Estado obriga professores a devolver parte do subsídio de Natal em 48 horas

Professores contratados até ao final do ano letivo foram obrigados a devolver parte do subsídio de Natal em apenas 48 horas.

De acordo com a Antena 1, habitualmente, estes professores não recebem nesta altura o subsídio, razão pela qual estão a ser notificados para a devolução.

O mesmo confirma Filinto Lima ao Diário de Notícias. De acordo com o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), o pagamento do subsídio de Natal por inteiro não deveria ter sido efetuado.

Filinto Lima aponta ainda o dedo à forma como o processo de devolução decorreu.

“Os professores tiveram que ir às Finanças devolver o dinheiro que receberam a mais, mas que receberão em agosto de 2022. É um procedimento muito burocrático. É penoso para o professor. É uma dupla penalização para os docentes e devia ter sido evitada”, disse.

Fotnte: Antena 1 / Diário de Notícias

Autoagendamento para vacinação de crianças disponível a partir desta segunda-feira

O autoagendamento da vacinação contra a covid-19 das crianças entre os 5 e os 11 anos fica disponível hoje, com o Governo a prever que sejam imunizadas mais de 600 mil menores até meados de março.

As crianças com comorbilidades terão prioridade para serem vacinadas, independentemente da idade, desde que tenham prescrição médica, bastando que se se dirijam aos centros para receberem a vacina contra o SARS-CoV-2.

Calendário de vacinação:

  • A 18 e 19 de dezembro: crianças de 11 e 10 anos
  • De 6 a 9 de janeiro: crianças entre os 9 e os 7 anos
  • A 15 e 16 de janeiro: crianças entre os 6 e 7 anos
  • A 22 e 23 de janeiro: crianças com 5 anos
  • De 5 de fevereiro a 13 de março: serão administradas as segundas doses.

 

Doenças respiratórias não covid mataram 36 pessoas por dia

As doenças respiratórias não covid-19 mataram 36 pessoas por dia em Portugal em 2019, segundo um relatório hoje divulgado pelo Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR), que reforça o impacto das vacinas nestas doenças.

A 14.ª edição deste relatório, que juntou especialistas da área da saúde respiratória em Portugal, lembra que as doenças respiratórias continuam a ser “uma das principais causas de morbilidade e mortalidade”, não só em Portugal como também a nível mundial.

Ainda que a maioria destas doenças possa ser prevenida ou tratada através de intervenções “economicamente acessíveis”, o ONDR explica que “não tem havido uma redução da sua prevalência”.

“Em países com sistemas de saúde robustos, esta falta de resposta sugere que ou os fatores de risco conhecidos não estão a ser adequadamente abordados, ou os recursos dedicados não estão adequados às necessidades”, refere a introdução do relatório hoje apresentado, num texto assinado pela pneumologista Raquel Duarte.

“Desde março de 2020 que toda a atenção se focou na pandemia de covid-19. Esta veio mostrar-nos a importância de um planeamento a longo prazo, um conhecimento das forças e vulnerabilidades dos sistemas de saúde e a necessidade de nos organizarmos de forma a podermos dar resposta às novas ameaças sem descurar as já conhecidas”, acrescenta.

Segundo o ONDR, as doenças respiratórias não covid-19 foram responsáveis por 13.305 óbitos (36 pessoas/dia) e a pneumonia foi a que mais matou, com um total de 5.799 óbitos (16/dia).

Os dados indicam que o cancro do pulmão foi responsável por 4.321 mortes (12/dia) e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) por 2.842 (oito óbitos/dia).

Na informação hoje divulgada o ONDR alerta ainda que, nas últimas décadas, há uma tendência crescente da mortalidade devida ao tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmão, e que nos Cuidados de Saúde Primários, entre 2011 e 2019, o número de utentes com problemas ativos de asma e DPOC aumentou 182% e 152%, respetivamente.

“Em dezembro de 2019, existiam 316.578 e 137.774, respetivamente, doentes com estas duas patologias em acompanhamento nos cuidados de saúde primários”, refere o observatório.

O tabaco continua a ser um fator de risco para esta e outras doenças respiratórias. Em 2017, 17% da população com 15 anos ou mais era fumadora, uma redução de 3% face a 2014. Ainda assim, “é expectável que o número de doentes com DPOC cresça nos próximos anos”, sublinha.

Os dados do observatório indicam ainda um aumento de ex-fumadores, sublinhando que os jovens continuam a iniciar-se nesta dependência: Em 2019, neste grupo populacional, a percentagem de ex-fumadores era de 21,4%.

José Alves, pneumologista e presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, explica que se observou durante os meses de pandemia analisados (março a maio de 2020) “menos internamentos por doenças do aparelho respiratório do que o previsto anteriormente, com uma redução média nacional de 50%”.

“Os ambulatórios tiveram uma redução de 84%. A justificação para esta diminuição não é conhecida, sendo que poderá estar relacionada com um melhor atendimento, a diminuição da poluição sentida, a melhoria da autogestão de doenças crónicas proporcionada por um receio de contrair a covid-19”, afirma.

No entanto, lembra o especialista, “a Ordem dos Médicos revela uma quebra de três milhões de consultas durante o mesmo período”.

O Observatório reforça a importância de se “perceber num curto espaço de tempo se esta diminuição poderá levar a um atraso em diagnósticos ou ao aumento de pessoas com doenças em estado mais avançado”, conclui.

Esta estrutura da Fundação Portuguesa do Pulmão diz ainda que a expectativa de um crescimento dos diagnósticos de DPOC “foi gorada pela pandemia de covid.19”, alertando que o exame diagnóstico (espirometria) “sofreu importantes condicionalismos”.

O relatório hoje divulgado reforça ainda a existência de vacinas contra as doenças respiratórias que “têm um impacto importante na redução da morbimortalidade em Portugal”, destacando as vacinas contra a pneumonia (Streptococcus pneumoniae), gripe (Haemophilus influenzae) e contra a “Bordetella pertussis”, que provoca a tosse convulsa, como as mais relevantes no contexto atual.

A este respeito, a Fundação Portuguesa do Pulmão defende o alargamento da vacinação contra a pneumonia a todos os adultos acima dos 65 anos.

Pinhões estão a mais de 100€ o quilo e atraem ladrões que fazem negócio ilegal

Os produtores florestais estão preocupados com a formação de crime organizado em torno do pinhão, avança o Jornal de Notícias.

As associações de produtores queixam-se dos prejuízos e estimam que 25% da produção nacional de pinhas seja furtada e colocada legalmente no mercado.

Nesta época o pinhão pode atingir preços a rondar os 140 euros por quilo, o que tem atraído cada vez mais criminosos.

Vila do Conde: Condutor salta de carro em andamento para fugir à polícia que lhe fez paragem

Foram revelados mais detalhes de uma intervenção das autoridades que terminou com a apreensão de mais de 7 mil doses de canábis, noticiada este fim de semana pela Cidade Hoje.

Sabe-se agora que o condutor, que fugiu à ordem de paragem da GNR, seguiu com o carro para uma rua sem saída e saltou da viatura com ela em andamento, colocando-se em fuga a pé logo depois.

Para além da droga, no interior da viatura foram encontradas uma arma taser, uma faca, carteira e telemóvel.

A GNR prossegue a investigação sendo expectável que já tenha chegado até ao condutor em fuga.

 

Santo Tirso: Farmácia assaltada por indivíduos armados

A Farmácia Faria, localizada na Praça Conde de São Bento, no centro da cidade de Santo Tirso, foi assaltada este domingo à noite, avança a Santo Tirso TV.

De acordo com aquele órgão de comunicação, o crime ocorreu pouco antes das 22h00 e foi levado a cabo por um grupo de dois assaltantes.

As informações recolhidas pela Santo Tirso TV dão conta de que o assalto aconteceu na presença de clientes, não havendo registo de feridos.

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