Bloco de Esquerda alerta para aumento de preços e defende subida de salários e pensões

O BE quis este sábado “fazer um desenho para ver se o Governo percebe” que os bens essenciais estão mais caros, utilizando para isso carrinhos de compras cada vez mais vazios, e defendeu a subida de salários e pensões.

O partido organizou ações em vários pontos do país com o mote “combater a inflação”, uma das quais em Lisboa, junto a um supermercado Pingo Doce, na qual participou a coordenadora, Catarina Martins.

Foram colocados três carrinhos de compras à porta da loja, para representar o que era possível comprar em 2020 (o carrinho mais cheio), em 2021 (um pouco mais vazio) e este ano (ainda mais vazio). Atrás desses carrinhos, uma faixa onde se lia “demais é demais”; “taxar lucros abusivos, controlar preços, aumentar salários”.

A líder do Bloco de Esquerda distribuiu panfletos em forma de jornal e falou com algumas pessoas que ora se preparavam para entrar na loja, ora já vinham com sacos de compras na mão, e ouviu alguns testemunhos que dava conta de que os preços dos artigos estão “cada vez mais altos” e alguns bens já nem são trazidos para casa porque “mesmo em promoção, ainda são caros”.

“Nós temos ouvido o Governo dizer que não pode aumentar salários e pensões por causa do risco da inflação, então decidimos fazer um desenho para ver se o Governo percebe. É que inflação nós já temos, aliás a maior dos últimos 30 anos, e os salários e as pensões não aumentaram”, afirmou Catarina Martins em declarações aos jornalistas.

A coordenadora do Bloco apontou que “no carrinho de supermercado vem cada vez menos, e é por isso que é cada vez mais difícil chegar ao fim do mês”.

“E esperamos que este desenho sirva para explicar que demais é demais, é mesmo altura de subir salários, de subir pensões, de impor controlo de preços e de taxar os lucros excessivos”, defendeu, considerando que “o que não tem credibilidade é dizer-se que a inflação aumenta se aumentarmos salários e pensões, porque como sabe toda a gente que vive do seu salário, da sua pensão, os preços aumentaram, os salários e as pensões é que não”.

Catarina Martins defendeu que são necessárias “medidas já, antes do Orçamento do Estado para 2023”, sustentando que “o mês de outubro que vai começar agora, é o mês de todos os aumentos, é o mês em que tanta gente terá aumentos da prestação da casa, é o mês em que vai aumentar o preço da energia”.

E alertou que “o perigo é não aumentar salários e pensões e é não controlar preços”, indicando que isso já foi feito na pandemia.

“Para não deixar que as máscaras fossem vendidas a preços absurdos havia um máximo que se podia cobrar. Já fizemos antes, podemos fazer, e há outros países que estão a estudar cabazes com preços máximos”, afirmou.

A líder do BE apontou também que, “se não foram nem os salários nem as pensões que provocaram a inflação e se os preços estão a crescer como nunca, também não esquecemos que estão a crescer como nunca os lucros, nomeadamente da grande distribuição”.

“Hoje estamos em todo o país, aqui em Lisboa à frente do Pingo Doce que, só no primeiro semestre deste ano, apresentou mais 261 milhões de euros em lucros, mas isto é também assim no Continente, por exemplo”, indicou Catarina Martins, criticando que o “Governo tem feito tudo para não fazer nada” e “deixa andar”.

E apontou que “não há nenhum imposto sobre lucros excessivos em Portugal, e é por isso que as empresas têm tido lucros excessivos”, acusando o Governo de se comportar quase como “o advogado da Galp ou o advogado do Pingo Doce”.

Famalicão: Arquidiocese de Braga pede “perdão” pelos alegados abusos sexuais em Joane

A Arquidiocese de Braga pediu este sábado “perdão” pelos alegados abusos sexuais imputados ao cónego Manuel Fernando Sousa e Silva em Joane, Vila Nova de Famalicão, adiantando que em julho de 2022 foram impostas “medidas disciplinares” ao sacerdote.

Em comunicado enviado à agência Lusa, aquela arquidiocese especifica que as medidas passaram pela “necessidade de o suspeito se abster de exercer publicamente o seu ministério sacerdotal e, de modo particular, a celebração pública dos Sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, devendo recolher-se num clima de oração, reflexão e penitência”.

“É com dor e sofrimento que a Arquidiocese de Braga tem vindo a acompanhar, nestes últimos dias, através da comunicação social, o relato de homens e mulheres vítimas de abusos por parte do Cónego Manuel Fernando Sousa e Silva”, refere o comunicado.

O jornal Nascer do Sol publicou em 17 de setembro uma reportagem sobre “os abusos sexuais de menores praticados em Joane durante décadas por um sacerdote, o cónego Fernando Sousa e Silva”.

Na sexta-feira, o jornal i dá conta de relatos de abusos sexuais por parte de Fernando Sousa e Silva, em Joane, alegadamente cometidos ao longo de décadas, sobretudo no confessionário. “Muitas vítimas pontapearam o fantasma denunciando-o nas redes sociais”, e “não se escondem atrás de nomes falsos e dão o rosto”, lê-se no matutino.

Na noite de sexta-feira, a RTP1 passou igualmente uma reportagem sobre o assunto, que este sábado regressou às páginas dos jornais.

A arquidiocese pede perdão a todas as vítimas, “feridas física, emocional e espiritualmente pelos abusos sofridos”, um pedido que estende às famílias das vítimas e a todos os agentes pastorais da Paróquia de Joane e a toda a comunidade cristã.

“A comunidade paroquial tem sido sujeita a uma forte exposição mediática que reaviva memórias dolorosas, mas que contribui para trazer à luz factos que nunca deveriam ter acontecido. Reconhecemos que, neste caso, a Igreja falhou no seu dever de proteger os mais frágeis e vulneráveis”, acrescenta.

Refere que, em 21 de novembro de 2019, chegou à Comissão de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis da Arquidiocese de Braga (CPMAV) uma denúncia por parte de uma vítima, relatando ter sofrido abuso sexual por parte do referido sacerdote.

Esta vítima mencionou a existência de outras vítimas.

“Dentro dos limites das suas competências, a Comissão diligenciou no sentido de identificar estas e outras possíveis vítimas, mas sem sucesso”, lê-se ainda no comunicado. Dois anos mais tarde, chegou à Comissão mais uma denúncia.

“Tendo a CPMAV enviado os relatórios relativos às duas denúncias à autoridade eclesiástica competente, o então arcebispo de Braga [Jorge Ortiga] criou, em janeiro de 2022, uma Comissão de Investigação Prévia, em conformidade com as normativas eclesiásticas à data em vigor. Em maio de 2022, o atual arcebispo de Braga [José Cordeiro] enviou todos os elementos recolhidos para o Dicastério para a Doutrina da Fé”, sublinha o comunicado.

Em julho de 2022, e “em sintonia com o mesmo Dicastério”, foram impostas as referidas medidas disciplinares ao sacerdote em causa. “Reconhecemos que não conseguimos ser mais céleres no tratamento do caso e mais eficazes no acompanhamento das vítimas, o que lamentamos”, admite a arquidiocese.

Vinca que a CPMAV “disponibilizará de imediato, no âmbito das suas competências, um serviço de escuta destinado a todos quantos desejem partilhar as suas dolorosas experiências”.

O serviço estará disponível na paróquia de Joane de forma presencial, sendo ainda possível recorrer ao mesmo por via telefónica ou por correio eletrónico.

Os novos testemunhos que, entretanto, possam chegar à Arquidiocese “poderão permitir uma leitura mais completa do caso e possivelmente justificar novos procedimentos”.

A arquidiocese apela a todos os que possam ter sido vítimas de qualquer espécie de abuso sexual em alguma paróquia ou instituição para contactarem a CPMAV.

“Confiamos que a nossa Igreja saberá abrir-se a um novo futuro, marcado pelo reconhecimento humilde e transparente dos seus erros e pecados, pelo acolhimento das vítimas e pela prioridade de criação de uma cultura de prevenção e cuidado”, remata o comunicado.

Famalicão: Fanfarras já foram recebidas no quartel dos Famalicenses

Decorreu, durante esta tarde, a receção às dez fanfarras que na noite deste sábado vão exibir-se nas ruas de Vila Nova de Famalicão, a partir das 20 horas.

A todas as fanfarras foi entregue uma lembrança, um galhardete da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Famalicenses e o albúm da fanfarra.

Após a receção no quartel, decorre um convívio que antecederá o perfilar das fanfarras junto ao Mercado Municipal de onde arranca o desfile que segue pela Praça D. Maria II, Praceta Cupertino de Miranda, onde está a tribuna, Rua de Santo António e termina na Praça 9 de Abril.

Este desfile faz parte do programa comemorativo dos 95 anos dos BV Famalicenses.

Fotos: BV Famalicenses

Famalicão: B SAD elimina GD Joane da Taça de Portugal

A contar para a segunda eliminatória da Taça de Portugal, o GD Joane recebeu e perdeu, por 0-3, com a B SAD.

Numa luta desigual de argumentos, dado que o Joane compete nos distritais e a B SAD no segundo patamar do futebol nacional, a derrota não belisca a boa reação do conjunto treinado por Nélson Silva.

Nesta eliminatória que se disputou na tarde deste sábado, no Estádio de Barreiros, aos visitantes valeram os dois golos de Kikas, aos 15 minutos, de grande penalidade, e aos 68 minutos. Tiago Lopes, aos 75 fechou as contas.

Desfile de Fanfarras esta noite em Famalicão

As fanfarras dos bombeiros voluntários de Paços de Ferreira, Barcelinhos, Azambuja, Fafe, Peniche, Vizela, Ourém, Famalicão e Riba de Ave participam, na noite deste sábado no Desfile de Fanfarras “Chefe Joaquim Silva”. Trata-se de mais uma iniciativa integrada nos 95 anos da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Famalicenses, cuja fanfarra também participa no desfile.

As fanfarras participantes são recebidas no quartel às 16 horas e, às 18h30, decorre o jantar. O início do desfile, pelas ruas da cidade, começa às 20 horas.

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