Ministério Público pede 18 anos de prisão para suspeito de matar empregado na Póvoa de Varzim

O Ministério Público (MP) pediu hoje uma pena de, pelo menos, 18 anos para um homem acusado de matar outro, seu empregado, em 2021, na Póvoa de Varzim, no distrito do Porto.

A pena “acima do meio da moldura penal [que vai de 12 a 25 anos] será adequada”, disse o procurador do MP durante as alegações finais, no Tribunal de Matosinhos, onde está a decorrer o julgamento.

O suspeito, de 43 anos, que está em prisão preventiva – medida de coação mais gravosa, está acusado dos crimes de homicídio qualificado, escravidão e profanação de cadáver, este último também imputado à mãe, mulher e sócio do principal arguido.

Em causa está a morte de um cidadão ucraniano, de 51 anos, em junho de 2021, que trabalhava numa exploração agrícola propriedade do suspeito e que, segundo a acusação, terá sido sodomizado com recurso a um objeto contundente que lhe causou graves hemorragias de sangue, levando à sua morte.

Recaem também suspeitas de que o trabalhador, que vivia numa rulote com parcas condições de habitabilidade na exploração agrícola, era escravizado e alvo de maus-tratos por parte do empresário.

A investigação aponta ainda que o crime aconteceu na exploração agrícola, tendo, alegadamente, o principal suspeito, com ajuda da mãe e do seu sócio, transportado o corpo para a habitação da mãe e ligado para o número de emergência médica reportando o óbito, atribuindo-lhe, inicialmente causas naturais.

Falando num “ato de crueldade” e de “extrema gravidade”, o MP concluiu pela “culpabilidade” do arguido, lembrando as “múltiplas agressões” de que a vítima mortal foi alvo.

“Tirou a vida de forma cruel”, acrescentou o procurador.

Quanto aos restantes arguidos, apenas acusados de profanação de cadáver, o MP defendeu a aplicação de uma pena de um ano.

“Próxima do meio da moldura penal”, pediu o MP, classificando a decisão de transportar o corpo de um lado para o outro de “desapartada e absurda”.

Já o advogado do alegado homicida, Paulo Gomes, pediu a sua absolvição por entender que o tribunal “não tem elementos de prova, nem sequer indiretas”.

“Não há prova de homicídio”, salientou o defensor.

Quanto à profanação de cadáver, Paulo Gomes, que também representa a mãe do arguido, referiu que o que houve foi a “deslocação de um corpo para o outro e não profanação.

Além disso, o causídico adiantou que os restantes arguidos decidiram mudar o corpo de local “com medo” que as autoridades vissem e condenassem as condições em que vivia a vítima mortal.

Motivo igualmente invocado pelo advogado da mulher e sócio do principal arguido.

A leitura do acórdão ficou agendada para 20 de dezembro, às 14:00.

Luto: Clarinha de 6 anos faleceu – “partiu rodeada de amor”

Não resistiu a uma intervenção cirúrgica e acabou por falecer, esta terça-feira, a jovem Clarinha de 6 anos.

A criança da Póvoa de Varzim, que sofria de paralisia cerebral e epilepsia refratária, estava a ser ajudada pela comunidade poveira que organizava diversas iniciativas para angariar fundos, com o objetivo de lhe proporcionar uma melhor qualidade de vida.

Segundo avança o Mais Semanário, as cerimónias fúnebres da criança estão marcadas para quinta-feira, na Igreja da Lapa.

 

Para além de Famalicão, várias zonas de Guimarães e Barcelos estão sem luz desde as 16h45

Um problema na rede elétrica deixou milhares de pessoas sem luz, em Vila Nova de Famalicão e Guimarães, mais concretamente na vila de Joane e freguesias vizinhas.

Segundo avança O Minho, também existem zonas em Barcelos privadas de energia, uma situação que a E-Redes está a tratar como um incidente.

A Cidade Hoje sabe que, de momento, a elétrica não está a avançar com hora para a resolução do problema.

Famalicão: Vila de Joane está sem luz

Uma avaria elétrica está a afetar a vila de Joane que está, praticamente, à escura.

A falha aconteceu pelas 17h30 e, desde então, ainda não foi restabelecido o fornecimento de electricidade. O problema estará numa sub-estacão de Pevidém.

Esta situação está, também, a causar problemas no abastecimento de água nas zonas mais altas da vila.

O corte de energia afeta várias freguesias do concelho de Guimarães e há relatos de falta de electricidade em Mogege.

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