Covid-19: Novo máximo de casos diários: 40.945 infetados

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 40.945 casos de Covid-19 e 20 óbitos. É o maior número de casos diários desde que eclodiu a pandemia.

Na região Norte estão contabilizados 15.943 novos casos e mais 5 mortes.

Os internamentos sofreram, também, um agravamento: há 1.635 doentes internados, mais 71, e 167 em unidades de cuidados intensivos, mais 14 relativamente ao dia anterior.

O relatório diário da Direção-Geral da Saúde reporta, ainda, 33.482 recuperados nas últimas 24 horas.

 

FC Famalicão: Rui Pedro Silva pede aos adeptos para ajudarem a equipa a vencer Belenenses SAD

Ao final da tarde desta quinta-feira, o FC Famalicão recebe a Belenenses SAD, em partida da 16.ª jornada, adiada devido ao surto covid-19 que atingiu o plantel famalicense em dezembro passado. Na antevisão a este encontro, Rui Pedro Silva reconhece que o adversário, com indefinições na equipa técnica, «é uma incógnita para nós. Pode aparecer de diferentes maneiras, mas o nosso foco somos nós, o que podemos fazer e como podemos crescer».

O objetivo é vencer e dar aos adeptos a primeira vitória em casa. «Ninguém mais do que eu e os jogadores quer oferecer essa vitória aos adeptos, a quem agradeço o apoio incondicional em Braga e deixo um apelo para estarem em força no jogo de amanhã. Queremos tornar a nossa casa num forte», pede Rui Pedro Silva.

O FC Famalicão enfrenta, numa semana, um ciclo de três jogos. Depois de Braga e Belenenses SAD, domingo volta a jogar no Estádio Municipal, diante do Paços de Ferreira. Questionado sobre se a equipa está fisicamente preparada, Rui Pedro Silva é pragmático: «Se estamos no nível que queremos? Não. Se sinto que estamos preparados para estes dois jogos? Com certeza, absoluta. De dia para dia sentimos que há mais uma ideia assimilada e a passagem dos dias dá-me confiança para encararmos estes dois próximos jogos».

Sobre a abertura do mercado de transferências e da possibilidade de reforçar o plantel, o treinador apenas avança que tem confiança «plena na administração e no scouting. É uma oportunidade que temos para reforçar a equipa, estamos atentos e vamos utilizar os trunfos que nos permitam ser mais fortes».

Morreu o músico minhoto Miguel Faria dos “We Find You” e “Siga a Farra”


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Morreu na noite desta terça-feira Miguel Faria, músico dos “We Find You” e “Siga a Farra”.

O artista, natural de Guimarães, tinha 38 anos e perdeu a luta contra um cancro que travava desde 2020.

“Foi durante esta noite que o Miguel partiu. Ele travou uma batalha nobre, foi tantas vezes corajoso quando eu tinha medo, e mesmo nos momentos mais difíceis escreveu músicas que me inspiraram e me trouxeram um sorriso. Para ele chegou a hora de descansar, para mim a hora de lhe agradecer. Obrigado por me teres mandado uma mensagem no Facebook a dizer que tinhas um ‘projeto’, mal sabia eu que se tornaria num sonho com anos de aventuras, viagens, sorrisos, momentos tão lindos. Levaste-me mais longe do que alguma vez eu teria conseguido ir sozinho e ensinaste-me a sonhar de uma forma que eu não sabia ser possível. Vais deixar muitas saudades, e mesmo agora quando escrevo estas palavras sei que cada lágrima que choro vem com um obrigado, obrigado, obrigado”, lê-se nas redes sociais do projeto.

 

Portugueses aumentaram no confinamento consumo de substâncias para melhorar desempenho e imagem

Durante o primeiro confinamento provocado pela covid-19, em 2020, o consumo de substâncias para melhorar o desempenho e a imagem pessoal aumentou em Portugal, revela um estudo que envolveu investigadores da Universidade do Porto (FMUP).

Em declarações à agência Lusa, a investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e do CINTESIS Irene Carvalho esclareceu hoje que a investigação visava avaliar o impacto das medidas restritivas impostas pela pandemia na autoimagem e prática de exercício físico excessivo, bem como no consumo de substâncias.

Entre as substâncias em avaliação destacam-se os “esteroides anabolizantes, estimulantes sexuais, hormonas de crescimento, vitaminas, suplementos, laxantes, chás, infusões, anfetaminas”.

O estudo internacional, publicado na revista científica Frontiers in Psychiatry e que envolveu investigadores da FMUP e da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação (FPCEUP), recolheu dados de participantes de sete países – Portugal, Reino Unido, Itália, Hungria, Espanha, Lituânia e Japão – através de questionários padronizados.

No total, participaram 3.161 pessoas, das quais 332 portuguesas e com uma média de idades que rondava os 35 anos.

O estudo mostrou que durante o primeiro confinamento provocado pela covid-19 (abril e maio de 2020) os portugueses “foram os que mais iniciaram o consumo destas substâncias”.

“No estudo vê-se que Portugal tem uma taxa de 11,9% de pessoas que começaram a usar estas substâncias com o confinamento. Foi o país que mais começou a utilizar. O país mais próximo é Itália, com 8,6%, e depois a Lituânia, com 6,1%”, afirmou Irene Carvalho, acrescentando, contudo, que na Hungria não se verificou qualquer aumento deste tipo de produtos.

Segundo a investigadora, as substâncias mais utilizadas foram as vitaminas, proteínas, cafeína, chás e infusões, seguidas dos ácidos ómega.

“A questão é que são substâncias que, apesar de não causarem efeitos psicotrópicos, as pessoas têm dificuldade em deixar de as usar. Não tem tanto a ver com a substância e as suas propriedades, mas com a utilização que delas é feita, não por questões de saúde, mas por causa da aparência e desempenho”, referiu.

A investigadora salientou que o risco do consumo destas substâncias reside no propósito da sua utilização, especialmente na era da Internet, em que “estes produtos são vendidos como soluções mágicas e rápidas numa publicidade não só enganosa, mas agressiva”.

“Esta é que é a questão: as pessoas lançam-se nesta aventura com a melhor das intenções, sem supervisão médica e sem saber o que está a acontecer. Aqui reside o perigo e o problema”, observou.

O estudo detetou também “níveis consideráveis” de ansiedade relacionada com a aparência, nomeadamente, em Itália (18,1%), no Japão (16,9%) e em Portugal (16,7%).

“É necessário ter atenção às pessoas particularmente vulneráveis, por exemplo, com maior ansiedade relativamente à sua imagem que podem estar mais vulneráveis a este tipo de publicidade e de norma cultural do corpo perfeito”, acrescentou.

Os dados evidenciam ainda que a prática de exercício físico aumentou significativamente a probabilidade de as pessoas recorrem a estes produtos, com o Reino Unido e a Espanha a registarem o maior número de pessoas que praticavam exercício de forma excessiva ou problemática.

“Concluímos que as pessoas que mais praticam exercício físico também mais consomem estas substâncias para melhorar a imagem e o desempenho”, acrescentou a investigadora.

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