Mudança torna-se definitiva – Pagamentos em “contactless” até 50 euros não vão precisar de pin

“Os consumidores vão poder continuar a utilizar a tecnologia ‘contactless’ para efetuar pagamentos presenciais até 50 euros sem introduzir o PIN”, lê-se num comunicado do BdP.

Em 25 de março de 2020, o montante máximo para pagamentos realizados com a tecnologia ‘contactless’ passou de 20 para 50 euros.

Esta alteração surgiu em resposta à evolução da pandemia de covid-19, e, para incentivar os pagamentos “sem contacto”.

Segundo o BdP, a utilização daquela tecnologia aumentou em cerca de 20% das compras com cartão, praticamente duplicando o nível de utilização existente antes da pandemia.

Assim, face ao aumento de utilizadores, a comunidade bancária nacional, em articulação com o Banco de Portugal e com a SIBS, que gere o sistema de cartões de débito, decidiu tornar permanente o limite de 50 euros para a realização destes pagamentos.

Primeiro semestre de 2020 registou número mais baixo de incêndios dos últimos quatro anos

O Jornal de Notícias avança hoje com dados da GNR de que a primeira metade de 2020 representa o período com o número mais baixo de incêndios rurais dos últimos quatro anos, tendo também havido uma redução do número de detenções por fogo posto.

De acordo com o diário, até 28 de junho houve registo de 2037 ocorrências, sendo 1541 por fogos florestais e 496 por fogos agrícolas, registando-se ainda 988 falsos alarmes. Este é o valor mais baixo desde o primeiro semestre de 2016, sendo que, no período homólogo de 2018 e 2019, as autoridades foram obrigadas a agir 5957 e 5947 vezes, respetivamente.

Até agora, já houve 1076 incêndios rurais com investigação concluída, cerca de 57,5% (619) dos mesmos foram causados por negligência e em apenas 11,4% (123) dos casos terão sido fogo posto. Os investigadores, porém, não conseguiram apurar as causas em 28,5% (307) das ocorrências.

Para além da redução dos incêndios, os mesmos dados apontam também para uma diminuição significativa do número das detenções. Entre janeiro e 28 de junho, a GNR deteve 19 incendiários, perto de metade do valor do ano passado (41) e de um quatro das detenções em 2018 (81).

O número de identificações por suspeita de crime também baixou em relação aos últimos anos. Se este ano houve 138 suspeitos identificados de atear incêndios até 28 de junho, o valor foi 370 em 2019 e 701 em 2018.

Segundo avança o JN, as causas para a redução não se prendem apenas com a inibição da atividade criminosa devido à pandemia da covid-19, mas também porque a GNR começou a proceder a patrulhas utilizando drones. Serão 10 drones no país a vigiar espaços de 1114 freguesias onde os postos de vigia e a vigilância terrestre não chegam.

Matosinhos: Homem morre na praia esta segunda-feira de manhã

A vítima, com cerca de 50 anos, terá morrido devido a doença súbita.

Um homem, com cerca de 50 anos, morreu hoje, cerca das 08:00, quando nadava na zona da Praia de Matosinhos, distrito do Porto, aparentemente devido a doença súbita, disse o comandante da Capitania dos Portos do Douro e Leixões.

Em declarações à Lusa, o comandante Cruz Martins explicou que o homem tinha o hábito de praticar desporto, nomeadamente natação, com um grupo de amigos na praia de Matosinhos.

“O grupo de desportistas, que nadava em paralelo à costa, apercebeu-se que a vítima estava inanimada. Retiraram-na de imediato da água e chamaram os meios de emergência. Ainda foram tentadas manobras de reanimação, mas sem sucesso”, acrescentou Cruz Martins.

Aparentemente, o homem terá sido vítima de doença súbita, mas “só a autópsia irá esclarecer a causa da morte”.

Ao local foi chamada a Polícia Judiciária para apurar se há ou não matéria para investigação.

Criado algoritmo para identificar Covid-19 a partir do som da tosse

Cientistas do México, Estados Unidos, Espanha e Itália, liderados por uma equipa do Massachussetts Institute of Technology (EUA), estão a elaborar uma base de dados com milhares de sons de tosse de pessoas de todas as idades, com e sem covid-19.

Esses sons serão analisados através de um algoritmo e inteligência artificial para distinguir o som da tosse de alguém que não está infetado de quem tem covid-19, afirmou a responsável do projeto no México, Bárbara Vizmanos.

A tosse e até o tom de voz de uma pessoa doente, assintomática ou que não está infetada têm diferenças, notam os investigadores, o que ajuda a que o sistema consiga identificar o seu estado em 15 segundos.

“Os participantes ‘doam’ a sua tosse e os seus dados e essas tosses vão alimentar um sistema de inteligência artificial que, com reconhecimento de voz, identifica tosses de pessoas infetadas e de pessoas não infetadas, comparando-as com uma precisão de que o ouvido não é capaz”, indicou Bárbara Vizmanos.

O estudo começou há cerca de dois meses em hospitais de Espanha, Itália, Estados Unidos e México, país onde os investigadores consideram fundamental ter registos sonoros de tosse por estar a atravessar o pico da pandemia da covid-19, com mais de 295.000 casos confirmados e quase 35.000 mortes desde que o primeiro caso foi identificado, em 28 de fevereiro.

À medida que o projeto avança, passará a estar disponível através de uma aplicação que pode ser descarregada para o telemóvel gratuitamente, de modo a que as pessoas possam sujeitar a sua tosse a este “detetor“.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 565 mil mortos e infetou mais de 12,74 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.660 pessoas das 46.512 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Reitor de Fátima pede oração pelos que arriscam a vida por todos nos incêndios

“Nesta altura do ano convido-vos a termos presente na nossa oração todos os bombeiros e todos aqueles que, com sacrifício e perigo, arriscam a sua própria vida pelo bem de todos”, exortou o padre Carlos Cabecinhas, na homilia da missa desta manhã no recinto do Santuário.

O reitor do Santuário pediu ainda “pelo bombeiro que perdeu a vida a combater o incêndio na Serra da Lousã, pela sua família e por todos os que ficaram feridos”.

O bombeiro, chefe na corporação de Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo, José Augusto Fernandes, de 55 anos de idade, morreu este sábado enquanto combatia um incêndio em Trevim, na Serra da Lousã.

O presidente da Câmara de Miranda do Corvo, Miguel Baptista, decretou três dias de luto municipal (a cumprir hoje, segunda e terça-feira) em “memória e reconhecimento” de José Augusto Fernandes, que era funcionário da Câmara Municipal desta vila, no distrito de Coimbra.

No mesmo incêndio, ficaram outros três bombeiros feridos – dois da corporação de municipais da Lousã e outro dos voluntários de Miranda do Corvo – que tiveram alta hoje de manhã, depois de terem sido encaminhados, no sábado, para os Hospitais da Universidade de Coimbra, disse à agência Lusa o segundo comandante dos Bombeiros de Miranda do Corvo, Rui Bingre.

O fogo, que terá sido provocado pela trovoada seca que na ocasião se fez sentir na região, acompanhada por vento forte e com mudanças bruscas de direção, o que dificultou o trabalho de mais de 220 bombeiros de diversas corporações dos distritos de Leiria e de Coimbra.

O Ministério da Administração Interna determinou a instauração de um inquérito às circunstâncias em que ocorreu a morte do bombeiro, disse hoje à agência Lusa fonte do gabinete do ministro Eduardo Cabrita.

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