Covid-19: Há 64 mil funcionários públicos em teletrabalho

O secretário de Estado da Administração Pública (AP), José Couto, disse à Lusa que há 64 mil funcionários públicos em regime de teletrabalho, no âmbito das medidas de contenção associadas à pandemia de covid-19.

“Atualmente temos 64 mil trabalhadores em teletrabalho. É preciso ter noção de que este número não inclui trabalhadores dos serviços essenciais, como profissionais de saúde, serviços de segurança, serviços de socorro, forças armadas, os serviços de transporte e outros serviços essenciais cuja mobilização e prontidão obstem ao teletrabalho”, disse o governante à Lusa.

José Couto acrescentou que as escolas, que até à semana passada estiveram encerradas, “não fazem parte deste reporte”, que é feito por uma rede de pontos focais, entre os serviços públicos e a Direção-geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

O secretário de Estado afirmou que a passagem ao teletrabalho “teve de ser muito rápida” e “feita com aquilo que os serviços detinham na altura” em termos de equipamentos, contando ainda “com a boa vontade de trabalhadores e muitas vezes com equipamentos dos próprios”, que tiveram de ser adequadamente programados.

Em termos de cibersegurança, a DGAEP emitiu, através de um Guia Para a Segurança e Saúde em Teletrabalho na Administração Pública, recomendações de medidas que “limitam a exposição ao cibercrime e salvaguardam a segurança dos dados e de informação sensível, utilizando ligações seguras”, através de VPN ou dos próprios serviços da AP.

O guia recomenda ainda, por exemplo, a alteração periódica das “palavras passes da rede ‘wifi’ [sem fios] e do próprio ‘router'” no acesso à internet a partir de casa, “aconselhando a utilização de equipamentos e aplicações atualizadas e com programas seguros, o que foi garantido com serviços informáticos” da AP, segundo o governante.

Há também recomendações aos trabalhadores “ao nível da saúde, recomendações de postura e organização da estação de trabalho”, disse à Lusa José Couto, salientando também que o teletrabalho “tem de ser feito num quadro de respeito pelos direitos dos trabalhadores”, por exemplo em termos da sua privacidade e da sua família.

Nos fluxos de trabalho, e com o objetivo de diminuir a ansiedade, “os gestores dos serviços públicos têm um papel fundamental na salvaguarda do bem-estar dos trabalhadores, garantindo uma carga de trabalho que seja equilibrada, que aloque tarefas específicas e concretas com metas e prazos razoáveis na sua concretização, distribuindo o trabalho com antecedência”, acrescentou.

Devem-se ainda “reforçar os canais de comunicação para minorar a distância entre os trabalhadores e as equipes”, referiu o secretário de Estado, mencionando a “realização de videoconferências periódicas” para reforçar os laços de trabalho coletivos.

Relativamente a acidentes que ocorram no teletrabalho, José Couto referiu que “os acidentes de trabalho e doenças profissionais são tratados normalmente e os trabalhadores mantêm o direito às compensações inerentes de forma normal”.

Em cada caso de acidente ou doença, “terá de se analisar o nexo de causalidade entre o teletrabalho e o dano que emergiu nesse caso concreto”, tal como previsto no regime normal.

Realçando que a atual circunstância pandémica relacionada com a covid-19 não deve ser tratada como uma “oportunidade”, e que tal seria “um desrespeito para com os cidadãos portugueses”, o secretário de Estado notou que “as formas de trabalho também se moldam às realidades e aos factos que vão acontecendo”.

“A administração pública, depois disto, tirará as devidas ilações da forma como presta o seu trabalho”, concluiu José Couto, reconhecendo que a experiência em teletrabalho serviu para “quebrar um conjunto de desconfianças de formas alternativas de trabalho” que existiam na AP.

Luís Montenegro não vai fazer férias no verão para acompanhar a atividade do governo

Luís Montenegro mantém-se ao serviço e prescinde de férias este verão

Luís Montenegro decidiu não tirar férias durante o verão. De acordo com informação avançada pela agência Lusa, o primeiro-ministro vai permanecer em funções, assegurando a coordenação da atividade do Governo e mantendo igualmente a agenda enquanto presidente do PSD.

Entre os compromissos já confirmados estão a participação na Festa do Pontal, marcada para 14 de agosto, e na Universidade de Verão do PSD, que decorre entre 24 e 30 de agosto, em Castelo de Vide.

A opção surge depois das críticas da oposição pelas deslocações do chefe do Governo aos Estados Unidos para assistir a jogos da Seleção Nacional no Mundial de Futebol, numa altura em que Portugal se encontrava em situação de alerta devido ao calor e ao risco de incêndios.

Famalicão: Presidente da ANESPO considera que os decisores são fundamentais na afirmação das escolas profissionais

Na passada semana, no decurso das Jornadas Pedagógicas da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), Amadeu Dinis salientou que o Ensino Profissional está a ganhar uma nova centralidade no sistema educativo nacional. O famalicense que preside à ANESPO entende, por isso, que é fundamental que os decisores políticos continuem a assegurar a sustentabilidade financeira, organizacional e funcional das escolas profissionais face à importância e especificidade dos projetos educativos nos seus territórios, regiões e país.

As Jornadas Pedagógicas decorreram entre 9 e 10 de julho, na Escola de Turismo de São Pedro Sul, subordinadas ao tema “Ensino Profissional + Flexível + Inclusivo: com o CNQ e os CTE na bagagem”.

O também diretor da Escola Profissional CIOR considerou, ainda, que o encontro «foi um momento particularmente importante para refletirmos, em conjunto, sobre os desafios atuais e futuros e sobre as respostas que as escolas devem continuar a construir». Acrescentou que com esta iniciativa, «a ANESPO pretende promover um espaço de reflexão e partilha em torno da flexibilidade curricular, da inclusão e da valorização das competências. Estas são dimensões essenciais para preparar melhor os alunos, responder às necessidades dos territórios e reforçar o papel do Ensino Profissional no desenvolvimento do país»

Com 300 participantes, de mais 100 Escolas Profissionais de todo o país, as Jornadas Pedagógicas tiveram, segundo a associação, uma particular relevância num momento em que o Ensino Profissional em Portugal enfrenta novos desafios pedagógicos, organizacionais e tecnológicos. Durante os dois dias, coordenadores, docentes, especialistas e representantes institucionais ligados ao ensino e à formação profissional debateram estratégias para tornar as Escolas Profissionais mais flexíveis e inclusivas.

Está muito calor, proteja-se

Face à onda de calor, com temperaturas a chegar aos 40 graus, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda que se proteja e tome algumas precauções como beber pelo menos 1,5 litros de água, mesmo quando não tem sede; se possível permanecer em ambientes frescos e climatizados, em sombras, com circulação de ar, e manter janelas e estores fechados durante as horas de maior calor.

Também deve evitar a exposição direta ao sol e usar protetor solar superior a 30; utilizar roupas de cor clara, leves e largas, chapéu e óculos de sol; evitar atividades no exterior que exijam esforço físico; dar atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, como crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas; assegurar que as crianças bebam muita água; acompanhar pessoas que vivam isoladas; manter-se informado sobre a evolução das condições climatéricas.

Se apresentar sinais de alerta como suores intensos, febre, vómitos/náuseas, pulsação acelerada ou fraca deve contactar a SNS 24 através do número 808 24 24 24 ou o 112.

Taça da Liga terá novo modelo competitivo em 2027/2028

A terceira competição do futebol português voltará a mudar de formato na época 2027/2028. Ao contrário do que aconteceu na temporada passada, em que os seis primeiros classificados da I Liga defrontavam os dois primeiros classificados da II Liga, a prova passará a ser disputada num modelo de fase de liga, semelhante ao utilizado na Liga dos Campeões.

No novo formato, a competição vai contar com 26 equipas provenientes dos dois primeiros escalões do futebol português. Cada formação vai realizar dois jogos, um na condição de visitada e outro na de visitante. No final desta fase, as equipas apuradas disputam um play-off, do qual saem os clubes que garantem presença nos quartos de final, onde estão os emblemas participantes nas competições da UEFA.

Ultrapassada essa etapa, a prova regressa ao formato tradicional da Final Four, disputada no mês de janeiro, altura em que será conhecido o vencedor da Taça da Liga, muitas vezes apelidado de «campeão de inverno».

Ao todo, a Taça da Liga terá um máximo de 36 jogos.

Recorde-se que, na época 2026/27, o FC Famalicão defrontará o SC Braga nos quartos de final da competição.

Tiago Torres

Estado condenado a pagar indemnização a antigo Primeiro Ministro

O Estado português foi condenado a pagar uma indemnização de 15 mil euros a José Sócrates, na sequência da violação do segredo de justiça durante a investigação da Operação Marquês. A decisão foi tomada pelo Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa.

O antigo primeiro-ministro reclamava uma compensação de 205 mil euros, alegando prejuízos causados pelas fugas de informação, pela duração do processo e pelos comunicados divulgados pela Procuradoria-Geral da República. No entanto, o tribunal apenas considerou procedente a queixa relacionada com a quebra do segredo de justiça.

A sentença conclui que houve divulgação de informação sobre a detenção de José Sócrates, em novembro de 2014, quando o processo ainda se encontrava em segredo de justiça, situação que o tribunal entendeu ter provocado danos não patrimoniais.

Já os restantes pedidos foram rejeitados. O tribunal concluiu que a duração da investigação se justificava pela complexidade do processo e considerou que os comunicados da Procuradoria-Geral da República tiveram um caráter meramente informativo, não existindo fundamento para responsabilizar o Estado nesses casos.

Apesar de ter conseguido uma decisão favorável neste ponto, José Sócrates terá de suportar cerca de 93% das custas do processo, uma vez que apenas uma parte reduzida da ação foi julgada procedente

Botija Solidária para famílias carenciadas com gás até setembro

Em entrevista ao “Jornal de Negócios” e à Antena 1, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou que o Governo vai prolongar, até meados de setembro, a botija de gás solidária.

Este apoio, que deveria terminar no final de junho e que concede €25 por botija (com um limite de duas botijas por mês) a famílias economicamente vulneráveis, será então prolongado referiu a ministra.

O programa “Botija Solidária” visa ajudar as famílias em situação de vulnerabilidade económica na compra de botijas de gás. Criado em 2022, na sequência da guerra na Ucrânia, o programa destina-se a beneficiários de prestações sociais e é executado através das juntas de freguesia aderentes. Anteriormente denominado “Bilha Solidária”, foi criado para minimizar o impacto da subida dos preços da energia nos orçamentos familiares.