Racismo: Trezentas pessoas em concentração no Porto contra a intimidação

Cerca de trezentas pessoas participaram no Porto, durante a tarde de hoje, numa concentração contra “tentativas de intimidação” a três deputadas e a sete ativistas antifascistas e antirracistas, constatou a Lusa no local.

Entre os manifestantes concentrados no Porto encontrava-se Luís Lisboa, coordenador do núcleo de Guimarães da Frente Unitária Antifascista (FUA), um dos primeiros ativistas a formalizar queixa-crime pelas ameaças e que disse encontrar-se já sob proteção policial.

“Temos de nos insurgir contra esta vil ameaça. isto não passa de terrorismo”, afirmou aos jornalistas.

Este tipo de ameaças, sublinhou, “só se pode combater com a decência, com a fraternidade, com a solidariedade e com o levantamento popular. Isto não é um ataque a dez pessoas, é um ataque a todo o país. E todo o país tem de combater, mais do que nunca, estas tentativas de retrocesso, de voltar ao passado”.

Durante a concentração, que prosseguia pouco depois das 16:00 e que estava a ser acompanhada por um discreto dispositivo policial, mas sem quaisquer incidentes, ouviram-se palavras de ordem como “fascismo nunca mais”.

Também presente no protesto do Porto, outra ativista da FUA, Andreia Santos, recusou a “cedência ao medo”, face às tentativas de intimidação.

“Medo não é o que nos move. Não o sentimos e não vamos de deixar de ser antifascistas. Se vão recorrer a métodos pidescos, não nos vão intimidar”, garantiu, num discurso pautado por críticas à legalização do partido de extrema-direita Chega, que lhe permitiu eleger um deputado.

Mas recusou que o Chega seja, por si só, culpado disto tudo.

“O Chega não é a causa. O Chega veio normalizar o discurso da extrema-direita”, acrescentou.

Tino de Rãs, do partido RIR, juntou-se igualmente ao protesto, “a pedido da filha”, porque – disse – “é preciso lutar contra aqueles que andam à boleia da democracia”.

Nos últimos dias, três deputadas e sete ativistas foram alvo de ameaças por uma autoproclamada “Nova Ordem de Avis – Resistência Nacional”, que reivindicou também uma ação junto à associação SOS Racismo.

Na quinta-feira, o Ministério Público instaurou um inquérito-crime ao assunto, um dia depois de o dirigente da SOS Racismo Mamadou Ba ter prestado declarações na Polícia Judiciária e ter confirmado a receção, juntamente com mais nove pessoas, de uma mensagem de correio eletrónico a estipular o prazo de 48 horas para abandonar o país.

Ao comentar as ameaças, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recomendou aos democratas “tolerância zero” e “sensatez” para combater o racismo.

Tal como o Governo, que condenou estas ações como “uma ameaça à própria democracia”, o presidente da Assembleia da República e vários partidos repudiaram as ameaças feitas aos ativistas e à associação.

PSP alerta: Esta semana há radar na variante nascente de Famalicão

Durante este mês de agosto a PSP tem vindo a realizar uma série de ações de fiscalização rodoviária em todo o país.

A ação prevista para Vila Nova de Famalicão está marcada para o dia 20 de agosto (próxima quinta-feira) e passa pela colocação de um radar móvel de controlo de velocidade, na variante nascente de Vila Nova de Famalicão.

A fiscalização vai acontecer a partir das 09h00 desse dia.

GNR detém 40 pessoas e regista 462 infrações rodoviárias desde sábado à noite

A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve 40 pessoas entre sábado e hoje de manhã, 28 por conduzirem com excesso de álcool, e detetou 462 infrações rodoviárias, 171 das quais por excesso de velocidade.

Num balanço da atividade operacional decorrida entre as 20:00 de sábado e as 08:00 de hoje, a força de segurança indica ainda oito detenções por condução sem habilitação legal, duas por tráfico de estupefacientes, um por furto e outro por violência doméstica.

Quanto à fiscalização de trânsito, a GNR anotou 62 infrações por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei, nove por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças, 14 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório, 21 por falta de inspeção periódica obrigatória, oito por uso indevido do telemóvel na condução e dez relacionadas com tacógrafos.

Os militares desta corporação registaram ainda 37 acidentes, que provocaram 13 feridos leves, e apreenderam 27 doses de canábis no âmbito da prevenção e combate à criminalidade.

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