Há menos desemprego entre recém-licenciados em 2022, mas mais alunos desistem no 1º ano

O desemprego diminuiu entre os recém-licenciados no passado ano letivo, segundo dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) , que apontam para uma redução de 5% para 4% num ano.

A percentagem de recém-diplomados dos cursos de licenciatura e mestrado integrado que se encontravam inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) como desempregados no ano letivo passado era de 4%, segundo os dados hoje divulgados no portal Infocursos.

No ano anterior, a taxa “aproximava-se dos 5%”, refere o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), numa nota enviada para a comunicação social.

Segundo uma análise feita pela Lusa aos dados da DGEEC, no ano letivo passado havia 37 cursos sem nenhum aluno recém-licenciado inscrito no IEFP.

Nesta lista destacam-se as áreas da saúde – cursos de Medicina, Farmácia e Bioquímica, assim como cinco cursos de enfermagem – mas também de Engenharia Geoespacial, ou da Dança, da Faculdade de Motricidade Humana.

Por outro lado, olhando para os cursos com as taxas mais elevadas de desemprego surgem três com uma taxa igual ou superior a 17%: o curso de Turismo, da Universidade Católica Portuguesa (17,6%), seguindo-se o de Marketing, do Instituto Politécnico de Bragança, e o de Turismo (17,2%), da Escola Superior de Tecnologias de Fafe (17%).

Numa comparação entre os alunos que frequentaram estabelecimentos de ensino públicos e os de privados, nota-se que o desemprego atinge mais os segundos.

Se a percentagem de desempregados entre os recém-diplomados de instituições públicas foi de 4% no ano passado, entre os ex-alunos de instituições privadas a percentagem sobe para 4,8%.

Analisando os dados dos últimos sete anos, o desemprego afetou sempre mais os alunos que estudaram em instituições privadas.

Estas são informações que estão disponíveis a partir de hoje no portal Infocursos, (http://infocursos.pt/), que disponibiliza dados e estatísticas sobre cursos superiores.

O ‘site’ contém dados sobre todos os cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP), licenciaturas, mestrados integrados e mestrados 2.º ciclo do país.

A data de referência das estatísticas apresentadas é o ano letivo 2020/21, mas os dados permitem perceber a evolução desde 2015, que revela que no ano passado se registou “uma grande estabilidade no sistema de ensino superior”, apesar da pandemia.

Abandono no ensino superior aumentou entre alunos do primeiro ano de curso

Os alunos que abandonaram os estudos um ano após terem iniciado um curso no ensino superior aumentaram em 2020/2021, segundo dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), que apontam para um crescimento de quase dois pontos percentuais nas licenciaturas.

À exceção dos mestrados integrados, todos os outros cursos registaram um aumento de casos de alunos que abandonaram os estudos durante o primeiro ano.

No ano letivo de 2020/2021, quase um em cada quatro estudantes (24,4%) que tinham ingressado num curso técnico superior profissional (CTeSP) já não se encontrava no sistema de ensino superior nacional um ano após ter iniciado o curso. No ano anterior, a percentagem era de 18,7%, ou seja, 5,7 pontos percentuais abaixo.

Entre as licenciaturas, a percentagem dos que saíram do sistema durante o primeiro ano foi de 10,8%, quando no ano anterior tinha sido de 9,1%.

Nos mestrados de 2.º ciclo a percentagem de desistência aumentou 0,2 pontos percentuais, atingindo os 16,2% no passado ano letivo.

Apenas os mestrados integrados mantiveram a taxa de abandono (3,7%) nos dois últimos anos em análise.

Numa análise feita pela Lusa aos dados da DGEEC, destacam-se onze cursos de mestrado de 2ª grau e um curso técnico superior profissional (CTeSP) em que todos os alunos acabaram por abandonar os estudos um ano após terem ingressado.

Os dados mostram ainda que todos estes cursos tinham muito poucos alunos inscritos.

Entre os dez cursos de mestrado em causa estão o de Arquitetura, Paisagem e Arqueologia, da Universidade de Coimbra (UC), Materiais Avançados e Reciclagem Inovadora, da Universidade Nova de Lisboa, Direito e Prática Jurídica Europeia, da Universidade de Lisboa, assim como os cursos de Ciências da Educação — Educação Especial e de Ciências da Educação — Administração e Organização escolar, ambos da Universidade Católica Portuguesa.

Os dados da DGEEC estão disponíveis no ‘site’ do Infocursos, que contém dados sobre todos os CTeSP, licenciaturas, mestrados integrados e mestrados 2.º ciclo do país. Trata-se de informações sobre “4022 pares estabelecimento/curso ministrados em 279 estabelecimentos/unidades orgânicas de ensino superior”.

A data de referência das estatísticas apresentadas é o ano letivo 2020/21, mas os dados permitem perceber a evolução desde 2015, revelando que no ano letivo de 20/21 se manteve estabilidade no sistema de ensino superior.

Famalicão: Mulher arrastada e atropelada por mota que lhe bateu no carro e fugiu

Uma mulher de 36 anos ficou ferida, na sequência de um acidente de viação com fuga, na Alameda Padre Manuel Simões, junto ao Parque de Sinçães, em Famalicão.

Ao que a Cidade Hoje apurou, a mota terá embatido no carro onde seguia a vítima. A condutora do veículo ligeiro terá confrontado os dois ocupantes da mota que, por sua vez, forçaram a fuga, tendo arrancado atropelado e arrastado a mulher que, no momento, estava à frente do motociclo.

A vítima foi socorrida pelos B.V.Famalicenses e a PSP tomou conta da ocorrência. Às autoridades, a vítima descreveu que os dois jovens que seguiam na mota estavam sem capacete, sendo, pelo menos um deles, brasileiro.

Se tem informações sobre este acidente, contacte a PSP ou a GNR.

Morreu Luís Represas

O músico português Luís Represas morreu aos 69 anos, na sequência de uma doença prolongada, segundo informação atribuída à agência Sons em Trânsito.

Reconhecido como uma das vozes mais marcantes da música portuguesa, Luís Represas ganhou notoriedade como vocalista dos Trovante, banda que recentemente tinha regressado aos palcos. Ao longo da sua carreira, destacou-se também pelo percurso a solo, com temas que conquistaram várias gerações de ouvintes.

Festival Arrebita em Famalicão: 24 Chef’s com pratos a 8,50€ dias 7 e 8 de agosto

O festival gastronómico Arrebita regressa ao Mercado Municipal de Vila Nova de Famalicão nos dias 7 e 8 de agosto, para a sua segunda edição, reunindo 24 chefs de todo o país numa celebração da gastronomia e dos produtos locais.

Este ano, o evento alia-se à Festa do Melão e Vinho Verde, prometendo dois dias de sabores, vinhos, música e convívio. Um dos grandes destaques são os pratos de autor a 8,50 euros, preparados pelos chefs convidados.

O chef famalicense Renato Cunha, do restaurante Ferrugem, assume o papel de Host Chef do evento e volta a marcar presença nos dois dias, acompanhado por Carlos Costa. O cartaz inclui ainda nomes de restaurantes de Lisboa, Porto, Braga, Guimarães, Matosinhos, Funchal, Portimão, Alenquer, Baião, Fafe e Vila Nova de Gaia, além de chefs de Famalicão.

A organização convida famílias e amigos a desfrutarem de um ambiente descontraído, com produtores locais, boa comida e mesas para partilhar.

A entrada é gratuita.

Já mais de 15 mil pessoas assinaram petição contra o “Volta”

A petição pública que contesta o sistema de depósito e devolução de embalagens “Volta” já ultrapassou as 15 mil assinaturas, número que garante a apreciação do tema na Assembleia da República.

Os promotores da iniciativa defendem o fim do atual modelo e a criação de um sistema de gestão de embalagens que consideram mais justo. Entre as principais críticas está o facto de os consumidores terem de adiantar o valor do depósito das embalagens e assumirem a responsabilidade pela sua devolução.

O documento denuncia ainda alegadas falhas no funcionamento do sistema, apontando falta de transparência na gestão dos depósitos não reclamados, dificuldades na devolução das embalagens e ausência de soluções eficazes para os casos em que as máquinas recusam recipientes considerados válidos.

Prisão para hacker que gastou 300 mil euros que não lhe pertenciam em Famalicão

O Tribunal de Guimarães condenou Diogo Santos Coelho, de 25 anos, a dois anos de prisão efetiva pelos crimes de acesso ilegítimo e acesso indevido. O jovem, que se encontra em prisão domiciliária, em Londres, foi julgado na ausência.

Segundo avança o Jornal de Notícias, o arguido administrava uma plataforma dedicada à venda de dados pessoais e bancários obtidos de forma ilegal, atividade que lhe terá rendido cerca de 275 mil euros entre 2015 e 2022. A pena aplicada foi inicialmente de dois anos e dez meses de prisão, mas acabou reduzida para dois anos ao abrigo da chamada “amnistia papal”, destinada a jovens com menos de 30 anos. O tribunal absolveu ainda Diogo Santos Coelho dos crimes de associação criminosa e branqueamento.

O caso tem uma ligação direta a Vila Nova de Famalicão, já que uma parte significativa do dinheiro obtido através da atividade criminosa foi investida no concelho, nomeadamente na compra de uma habitação e de um automóvel Tesla, num valor global a rondar os 300 mil euros.

Fonte: JN
Imagem: The Guardian

Governo pede desculpa a alunos e professores

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) pediu desculpa pelos atrasos registados na classificação dos exames nacionais do Ensino Secundário. Em comunicado divulgado este sábado, reconheceu os problemas ocorridos e lamentou os transtornos causados a alunos, famílias, professores e escolas.

A tutela garantiu que os atrasos não vão prejudicar o acesso dos estudantes ao Ensino Superior. O ministério agradeceu ainda o trabalho dos diretores, professores e técnicos que participaram no processo.

No mesmo comunicado, o MECI explicou o que esteve na origem dos constrangimentos e adiantou que está a preparar melhorias para a segunda fase dos exames, incluindo a disponibilização das provas em formato PDF com a classificação detalhada de cada resposta.