Famalicão: Antiga escola de Bairro ao serviço da comunidade

O antigo edifício escolar EB1 de Lagoços (escola da Ferreirinha), em Bairro, está em obras de reabilitação, que implicam um investimento financeiro no valor de 92 mil euros. Concluída a intervenção, a freguesia passa a dispor de um equipamento comunitário que vai servir o movimento associativo, mas também o posto dos CTT.

Esta foi uma das obras visitadas pelo presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, durante a visita à freguesia, realizada esta quarta-feira, no âmbito do novo ciclo de visitas ao concelho.

No local, o edil famalicense assinalou que se trata «de uma obra infraestrutural que vai beneficiar toda a comunidade, através de obras de adaptação de um edifício repleto de história e memórias», destacando a «importância do espaço para as novas dinâmicas da freguesia e para a qualidade de vida de todos os bairrenses».

A freguesia, que «tem registado um desenvolvimento estrutural considerável», tem ainda a decorrer um processo de requalificação da rede viária, que engloba, ente outras, as ruas das Caleiras, Emigrantes e Infância, e a Avenida Joaquim Leite.

OMS alerta que o vírus da covid-19 não está controlado

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que, na maior parte do mundo, o vírus não está controlado; pelo contrário, «está a ficar pior», afirma o diretor-geral da OMS, Adhanom Ghebreyesus.

Este responsável considera que os governos a nível mundial ainda não sabem como gerir a crise de saúde pública, o que contribui para que a epidemia «continue a acelerar», expondo simultaneamente as desigualdades sociais e a fragilidade dos sistemas de saúde.

Alerta que nas últimas seis semanas, o número de casos está a duplicar.

Preocupada com esta situação, a OMS anuncia a criação de um painel independente para avaliar a atuação e a resposta da OMS face à pandemia da Covid-19.

Famalicão: Humanitave recebe 10 mil máscaras reutilizáveis

A Humanitave – Associação de Emergência Humanitária, com sede em Pedome, recebeu, da empresa JF Almeida, 10 mil máscaras reutilizáveis certificadas.

Este equipamento de proteção individual será enviado para a Guiné-Bissau.

A associação enaltece a responsabilidade social da JF Almeida, bem como reconhece o esforço da voluntária Adélia que foi determinante para que esta doação fosse uma realidade.

FC Famalicão: Adeptos acreditam na Liga Europa

Não faltam, pela cidade, tarjas com palavras de incentivo ao FC Famalicão. Os adeptos estão contentes com a prestação da equipa e, com o aproximar do final do campeonato, acreditam, cada vez mais, que os comandados de João Pedro Sousa podem chegar às competições europeias.

O FC Famalicão joga na noite desta quinta-feira, às 21h30, no Estádio Municipal, tendo como adversário o Benfica, o único dos três grandes a quem o emblema famalicense ainda não conseguiu vencer na presente época.

Acompanhe todas as incidências desta partida na Cidade Hoje Rádio.

«Desejava colocar uma medalha no peito de cada famalicense»

Esta quinta-feira, dia 9 de Julho, Famalicão vai comemorar os 35 anos de elevação a cidade. Há sessão solene, inauguração de uma exposição e de uma praça, tendo como objetivo homenagear todos os famalicenses. Não há lugar a distinções para personalidades que se destacaram ou instituições; a medalha é para todos os famalicenses pela forma como se têm portado durante esta pandemia. Mas o presidente de Câmara diz que é também o reconhecimento aos famalicenses por terem tornado este concelho desenvolvido.

Cidade Hoje (CH) – As comemorações do Dia da Cidade, a 9 de julho, são reservadas…

Paulo Cunha (PC) – As circunstâncias assim o exigem, mas não impedem que assinalemos uma data que para os famalicenses é muito importante. O que aconteceu a 9 de julho de 1985 marcou o nosso passado recente e tem influenciado positivamente o nosso presente, ao ponto de nós, ano após ano, quando comemoramos o Dia da Cidade, querermos apresentar aos famalicenses aquela que é a fasquia que nós nos propomos para o futuro, por forma a que possamos crescer e ser um concelho onde as pessoas melhor se realizem e sejam mais felizes.

CH – Este ano, o município optou por homenagear todos os famalicenses, porquê?

PC – É uma opção influenciada pelas circunstâncias em que vivemos. Esta pandemia, este problema de saúde pública, esta dimensão sócio económica que a crise também representa, fizeram-nos refletir acerca do modelo de galardoar os famalicenses.

Se nós, anualmente, fazemos uma individualização das pessoas e instituições; fazer o mesmo desta vez implica necessariamente atribuir o galardão a todos os famalicenses, porque eu não consigo distinguir os famalicenses uns dos outros naquilo que foi a reação a esta pandemia, na forma como lidaram com a questão de saúde pública, na forma como confinaram, na forma como desconfinaram. Estão aqui os profissionais de saúde na primeira linha, mas também os bombeiros, a proteção civil toda, estão os motoristas dos veículos que transportam os bens essenciais, quem nos supermercados trabalhava, os agricultores que continuaram a trabalhar, a indústria, quem removia o lixo todos os dias…É impossível nós retirarmos deste universo um famalicense, por isso estamos a homenageá-los a todos porque essa é a forma mais justa de cumprir aqueles que foram os desígnios que levaram à implantação da cidade em Famalicão.

Estão aqui os profissionais de saúde na primeira linha, mas também os bombeiros, a proteção civil toda, estão os motoristas dos veículos que transportam os bens essenciais, quem nos supermercados trabalhava, os agricultores que continuaram a trabalhar, a indústria, quem removia o lixo todos os dias

CH – A medalha acaba por ser uma homenagem a todo o esforço coletivo que foi feito?

PC – Com certeza. É bom não ignorar que os famalicenses fizeram um esforço de que beneficiaram muitas outras comunidades. Somos um concelho que produz, que emprega, que exporta, somos um concelho com uma relação forte com o território. As nossas indústrias praticamente não pararam no período de confinamento. Nós víamos as grandes cidades muito ligadas ao comércio e aos serviços, nomeadamente ao turismo, como é o caso da grande Lisboa e Porto, praticamente desertas, e víamos Famalicão com movimento por causa das pessoas que tinham que ir trabalhar. Aquelas cidades mais dependentes da indústria e da agricultura são cidades que nesta altura tiveram que continuar o seu dia da dia, para que nada faltasse nas prateleiras dos supermercados. Para isso, foi muito importante que alguns territórios, onde Famalicão está incluído, tivessem continuado de forma pujante a fazer aquilo que sempre souberam fazer, que é produzir e contribuir para o sucesso do país.

CH – Sendo uma homenagem coletiva, sente que os famalicenses a vão sentir como sua?

PC – Sinto que sim, desejava colocar no peito de cada famalicense uma medalha. Isso não é possível, por isso fomos à procura de medidas simbólicas. Tudo o que está a acontecer na programação, desde a exposição no espaço permanente da Casa do Território até à apresentação daquela que é a imagem de Famalicão na entrada de Famalicão, passando pela sessão solene e pelo simbolismo dessa homenagem, fará com que os famalicenses percebam que estamos a dizer obrigado a cada um. Nós, ao dirigirmo-nos a cada uma das pessoas que vive, estuda ou trabalha no nosso concelho, estamos a dizer – “muito obrigada pelo trabalho que tiveram e pelo resultado que permitiram”. Isto sabendo que o trabalho não terminou, o processo está em curso, mas percebemos que esta é a altura certa para dizer obrigado. Não devemos esperar pelo dia seguinte a tudo ter terminado para agradecer a quem muito está a fazer. É importante que ao longo do processo haja sinais de gratidão. E o município está a ser grato com os famalicenses e será sempre ao longo deste processo.

CH – Este 35.º aniversário fica também associado a obras como o novo Mercado Municipal, a renovação urbana… Será um ano também lembrado por isso?

PC – Claro, são intervenções contraciclo. O que era suposto acontecer nesta fase era uma contração, ou seja, entidades públicas e privadas, fruto de uma grande incerteza (há empresas que não sabem se vão continuar com as linhas de produção que tinham, a exportar como exportavam), podiam-se retrair. Por isso, é muito importante que haja sinais que tenham uma leitura de apoio àquilo que está a acontecer no território e estes investimentos públicos são extremamente importantes para que em Vila Nova de Famalicão se perceba que a câmara Municipal está a dar um impulso significativo para direta e indiretamente melhorar a performance do investimento privado em Famalicão.

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