Museu Bernardino Machado recebe novo ciclo de conferências com casa cheia

Foi com “casa cheia” que o Museu Bernardino Machado acolheu a primeira conferência do ciclo dedicado às “Relações Portugal – Brasil na I República (1910-1926)”, que decorreu na passada sexta-feira à noite.

A abrir a maratona de conferências que vai decorrer mensalmente, ao longo de todo o ano de 2019, esteve o professor catedrático Paulo Ferreira da Cunha, com o tema da “Lei fundamental brasileira e a Constituição Portuguesa de 1911”. De acordo com o orador convidado “na conferência apresentou-se uma tentativa de estabelecimento de pontes entre as “magnas cartas” das chamadas primeiras repúblicas ou “repúblicas velhas” dos países irmãos de Língua portuguesa nos dois lados do Oceano Atlântico. Primeiramente fez-se um enquadramento geral sobre o sentido, papel e noção de Constituição, porque frequentemente existem muitos mal-entendidos, depois fez-se ainda um enquadramento histórico-social e político de ambos os complexos normativos constitucionais. E finalmente desceu-se ao concreto do clausulado das constituições formais, para comentar alguns aspetos considerados mais salientes, não apenas para a época, como para o nosso próprio tempo, em Portugal e no Brasil.”

A próxima conferência decorre já no próximo dia 15 de fevereiro, com a professora Heloísa Paulo a debater o tema “A I República Portuguesa no Brasil: do 5 de outubro ao 28 de maio de 1926”.

Refira-se que ao todo irão decorrer nove conferências com a participação de investigadores e académicos especialistas na temática. Os encontros, de entrada livre, vão decorrer nos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, setembro, outubro e novembro, habitualmente às sextas-feiras, pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado, situado na rua Adriano Pinto Basto, na cidade famalicense.

Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, um famalicense por adoção que foi Presidente de Portugal por duas vezes durante a I República, o Museu Bernardino Machado tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores, assumindo uma vocação de estudo académico.

O Museu Bernardino Machado que completou em 2017, 15 anos está instalado no Palacete Barão da Trovisqueira, um majestoso edifício do século XIX, localizado bem no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão.

Seca agravou-se mas situação ainda não é como a do ano passado

A falta de precipitação em janeiro tem agravado a seca meteorológica, principalmente no Sul do país, embora a situação não seja tão preocupante como a ocorrida no ano passado, revelou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Em relação ao ano passado, obviamente, que não estamos tão mal, porque também não tivemos uma sequência de meses anteriores com ausência de precipitação. Agora, em dezembro e em janeiro é que houve valores de precipitação abaixo do que é normal. Dezembro já foi bastante abaixo, sobretudo nas regiões do Sul, onde houve muito pouca precipitação, e agora em janeiro agravou-se essa situação”, disse a meteorologista do IPMA Vânia Lopes.

Vânia Lopes explicou que atualmente Portugal enfrenta um valor que é apenas de 20% em relação ao que é normal para janeiro, mês em que se verificaram só “quatro dias com valores de precipitação e apenas nas regiões do Norte e Centro, o que também está muito abaixo do que é normal” para esta altura.

“Temos uma situação de fraca precipitação neste mês que poderá levar a um agravamento da situação de seca que se fazia sentir. A ‘seca fraca’ do final de dezembro poderá ter um agravamento. O final deste mês poderá ficar com uma situação entre a ‘seca fraca’ e a ‘seca moderada’”, disse, salientando que a situação poderá alterar-se com a precipitação prevista para o final do mês, sobretudo para terça e quarta-feira.

A meteorologista realçou que esta é uma “seca meteorológica”, associada à ausência de precipitação, que se distingue da “seca hídrica”, originada pela falta de água nas barragens e sistemas de retenção.

“Estamos em meses em que é preciso que ocorra mesmo essa precipitação. Quando temos meses de dezembro e janeiro em que não ocorre precipitação – e com as temperaturas em dezembro a terem valores elevados para a época – tudo isso tem contribuído numa secagem maior do solo, e isso reflete-se logo sobretudo na agricultura, que é o setor logo com o primeiro impacto”, acrescentou.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) mostrou-se este mês “apreensiva” devido à falta de chuva, defendendo a criação, por parte do Governo, de um grupo de trabalho permanente que estude os fenómenos das alterações climáticas.

Também a Associação dos Agricultores do Distrito de Portalegre se mostrou “apreensiva” devido à falta de chuva na região, considerando que a situação poderá comprometer o desenvolvimento das pastagens e das culturas instaladas de outono/inverno.

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, garantiu que estão a ser tomadas as “medidas necessárias para combater a seca” que possa vir a assolar o país.

De acordo com o ministro do Ambiente e da Transição Energética, está a ser feito “um vastíssimo investimento”, partilhado pela Empresas de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva e a Águas de Portugal, no sentido de, “no sul do país, se construir um conjunto de ligações entre albufeiras”.

De acordo com índice meteorológico de seca (PDSI) disponível no ‘site’ do IPMA, 53,3% do território estava na classe de seca fraca em 31 de dezembro, 13,7% na classe normal e 33% na classe de chuva fraca.

O IPMA classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

Segundo o Boletim Climatológico do IPMA, o mês de dezembro em Portugal Continental classificou-se como quente em relação à temperatura do ar, com a temperatura máxima a alcançar o terceiro valor mais alto em 87 anos, e muito seco em relação à precipitação.

O próximo PDSI, relativo a janeiro, deve ser conhecido na primeira semana de fevereiro.

GNR identifica por burla e roubo duas mulheres que liam a sina em Santo Tirso

O Comando Territorial de Braga, através do Núcleo de Investigação Criminal de Barcelos, no dia 25 de janeiro, identificou duas mulheres e um homem, com idades compreendidas entre os 46 e os 52 anos, pelo crime de roubo e burla, no concelho de Santo Tirso.

As mulheres suspeitas tinham como modus operandi abordar as vítimas, na via pública, no sentido de lhes ler a sina, prometendo curar doenças, problemas físicos ou psicológicos, seus ou de familiares. Em troca, as suspeitas pediam avultadas quantias em dinheiro, que poderiam ser pagas em tranches.

Numa das situações, a vítima, acompanhada pelas duas mulheres suspeitas, na promessa da sua filha ser curada de uma doença grave, foi a casa para fazer um pagamento, tendo sido ameaçada com uma faca e obrigada a entregar cerca de 17 mil euros em dinheiro.

A investigação levada a cabo pela GNR culminou na realização de uma busca domiciliária e outra a um veículo, tendo sido apreendido:

  • Um caçadeira;
  • 22 munições;
  • Vários objetos em ouro: 14 anéis, três pares de brincos, uma aliança e um pendente;
  • Cerca de 1 745 euros em numerário.

As mulheres e o homem foram constituídos arguidos e sujeitos à medida de coação de termo de identidade e residência, sendo ainda suspeitos de terem efetuado vários crimes nos distritos de Braga e Porto.

As buscas contaram com a colaboração da Polícia de Segurança Pública.

Rui Moreira e Paulo Cunha debatem a descentralização em Famalicão

Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, e Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, são dois dos autarcas que já manifestaram publicamente a não aceitação da transferência de competências propostas pelo Governo de Portugal para 2019 e cujos executivos aprovaram já essa recusa. Ambos os autarcas vão marcar presença amanhã, terça-feira, 29 de janeiro, na Fundação Cupertino de Miranda de Vila Nova de Famalicão, na conferência intitulada “Impactos da descentralização de competências para as Autarquias Locais” promovida em parceria pelo Observatório das Autarquias Locais e pelo Grupo Skillmind com o apoio da autarquia famalicense.

Para além de Paulo Cunha e Rui Moreira participam ainda como oradores e intervenientes nesta conferência os autarcas de Guarda e Vila Real, Álvaro Amaro e Rui Santos, respetivamente, o Presidente do Conselho de Administração Executivo das Infraestruturas de Portugal, António Laranjo, o presidente da direção da AICCOPN, Manuel Reis Campos, o presidente da Associação Portuguesa de Geógrafos, José Alberto Rio Fernandes, e ainda o CEO do Grupo Skillmind, Luís Ramalho, e o presidente do Observatório das Autarquias Locais, Bartolomeu de Noronha.

A conferência vai decorrer no auditório da Fundação Cupertino Miranda, a partir das 14h30. As inscrições já estão esgotadas.

“Descentralizar as tarefas ou as decisões?”, “Descentralização: interior vs local” e o impacto da descentralização de competências na gestão rodoviária e no investimento público serão, entre outros, alguns dos temas abordados na conferência.

“Os Verdes” e PAN querem terça-feira de Carnaval como feriado nacional obrigatório

O parlamento discute na quarta-feira dois projetos de lei, de “Os Verdes” e do PAN, pedindo que a terça-feira de Carnaval seja feriado nacional, mas tal ideia será de difícil aprovação, de acordo com declarações passadas de PS e Governo.

Os textos de ambos os partidos pedem alterações ao Código do Trabalho, mas o primeiro-ministro, António Costa, disse já, em várias entrevistas, que em matéria de política laboral já foram negociadas todas as mudanças com os partidos à esquerda do PS.

“Embora a terça-feira de Carnaval não conste atualmente no elenco dos feriados obrigatórios consagrados na lei, existe uma tradição consolidada de organização de festas neste período e mesmo após a decisão do anterior Governo em não considerar como feriado as terças-feiras de Carnaval dos últimos anos, o Carnaval continua a ser entendido e interiorizado como um verdadeiro feriado obrigatório”, advogam “Os Verdes”.

O PAN, por seu turno, diz que este dia deve ser feriado pois motivará “o reforço do tempo passado em família” e recolherá também “impactos positivos paras as economias locais” de Portugal.

Também na quarta-feira será discutido no parlamento um projeto de resolução do PSD que remete para negociação em sede de concertação os “princípios orientadores para uma legislação específica” que defina “quais os feriados obrigatórios a serem observados na segunda-feira da semana subsequente”.

Desse modo, os sociais-democratas pretendem evitar pontes fazendo com que os feriados sejam gozados na segunda-feira seguinte à da sua efetiva data.

Vem aí o “Gabriel”: Traz chuva, neve e vento forte na terça-feira

Portugal continental vai ser afetado na terça-feira pela passagem da depressão “Gabriel”, centrada na Bretanha, França, prevendo-se períodos de chuva, queda de neve e vento forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em comunicado, o IPMA esclareceu que Portugal continental será afetado entre as 07:33 e as 23:59 de terça-feira por uma superfície frontal fria associada à depressão “Gabriel”, que estará centrada na Bretanha.

Na sequência da superfície frontal, está previsto para o continente a ocorrência de períodos de chuva, em especial nas regiões Norte e Centro, e que será fraca na região Sul.

“Esta precipitação será sob a forma de neve acima de 1.200/1.400 metros, descendo a cota para 1.000 metros na região Norte no final do dia”, adianta o IPMA.

O instituto indica ainda que está previsto vento forte com rajadas até 65 quilómetros por hora (km/h) no litoral oeste, e até 85 km/h nas terras altas.

“A influência desta depressão em Portugal será sentida em algumas das zonas marítimas de responsabilidade nacional”, salienta o IPMA.

O IPMA prevê para hoje no continente céu geralmente muito nublado, apresentando-se pouco nublado na região Sul até meio da manhã e diminuindo de nebulosidade nas regiões do interior a partir do final da tarde.

Estão também previstos períodos de chuva ou aguaceiros nas regiões Norte e Centro, em especial no litoral, que poderão ser de neve acima de 1.200/1.400 metros.

A previsão aponta ainda para vento fraco a moderado predominando de noroeste, soprando por vezes forte, com rajadas até 60 km/h, no litoral oeste, e sendo forte (35 a 45 km/h), com rajadas até 80 km/h, nas terras altas.

Está ainda previsto possibilidade de neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais e uma pequena subida da temperatura máxima.

As temperaturas mínimas vão oscilar entre os 01 grau (na Guarda) e os 09 (em Faro, Setúbal, Lisboa, Santarém, Leiria e Aveiro) e as máximas entre os 09 graus (na Guarda) e os 19 (em Faro).