Famalicão: Secretário de Estado quer GNR no antigo quartel dos bombeiros

O Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, afirmou ao deputado do PSD, Jorge Paulo Oliveira, que a solução do Governo para a GNR de Riba de Ave passa por adaptar as antigas instalações dos Bombeiros de Riba de Ave. Adiantou que o Governo aguarda a celebração de um protocolo com a Câmara Municipal de Famalicão para avançar com este processo.

O deputado Jorge Paulo Oliveira lamentou que a autarquia famalicense seja chamada a ajudar na resolução de um problema «que é unicamente da responsabilidade da administração central».

Esta resposta do Secretário de Estado surgiu no âmbito do debate na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2021. Jorge Paulo Oliveira lembrou o atraso nesta obra e as «sucessivas mudanças de opinião do Governo quanto à solução a adotar para o Posto da GNR daquela vila». O deputado do PSD lembrou que em junho de 2017 o Governo defendia que a solução passava pela construção de um quartel de raiz e que no final desse ano já pensava na remodelação do atual edifício; o social-democrata recorda que em 2019 a solução voltava a um edifício de raiz, mas em maio deste ano já pensava na adaptação do antigo quartel dos bombeiros.

Famalicão: Governo garante obras na PSP e GNR de Riba de Ave

O Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, informou o deputado famalicense Nuno Sá que o projeto de execução para intervenção em toda a esquadra da PSP de Famalicão está concluído e é para prosseguir. Quanto ao posto territorial da GNR de Riba de Ave, o governante manifestou o compromisso do Governo em avançar com o novo quartel, indicando que já está encontrado o local e o edifício para o efeito, faltando o protocolo com a Câmara Municipal de Famalicão para concretizar esta infraestrutura.

O deputado Nuno Sá, eleito pelo PS no círculo eleitoral de Braga, tinha interrogado o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento de Estado para 2021. O deputado fez notar ao Governo da necessidade de melhorar as infraestruturas das forças de segurança, designadamente o novo Quartel da GNR de Riba de Ave e a Esquadra da PSP de Vila Nova de Famalicão.

Cultura: Morreu Cruzeiro Seixas

Faleceu, este domingo, no hospital Santa Maria, em Lisboa, Mestre Cruzeiro Seixas, um dos maiores vultos do Surrealismo português. Em nota de imprensa, a Fundação Cupertino de Miranda (FCM), detentora do acervo artístico de Cruzeiro Seixas (1920-2020), «lamenta profundamente a perda deste vulto da cultura nacional, que apoiou e acompanhou ao longo dos anos», particularmente no período em que viveu em Vila Nova de Famalicão de 2012 a 2016.

Recorda-se que a FCM é detentora do seu maior acervo do artista constituído por cartas, postais, correspondência, cadernos manuscritos, fotografias, desenhos, catálogos, serigrafias, colagens, objetos, pinturas, entre outros.

Enfermeiros iniciam hoje greve de 5 dias

Os enfermeiros iniciam hoje uma greve de cinco dias, um protesto convocado pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros Portugueses (Sindepor) contra o desgaste e desmotivação destes profissionais, e que o sindicato decidiu manter apesar dos números mais recentes da pandemia.

A greve, que decorre entre hoje e sexta-feira, 13 de novembro, foi convocada a 23 de outubro e em declarações à agência Lusa nesse dia, o presidente do Sindepor, Carlos Ramalho, disse ter a certeza de que a população estará ao lado dos enfermeiros, que “têm feito muitos sacrifícios ao longo dos anos”.

“Mantemos a intenção da greve, obviamente que vai haver constrangimentos, mas pretendemos que sejam os mais limitados possíveis, nomeadamente no combate à pandemia de covid-19”, disse, por seu lado, Jorge Correia, do Sindepor, no final de uma audiência com o Presidente da República na semana passada.

Jorge Correia sublinhou que a paralisação de cinco dias “é mais do que uma greve, é um grito de alerta”, porque os enfermeiros “estão cansados, exaustos e desmotivados” e se há um consenso por parte da sociedade e dos partidos políticas sobre a importância dos profissionais de saúde “é essencial que isso se concretize em medidas”.

A greve está convocada para todo o território nacional, com exceção da região autónoma da Madeira.

Segundo o presidente do Sindepor, o sindicato exige o descongelamento das progressões da carreira, a atribuição do subsídio de risco para todos os enfermeiros e, sendo “uma profissão de desgaste rápido”, a aposentação aos 57 anos.

Saiba quais as exceções para circular durante recolhimento obrigatório

Entrou em vigor esta segunda-feira o estado de emergência. O recolhimento obrigatório nos 121 concelhos de risco é uma das medidas que entra em vigor a partir desta semana.

Confira as exceções para circular durante o recolhimento obrigatório

  • deslocações a mercearias e supermercados e outros estabelecimentos de venda de produtos alimentares e de higiene, para pessoas e animais;
  • deslocações para assistência de pessoas vulneráveis, pessoas com deficiência, filhos, progenitores, idosos ou dependentes
  • deslocações para desempenho de funções profissionais ou equiparadas, conforme atestado por declaração da entidade patronal ou do próprio, em caso de trabalhador independente (que já tinha sido divulgado);
  • deslocações no exercício das respetivas funções ou por causa delas, sem necessidade de declaração emitida pela entidade empregadora ou equiparada;
  • deslocações por motivos de saúde, designadamente para aquisição de produtos em farmácias ou obtenção de cuidados de saúde e transporte de pessoas a quem devam ser administrados tais cuidados;
  • deslocações para acolhimento de emergência de vítimas de violência doméstica ou tráfico de seres humanos, bem como de crianças e jovens em risco, por aplicação de medida decretada por autoridade judicial ou Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, em casa de acolhimento residencial ou familiar;
  • deslocações por outras razões familiares imperativas, designadamente o cumprimento de partilha de responsabilidades parentais, conforme determinada por acordo entre os titulares das mesmas ou pelo tribunal competente;
  • deslocações de médicos-veterinários, de detentores de animais para assistência médico-veterinária urgente, de cuidadores de colónias reconhecidas pelos municípios, de voluntários de associações zoófilas com animais a cargo que necessitem de se deslocar aos abrigos de animais e de equipas de resgate de animais para assistência urgente;
  • deslocações necessárias ao exercício da liberdade de imprensa;
  • deslocações pedonais de curta duração, para efeitos de fruição de momentos ao ar livre, desacompanhadas ou na companhia de membros do mesmo agregado familiar que coabitem;
  • deslocações pedonais de curta duração para efeitos de passeio dos animais de companhia;
  • por outros motivos de força maior ou necessidade impreterível, desde que se demonstre serem inadiáveis e sejam devidamente justificados;
  • retorno ao domicílio pessoal no âmbito das deslocações referidas nas alíneas anteriores.

Pessoas com febre deixam de poder aceder ao trabalho, serviços públicos, escolas e espaços comerciais ou desportivos

O acesso ao local de trabalho, a serviços públicos, escolas, espaços comerciais ou desportivos passa a ser impedido caso haja recusa da medição de temperatura corporal ou a pessoa tenha febre, segundo o decreto que regulamenta o estado de emergência.

No caso do local de trabalho, se o trabalhador tiver um resultado superior à normal temperatura corporal, ou seja, igual ou superior a 38ºC, não poderá aceder, mas considera-se a falta justificada.

Segundo o decreto publicado esta noite em Diário da República, “as medições podem ser realizadas por trabalhador ao serviço da entidade responsável pelo local ou estabelecimento, não sendo admissível qualquer contacto físico com a pessoa visada, sempre através de equipamento adequado a este efeito, que não pode conter qualquer memória ou realizar registos das medições efetuadas”.

Portugal entrou hoje em estado de emergência, desde as 00:00 até 23 de novembro, para combater a pandemia de covid-19.

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