Lar ilegal fechado em Famalicão

Segundo o comando distrital de Braga, a PSP de Famalicão, em coordenação com a Autoridade de Saúde Local e a Segurança Social, efetuou buscas a um lar, na cidade de Famalicão, que se encontra a funcionar ilegalmente e que, por isso, será encerrado. Dentro das instalações estavam 11 idosos, que serão colocados noutros lares devidamente legalizados.

De referir ainda, que até ao momento não há confirmação de qualquer infetado com o vírus SARS CoV-2. A PSP está acompanhar todas estas diligências que se devem prolongar durante toda a tarde.

Vídeo: “Nunca tivemos acesso a uma listagem com info. dos infetados” diz Pres. da Câmara de Famalicão

O Presidente da Câmara Municipal de Famalicão confirmou esta segunda-feira, num debate onde participou sobre a gestão da pandemia do Covid-19 pelas autarquias, que há entidades que não fornecem a informações sobre os infetados no concelho. Paulo Cunha junta-se aos autarcas que reclamam mais ferramentas de trabalho para uma resposta mais eficaz às populações.

O edil garante que, com essas informações a serem disponibilizadas às câmaras municipais, muito mais poderia ser feito em prol dos infetados e da comunidade em geral.

Veja as declarações:

https://www.facebook.com/radiocidadehoje/videos/689637701781658/?__xts__%5B0%5D=68.ARBq2aB1SOPBjPj_4gpYlk8azIm-qRw2ZKLmTztic24JYGAW28ObNoBgbN39e5hngoLSXYBfe4cD-rI6uW0v68IVMlrjAiyMhhTI6kcMaw8QIch87EHswYDKSFLhhZGB68CJwd8s7blkQPyYzizXlbkDZbdSQVP92sxoS_dX5jX3FNJnVVetRCs7O-KOirVAnBgqipHHRoQWCvSvttNI9HLJ-RkiirebA1FFe0XKCsD7J6b3_Jm4p9xRLIP11iXiA1hXMM5XzreZm1Arc1OirrzxolMsEnIeaizf9oykl9xs0fQK7qTfEfMQjtLjoUL7rVordJEm7kcRRE40yKMr-88UDrZqSa6CE3Q&__tn__=-R

TVI pede desculpa aos nortenhos por “frase infeliz no ecrã” que gerou polémica nas redes

A TVI emitiu um comunicado onde pede desculpa à população nortenha depois de emitida, na noite desta segunda-feira, uma reportagem polémica onde eram explicados os motivos para a região norte de Portugal fosse a mais castigada pelo Covid-19.


Comunicado

O Jornal das 8 de ontem emitiu uma peça que pretendia explicar os motivos que levam a Região Norte a constituir-se como a parte do território nacional onde a Covid-19 regista um número bastante superior de casos positivos e de óbitos devido à pandemia, face às outras regiões.

Desde o primeiro momento em que o assunto foi internamente discutido, logo na reunião da manhã de preparação do jornal – onde participou o editor habitual do Jornal das segundas-feiras, Miguel Sousa Tavares, o pivot José Alberto Carvalho, eu próprio e outros editores da TVI – a preocupação era legítima e construtiva: porquê e como responder àquelas populações particularmente afetadas?

Do ponto de vista jornalístico é normal que se questionem as razões que, numa só região, e segundo os dados oficiais, se registem 60% de todas as pessoas infetadas e 57% dos óbitos do país devido à doença. E do ponto de vista social consideramos que questionar é o primeiro passo para encontrar as respostas necessárias na resolução do flagelo.

Os nossos procedimentos foram os de sempre: à nossa jornalista destacada para a conferência de imprensa diária da DGS foi pedido que procurasse junto das Autoridades de Saúde uma explicação; o José Alberto Carvalho perguntaria sobre isso ao epidmiologista entrevistado em direto no Jornal (o que aconteceu) e a autora da reportagem recolheu a análise de vários especialistas, dois aceitaram ser entrevistados e entraram na peça.

Apesar de todas as redações que produzem jornalismo estarem a trabalhar em condições terríveis, em que nenhum de nós até hoje tinha vivido, a TVI fez o que estava certo: questionou algo relevante, falou com quem sabe e produziu uma reportagem com uma intenção genuinamente construtiva e socialmente relevante.

Isto não justifica, porém, a construção de uma frase infeliz no ecrã, nem a parte do texto que a suportava. Nomeadamente aquela que, entre as razões demográficas e sociológicas indagadas, sugeria níveis de educação abaixo da media nacional. Essa frase foi por muitos interpretada como uma ofensa às gentes do Norte – o que não era evidentemente o nosso propósito.

Nem é essa a tradição da TVI, que historicamente mantém uma relação de grande proximidade com as populações e de ligação à Região. No caso concreto da Informação, concentramos boa parte dos nossos recursos na redação do Porto e em duas delegações regionais que cobrem acontecimentos diários do litoral ao Interior.

Com a mesma humildade que a todos pedimos desculpas por um erro que somos os primeiros a lamentar, temos a convição que a TVI não deve a ninguém, em esforço, em tempo de antena, em grandes eventos desportivos e culturais que promovemos ou patrocinamos, a relevância que o Norte merece e justifica na mancha de cobertura informativa que diariamente, semana após semana, anos a fio, aqui lhe temos dedicado e que continuaremos a fazê-lo.

Da mesma forma que um erro grosseiro – que não foi previamente detetado nestas difíceis condições em que a pandemia também coloca ao trabalho dos jornalistas e de uma televisão – não caracteriza todo um Jornal e, menos ainda, uma estação televisiva que todos os dias acorda guiada pela sua mais nobre missão que é servir os portugueses. Sem exceções e sem discriminações de natureza alguma.

Covid-19: Famalicão com mais 3 casos, são agora 228 infetados. Veja o mapa de evolução do vírus

Dados divulgados pela Direção Geral da Saúde no mais recente relatório de situação.

CNIS e UMP dizem-se abandonadas pelo Governo

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) estão preocupadas com a grave situação que se vive nos lares de idosos e de deficientes de Portugal no contexto da pandemia COVID-19. Dizem que os responsáveis dos lares se sentem abandonados por parte do Governo e estão a viver uma sensação de impotência.

«Os Lares não são, pois, unidades de saúde e não têm como missão nem possuem condições, quer em termos de infraestruturas, quer em termos de recursos técnicos e humanos para darem acompanhamento na situação de doença aguda, não sendo, pois, compreensível nem aceitável que o Estado queira deixar os doentes com Covid-19 nos lares, retirando os utentes que não estão infetados», dizem.

Estas instituições lembram que um doente com infeção COVID-19 necessita de cuidados de saúde, com vigilância diária por médicos e enfermeiros. Acrescentam que no caso da infeção COVID-19 acresce o risco de disseminação interna da doença em estruturas que não têm condições físicas (espaços de isolamento), equipamentos de proteção individual (EPI) e profissionais de saúde adequadamente treinados para prevenir o contágio. E, pela enorme concentração de pessoas frágeis, também não faz qualquer sentido comparar os lares às casas das pessoas.

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) recordam que os lares têm feito um esforço muito grande para manter afastada a infeção por Covid-19. Acrescentam que os profissionais tem demonstrado um verdadeiro espírito de missão, muitos deles até vivem no lar. «No entanto, as auxiliares não podem prestar cuidados de saúde em doença aguda. Não é a sua competência nem a sua missão. Não são médicos, nem enfermeiras», reiteram.

Para ajudar neste esforço, estas instituições decidiram constituir um Gabinete Técnico composto por profissionais qualificados para apoio às Misericórdias e que vai ser alargado à CNIS.

«Preocupam-nos igualmente as famílias, a quem deixamos a nossa solidariedade, pois sofrem com a pandemia, com o afastamento afetivo dos seus idosos e a quem esta situação tem provocado um desnecessário aumento de ansiedade e angústia».