Trofa: Edifício da Junta de Freguesia do Muro completa 110 anos de história

O edifício sede da Junta de Freguesia do Muro completa 110 anos de história no dia 17 de março. Para assinalar a data, a Junta de Freguesia promove uma tertúlia sob o tema “Conta-me como foi”. Está marcada para o dia 17, às 21 horas.

Os convidados terão oportunidade de relatar a sua experiência relativa ao uso deste edifício centenário.

De recordar que este edifício foi a sede oficial do movimento que culminou com a criação do Concelho da Trofa a 19 de novembro de 1998, tendo sido o local de reunião da Comissão Promotora do Concelho da Trofa, até essa data.

Posteriormente, este mesmo edifício acabou por receber alguns serviços da Comissão Instaladora, que nos primeiros dias, deslocalizou para esta zona do Concelho alguns funcionários.

 

Famalicão: Aco oferece 600 pares de botas às mulheres ucranianas

A empresa ACO Shoes mostrou a sua solidariedade para com as mulheres ucranianas e enviou, no dia 11, para aquele país 600 pares de botas de inverno.

«O povo português tem dado provas do seu apoio e amizade com os ucranianos, demonstrando que a solidariedade não tem fronteiras. O grupo ACO Shoes também manifesta à Ucrânia a sua solidariedade e, por isso, enviamos uma doação de 600 botas femininas para ajudar as mulheres ucranianas», explica Armindo Costa, fundador e presidente do conselho de administração da ACO Shoes.

«Como grupo empresarial internacional, que é vertical e familiar, o que é cada vez mais raro na economia mundial, temos como objetivo, além de continuar a ser uma empresa de referência na indústria de calçado, contribuir para o desenvolvimento social em Portugal e no mundo», destaca Armindo Costa, que na foto está acompanhado pela esposa, Fernanda Costa, e pelos filhos Paula e Fernando Costa, membros do Conselho de Administração da ACO.

Fundado em 1975, em Vila Nova de Famalicão, o grupo ACO Shoes é líder em Portugal na produção e nas exportações de calçado de conforto para senhora, vendendo os seus produtos em mais de 30 países de vários continentes.

A ACO Shoes exporta para alguns países do leste europeu, mas não exporta para a Ucrânia, nem para a Rússia, mercado para onde deixou de exportar em 2019.

Alguns dos refugiados que chegaram esta terça-feira a Guimarães vieram para Famalicão

Esta terça-feira chegou a Portugal um grupo de 52 refugiados ucranianos, com destino a algumas cidades portuguesas, incluindo Famalicão, onde têm familiares.

O autocarro trouxe mulheres, jovens e três crianças pequenas. Chegaram a Guimarães, vindos de Varsóvia, Polónia, onde esperaram por transporte para vir para Portugal.

A iniciativa para os ir buscar partiu da Câmara de Guimarães em articulação com a Comunidade Intermunicipal do Ave (CIM do Ave), que agrega oito municípios, incluindo Famalicão.

À chega a Guimarães tinham à espera representantes das autarquias, incluindo a vereadora famalicense para a Integração, Sofia Fernandes. Chegaram cansados, depois de uma viagem exausta, mas com a tranquilidade de poder viver em paz.

Mercadona fatura mais 3,3 %, até aos 27,819 milhões

A Mercadona, empresa de supermercados físicos e de venda online, aumentou em 2021 as suas vendas consolidadas em superfície constante em 3,3 %, para os 27.819 milhões de euros. Deste total, 415 milhões correspondem às vendas das suas 29 lojas em Portugal – uma das quais em Famalicão -, país onde alcançou uma quota de mercado de 3%, após dois anos de presença.

Nos últimos 12 meses, especialmente desde abril, a empresa enfrentou um contexto económico e social complexo, no qual teve de gerir as várias medidas relacionadas com a pandemia nas diferentes regiões onde opera, entre as quais, as restrições de mobilidade e os confinamentos, assim como um elevado aumento dos custos devido ao crescimento disparado das matérias-primas, dos transportes ou dos preços industriais.

Perante esta conjuntura inflacionista, e para minimizar o respetivo impacto nos preços de venda, a Mercadona decidiu não repercutir nos seus clientes a totalidade desses aumentos significativos, o que gerou um impacto negativo de 100 milhões de euros nas suas margens operacionais e que se traduziu numa redução de 6% do seu lucro líquido, que em 2021 foi de 680 milhões de euros.

1.200 milhões de euros de investimento e 1.000 novos postos de trabalho em 2021

A Mercadona continuou a avançar na sua transformação para consolidar um modelo de empresa mais digital, produtiva e sustentável. Para isso, e durante o ano passado, realizou um novo esforço de investimento de 1.200 milhões de euros, valor que somado ao investimento dos três exercícios anteriores ultrapassa os 5.000 milhões de euros. Como resultado deste investimento, finalizou 2021 com um total de 1.662 supermercados, 29 dos quais em Portugal, após ter inaugurado 79 novos supermercados, 9 deles em Portugal, e fechado 58 lojas que não se ajustavam ao seu modelo de loja mais eficiente e sustentável. Manteve, igualmente, o processo de renovação das suas lojas, finalizando 2021 com 1.200 supermercados adaptados ao Modelo de Loja Eficiente (Loja 8). A empresa também continuou com a implantação da secção Pronto a Comer, o que lhe permitiu finalizar 2021 com 825 lojas com esta nova secção.

Além de gerar riqueza e atividade, o seu compromisso de investimento materializou-se na criação de 1.000 novos postos de trabalho diretos, estáveis e de qualidade, o que fez subir o total da equipa para 96.000 pessoas, 2.500 em Portugal.

Além disso, o Comité de Direção acordou subir o salário dos colaboradores de acordo com a subida do IPC, 2,7% em Portugal e 6,5% em Espanha, para assegurar a manutenção do seu poder de compra. Uma decisão tomada em coerência com um Modelo de empresa vigente há 28 anos na qual os colaboradores são o melhor ativo dos clientes e essenciais para o crescimento do Projeto Mercadona.

O compromisso com a criação de postos de trabalho de qualidade também se refletiu ao longo do ano através de diferentes iniciativas. Assim, por exemplo, ao longo de 2021, a Mercadona continuou a desenvolver um importante trabalho preventivo e formativo em matéria de saúde laboral, fator que conquistou um protagonismo ainda maior num contexto de pandemia, para garantir que a equipa se sentia protegida e segura. Com este mesmo propósito, foi reforçado o serviço telefónico 3C (Call Center COVID), composto por 180 profissionais, entre auxiliares de saúde e médicos, que ofereceram atendimento 24 horas por dia, nos 7 dias da semana, chegando a receber 8.000 chamadas por dia no pico da sexta vaga, em que 5 % da equipa estava contagiada.

Outra prova deste compromisso é a incorporação de novas aplicações tecnológicas para facilitar a conciliação laboral e familiar. Neste sentido, a aplicação móvel de uso interno Activo2 consolidou-se em 2021 como um dos principais canais de comunicação interna permitindo não só manter a equipa informada, mas também recolher as suas opiniões para continuar a consolidar a Mercadona como um projeto diferenciado, ao incorporar boa parte dos contributos recebidos através desta ferramenta colaborativa.

Avançar na transformação digital e sustentabilidade

Em Espanha, a Mercadona conseguiu, no ano passado, consolidar o seu serviço de compras online (Colmeias e Telecompra) e aumentar as suas vendas para os 510 milhões de euros, valor que representa um crescimento de 40% relativamente ao ano anterior. Do mesmo modo, a Mercadona Online (Colmeias) viu o número de pedidos aumentar para 1,8 milhões, comparativamente com 1,2 milhões em 2020, e fechou o ano com uma equipa de 1.636 pessoas. Para garantir a confiança dos “Chefes” (clientes) que realizam as suas compras através deste canal, a Mercadona contava, no final de 2021, com três Colmeias (armazéns exclusivos para a venda online) localizadas em Barcelona, Madrid e Valência, estando previstas duas novas Colmeias em 2022, uma em Alicante e outra em Sevilha.

Para continuar a impulsionar o seu compromisso com a sustentabilidade e a dizer “sim a continuar a cuidar do planeta”, a Mercadona investiu mais de 49 milhões de euros em diferentes iniciativas e medidas que contribuem para um impacto mais positivo e sustentável em todas as suas ações. Neste contexto, a empresa continuou a fortalecer a sua Estratégia 6.25, destinando um investimento de 140 milhões de euros até 2025 para conseguir o triplo objetivo de reduzir 25% de plástico, conseguir que todas as embalagens de plástico sejam recicláveis e reciclar todos os seus resíduos de plástico. Em 2021, finalizada a implantação da Loja 6.25 em toda a cadeia, cumpriu-se também o objetivo de formar e informar o “Chefe” e os colaboradores sobre a gestão de resíduos.

Além disso, através da AENOR, após verificar o impacto da sua pegada de carbono, tanto as suas emissões diretas como as indiretas por consumo elétrico, a Mercadona introduziu novas medidas sustentáveis de descarbonização, como a renovação da frota com combustíveis alternativos, a incorporação de painéis solares em algumas das suas instalações ou a mudança de gases refrigerantes nos equipamentos.

Consciente do impacto social e económico que a COVID-19 está a gerar, a Mercadona aumentou em 21% as doações de produtos de primeira necessidade para cantinas sociais, bancos alimentares e outras instituições de solidariedade com as quais colabora, atingindo as 20.600 toneladas doadas, 1.400 das quais foram distribuídas em Portugal e 19.200 em Espanha. Além disso, como prova da sua solidariedade para com a ilha de La Palma, desde o primeiro dia da erupção do vulcão, a Mercadona colocou à disposição 74 toneladas de alimentos e 1 milhão de máscaras.

Um investimento de 1.100 milhões de euros e 1.000 novos postos de trabalho em 2022

A Mercadona prevê investir um total de 1.100 milhões de euros em 2022 para continuar a impulsionar o seu plano estratégico de transformação. Estes recursos destinar-se-ão, principalmente, à abertura de 68 novos supermercados, 58 em Espanha e 10 em Portugal; à remodelação de 43 supermercados para os adequar ao Modelo de Loja Eficiente (Loja 8); e à implantação da nova secção de Pronto a Comer em mais 150 supermercados. Para tudo isso, a empresa criará mais de 1.000 postos de trabalho estáveis e de qualidade em 2022, entre Portugal e Espanha.

O ano de 2022 está a ser muito difícil. O cenário inflacionista atual está a ter impacto na empresa e vai implicar um aumento das despesas em mais de 500 milhões de euros. Para minimizar este impacto, a Mercadona continuará a apostar na produtividade e eficiência de cada um dos processos para serem cada vez mais competitivos. Um exemplo desta estratégia é a retirada do logótipo da máscara corporativa, iniciativa que por si só gera uma poupança de 400.000 euros por ano.

O presidente da Mercadona, Juan Roig, afirma que “em 2022 o nosso plano de investimento continua. Certamente vai continuar a ser um ano muito, muito difícil que vamos superar aplicando o nosso Modelo de Qualidade Total, que é o nosso farol para navegar neste cenário de incerteza que estamos a viver. Tenho a certeza de que com o esforço individual e coletivo dos 96.000 colaboradores, vamos conseguir as metas a que nos propusemos”.

Uma vez mais, em 2021, tanto Juan Roig como a vice-presidente da Mercadona, Hortensia Herrero, reforçaram o seu compromisso com a sociedade, ao decidir reinvestir nela uma parte importante dos dividendos provenientes da sua participação na empresa e do seu património pessoal. No total, destinaram 100 milhões de euros a diferentes iniciativas (Empreendedorismo, Formação, Desporto, Entretenimento, Arte e Cultura) através do Projeto Legado.

Este compromisso, que teve início há mais de uma década e que em 2022 continuará a ser impulsionado com mais 100 milhões de euros do seu património pessoal, nasce da convicção, de ambos, de que “o conhecimento e o dinheiro dão a felicidade… se os partilharmos”. E, no seu caso, através de distintos projetos sustentáveis e solidários, como: Marina de Empresas, Fundação Trinidad Alfonso, Valencia Basket Club, L’Alqueria del Basket, Licampa 1617 (Casal España Arena de València) e Fundação Hortensia Herrero.

Pedro Almeida e o Rali Serras de Fafe: «Melhor era difícil»

Fafe recebeu, no passado fim de semana, a primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) e também do Europeu (ERC – European Rally Championship), com o Pedro Almeida e Mário Castro a fazerem também a estreia juntos ao volante do Skoda Fabia Rally2 Evo, concluindo a prova em quinto lugar.

«Foi duro!» descreveu o piloto famalicense a prova de abertura. Conta que no primeiro dia «pagamos a fatura de sair muito atrás, resultado de um mau qualifying e encontramos a estrada com muita água e lama, a que se juntou em alguns dos troços o nevoeiro. Acabamos por gerir o andamento».

Na estreia quer com o carro quer com o navegador, Pedro Almeida tirou ilações positivas. «Nestas condições o papel do Mário foi fundamental, porque muitas vezes conduzimos às cegas. Ao longo de toda a prova fomos evoluindo e esse é um bom indicador» acrescentou, para considerar que o quinto lugar final no CPR, foi «positivo tendo em conta todas estas circunstâncias».

No segundo dia de Rally, com a prova apenas a pontuar para a classificação final do ERC, e já com melhores condições, Almeida sentiu algumas melhorias, andando nos tempos do pelotão da frente dos pilotos nacionais. «Sabemos que temos muito trabalho pela frente, mas também que o caminho será melhorar e isso deixa-nos confiantes para o futuro» disse.

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