Eleições Autárquicas 2021 – CHEGA


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Famalicão: Movimento Humanamente denuncia «hipocrisia» do Chega

Em resposta ao comunicado do Chega de Vila Nova de Famalicão, que considerou a recente Marcha LGBTQIAP+ como “exibicionismo” e “agenda política”, o movimento Humanamente indignou-se e fala em hipocrisia do Chega. O porta-voz da marcha, responde que «é revoltante que um partido que se diz defensor da moral e dos bons costumes venha dar lições de conduta, enquanto os seus próprios quadros estão envolvidos em escândalos de proporções chocantes».

Diogo Barros pergunta: «como pode o Chega falar em ‘agenda política’ e ‘destruição da família’ quando vários dos seus membros são acusados de crimes hediondos contra menores (…). A verdadeira agenda política do Chega parece ser a da hipocrisia e da impunidade», atirou.

O porta-voz do movimento Humanamente dirige-se em particular ao presidente da concelhia do Chega, Pedro Alves, dizendo que «deveria preocupar-se mais com o seu processo interno, do qual foi suspenso, do que com a liberdade e a igualdade que a manifestação de sábado passado promoveu».

Sobre a acusação de ter uma agenda política, o responsável do Humanamente clarifica que «a libertação LGBTqiap+ está intrinsecamente ligada à libertação de todas as pessoas oprimidas. Não podemos falar de igualdade sem abordar a crise habitacional que afeta as nossas comunidades, a precariedade laboral que nos assola, a falta de mobilidade que nos isola e a emergência climática que ameaça o nosso futuro».

Famalicão: CHEGA diz que marcha LGBTQIAP+ é «exibicionismo» com «agenda política»

Em comunicado, o Chega de Vila Nova de Famalicão considera que marchas LGBTQIAP+ como a que decorreu no passado sábado, são «mero exibicionismo» e que «ocultam» uma agenda de extrema-esquerda para a qual «tentam obter financiamento».

O Chega afirma que em Portugal existem o Princípio da Igualdade consagrado na Constituição, onde inclui o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção plena. Porém, diz que «a igualdade perante a lei não pode ser utilizada como fundamento para exigir privilégios, tratamentos diferenciados ou a aceitação obrigatória de determinadas agendas políticas, culturais ou educativas».

Na perspetiva do Chega Famalicão, «a vitimização serve para esconder os verdadeiros propósitos: a destruição da família enquanto base da sociedade e a defesa de políticas desajustadas e contrárias à vontade da maioria, como a imigração sem controlo», realça o Chega.

No comunicado, o Chega Famalicão garante o «respeito pela dignidade, pela liberdade e pela vida privada de todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual». Mas, diz que aquilo que «está em causa não é a vida pessoal de cada cidadão, mas a instrumentalização política destas causas e a tentativa de impor à sociedade um conjunto de posições ideológicas que não representam todos os portugueses, nem sequer todas as pessoas que o movimento afirma defender», assegura o Chega.