Governo promete redução de 50% nas portagens das ex-SCUT já para julho

A ministra da Coesão Territorial comprometeu-se esta quarta-feira, no parlamento, com o cumprimento da lei do Orçamento do Estado para que a redução de 50% das portagens nas ex-SCUT seja aplicada a partir de 1 de julho deste ano.

“O Governo vai cumprir a lei, portanto estamos, neste momento, a trabalhar no sentido da solução”, afirmou Ana Abrunhosa, numa audição regimental na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República, em Lisboa.

O tema da redução das portagens surgiu pela voz do deputado do PSD Cristóvão Norte, mas foi abordado pelos restantes grupos parlamentares que participaram na audição, nomeadamente pelos deputados do PS, do BE e do PCP.

“Sempre fui uma defensora da redução das portagens, mas também sempre defendi que tinha de ser uma redução gradual, porque os impactos são elevados”, declarou a ministra da Coesão Territorial, lembrando que a redução já implementada de 25% a partir do 8.º dia de utilização (num mês) teve, em pleno período de pandemia, um impacto nas Infraestruturas de Portugal (IP) de 2,6 milhões de euros.

Em resposta a Cristóvão Norte, Ana Abrunhosa reiterou que a redução de 50% das portagens nas ex-SCUT (vias sem custos para o utilizador), proposta pelo PSD e aprovada no âmbito do Orçamento do Estado para 2021, foi considerada constitucional, pelo que “o Governo cumpre a lei”.

Indicando que a medida não estava prevista nos planos do Governo, a ministra disse que a sua aplicação tem “uma consequência financeira extremamente elevada sobre o orçamento da IP”, reforçando que tal não estava previsto nem no orçamento desta empresa, nem no orçamento do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, pelo que “agora têm de acomodar estes impactos”.

O Governo, em particular o Ministério das Infraestruturas e da Habitação e o Ministério das Finanças, com o acompanhamento do Ministério da Coesão Territorial, está a estudar o processo de implementação desta medida.

“A partir do momento que a consideramos constitucional, temos de encontrar uma maneira de a implementar”, frisou a titular da pasta da Coesão Territorial, explicando que a redução de 50% das portagens nas ex-SCUT também “implica questões contratuais complexas” com as concessões e as subconcessões, com quem é preciso “negociar equilíbrios financeiros”.

Da bancada do PS, o deputado Hugo Costa sublinhou a importância da redução das portagens, sobretudo para os territórios do interior, lembrando que estas taxas nas antigas SCUT foram aplicadas por decisão do PSD, na defesa do princípio de utilizador-pagador.

Para a deputada do BE Isabel Pires, o problema de fundo tem a ver com o modelo de concessões de parcerias público-privadas (PPP) rodoviárias, que “é preciso reformular”, porque “é altamente prejudicial para o Estado, mas acima de tudo é prejudicial para as populações”.

Com propostas já apresentadas para acabar com as PPP rodoviárias e abolir as portagens, o deputado do PCP Bruno Dias perguntou pelas soluções que estão a ser estudadas para a aplicação da redução de 50% nas ex-SCUT.

As diferentes soluções “andam à volta de saber onde é que compensamos, ou seja, se há aqui uma quebra de receita, onde é que compensamos esta quebra de receita, se é possível fazê-lo dentro do Ministério das Infraestruturas e da Habitação ou se teremos de fazer uma gestão mais ampla destas compensações”, adiantou a governante.

Segundo a ministra da Coesão Territorial, grande parte das concessões terminam em 2023, portanto “será uma boa altura para rever os contratos e para os analisar”.

Ana Abrunhosa referiu ainda que “Espanha vai aumentar as portagens no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), portanto não é bem líquido que a redução das portagens seja uma tendência internacional, pelo contrário”. Ainda assim, considerou, em Portugal é preciso continuar a reduzir as portagens no interior.

“O nosso objetivo é procurar reduzir as portagens nas ex-SCUT e a nossa grande prioridade são os territórios do interior”, frisou.

Em causa estão os descontos na cobrança de taxas de portagem, inscritos na lei do Orçamento do Estado para 2021, após proposta do PSD, que prevê uma redução em 50% para todos os veículos de combustão e em 75% para os veículos elétricos e não poluentes, a partir de 01 de julho, aplicável a todos os lanços e sublanços das autoestradas A22, A23, A24 e A25 e na concessões da Costa de Prata, do Grande Porto e do Norte Litoral.

Por decisão do Governo, outros descontos de portagens nas antigas SCUT e autoestradas do interior entraram em vigor em 11 de janeiro deste ano, com reduções entre os 25% e os 55%, consoante a classe do veículo e o período diurno ou noturno, em determinados lanços da A22 – Algarve; A23 – IP; A23 – Beira Interior; A24 – Interior Norte; A25 – Beiras Litoral e Alta; A28 – Norte Litoral; A4 – Subconcessão AE transmontana; A4 – Túnel do Marão; A13 e A13-1 – Subconcessão do Pinhal Interior.

Trofa: Promessa do automobilismo morre com 21 anos

O piloto Zdeněk Chovanec morreu, na passada sexta-feira, aos 21 anos. Natural da Venezuela, o jovem residia em São Mamede do Coronado, na Trofa, era apontado como uma das grandes promessas do automobilismo nacional. As causas da morte não foram reveladas.

A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting lamentou o falecimento e recordou o percurso do jovem piloto, que iniciou a carreira no karting em Portugal e representou o país em várias competições internacionais de monolugares, entre elas a Fórmula 3.

O funeral realiza-se na quinta-feira em Matosinhos.

IPCA torna-se Universidade Politécnica do Cávado e do Ave

O Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) passa a designar-se, a partir do dia 3 de agosto deste ano, Universidade Politécnica do Cávado e do Ave, com a sigla UPCA. A alteração foi publicada esta segunda-feira, dia 20 de julho, em Diário da República.

Nos termos do artigo 31.º-D, aditado pelo artigo 7.º do diploma, a conversão dos institutos politécnicos em universidades politécnicas ocorre de forma automática para as instituições com acreditação institucional sem condições atribuída pela A3ES (Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior).

Quer dizer que o IPCA junta-se a um número ainda restrito de antigos institutos politécnicos que transitam para o estatuto universitário ao abrigo do novo regime.

Para a presidente do IPCA, Alexandra Malheiro, a alteração «representa o reconhecimento do percurso de afirmação institucional do IPCA e da qualidade do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos». Acrescenta que traduz «o reforço da […] missão e da responsabilidade que assumimos perante os estudantes, os diplomados, os colaboradores, os parceiros e a sociedade».

Autarcas de Braga e Guimarães dão início à Área Metropolitana do Minho

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, e o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, deram início àquela que pode vir a ser a Área Metropolitana do Minho (AMM).

Este anúncio foi dado após um encontro entre os dois autarcas, esta terça-feira. João Rodrigues disse, em declarações ao site “O Minho”, que já passou o tempo das promessas e dos estudos e que é preciso avançar.

O presidente da Câmara de Braga frisou que estes dois municípios têm os maiores polos urbanos do distrito e, por isso, têm «a obrigação» de dar o primeiro passo, mas garantiu que o processo não está centralizado nestas câmaras, nem neste partido, uma vez que ambos são do PSD. «É um assunto claramente assumido pelas diversas forças políticas e as próprias comunidades claramente partilham e percebem que este é o caminho a seguir», disse.

Os dois autarcas garantem que ninguém será excluído, incluindo os de Viana do Castelo, porque é de opinião que a criação da Área Metropolitana do Minho é algo desejado por todos.

Ricardo Araújo lembra que há estudos a serem desenvolvidos que indicam que a Área Metropolitana do Minho trará vantagens para a população, nomeadamente nas áreas da «coordenação, planeamento e operacionalização de políticas conjuntas».

O autarca de Guimarães realçou, ainda, que a região precisa de «ter uma voz firme, com capacidade de ser escutada em Lisboa e de uma estrutura que implemente depois uma política que seja capaz de obter financiamentos».

Homem desaparece e preocupa família

Bruno está desaparecido desde a manhã desta segunda-feira, depois de ter saído da sua residência, em Soutelo, Vila Verde – Braga. Desde esse momento, não voltou a ser visto nem deu qualquer notícia à família.

O homem saiu ao volante de um Nissan Qashqai cinzento, com a matrícula 68-VP-10, sendo atualmente desconhecido o seu paradeiro.

A GNR de Braga acompanha o caso e solicita que qualquer informação que possa ajudar a localizar Bruno seja comunicada através do número 253 203 030. A família também está disponível através do contacto 913 050 446.

Os familiares apelam à colaboração da população e à divulgação do alerta, na esperança de que Bruno seja encontrado rapidamente.

Trofa: Praias fluviais da Barca, Bairros e Bicho interditas a banhos

As praias fluviais da Barca, Bairros e Bicho estão com má qualidade da água. A informação foi confirmada pela Agência Portuguesa do Ambiente após análises realizadas nestes locais.

Na sequência desta informação, a Câmara Municipal da Trofa colocou sinalização nas três praias e desaconselha a ida a banhos, apelando a população a cumprir as recomendações, tratando-se de proteção da saúde pública.

Imagem: Facebook CM Trofa

Cartas inéditas de Camilo Castelo Branco reunidas em obra

A Irmandade da Lapa vai lançar uma obra com cartas inéditas de Camilo Castelo Branco. A autoria é de Francisco Ribeiro da Silva, historiador e mesário da Irmandade da Lapa.

O lançamento de “Cartas Inéditas de Camilo Castelo Branco” será no dia 22 de julho, às 18 horas, no salão nobre da Irmandade, no Porto.

A sessão contará com a apresentação por Isabel Pires de Lima, professora emérita da Universidade do Porto e uma das mais prestigiadas especialistas da literatura portuguesa. Após a sessão de apresentação, realizar-se-á uma romagem ao Cemitério da Lapa, onde está sepultado o escritor, com deposição de uma coroa de flores em sua memória. A cerimónia terminará com um Porto de Honra, na Galeria dos Retratos da Irmandade da Lapa, proporcionando um momento de convívio entre convidados, participantes e público.

O lançamento da obra está integrado no bicentenário do nascimento de Camilo Castelo Branco, o que na perspetiva da provedora da Irmandade, Manuela Rebelo, «constitui um importante contributo para preservar e divulgar o legado de Camilo Castelo Branco».

Quanto à obra, é fruto de «um rigoroso trabalho de investigação histórica» e reúne um conjunto de documentos até agora inéditos, que enriquecem o conhecimento sobre a vida, o pensamento e a obra do escritor, proporcionando novas perspetivas sobre uma das figuras maiores da literatura portuguesa».

A iniciativa integra o programa “Camilo e a Lapa”, desenvolvido pela Irmandade da Lapa no âmbito das comemorações do bicentenário do nascimento do escritor, promovidas sob a égide da CCDR NORTE. Este programa reúne mais de três dezenas de instituições da região em torno da evocação da vida, da obra e da influência de Camilo Castelo Branco.

“Camilo e a Lapa” pretende promover uma reflexão renovada sobre a atualidade da obra camiliana, através de uma programação multidisciplinar que inclui exposições, conferências, visitas temáticas, publicações e outras iniciativas culturais e educativas, valorizando a estreita ligação histórica entre o escritor e a Irmandade da Lapa.

Foto arquivo