Termina esta quinta-feira a época mais crítica de incêndios rurais

Este ano, o número de fogos foi o mais reduzido da última década e foi o segundo em área ardida. Os dados indicam que se registaram este ano 7.114 fogos rurais que resultaram em 26.833 hectares de área ardida.

A época mais crítica de incêndios rurais e a que mobiliza o maior número de meios de combate termina hoje.

Durante a primeira quinzena de outubro vão estar no terreno até 9.8958 elementos de 2.280 equipas; 2.115 veículos dos vários agentes presentes no terreno, além de 60 meios aéreos.

A Rede Nacional de Postos de Vigia para prevenir e detetar incêndios vai continuar com os 230 postos de vigia até 15 de outubro.

Na segunda quinzena de outubro, a DON prevê uma nova redução dos meios de combate a incêndios.

Segundo o Relatório, nos últimos três meses, o dispositivo de combate a incêndios rurais esteve na sua capacidade máxima, com 12.058 operacionais, 2.795 equipas, 2.656 veículos e 60 meios aéreos no terreno.

A maioria dos fogos que deflagraram este ano foram de pequena dimensão e consumiram uma área inferior a um hectare, tendo apenas ocorrido dois incêndios, nos concelhos de Castro Marim e Monchique, no Algarve, com uma área ardida superior ou igual a 1.000 hectares.

As causas mais frequentes em 2021 são: uso negligente do fogo (48%) e o incendiarismo – imputáveis (23%), naquele caso com relevância para as queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas (21%), queimas de amontoados de sobrantes florestais ou agrícolas (10%) e queimadas para gestão de pasto para gado (14%).

Famalicão: Bombeiros acionados para incêndio em zona industrial

Esta madrugada, por volta das 05h38 teve início um incêndio numa empresa de madeiras, em Vila Nova de Famalicão.

Para o local foram acionados os Bombeiros Voluntários de Famalicão e Famalicenses que, no total, deslocaram para o incêndio 5 viaturas e 16 operacionais que precisaram de cerca de 1h40 para dar as chamas como extintas.

Não há registo de feridos, apenas danos materiais num cabo elétrico e uma máquina de trabalho.

A PSP tomou conta da ocorrência.

Luís Montenegro não vai fazer férias no verão para acompanhar a atividade do governo

Luís Montenegro mantém-se ao serviço e prescinde de férias este verão

Luís Montenegro decidiu não tirar férias durante o verão. De acordo com informação avançada pela agência Lusa, o primeiro-ministro vai permanecer em funções, assegurando a coordenação da atividade do Governo e mantendo igualmente a agenda enquanto presidente do PSD.

Entre os compromissos já confirmados estão a participação na Festa do Pontal, marcada para 14 de agosto, e na Universidade de Verão do PSD, que decorre entre 24 e 30 de agosto, em Castelo de Vide.

A opção surge depois das críticas da oposição pelas deslocações do chefe do Governo aos Estados Unidos para assistir a jogos da Seleção Nacional no Mundial de Futebol, numa altura em que Portugal se encontrava em situação de alerta devido ao calor e ao risco de incêndios.

Famalicão: Presidente da ANESPO considera que os decisores são fundamentais na afirmação das escolas profissionais

Na passada semana, no decurso das Jornadas Pedagógicas da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), Amadeu Dinis salientou que o Ensino Profissional está a ganhar uma nova centralidade no sistema educativo nacional. O famalicense que preside à ANESPO entende, por isso, que é fundamental que os decisores políticos continuem a assegurar a sustentabilidade financeira, organizacional e funcional das escolas profissionais face à importância e especificidade dos projetos educativos nos seus territórios, regiões e país.

As Jornadas Pedagógicas decorreram entre 9 e 10 de julho, na Escola de Turismo de São Pedro Sul, subordinadas ao tema “Ensino Profissional + Flexível + Inclusivo: com o CNQ e os CTE na bagagem”.

O também diretor da Escola Profissional CIOR considerou, ainda, que o encontro «foi um momento particularmente importante para refletirmos, em conjunto, sobre os desafios atuais e futuros e sobre as respostas que as escolas devem continuar a construir». Acrescentou que com esta iniciativa, «a ANESPO pretende promover um espaço de reflexão e partilha em torno da flexibilidade curricular, da inclusão e da valorização das competências. Estas são dimensões essenciais para preparar melhor os alunos, responder às necessidades dos territórios e reforçar o papel do Ensino Profissional no desenvolvimento do país»

Com 300 participantes, de mais 100 Escolas Profissionais de todo o país, as Jornadas Pedagógicas tiveram, segundo a associação, uma particular relevância num momento em que o Ensino Profissional em Portugal enfrenta novos desafios pedagógicos, organizacionais e tecnológicos. Durante os dois dias, coordenadores, docentes, especialistas e representantes institucionais ligados ao ensino e à formação profissional debateram estratégias para tornar as Escolas Profissionais mais flexíveis e inclusivas.

Famalicão: Presidente da Assembleia testemunha «dimensão do esforço» no combate aos incêndios

João Nascimento acompanhou no terreno a evolução dos incêndios que têm afetado várias freguesias do concelho de Famalicão, testemunhando «a dimensão do esforço que está a ser desenvolvido para combater este flagelo». O presidente da Assembleia Municipal contactou com populares e com alguns presidentes de junta das zonas afetadas, a quem manifestou solidariedade.

Também esteve com o presidente do Município, Mário Passos, que o inteirou da evolução da situação. João Nascimento, que elogia a criação das Unidades Locais de Proteção Civil, deixa palavras de «profundo reconhecimento a todos que, incansavelmente, têm estado na linha da frente», citandos os corpos de bombeiros, a Proteção Civil, forças de segurança, juntas de freguesia, Centro de Recolha Animal e voluntários.

«O profissionalismo, a dedicação e o espírito de entreajuda demonstrados constituem um verdadeiro exemplo de serviço à comunidade», escreve numa publicação nas redes sociais que termina formulando o desejo de que «a evolução das próximas horas permita consolidar o controlo da situação e que, em breve, seja possível iniciar a recuperação das áreas atingidas».

As freguesias de Vermoim, Vale S. Martinho e Requião, bem como em Nine, Arnoso Santa Eulália e Lemenhe têm sido as localidades mais afetadas pelos incêndios que se verificaram esta quinta-feira.

Está muito calor, proteja-se

Face à onda de calor, com temperaturas a chegar aos 40 graus, a Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda que se proteja e tome algumas precauções como beber pelo menos 1,5 litros de água, mesmo quando não tem sede; se possível permanecer em ambientes frescos e climatizados, em sombras, com circulação de ar, e manter janelas e estores fechados durante as horas de maior calor.

Também deve evitar a exposição direta ao sol e usar protetor solar superior a 30; utilizar roupas de cor clara, leves e largas, chapéu e óculos de sol; evitar atividades no exterior que exijam esforço físico; dar atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, como crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas; assegurar que as crianças bebam muita água; acompanhar pessoas que vivam isoladas; manter-se informado sobre a evolução das condições climatéricas.

Se apresentar sinais de alerta como suores intensos, febre, vómitos/náuseas, pulsação acelerada ou fraca deve contactar a SNS 24 através do número 808 24 24 24 ou o 112.

Famalicão: Fogo em Vermoim não dá tréguas e está a ser combatido por 60 bombeiros

O incêndio que deflagrou durante a madrugada desta quinta-feira, na freguesia de Vermoim, em Vila Nova de Famalicão, continua ativo.

Às primeiras horas da manhã, no balanço realizado cerca das 09h00, estavam no combate às chamas perto de 60 operacionais, apoiados por 16 viaturas. É expectável que, ao longo do dia, dois meios aéreos possam vir a reforçar o dispositivo de combate.

O incêndio tem lavrado numa zona de mato, próximo de áreas habitacionais. Até ao momento, não há informação de feridos nem de habitações afetadas pelas chamas.

O alerta inicial foi dado cerca das 00h40. Pelas 05h00, o incêndio chegou a estar em fase de resolução, mas vários reacendimentos obrigaram a um novo reforço de meios para um combate mais musculado.