Mau tempo: Circulação na Linha do Minho com “bastantes atrasos e perturbações”

A circulação ferroviária na Linha do Minho entre Nine, Viana do Castelo e Valença está a sofrer “bastantes atrasos e perturbações” devido ao mau tempo que se faz sentir na região, disse esta quinta-feira fonte da CP.

Contactada pela agência Lusa, fonte da CP justificou aquela situação com os “constrangimentos” que se verificam no troço eletrificado daquela ligação ferroviária, entre Nine, no distrito de Braga, e a cidade de Viana do Castelo, e que se “repercutem no troço não eletrificado, entre Viana do Castelo e Valença, causando atrasos em cadeia”.

Fonte da Infraestruturas de Portugal (IP) disse à Lusa que, face ao mau tempo que se tem feito sentir nas últimas horas, os comboios que ligam Nine (Braga) a Barroselas (Viana do Castelo), no troço eletrificado da Linha do Minho, foram obrigados a “circular a diesel”.

A catenária está cheia de folhas e de ramos de árvores, dificultando a tração elétrica. Nesse sentido, os comboios que ligam Nine a Viana do Castelo estão, desde as 8h, a circular com tração a diesel. A IP está a proceder à limpeza da linha, operação que deverá ser resolvida hoje apesar de estar previsto novo pico de mau tempo para a tarde”, explicou a fonte da IP.

No que diz respeito à circulação rodoviária no distrito de Viana do Castelo, nas estradas sob gestão da IP, a fonte explicou que “apenas a Estrada Nacional 101 (EN101), que liga Arcos de Valdevez a Monção, apresenta “alguns condicionalismos devido a uma derrocada ocorrida durante a madrugada“.

“Cerca das 4h da manhã a estrada esteve cortada devido ao deslizamento de terras. Ainda apresenta pequenos condicionalismos que deverão ficar resolvidos até cerca das 12h”, especificou a fonte.

Autarcas de Braga e Guimarães dão início à Área Metropolitana do Minho

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, e o presidente da Câmara de Guimarães, Ricardo Araújo, deram início àquela que pode vir a ser a Área Metropolitana do Minho (AMM).

Este anúncio foi dado após um encontro entre os dois autarcas, esta terça-feira. João Rodrigues disse, em declarações ao site “O Minho”, que já passou o tempo das promessas e dos estudos e que é preciso avançar.

O presidente da Câmara de Braga frisou que estes dois municípios têm os maiores polos urbanos do distrito e, por isso, têm «a obrigação» de dar o primeiro passo, mas garantiu que o processo não está centralizado nestas câmaras, nem neste partido, uma vez que ambos são do PSD. «É um assunto claramente assumido pelas diversas forças políticas e as próprias comunidades claramente partilham e percebem que este é o caminho a seguir», disse.

Os dois autarcas garantem que ninguém será excluído, incluindo os de Viana do Castelo, porque é de opinião que a criação da Área Metropolitana do Minho é algo desejado por todos.

Ricardo Araújo lembra que há estudos a serem desenvolvidos que indicam que a Área Metropolitana do Minho trará vantagens para a população, nomeadamente nas áreas da «coordenação, planeamento e operacionalização de políticas conjuntas».

O autarca de Guimarães realçou, ainda, que a região precisa de «ter uma voz firme, com capacidade de ser escutada em Lisboa e de uma estrutura que implemente depois uma política que seja capaz de obter financiamentos».

Luís Montenegro não vai fazer férias no verão para acompanhar a atividade do governo

Luís Montenegro mantém-se ao serviço e prescinde de férias este verão

Luís Montenegro decidiu não tirar férias durante o verão. De acordo com informação avançada pela agência Lusa, o primeiro-ministro vai permanecer em funções, assegurando a coordenação da atividade do Governo e mantendo igualmente a agenda enquanto presidente do PSD.

Entre os compromissos já confirmados estão a participação na Festa do Pontal, marcada para 14 de agosto, e na Universidade de Verão do PSD, que decorre entre 24 e 30 de agosto, em Castelo de Vide.

A opção surge depois das críticas da oposição pelas deslocações do chefe do Governo aos Estados Unidos para assistir a jogos da Seleção Nacional no Mundial de Futebol, numa altura em que Portugal se encontrava em situação de alerta devido ao calor e ao risco de incêndios.

Famalicão: Terceira etapa do Grande Prémio do Minho disputa-se em Famalicão

A jornada velocipédica decorre esta quinta-feira, num percurso total de 96,6 km. A partida está marcada para as 13H25 de sábado, no Parque da Devesa, com chegada prevista para as 16h11, na Rua da Associação Desportiva Oliveirense, em Oliveira Santa Maria. Até à meta, a etapa passa por várias freguesias do concelho famalicense.

A etapa passa pela Meta José Azevedo, às 15H30, e contempla duas contagens para o Prémio da Montanha, ambas de 2. ª categoria, no troço entre Santa Tecla e Pedome, aos km 45,8 e 92,8. Existem, ainda, duas metas volantes, sprints intermédios que atribuem pontos para a camisola verde e bonificações de tempo, junto à Casa de Camilo Castelo Branco, em São Miguel de Seide, aos km 41,4 e 61,4.

A prova inclui, também, dois sprints especiais: na Avenida Narciso Ferreira, em Riba de Ave, ao km 41,4, e na Rua Padre Benjamim Salgado, em Requião, ao km 61,4.

A prova, reservada ao escalão júnior, é organizada pela Associação de Ciclismo do Minho e a primeira etapa, esta quinta-feira, começa em Braga e termina em Felgueiras. O segundo dia da competição, sexta-feira, decorre em Melgaço, distrito de Viana do Castelo.

A terceira etapa é entre Famalicão e Oliveira Santa Maria. O último dia será na Cidade-Berço, no Campo São Mamede e fim na Penha.

Tiago Torres

Famalicense natural de Lousado vence programa da RTP “Domingo Há Desgarrada”

Daniel Antunes, natural de Lousado, em Vila Nova de Famalicão, conquistou este domingo a vitória no programa “Domingo Há Desgarrada”, da RTP1, em dupla com Tatty, num momento dedicado à promoção da música popular portuguesa, arrecadando um prémio de 10 mil euros.

A dupla destacou-se pela capacidade de improviso e domínio da desgarrada, conquistou a preferência do júri e do público e garantiu a vitória na 2ª temporada da competição.

A desgarrada é uma tradição enraizada no Minho, onde os cantadores improvisam versos em resposta uns aos outros, demonstrando criatividade, rapidez de raciocínio e sentido de humor.

Famalicão: Presidente da ANESPO considera que os decisores são fundamentais na afirmação das escolas profissionais

Na passada semana, no decurso das Jornadas Pedagógicas da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), Amadeu Dinis salientou que o Ensino Profissional está a ganhar uma nova centralidade no sistema educativo nacional. O famalicense que preside à ANESPO entende, por isso, que é fundamental que os decisores políticos continuem a assegurar a sustentabilidade financeira, organizacional e funcional das escolas profissionais face à importância e especificidade dos projetos educativos nos seus territórios, regiões e país.

As Jornadas Pedagógicas decorreram entre 9 e 10 de julho, na Escola de Turismo de São Pedro Sul, subordinadas ao tema “Ensino Profissional + Flexível + Inclusivo: com o CNQ e os CTE na bagagem”.

O também diretor da Escola Profissional CIOR considerou, ainda, que o encontro «foi um momento particularmente importante para refletirmos, em conjunto, sobre os desafios atuais e futuros e sobre as respostas que as escolas devem continuar a construir». Acrescentou que com esta iniciativa, «a ANESPO pretende promover um espaço de reflexão e partilha em torno da flexibilidade curricular, da inclusão e da valorização das competências. Estas são dimensões essenciais para preparar melhor os alunos, responder às necessidades dos territórios e reforçar o papel do Ensino Profissional no desenvolvimento do país»

Com 300 participantes, de mais 100 Escolas Profissionais de todo o país, as Jornadas Pedagógicas tiveram, segundo a associação, uma particular relevância num momento em que o Ensino Profissional em Portugal enfrenta novos desafios pedagógicos, organizacionais e tecnológicos. Durante os dois dias, coordenadores, docentes, especialistas e representantes institucionais ligados ao ensino e à formação profissional debateram estratégias para tornar as Escolas Profissionais mais flexíveis e inclusivas.

Famalicão: Rede de transporte rodoviária já tem 22 autocarros 100% elétricos

A rede Mobiave, operada pela Transdev, tem a operar 22 autocarros elétricos, que vão substituir parte da oferta atualmente existente, e representam 19% da frota. A apresentação decorreu esta quinta-feira, com uma viagem simbólica entre a Central Rodoviária e a Casa de Camilo Castelo Branco, em Seide.

A aquisição destes veículos com zero emissões de CO2 estava prevista no contrato de concessão que envolve as Câmaras de Famalicão, Santo Tirso e Trofa.

Estes 22 autocarros elétricos, além das vantagens ambientais, são climatizados, não fazem ruído e estão equipados com rede wi fi. «Estamos a reunir condições de excelência para que cada vez mais pessoas possam usar esta rede de transportes. Há uma margem de progressão que queremos alcançar», mencionou o presidente da Câmara Municipal de Famalicão.

Os 22 autocarros representam um investimento de 11 milhões de euros, dos quais 7.2 são financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência. Sérgio Soares, CEO da Transdev Portugal, não esconde que o objetivo é chegar a uma frota 100% elétrica, mas não se compromete com datas. «O prazo depende de equilíbrios que temos de conseguir, nomeadamente financeiros para que tudo seja sustentável», refere Sérgio Soares.

Mário Passos revela um crescimento no número de passageiros na ordem dos 40% desde o início da entrada em funcionamento da Mobiave. Sérgio Soares reconhece que é ambicioso continuar a crescer a este ritmo, mas revela que se crescer 10 a 15% ao ano nos próximos 4 a 5 anos, «teríamos revolucionado completamente a mobilidade», disse.