Seis famalicenses infetados, dez aguardam resultados das análises

Estão confirmados seis famalicenses infetados pelo coronavírus, enquanto que 10 aguardam o resultado das respetivas análises. Esta informação foi prestada ao CIDADE HOJE por responsável oficial.

Esta fonte CIDADE HOJE confirmou, ainda, a criação nas unidades de saúde de um “corredor de acesso a pessoas com problemas respiratórios”, que são doentes prioritários. A criação deste mecanismo de acesso determinou a reorganização dos serviços e espaços internos de várias unidades de saúde. Esta reformulação levou ao fecho dos centros de saúde de Gondifelos, S. Cosme e Ruivães.

Os clínicos destes espaços foram transferidos para outras unidades, a fim destas poderem dar a melhor resposta possível sempre que solicitada.

Um dos casos alvo de reorganização interna é em Delães. A unidade de saúde está apta a receber quem sinta os sintomas do COVID-19, para uma primeira triagem, razão pela qual não está a receber os utentes habituais (consultas de rotina). Esta limitação, garante a fonte Cidade Hoje, nada tem a ver com a suspeita de médicos (dois) infetados nesta unidade. A enfermagem está a funcionar, bem como outros serviços.

No entanto, a suspeita de que dois médicos estão infetados determinou que vários funcionários e utentes desta unidade de saúde estejam de quarentena e sob vigilância pela Saúde 24.

Câmara de Famalicão recolhe máscaras e luvas para entregar aos profissionais de saúde, polícia e bombeiros

O Gabinete Municipal de Crise – Covid 19 está neste momento a promover uma dádiva de máscaras e luvas cirúrgicas para todos aqueles que estão na primeira linha de socorro no concelho de Famalicão, como os profissionais de saúde, forças de segurança e bombeiros.

Este apelo é sobretudo dirigido a todos os profissionais cuja atividade implica a utilização deste tipo de material e que, por força da atual situação, tenham disponibilidade e stock para o doarem.

A entrega deverá ser coordenada com o Gabinete Municipal de Crise – Covid 19, instalado na Casa da Juventude de Famalicão, através do número 911 996 686.
Quem não tiver disponibilidade para se dirigir ao local, a recolha poderá ser assegurada por este gabinete que é coordenado pela Proteção Civil de Famalicão e foi criado para acompanhar a evolução deste surto no concelho juntamente com as forças de segurança e as entidades de saúde.

Há famílias que precisam e a Re-Food volta a abrir a sede

A Re-Food Famalicão está aberta, esta quarta e quinta-feira, para receber os donativos alimentares dos famalicenses. A sede, na rua da Estação, funciona entre as 16 e as 21 horas.
A associação de voluntariado está, ainda, disponível para fazer algumas recolhas ao domicílio no mesmo horário e dias (dois voluntários andarão na viatura Re-food) para quem não se quiser deslocar nesta altura.
Recorde-se que a Re-Food fechou, na semana passada, em virtude da pandemia Covid-19, mas as necessidades de algumas famílias são muitas e, daí, este apelo para que famalicenses tenham, nos próximos dias, o essencial para a sua alimentação.

Equipamentos de proteção individual estão mais caros «e somos nós a suportar esse custo»

CIDADE HOJE auscultou as corporações de bombeiros do concelho sobre o trabalho de socorro nas circunstâncias atuais. As corporações de Bombeiros de Riba de Ave e Famalicenses conseguiram responder em tempo útil para publicação.

Luís Abreu, comandante dos Bombeiros de Riba de Ave, fala numa nova realidade, mas garante que estão a ser tomadas todas as precauções tanto ao nível pessoal como de desinfeção das ambulâncias.

CIDADE HOJE (CH) – Como estão os bombeiros preparados para lidar com o COVID-19?

Luís Abreu (LA) – Os bombeiros estão minimamente preparados, vamos seguindo as recomendações do INEM e da DGS.

Neste momento, estamos equipados com material indispensável em todas as ambulâncias de socorro; em simultâneo estamos a criar reservas, de forma a prevenir os tempos que se avizinham.

No passado domingo, tivemos a oportunidade de ministrar uma formação a todos os elementos do nosso C.B., através de elementos do nosso C.B. que frequentaram uma formação ministrada pelo INEM.

Nesta formação, abordamos a problemática atual, formas de reconhecimento, sinais e sintomas associados e historial do coronavírus. Definimos estratégias e normas internas.

Os operacionais passam por dificuldades nas ocorrências devido ao facto de tudo isto (COVID-19) ser novo e de difícil reconhecimento.

CH – Que medidas foram adotadas para os bombeiros lidarem com a população?

LA – A restrição de acesso ao quartel de pessoal não afeto ao corpo de bombeiros; evitarmos ao máximo o contacto com a população, exceto em emergências. Em ocorrências suspeitas, os operacionais utilizam EPI completo. Disponibilizamos o nosso email para esclarecimentos de dúvidas colocadas pela população civil.

CH – Quais as maiores dificuldades?

LA – As maiores dificuldades são em adquirir equipamentos de proteção individual, os pagamentos dos mesmos, dado o preço a que estão no mercado, e somos nós a suportar esse custo. Os operacionais passam por dificuldades nas ocorrências devido ao facto de tudo isto (COVID-19) ser novo e de difícil reconhecimento.