MEO aumenta preços em 2023

A Altice Portugal vai proceder à atualização dos preços a partir de fevereiro, sendo que os clientes que têm apenas voz fixa e os reformados com plano reformados estão excluídos deste aumento, disse à Lusa a presidente executiva.

“Vamos proceder a uma atualização dos preços da Meo a partir de fevereiro de 2023 porque é quando nós sabemos qual é efetivamente o Índice de Preços no Consumidor (IPC)”, adiantou Ana Figueiredo.

A presidente executiva da Altice Portugal referiu que são expurgados desta atualização “os clientes que só têm voz fixa e os reformados que têm o plano de reformados”.

De acordo com a empresa, o universo de clientes que apenas têm voz fixa e plano de reformados é de 100 mil.

A atualização de preços “está definida nos contratos com os nossos clientes”, que prevê que esta seja ajustada à taxa de inflação (IPC) no valor mínimo de 50 cêntimos.

“Como a taxa de inflação tem sido muito baixa, no ano passado atualizámos só em 50 cêntimos”, adiantou a gestora.

O Governo prevê uma taxa de inflação de 7,4% para este ano.

Por exemplo, no segmento de consumo, se fossem aplicado os 7,4%, isso corresponderia a uma atualização média num cliente móvel pós-pago da Meo, com 5G incorporado, de um euro por mês, de acordo com as simulações da Altice Portugal.

Já no caso do pacote residencial M3 (TV+Net+Voz), tal daria uma atualização média de dois euros por mês e, no caso de um cliente convergente, um pacote M4, a atualização média seria de quatro euros mensais.

“Entendemos o contexto que o país está a viver, que as famílias portuguesas estão a viver, e sabemos que é um contexto difícil e a nossa maior preocupação é com os nossos clientes e ter o máximo de transparência”, prosseguiu Ana Figueiredo, apontando que a indústria das telecomunicações “não tem concorrido para o incrementar de preços”.

Pelo contrário, “tem tido alguns impactos na sua rentabilidade”, referiu, sendo que nos últimos dois anos o tráfego de Internet fixo subiu 51%, o de móvel 83% no mesmo período, o que “é relevante”.

Isto porque com mais tráfego “tenho de ter mais capacidade nas minhas redes, tenho de ter investimentos permanentes”, sublinhou.

A Altice Portugal tem vindo a monitorizar a conjuntura atual, mas o “contexto macroeconómico, sobretudo internacional devido a vários fatores, alterou-se, agravou-se e intensificou-se”, nomeadamente depois da guerra na Ucrânia.

Havia uma componente de inflação que já existia antes do conflito que foi “acelerada”, sublinha Ana Figueiredo.

Entretanto, “estávamos a lidar com a disrupção da cadeia de abastecimento e com incremento de algumas matérias-primas, por exemplo, os ‘microchips’ que impactam a nossa indústria, como também outras matérias-primas que impactam também equipamentos que colocamos em casa dos clientes”.

Agora “tenho de fazer uma previsão de abastecimento dos meus materiais e matérias-primas com uma antecedência muito superior ao do passado”. Ou seja, no passado “encomendava a seis meses ou um ano, agora tenho de fazer a mais de um ano, até para garantir que eu tenho o ‘stock’ no momento quando preciso”, explicou a gestora.

Por outro lado, “o euro face ao dólar desvalorizou-se, a maior parte dos equipamentos e das matérias-primas que têm um impacto na nossa indústria estão indexados ao dólar, logo aí impactam um acréscimo, quer dos custos operacionais como de custos de investimento”, apontou.

Além disso, os custos de energia impactam, nomeadamente porque “somos uma indústria que também é forte consumidora de energia”.

No âmbito do 5G, a Altice Portugal está a fazer o roll out [desenvolvimento] e é preciso comprar equipamento.

Por exemplo, “um dos materiais onde o preço mais subiu foi o aço. O próprio aço valorizou-se em 40% a 60%”, material que é necessário na construção de torres, disse Ana Figueiredo.

“As obrigações 5G são o que são e estamos comprometidos a cumprir essas regras”, asseverou a presidente executiva.

Além do referido anteriormente, a gestora aponta ainda a “inflação salarial” de algumas competências que são críticas à organização, pois “tem havido muita procura e há uma escassez de mão-de-obra”.

Isso “leva necessariamente ao incremento de custos laborais e depois, mais para a frente, para o ano, prevê-se também um aumento salarial mínimo” e, “apesar de não termos ninguém na nossa estrutura a ganhar o salário mínimo, subcontratamos empresas que automaticamente vão refletir os incrementos do salário mínimo na nossa estrutura”, salienta.

Os efeitos da inflação, continuou, começaram-se a sentir fundamentalmente em março, mas já vinham desde há algum tempo e a empresa procurou “sempre não refletir isso” nos clientes, “mantendo o nível de serviços” e “esperando que o contexto se pudesse alterar”.

Ou seja, “estivemos a absorver na totalidade este incremento de custos. Consideramos que agora é uma fase que, face a toda a incerteza, temos de fazer esta atualização”, enfatizou.

“Vamos continuar a garantir a qualidade de serviços aos nossos clientes e manter os compromissos que temos com o 5G e as metas que estão traçadas”, reforçou Ana Figueiredo.

Os clientes da operadora começam a receber a partir de esta segunda-feira a informação da atualização tarifária em 2023.

Deixe um comentário

Famalicão: Mulher arrastada e atropelada por mota que lhe bateu no carro e fugiu

Uma mulher de 36 anos ficou ferida, na sequência de um acidente de viação com fuga, na Alameda Padre Manuel Simões, junto ao Parque de Sinçães, em Famalicão.

Ao que a Cidade Hoje apurou, a mota terá embatido no carro onde seguia a vítima. A condutora do veículo ligeiro terá confrontado os dois ocupantes da mota que, por sua vez, forçaram a fuga, tendo arrancado atropelado e arrastado a mulher que, no momento, estava à frente do motociclo.

A vítima foi socorrida pelos B.V.Famalicenses e a PSP tomou conta da ocorrência. Às autoridades, a vítima descreveu que os dois jovens que seguiam na mota estavam sem capacete, sendo, pelo menos um deles, brasileiro.

Se tem informações sobre este acidente, contacte a PSP ou a GNR.

Morreu Luís Represas

O músico português Luís Represas morreu aos 69 anos, na sequência de uma doença prolongada, segundo informação atribuída à agência Sons em Trânsito.

Reconhecido como uma das vozes mais marcantes da música portuguesa, Luís Represas ganhou notoriedade como vocalista dos Trovante, banda que recentemente tinha regressado aos palcos. Ao longo da sua carreira, destacou-se também pelo percurso a solo, com temas que conquistaram várias gerações de ouvintes.

Festival Arrebita em Famalicão: 24 Chef’s com pratos a 8,50€ dias 7 e 8 de agosto

O festival gastronómico Arrebita regressa ao Mercado Municipal de Vila Nova de Famalicão nos dias 7 e 8 de agosto, para a sua segunda edição, reunindo 24 chefs de todo o país numa celebração da gastronomia e dos produtos locais.

Este ano, o evento alia-se à Festa do Melão e Vinho Verde, prometendo dois dias de sabores, vinhos, música e convívio. Um dos grandes destaques são os pratos de autor a 8,50 euros, preparados pelos chefs convidados.

O chef famalicense Renato Cunha, do restaurante Ferrugem, assume o papel de Host Chef do evento e volta a marcar presença nos dois dias, acompanhado por Carlos Costa. O cartaz inclui ainda nomes de restaurantes de Lisboa, Porto, Braga, Guimarães, Matosinhos, Funchal, Portimão, Alenquer, Baião, Fafe e Vila Nova de Gaia, além de chefs de Famalicão.

A organização convida famílias e amigos a desfrutarem de um ambiente descontraído, com produtores locais, boa comida e mesas para partilhar.

A entrada é gratuita.

Já mais de 15 mil pessoas assinaram petição contra o “Volta”

A petição pública que contesta o sistema de depósito e devolução de embalagens “Volta” já ultrapassou as 15 mil assinaturas, número que garante a apreciação do tema na Assembleia da República.

Os promotores da iniciativa defendem o fim do atual modelo e a criação de um sistema de gestão de embalagens que consideram mais justo. Entre as principais críticas está o facto de os consumidores terem de adiantar o valor do depósito das embalagens e assumirem a responsabilidade pela sua devolução.

O documento denuncia ainda alegadas falhas no funcionamento do sistema, apontando falta de transparência na gestão dos depósitos não reclamados, dificuldades na devolução das embalagens e ausência de soluções eficazes para os casos em que as máquinas recusam recipientes considerados válidos.

Prisão para hacker que gastou 300 mil euros que não lhe pertenciam em Famalicão

O Tribunal de Guimarães condenou Diogo Santos Coelho, de 25 anos, a dois anos de prisão efetiva pelos crimes de acesso ilegítimo e acesso indevido. O jovem, que se encontra em prisão domiciliária, em Londres, foi julgado na ausência.

Segundo avança o Jornal de Notícias, o arguido administrava uma plataforma dedicada à venda de dados pessoais e bancários obtidos de forma ilegal, atividade que lhe terá rendido cerca de 275 mil euros entre 2015 e 2022. A pena aplicada foi inicialmente de dois anos e dez meses de prisão, mas acabou reduzida para dois anos ao abrigo da chamada “amnistia papal”, destinada a jovens com menos de 30 anos. O tribunal absolveu ainda Diogo Santos Coelho dos crimes de associação criminosa e branqueamento.

O caso tem uma ligação direta a Vila Nova de Famalicão, já que uma parte significativa do dinheiro obtido através da atividade criminosa foi investida no concelho, nomeadamente na compra de uma habitação e de um automóvel Tesla, num valor global a rondar os 300 mil euros.

Fonte: JN
Imagem: The Guardian

Governo pede desculpa a alunos e professores

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) pediu desculpa pelos atrasos registados na classificação dos exames nacionais do Ensino Secundário. Em comunicado divulgado este sábado, reconheceu os problemas ocorridos e lamentou os transtornos causados a alunos, famílias, professores e escolas.

A tutela garantiu que os atrasos não vão prejudicar o acesso dos estudantes ao Ensino Superior. O ministério agradeceu ainda o trabalho dos diretores, professores e técnicos que participaram no processo.

No mesmo comunicado, o MECI explicou o que esteve na origem dos constrangimentos e adiantou que está a preparar melhorias para a segunda fase dos exames, incluindo a disponibilização das provas em formato PDF com a classificação detalhada de cada resposta.