicão.

Ao que a Cidade Hoje apurou, a mota terá embatido no carro onde seguia a vítima. A condutora do veículo ligeiro terá confrontado os dois ocupantes da mota que, por sua vez, forçaram a fuga, tendo arrancado atropelado e arrastado a mulher que, no momento, estava à frente do motociclo.

A vítima foi socorrida pelos B.V.Famalicenses e a PSP tomou conta da ocorrência. Às autoridades, a vítima descreveu que os dois jovens que seguiam na mota estavam sem capacete, sendo, pelo menos um deles, brasileiro.

Se tem informações sobre este acidente, contacte a PSP ou a GNR.

Morreu Luís Represas

O músico português Luís Represas morreu aos 69 anos, na sequência de uma doença prolongada, segundo informação atribuída à agência Sons em Trânsito.

Reconhecido como uma das vozes mais marcantes da música portuguesa, Luís Represas ganhou notoriedade como vocalista dos Trovante, banda que recentemente tinha regressado aos palcos. Ao longo da sua carreira, destacou-se também pelo percurso a solo, com temas que conquistaram várias gerações de ouvintes.

Festival Arrebita em Famalicão: 24 Chef’s com pratos a 8,50€ dias 7 e 8 de agosto

O festival gastronómico Arrebita regressa ao Mercado Municipal de Vila Nova de Famalicão nos dias 7 e 8 de agosto, para a sua segunda edição, reunindo 24 chefs de todo o país numa celebração da gastronomia e dos produtos locais.

Este ano, o evento alia-se à Festa do Melão e Vinho Verde, prometendo dois dias de sabores, vinhos, música e convívio. Um dos grandes destaques são os pratos de autor a 8,50 euros, preparados pelos chefs convidados.

O chef famalicense Renato Cunha, do restaurante Ferrugem, assume o papel de Host Chef do evento e volta a marcar presença nos dois dias, acompanhado por Carlos Costa. O cartaz inclui ainda nomes de restaurantes de Lisboa, Porto, Braga, Guimarães, Matosinhos, Funchal, Portimão, Alenquer, Baião, Fafe e Vila Nova de Gaia, além de chefs de Famalicão.

A organização convida famílias e amigos a desfrutarem de um ambiente descontraído, com produtores locais, boa comida e mesas para partilhar.

A entrada é gratuita.

Já mais de 15 mil pessoas assinaram petição contra o “Volta”

A petição pública que contesta o sistema de depósito e devolução de embalagens “Volta” já ultrapassou as 15 mil assinaturas, número que garante a apreciação do tema na Assembleia da República.

Os promotores da iniciativa defendem o fim do atual modelo e a criação de um sistema de gestão de embalagens que consideram mais justo. Entre as principais críticas está o facto de os consumidores terem de adiantar o valor do depósito das embalagens e assumirem a responsabilidade pela sua devolução.

O documento denuncia ainda alegadas falhas no funcionamento do sistema, apontando falta de transparência na gestão dos depósitos não reclamados, dificuldades na devolução das embalagens e ausência de soluções eficazes para os casos em que as máquinas recusam recipientes considerados válidos.

Prisão para hacker que gastou 300 mil euros que não lhe pertenciam em Famalicão

O Tribunal de Guimarães condenou Diogo Santos Coelho, de 25 anos, a dois anos de prisão efetiva pelos crimes de acesso ilegítimo e acesso indevido. O jovem, que se encontra em prisão domiciliária, em Londres, foi julgado na ausência.

Segundo avança o Jornal de Notícias, o arguido administrava uma plataforma dedicada à venda de dados pessoais e bancários obtidos de forma ilegal, atividade que lhe terá rendido cerca de 275 mil euros entre 2015 e 2022. A pena aplicada foi inicialmente de dois anos e dez meses de prisão, mas acabou reduzida para dois anos ao abrigo da chamada “amnistia papal”, destinada a jovens com menos de 30 anos. O tribunal absolveu ainda Diogo Santos Coelho dos crimes de associação criminosa e branqueamento.

O caso tem uma ligação direta a Vila Nova de Famalicão, já que uma parte significativa do dinheiro obtido através da atividade criminosa foi investida no concelho, nomeadamente na compra de uma habitação e de um automóvel Tesla, num valor global a rondar os 300 mil euros.

Fonte: JN
Imagem: The Guardian

Governo pede desculpa a alunos e professores

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) pediu desculpa pelos atrasos registados na classificação dos exames nacionais do Ensino Secundário. Em comunicado divulgado este sábado, reconheceu os problemas ocorridos e lamentou os transtornos causados a alunos, famílias, professores e escolas.

A tutela garantiu que os atrasos não vão prejudicar o acesso dos estudantes ao Ensino Superior. O ministério agradeceu ainda o trabalho dos diretores, professores e técnicos que participaram no processo.

No mesmo comunicado, o MECI explicou o que esteve na origem dos constrangimentos e adiantou que está a preparar melhorias para a segunda fase dos exames, incluindo a disponibilização das provas em formato PDF com a classificação detalhada de cada resposta.