Economia: ATP alerta para o risco de paragem da fileira do setor têxtil

A Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), sediada em Vila Nova de Famalicão, avisou que, devido ao aumento dos preços da energia, mais de metade das empresas do setor dos acabamentos está a optar por fazer paragens temporárias. «Dada esta situação, a confeção está a perder encomendas da nova coleção para países como a Turquia», referiu o presidente da ATP, Mário Jorge Machado.

«Comparada com a situação atual, a crise da Covid-19 foi um passeio tranquilo e, se não forem adotadas medidas como o lay-off simplificado, toda a fileira têxtil pode parar», afirmou Mário Jorge Machado, em declarações ao Expresso. De acordo com o presidente da associação, o setor e o país enfrentam a «iminência de insolvências, se não forem implementados mecanismos como o lay-off simplificado no pacote de ajudas diretas às empresas».

«Mais de metade das empresas têxteis do subsector dos acabamentos, designadamente tinturarias e lavandarias, já está a efetuar paragens temporárias de um ou dois dias, devido à escalada dos preços da energia», notou o presidente da associação. Mário Jorge Machado notou ainda que, se o setor dos acabamentos parar, vai gerar-se um corte no circuito de produção dos têxteis e «toda a fileira acabará por parar».

O empresário destacou a «urgência do lay-off simplificado como mecanismo essencial para a sobrevivência de muitas empresas». «Parando um ou dois não têm de suportar os encargos de energia e, assim, reduzem perdas, sem ter que fechar de vez», acrescentou.

Além do lay-off sugerido pelo líder da ATP, a Comissão Europeia poderá, em ajudas diretas, ceder até 400 mil euros às empresas. No entanto, segundo o presidente da associação, «é preciso perceber quando [é que esses apoios] vão chegar».

 

Autarcas de Braga e Guimarães dão início à Área Metropolitana do Minho

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, e o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, deram início àquela que pode vir a ser a Área Metropolitana do Minho (AMM).

Este anúncio foi dado após um encontro entre os dois autarcas, esta terça-feira. João Rodrigues disse, em declarações ao site “O Minho”, que já passou o tempo das promessas e dos estudos e que é preciso avançar.

O presidente da Câmara de Braga frisou que estes dois municípios têm os maiores polos urbanos do distrito e, por isso, têm «a obrigação» de dar o primeiro passo, mas garantiu que o processo não está centralizado nestas câmaras, nem neste partido, uma vez que ambos são do PSD. «É um assunto claramente assumido pelas diversas forças políticas e as próprias comunidades claramente partilham e percebem que este é o caminho a seguir», disse.

Os dois autarcas garantem que ninguém será excluído, incluindo os de Viana do Castelo, porque é de opinião que a criação da Área Metropolitana do Minho é algo desejado por todos.

Ricardo Araújo lembra que há estudos a serem desenvolvidos que indicam que a Área Metropolitana do Minho trará vantagens para a população, nomeadamente nas áreas da «coordenação, planeamento e operacionalização de políticas conjuntas».

O autarca de Guimarães realçou, ainda, que a região precisa de «ter uma voz firme, com capacidade de ser escutada em Lisboa e de uma estrutura que implemente depois uma política que seja capaz de obter financiamentos».

Luís Montenegro não vai fazer férias no verão para acompanhar a atividade do governo

Luís Montenegro mantém-se ao serviço e prescinde de férias este verão

Luís Montenegro decidiu não tirar férias durante o verão. De acordo com informação avançada pela agência Lusa, o primeiro-ministro vai permanecer em funções, assegurando a coordenação da atividade do Governo e mantendo igualmente a agenda enquanto presidente do PSD.

Entre os compromissos já confirmados estão a participação na Festa do Pontal, marcada para 14 de agosto, e na Universidade de Verão do PSD, que decorre entre 24 e 30 de agosto, em Castelo de Vide.

A opção surge depois das críticas da oposição pelas deslocações do chefe do Governo aos Estados Unidos para assistir a jogos da Seleção Nacional no Mundial de Futebol, numa altura em que Portugal se encontrava em situação de alerta devido ao calor e ao risco de incêndios.

Famalicão: Conferência sobre o setor das carnes regressa em setembro

Na tarde de 30 de setembro, a Casa das Artes recebe a terceira edição da conferência Meat Meetings´26 sob o tema “Tecnologia e valorização do setor cárneo”. A organização é do TECMEAT – Centro de Competências do Agroalimentar para o Setor das Carnes, em parceria com a Câmara Municipal de Famalicão.

A conferência contará com especialistas nacionais e internacionais, que irão apresentar soluções, experiências e boas práticas relacionadas com a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a competitividade da produção pecuária e da indústria agroalimentar. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia em: https://tinyurl.com/MMeetings26

A organização sublinha que esta conferência é já uma referência na partilha de conhecimento e debate em torno dos desafios e oportunidades da fileira da carne. Nas edições anteriores, reuniu cerca de 150 participantes, entre empresas, entidades e outros profissionais do setor.

Famalicão: Luís Correia é novo presidente da ADECA

Um novo ciclo diretivo começou, este domingo, na Associação Desportiva de Castelões. Luís Correia é o novo presidente da instituição, após a tomada de posse que teve lugar às 10 horas.
O novo líder da ADECA e restantes órgãos sociais assumem o compromisso de trabalhar com dinamismo em prol do desenvolvimento da associação que, desde o passado dia 7 de julho, já conta com 33 anos de existência.
A cerimónia de posse contou com a presença do vereador do Desporto, Pedro Oliveira; do presidente da Junta de Freguesia de Castelões, Francisco Sá; do vice-presidente do Centro Social de Castelões, Ricardo Castro; e do chefe do agrupamento de escuteiros, Tiago Gonçalves.
Quer o vereador quer o autarca de freguesia expressaram votos de trabalho e união e elogiaram o espírito de serviço de quem representa a ADECA, cujo trabalho é sempre em benefício da comunidade.

Famalicão: Mário Passos «surpreendido e incrédulo» com «alegada» retirada de confiança política

Em comunicado, o presidente da Câmara diz que a decisão da Comissão Política do PSD causa-lhe «estranheza», desde logo, porque «desconheço a realização de qualquer plenário para auscultar os militantes sobre um assunto desta dimensão. Igualmente estranho a referência a uma alegada reunião da Comissão Política realizada esta semana, uma vez que sou membro desse órgão por inerência do cargo que exerço e não recebi qualquer convocatória para a mesma», menciona.

Assim, adianta que as informações possam ter origem num «pequeno grupo de pessoas que se julga dono do partido – sem nunca o poder ser».

No mesmo comunicado refere que foi eleito pelo Partido Social Democrata (coligação ‘Mais Ação. Mais Famalicão’), «com orgulho e profundo sentido de responsabilidade» e que o seu percurso no partido fala por si. «Tive a honra de presidir à Comissão Política Concelhia entre 2002 e 2004 e novamente em 2010. Fui vereador eleito pelo PSD nos executivos liderados por Armindo Costa e Paulo Cunha e encontro-me atualmente a cumprir o meu segundo mandato como Presidente da Câmara Municipal». Prossegue, dizendo que «a minha ligação ao PSD sempre se traduziu numa dedicação total às responsabilidades que os famalicenses me confiaram. Estou profundamente convicto de que honrar o partido começa por honrar o mandato democrático que recebi dos cidadãos. É esse compromisso que orienta diariamente a minha ação e que está a ser materializado num investimento histórico no concelho», afirma.

Sobre o futuro, garante que será «um Presidente de Câmara comprometido com a causa pública, com o interesse de todos os famalicenses e com os valores que presidem à minha vida política». Por isso, avisa que não se deixa subordinar «a interesses particulares, a estratégias de controle interno ou a jogos de poder promovidos por um grupo restrito de pessoas». Mário Passos promete continuar a exercer as suas funções como autarca com «serenidade, sentido de responsabilidade e total dedicação a Vila Nova de Famalicão, aos famalicenses e ao Partido Social Democrata dos valores de Sá Carneiro».

O autarca acrescenta que a «lógica do aparelho» não pode ser colocada «acima do interesse público». No mais, adianta que é do PSD e continuará fiel aos princípios fundadores do partido: «democrático, plural, humanista e ao serviço das pessoas».

Famalicão: PCP quer Governo a defender trabalhadores da ROQ

A propósito do despedimento de mais de 50 trabalhadores na ROQ, o grupo parlamentar do PCP perguntou à Ministra do Trabalho e da Solidariedade e Segurança Social sobre as medidas que tomará o Governo para defender os trabalhadores e se tem conhecimento que a empresa possa proceder a despedimento coletivo faseado.

No mesmo requerimento, o PCP pergunta, ainda, se a empresa tem continuado a receber apoios, «como os 294,9 mil euros que recebeu como beneficiária do Portugal 2030». Para o PCP, «é inaceitável que a empresa tenha recebido apoios públicos, mas agora despeça novamente trabalhadores para salvaguardar os seus lucros».

O PCP recorda que a ROQ, sediada em Oliveira São Mateus, tinha, há quatro anos, mais de 700 trabalhadores e uma faturação de 88 milhões de euros. Atualmente terá cerca de 400 trabalhadores.