Escolas: Fenprof quer que professores e funcionários sejam vacinados nas férias de Natal
Em declarações à Lusa, o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, escusou-se a analisar os impactos da decisão do Governo em antecipar numa semana o encerramento das creches e ATL para tentar controlar a pandemia de covid-19, defendendo que essa avaliação cabe aos especialistas.
“Não sabemos se este encerrar de uma semana será suficiente”, disse Mário Nogueira, admitindo que é preciso “tudo fazer” para que as escolas não voltem a fechar portas, tendo em conta os “conhecidos prejuízos do ensino remoto” que se sentiram nos dois últimos anos letivos.
A Fenprof voltou hoje a defender que os professores e o pessoal não docente “devem voltar a ser considerados grupos prioritários no processo de vacinação” da dose de reforço contra a covid-19. E esse é um processo que deve acontecer durante esta época do Natal.
“Os professores deveriam ser chamados agora a ser vacinados com a dose de reforço até à abertura” das escolas, a 10 de janeiro, defendeu, acrescentando que durante as férias de Natal os docentes e pessoal não docente podem ser vacinados “em qualquer dia, não precisa de ser ao sábado nem ao domingo”.
Mário Nogueira lembrou que nas escolas trabalha um “corpo docente envelhecido, vacinado há mais de cinco meses, que é o tempo útil que se está a dar à vacina” e por isso está na altura de serem novamente vacinados contra a covid-19.
O professor considerou também “indispensável” a testagem regular e periódica nas escolas e não apenas quando surgem novos casos: “Independentemente da análise sobre se as escolas devem ou não abrir, tudo deve ser feito para que abram no dia em que se prevê”.
O secretário-geral da Fenprof acredita que “protegendo os adultos provavelmente também será possível proteger as escolas e mantê-las abertas”.
Mário Nogueira recordou ainda a decisão da Fenprof de avançar com uma ação judicial contra o Ministério da Educação para ter acesso aos dados que mostram o impacto da pandemia nas escolas.
“A Fenprof está a recorrer novamente aos tribunais para intimar o Ministério da Educação, que se recusa a fornecer dados”, disse, acrescentando que “se calhar este ano a situação ainda está pior” do que no passado ano letivo.
Quais as escolas e jardins-de-infância onde já foram identificados casos de covid-19 este ano letivo, quantas turmas ficaram em isolamento entre os dias 16 e 30 de novembro e quantos docentes, alunos e trabalhadores não docentes tiveram de ficar em isolamento ou quarentena são algumas das perguntas feitas a 02 de dezembro ao ministério e que continuam sem resposta.
A Federação Nacional dos Professores recordou que passaram os 10 dias úteis previstos na lei para o envio das informações pretendidas, “sem que houvesse resposta do ministro” e por isso decidiu “recorrer à via judicial para as obter”.
Na terça-feira o primeiro-ministro anunciou a decisão de antecipar para dia 25 de dezembro o encerramento de creches e ateliês de tempos livres (ATL), que estava previsto para a “semana de contenção” que irá decorrer entre 3 e 9 de janeiro, altura em que os alunos de todos níveis de ensino estarão em casa. As aulas começam apenas a 10 de janeiro, como forma de tentar conter o aumento de casos de covid-19.
Famalicão: Centro de Vacinação fechado nos fins de semana do Natal e Ano Novo
Nos dois próximos fins de semana (de 23 a 26 e de 30 a 2 de janeiro), o Centro de Vacinação de Famalicão estará encerrado e não serão administradas vacinas a ninguém. O médico responsável, Nuno Silva, informa também que até 23 de janeiro os fins de semana estão reservados para as crianças.
De segunda a sexta-feira estão administrar vacinas a maiores de 50 anos e em casa aberta acima dos 65 anos de idade. Mas o médico apela a que as pessoas agendem a sua vacina e não usem o sistema de casa aberta como recurso, porque podem não ter vaga. Isto porque primeiro são vacinadas as pessoas que estão agendadas.
Caso as pessoas tenham dificuldade em fazer o autoagendamento, o médico Nuno Silva solicita que peçam ajuda nos centros de saúde.
Famalicão: Governo reconhece problema ambiental no Parque Calça Ferros em Pedome
No Parque de Lazer Calça Ferros, em Pedome, o coletor do Sistema Integrado de Despoluição do Ave do Ave (SIVDA), que deveria conduzir as águas residuais em direção à ETAR de Serzedelo, descarrega repetidamente e sem tratamento, no rio Ave. Este problema ambiental levou o deputado do PSD, Jorge Paulo Oliveira, a pedir esclarecimentos ao Ministro do Ambiente, em outubro passado.
A resposta chegou agora, com o gabinete do Ministro do Ambiente e da Ação Climática a garantir que as infraestruturas de drenagem possuem «a capacidade adequada para os objetivos para que foram construídas», mas reconhece que quando chove muito o caudal descarregado de águas pluviais «é significativamente superior à capacidade de escoamento dos coletores que entram em sobrecarga hidráulica, resultando no extravasamento em algumas caixas de visita».
A solução para este problema, avança o Ministério do Ambiente, passa, essencialmente, «pela minimização das referidas afluências de águas pluviais às redes de saneamento, no âmbito dos sistemas municipais em “baixa”», comprometendo-se, através da Agência Portuguesa do Ambiente, em colaboração com o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana, a reforçar as ações de fiscalização e a continuar a acompanhar a evolução da situação, intervindo sempre que tal se verifique necessário.
É esta a posição do Ministro do Ambiente ao pedido de esclarecimentos do deputado famalicense à Assembleia da República, sobre este problema que persiste apesar dos constantes alertas e protestos da Junta de Freguesia de Pedome e das populações e que «atenta contra o ambiente, qualidade de vida e contra os elevados investimentos realizados pela autarquia para oferecer à população um espaço de encontro e de fruição do rio». Jorge Paulo Oliveira pediu, em concreto, ao Ministro João Matos Fernandes que se pronunciasse sobre a insuficiência no dimensionamento do coletor e a quem competiria a resolução do problema, se à TRATAVE, entidade gestora do Sistema Integrado de Despoluição do Vale do Ave (SIDVA), ou se à entidade concedente Águas do Norte, SA.
Empresário oferece 200 cabazes a famílias carenciadas de Ponte da Barca
Nélson Cerqueira (na imagem), vai oferecer 200 cabazes de alimentos a famílias carenciadas da região de Ponte da Barca.
O empresário da restauração revelou à Rádio Barca que pretende fazer essa entrega no dia 25 de dezembro.
Os cabazes são compostos por vários alimentos, como arroz, massas e também o alimento mais habitual em período natalício, o bacalhau.
No ano anterior Nélson Cerqueira também ajudou os mais carenciados, com a oferta de refeições completas a famílias que passavam por dificuldades.
ACIF não quer ajuntamentos na via pública por causa do Famalicão, Porto de Encontro
Tal como foi avançado por CIDADE HOJE, a ACIF mantém a realização da iniciativa “Famalicão, Porto de Encontro”, apenas no interior dos espaços aderentes e apela a que não se promovam ajuntamentos na via pública e que «o cumprimento de todas as regras não seja descurado em qualquer circunstância».
Confira, aqui, o comunicado:
«Numa luta que é de todos e para todos, e de forma a travar o mais rapidamente possível a crescente onda de casos de COVID–19, a Associação Comercial e Industrial de V. N. Famalicão (ACIF) enaltece, desde logo, o compromisso demonstrado por todos os famalicenses, bem como o respeito e responsabilidade pelas medidas impostas pelo Governo e demais organismos competentes.
A vitalidade económica do nosso concelho é já uma imagem de marca e é nessa vitalidade que assentam muitas das nossas preocupações atuais, por ser um ativo do concelho e de todas as famílias que nele habitam. É na defesa dessa mesma vitalidade que procuramos tomar todas as medidas necessárias.
Nesse sentido, e tendo em conta a iniciativa do Famalicão Porto de Encontro, promovida pela ACIF, vimos apelar ao respeito de todas as regras e diretivas definidas pela Direção–Geral de Saúde (DGS) e pelo Governo. Apelamos a que não se promovam ajuntamentos na via pública e que toda a atividade relativa ao evento decorra no interior dos bares, discotecas e estabelecimentos similares aderentes. O cumprimento de todas as regras não deverá ser descurada em qualquer circunstância.
Após um longo caminho de combate à pandemia de COVID–19, somos novamente obrigados a alguns condicionalismos no nosso dia–a–dia. Situações excecionais exigem medidas excecionais. Certos de que ultrapassaremos todas as dificuldades e que todos, juntos, vamos, uma vez mais, conseguir dar uma resposta positiva.
A Direção da Associação Comercial e Industrial de V. N. Famalicão (ACIF)»




