A longa caminhada de Sónia até Tóquio

Sónia Gonçalves, atleta do FAC, sonha com a participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio (Japão), em 2020. Sónia, a melhor atleta nacional de badminton, cancelou a matrícula para se dedicar a 100% a esta «missão», mas faltam os apoios financeiros que lhe permitam a participação nos torneios internacionais que garantem os pontos para subir no ranking. O clube e a Câmara Municipal apoiam, a família e os amigos estão com a Sónia… mas falta sempre mais. Sónia vai aos torneios internacionais sozinha…Para chegar a Tóquio precisa de todos os famalicenses.

Em entrevista ao CIDADE HOJE, que pode ler na íntegra na versão papel, Sónia Gonçalves faz um balanço positivo da época. «Acabei como n.º 1 de Portugal e esse era um dos meus grandes objetivos. A nível mundial, consegui enquadrar-me numa Bolsa de Solidariedade Olímpica, do Comité Olímpico. Esta bolsa é o que antecede o Projeto Olímpico de Tóquio. A qualificação começa em abril deste ano, por isso esta bolsa é uma ajuda para estarmos mais próximos de integrar o projeto olímpico».

Desde que pratica a modalidade que sonha com os Jogos Olímpicos. «Acho que é a missão de qualquer atleta. Por esse sonho, acabei por congelar a minha matrícula no ensino superior (último ano de Educação Física), para poder dedicar-me o máximo possível à modalidade. Estou a dedicar-me quase a 100%.».

Para 2019 promete «mais conquistas» e deseja mais oportunidades «para competir a nível internacional. Para que tal seja possível, espero que as empresas nos possam ajudar para poder ter essas oportunidades e, depois, eu, como atleta, farei o meu trabalho. Espero que nos ajudem a conquistar um sonho, que é uma presença olímpica».

Quatro atletas do AVC ajudam seleção a apurar-se para o europeu

Aline Timm, Bárbara Gomes, Joana Resende e Vanessa Rodrigues, do AVC, ajudaram a seleção nacional a apurar-se para o Campeonato da Europa. Esta quarta-feira, o conjunto orientado por Rui Moreira venceu, em Gondomar, a Geórgia, por claros 3-0 (25-19, 25-23 e 25-12). Bárbara Gomes, com 12 pontos, foi a melhor pontuadora do jogo que determinou o segundo lugar da seleção no grupo D e consequente apuramento histórico para o Europeu que vai realizar-se em quatro países – Polónia, Turquia, República Checa e Hungria – de 23 de agosto a 8 de setembro deste ano.

No final do encontro, Bárbara Gomes falou num «feito histórico para o voleibol português. Com trabalho, tudo se consegue e acredito que, continuando a trabalhar bem, vamos ter uma boa prestação no Europeu».

(Foto: Federação Portuguesa de Voleibol)

Dez mil euros para o melhor projeto cultural em rede

Estão abertas as inscrições para a quarta edição do “Programar em Rede”, uma iniciativa da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão destinada a apoiar, com um montante até 10 mil euros, um projeto cultural que seja promovido em conjunto por várias associações e instituições do concelho.

As candidaturas devem ser apresentadas por e-mail para cultura@vilanovadefamalicao.org até 31 de julho deste ano, após preenchimento da ficha de inscrição disponível em www.vilanovadefamalicao.org/_programar_em_rede.

Podem candidatar-se as entidades com atividade no domínio cultural que tenham sede em Famalicão ou que, sendo de fora, promovam atividades de interesse municipal e sejam pessoas coletivas legalmente constituídas. As entidades que apresentem candidatura podem optar pelas áreas artísticas e de criação que entenderem, sendo mais valorizados os projetos que apresentem cruzamentos disciplinares e apostem na formação de públicos. Cabe à divisão de Cultura e Turismo do município a verificação da conformidade das candidaturas, enquanto que a avaliação e decisão do projeto vencedor é da responsabilidade do Conselho Municipal da Cultura. O projeto vencedor deve ser concretizado entre 1 de janeiro e 30 de julho de 2020.

Recorde-se que esta iniciativa arrancou em 2016, com a Fundação Cupertino de Miranda a arrecadar o prémio com o projeto cultural “Museus Ilustrados em Rede”. Em 2017, a grande vencedora foi “A Casa ao Lado” com o projeto de arte urbana “Traço”, enquanto que em 2018 o vencedor foi a Associação Dar-as-Mãos com o projeto “Poesia Invade a Cidade”.

Faleceu aos 102 anos o eterno professor da Banda Marcial de Arnoso

Faleceu na última madrugada, aos 102 anos de idade, vítima de doença prolongada, Francisco Ferreira da Silva, o eterno professor da Banda de Marcial de Arnoso.

Do currículo fica a grande ligação à música e sua a participação constante e até aos últimos momentos de vida na Banda Marcial de Arnoso. Em jeito de homenagem e reconhecimento pelo seu trabalho, a banda já lhe havia oferecido uma marcha com o seu nome, aquando da celebração do seu 100º aniversário.

O funeral está marcado para as 15h00 desta quinta-feira na igreja paroquial de Sezures.

https://www.facebook.com/bandadearnoso/posts/1945525525502915?__xts__%5B0%5D=68.ARB4DQquKwhY3-eCx9HSXpZpRfmUpXJLrg4K8T1UJxZ2NHDgwvgYOhwfnuaWZzWTi3LFE-ohANabZh3hMBTYXfJ-OxBri847HyM8PolDJ9JsVe1R6tyf2LZWeSd39YEVVQXORjw-jqgspkVemJOAF1Lzn3YQTOnHsqhsAmUVzDi-Kg1MJBNjxeJlpUKd43-7Ity5iDv8qDIy8uid5W6U95zeL6jHMc3-_cPsbPz_vErk2Onl_WSL2ka0nk02NsRUcADYbz5H0NGRzhF7rBUQ3k7EXQoi9pDyxcLuRiWWPr43HbB6Ix5D0pL-cH4Bws4-vFFyEbR4UiuEwtvxWoumMsuWrA&__tn__=-R

 

Veterinários municipais alertam para listas de espera para recolha de animais

A Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios alertou hoje para a existência de “listas de espera” nos canis municipais, impossibilitando a recolha de animais abandonados, três meses após a entrada em vigor da lei que proíbe o abate.

“O canil intermunicipal com o que o meu concelho funciona, o canil intermunicipal do Alto Minho, tem neste momento uma lista de espera, de cães, de 63 animais. Estão à espera 63 animais para ser recolhidos. Desses, alguns estão na rua, outros estão a ser acolhidos por pessoas que os abrigaram e estão à espera que haja uma vaga no canil”, afirmou Ricardo Lobo, membro da direção da Associação Nacional de Médicos Veterinários dos Municípios (ANVETEM).

Para o responsável, este já é “um número considerável”, uma vez que os animais que estão na rua se podem “juntar a outros e formar matilhas”.

“Numa certa fase estes cães estão inofensivos e mais ou menos circunscritos, depois com a distribuição de alimentos começam a formar ninhadas, e as ninhadas a formar matilhas, e depois começa a haver ataques a pessoas e a animais e isto são sinais de coisas que vão acontecer”, afirmou.

Ricardo Lobo disse ainda, em declarações à agência Lusa, que “a maior parte dos centros de recolha” estão a recolher apenas os animais que são “mesmo urgentes”, que representam perigo para as pessoas ou estão doentes.

“Os cães que são agressivos, que estão na rua e representam um perigo, tudo o resto vão dizendo [os Centros de Recolha Oficiais (CRO)] às pessoas para aguentarem os animais no sítio em que estão algum tempo, que logo que houver um espaço se arranja um sítio para eles ficarem”, afirmou.

O veterinário acrescentou, ainda, que a maioria dos CRO que seguem, por opção, uma política de abate há mais de um ano, regista já listas de espera superiores a uma centena de cães.

“Vamos deixando aquele cão que até estava na rua e nunca fez mal a ninguém, mas, entretanto, mordeu uma criança, como aconteceu recentemente em Amarante. É o que vamos ter. Para já ainda passou pouco tempo, mas os efeitos vamos tê-los”, alertou o responsável.

O “abate de animais em centros de recolha oficial de animais por motivos de sobrepopulação, de sobrelotação, de incapacidade económica ou outra que impeça a normal detenção pelo seu detentor” foi proibido a partir de 23 de setembro de 2018.

De acordo com a lei, os animais acolhidos pelos Centros de Recolha Oficial que não sejam reclamados pelos seus donos no prazo de 15 dias, a contar da data da sua recolha, são “considerados abandonados e são obrigatoriamente esterilizados e encaminhados para adoção”.

A Região Autónoma da Madeira deixou de abater animais nos canis municipais em 2016, depois de aprovar a proibição do abate de animais de companhia e errantes e definiu um programa de esterilização, em sessão plenária no parlamento insular em 04 de fevereiro de 2016, que entrou em vigor 30 dias depois.

Já os municípios da Região Autónoma dos Açores têm até 2022 para se prepararem para o fim do abate de animais nos canis municipais, apesar de haver já alguns municípios a tentar antecipar o fim do abate.

Estudantes absolvidos da morte de colegas em queda de muro em Braga

Os quatro estudantes da Universidade do Minho acusados de homicídio negligente, na sequência da morte de três colegas atingidos por um muro, em abril de 2014, foram absolvidos pelo Tribunal Judicial de Braga.

Nas alegações finais do julgamento, o Ministério Público pediu a absolvição dos arguidos, por não ter sido possível apurar quais foram as causas da queda do muro.

Os advogados de defesa pediram igualmente a absolvição, alegando que quem deveria sentar-se no banco dos réus eram o administrador do condomínio servido pelo muro (uma estrutura que albergava caixas do correio) e dois elementos da Câmara de Braga.

Os factos remontam a 23 de abril de 2014, quando, para celebrar uma vitória numa “guerra de cursos”, no âmbito de uma ação de praxe, quatro alunos da Universidade do Minho foram para cima de um muro.

O muro acabou por ruiu, matando três estudantes que estavam na base, também a celebrar.

O Ministério Público acusou os quatro estudantes de homicídio negligente, mas em maio de 2017, no final do primeiro julgamento do caso, o Tribunal Judicial de Braga absolveu-os.

O Ministério Público recorreu e o Tribunal da Relação de Guimarães ordenou a repetição do julgamento, pedindo, nomeadamente, a realização de uma nova perícia aos destroços do muro, para aferir das verdadeiras causas da queda.

A perícia foi pedida ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que disse ser impossível realizá-la, tendo assim a repetição do julgamento incidido novamente apenas na audição das testemunhas.

O administrador do condomínio disse que em 2010 tinha alertado a Câmara de Braga para o risco de queda daquela estrutura, que apresentava “fissuras” e “alguma inclinação”, havendo também “lombas” no passeio contíguo, provocadas pelas raízes de árvores.

Por isso, e face “ao risco de queda” do muro, em 2010 reportou a situação à Câmara, apelando à tomada de medidas para segurança dos transeuntes.

“Nunca tive resposta da Câmara”, acrescentou.

Disse ainda que o condomínio nunca promoveu qualquer intervenção, porque “entendeu sempre que o muro não pertencia ao prédio” e que “era do domínio público”.

Em 2012, o condomínio decidiu instalar as caixas de correio junto aos prédios, mas aquela estrutura continuou de pé, na via pública.

O administrador do condomínio e dois elementos da Câmara de Braga chegaram a ser arguidos no processo, mas pediram a abertura de instrução, tendo a juíza decidido não os levar a julgamento.

Na altura, a juíza de instrução admitiu que, de alguma forma, os três beneficiaram do desaparecimento, na Câmara de Braga, do processo relativo àquele local.

Ficou, assim, por saber qual foi o teor completo da troca de correspondência entre a Câmara e o administrador do condomínio sobre a alegada falta de segurança do muro e que diligências foram feitas de parte a parte.