Hipermercados estão impedidos de vender produtos não alimentares

A partir desta segunda-feira, dia 18, supermercados e hipermercados estão impedidos de vender artigos não alimentares como roupa, livros, objetos de decoração, jogos e brinquedos, artigos de desporto, acessórios de moda, calçado, etc.

Esta determinação surge porque estes produtos se vendiam nas lojas de rua e a retalho que foram encerradas neste confinamento geral.

Pelo que os supermercados e hipermercados «devem retirar os produtos, ocultar a sua visibilidade ou isolar as áreas de venda, naturalmente no sentido de impedir o acesso por parte dos consumidores», explicou o secretário de Estado do Comércio, João Torres.

O despacho que proíbe supermercados e hipermercados de venderem este tipo de produtos durante o confinamento não prevê qualquer contraordenação em caso de incumprimento, mas vai haver “vigilância atenta” da ASAE.

Ordem dos Médicos pede um confinamento geral como o de março

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, pediu que o Governo adote um confinamento geral e que aumente a capacidade de testagem de infetados e respetivos contactos para quebrar as cadeias de transmissão da COVID-19. É preciso «adotar sem reservas e com a maior brevidade um confinamento geral, no mínimo semelhante ao que ocorreu em março/abril de 2020, com uma situação muito menos severa», lê-se no comunicado da Ordem dos Médicos emitido esta segunda-feira às redações.

«É inaceitável continuar nas meias medidas», lê-se, ainda, no comunicado.

O bastonário defende, também, que sejam revistos os critérios de prioridade na vacinação e que os médicos de família sejam libertados das funções associadas de rastreio de contactos para que os doentes possam ter mais facilmente acesso aos cuidados de saúde primários.

12.906 pedidos de voto antecipado de pessoas em confinamento e idosos

O Ministério da Administração Interna informa que recebeu 12.906 pedidos de voto antecipado por parte de pessoas em confinamento (que não podem sair de casa) e de idosos residentes em lares.

Esta terça e quarta-feira, equipas de cada concelho, devidamente equipadas e com regras sanitárias estritas, irão recolher os votos, porta a porta, a casa de quem está confinado e aos lares de idosos.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

Concorrem às eleições sete candidatos: Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

Professores lançam abaixo-assinado a pedir testes à Covid-19, vacinação e teletrabalho nas escolas

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) lançou hoje um abaixo-assinado a exigir a realização de testes na comunidade escolar, a priorização dos profissionais das escolas na vacinação contra a covid-19 e a possibilidade do teletrabalho.

O abaixo-assinado apresenta seis exigências que já vinham sendo pedidas por professores e restantes funcionários escolares.

Com a aprovação de um novo confinamento, que entrou em vigor na passada sexta-feira e mantêm as escolas abertas, a Fenprof decidiu transformar as reivindicações em abaixo-assinado para que o Governo garante “condições reforçadas de prevenção e segurança sanitária, o que até agora não fez”.

Os professores e educadores voltam a exigir a realização periódica de testes a toda a comunidade escolar, bem como, sempre que surjam casos de Covid-19, aos contactos próximos das pessoas infetadas.

Na passada quinta-feira, no final da reunião de Conselho de Ministros, destinada a definir as regras do novo Estado de Emergência, o primeiro-ministro António Costa anunciou a realização de uma “campanha permanente” e testagem nas escolas, não especificando no entanto de que forma seria feita.

Outra das exigências do abaixo-assinado é a “consideração dos docentes e demais trabalhadores das escolas como prioritários, passando a integrar a 2.ª fase de vacinação”. Questionado sobre esta opção, António Costa remeteu, na passada quinta-feira, para a task force do plano de vacinação contra a covid-19: “O critério de vacinação é definido por um grupo técnico e dirá o que terá a dizer sobre essa matéria”.

“A efetiva proteção dos docentes de grupo de risco, sendo-lhes autorizado o teletrabalho ou garantido o salário, caso ultrapassem os 30 dias de faltas justificadas em tais circunstâncias” é a terceira exigência do abaixo-assinado.

Na passada quinta-feira, o Governo decidiu manter em regime presencial todos os níveis de ensino, desde o pré-escolar ao superior.

Famalicão: FAC suspende treinos da formação

O Famalicense Atlético Clube (FAC) suspendeu todos os treinos dos escalões de formação, mantendo, no entanto, os treinos e competição das equipas seniores que militam na 1.ª divisão.

A decisão resulta das medidas de confinamento, determinadas na passada semana pelo governo.

A direção do FAC apela ao respeito das regras em vigor, mantendo uma avaliação diária da evolução da pandemia covid-19.

 

Associação Comercial de Famalicão defende que Governo devia manter aberto o comércio de proximidade

A Associação Comercial e Industrial de Famalicão, juntamente com outras associações comerciais do distrito de Braga, considera que o Governo podia e devia «excluir do novo confinamento o comércio de proximidade», por entender que cumpre com rigor as normas e boas-práticas de higiene e segurança estabelecidas pela Direção Geral da Saúde e por não estar sujeito a uma grande pressão de procura por parte dos consumidores.

Mas, uma vez decretado o encerramento, defende que o lay-off simplificado seja comparticipado a 100% pela Segurança Social para as empresas cuja atividade tenha sido encerrada ao abrigo do confinamento e que este apoio seja estendido às empresas cuja atividade é permitida durante o confinamento, mas cuja faturação seja fortemente penalizada pela ocorrência do dever geral de recolhimento domiciliário. Propõe a adoção de um regime especial de apoio às rendas de janeiro e fevereiro, que assegure a comparticipação integral do valor das rendas dos estabelecimentos encerrados ao abrigo do confinamento. Após o confinamento, quer que o Governo assuma a concretização de um programa de promoção da retoma das atividades económicas mais afetadas pelo confinamento, nomeadamente do comércio e serviços de proximidade, bem como dos setores do alojamento e restauração.

Em comunicado, o Conselho Empresarial da Região do Ave e Cávado (CEDRAC) lança este repto ao Governo face a esta nova fase do confinamento.

Recorda que foram nove meses sucessivos de quebras significativas de faturação, pelo que este novo confinamento pode levar ao encerramento de diversos estabelecimentos empresariais e, em consequência, ao desemprego e ao agravamento da crise económica e social.

No entanto, recorda como positivo o fato do Governo procurar minorar as situações de desigualdade que se criaram no anterior confinamento entre a grande distribuição e o pequeno comércio, ao interditar a venda de bens na grande distribuição que sejam tipicamente comercializados

As associações comerciais e industriais apelam aos portugueses para que cumpram escrupulosamente as regras deste confinamento, «para que se reduza, com o almejado sucesso, o número de infeções, respeitando, deste modo, os enormes sacrifícios a que estão a ser sujeitas as empresas portuguesas, assim como o extraordinário esforço e dedicação de todos os profissionais de saúde no combate à pandemia».

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