Famalicão vai ter dois postos de carregamento de veículos elétricos no centro da cidade

Vila Nova de Famalicão vai ganhar em breve os dois primeiros postos públicos de carregamento de veículos elétricos. A celebração do protocolo entre a autarquia famalicense e a Mobiletric, um dos principais operadores de pontos de carregamento da rede pública em Portugal (rede Mobi.e), foi aprovada na reunião de câmara desta quinta-feira, 20 de setembro.

Os dois postos, um de carregamento normal (semi-rápido) de baterias e outro de carregamento rápido, vão ser instalados na Rua Luís Barroso, no centro da cidade.

Uma ferramenta “útil” para os detentores deste tipo de veículos e que o autarca Paulo Cunha espera que seja também “um sinal de estímulo para que a questão da mobilidade elétrica seja objeto de reflexão por parte da comunidade”.

“Como é que podemos estimular uma pessoa a usar um automóvel elétrico se depois não tem onde o carregar? Não é suficiente dizermos às pessoas para contribuírem para a descarbonização, para a diminuição da pegada ecológica e para a implementação de meios de transporte suaves, se não lhes dermos condições para o fazerem”, disse.

Paulo Cunha manifestou ainda a vontade do executivo municipal de ir mais longe e de instalar mais infraestruturas deste género noutros pontos do concelho.

“Não nos passa pela cabeça que isto seja suficiente para o que queremos para o futuro. Isto é o princípio daquilo que é uma intervenção ao nível da criação de condições para que os veículos elétricos possam percorrer as ruas de Famalicão”.

Caos no trânsito “trava” ambulância em emergência, população pede soluções

Ao início da tarde desta sexta-feira, os Bombeiros Voluntários Famalicenses foram chamados de emergência ao interior da Escola Júlio Brandão, no centro de Vila Nova de Famalicão.

Dado a proximidade das corporações de bombeiros ao centro escolar da cidade, esperava-se que o socorro fosse rápido, situação que não se verificou uma vez que a ambulância acabou por ficar “refém” de um antigo problema da Rua Padre António Carvalho Guimarães.

O excesso de carros que por ali passam, os estacionamentos em cima do passeio, o facto dos encarregados de educação pararem as viaturas no meio da rua para deixar os filhos na escola, entre tantos outros, são problemas diários que se intensificam na hora de ponta e podem representar um risco em casos de emergência, como o que se pode ver na fotografia deste artigo.

“O transporte de uma pessoa para o hospital acabou por não ser tão eficiente pelo “estrangulamento” do trânsito numa rua que precisa de uma intervenção urgente” diz a mãe que denuncia o caso através do facebook da Cidade Hoje.

Rua do centro fechada por polícia e bombeiros devido a fuga de gás

A Rua de Santo António, no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão, foi ao início da tarde desta sexta-feira fechada por bombeiros e polícia, depois de populares terem dado o alerta para um intenso cheiro a gás.

Ao que a Cidade Hoje conseguiu apurar, o forte cheiro a gás deveu-se a uma fuga que foi prontamente identificada e encontra-se a ser tratada por uma equipa especializada.

 

Cão Danado leva música, dança e teatro ao Parque da Devesa

A companhia cultural Cão Danado vai “assentar arraiais” no Parque da Devesa, durante o fim-de semana com o projeto “Germinal” e a residência artística com Davis Freeman. São dois dias, hoje e amanhã, que mais parecem uma maratona cultural com inúmeras iniciativas e atividades destinadas a todos os públicos.

Pelas 17h00, 17h45 e 18h30 de hoje, na Ilha dos Amores será feita a apresentação pública de “(A)Solos/Assentos”, que é o culminar do trabalho com Pascal Luneau, em Famalicão. Cinco textos sobre o tema do “assento”, do estado de estar sentado com ou diante de outras pessoas. Jovens atores recém formados pela ACE de Famalicão, apresentam divididos em três grupos três diferentes versões na Ilha dos Amores.

A partir das 19h00, arranca a residência artística Expanding Energy com Davis Freeman, com uma conferência/performance (com ações performativas de 4 bailarinos). Pelas 20h00, realiza-se o jantar/debate e pelas 22h00, o concerto/performance. Sob orientação de Davis Freeman e Leonor Keil, a participação dos músicos Jochen Arbeit e Sérgio Martins e da atriz Sara Barbosa, será preparado um cocktail de todos os problemas ambientais que promete levar os corações ao limite numa explosão de energia.

No sábado, a partir das 16h00, o parque é palco do concerto Germinal com Jorge Fernandes &co. Às 17h00, arranca o piquenique/lanche com as toalhas realizadas na oficina do fim-de-semana de 8 e 9 de Setembro. Pelas 18h00, nova apresentação pública de “(A)Solos/Assentos”, com encenação de Pascal Luneau e 19h30, acontece “Arte em Processo” com Teresa Silva, Afonso Rocha e Constança Araújo Amador, onde se procura refletir sobre as novas realidades artísticas contemporâneas nos seus discursos indefinidos, plurais e abertos, que conduzem a novas formas de pensar e comunicar.

A partir das 21h30, destaque para “7 Promessas”, com direcção de Davis Freeman. “7 Promessas” apresenta dois pregadores ambientalistas/ecologistas que apelam à audiência a transformar as suas palavras em ação. Nós sabemos que enfrentamos um desastre ecológico iminente, mas a questão é, porque é que não estamos a fazer mais em relação a isso? “7 Promessas” debruça-se sobre estes problemas com um sentido de urgência e humor.

A partir das 22h30, acontece “Karaoke Art”, com direção de Davis Freeman. Davis Freeman endereçou um convite a quinze artistas internacionalmente aclamados para que integrassem este projeto. A cada artista foi dada uma lista de canções de karaoke e foi-lhes pedido que criassem um vídeo totalmente original para a canção da sua preferência, tendo como única exigência que o vídeo transmitisse o seu estilo pessoal e a sua visão do mundo atual, sem retirar preponderância à música e às letras. No bom estilo de um karaoke tradicional, o único intérprete deste projeto é o público, que apenas poderá visualizar os vídeos se os selecionar para cantar. À meia-noite a festa encerra com DJ Tatsumaki.

A participação é livre.

Famalicão homenageou e recordou José de Azevedo e Menezes

Um dos grandes responsáveis pela fixação da memória camiliana, em Vila Nova de Famalicão, José de Azevedo e Menezes, foi homenageado no passado sábado, na sua Casa do Vinhal, na cidade famalicense, com a presença de várias dezenas de pessoas, entre as quais o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, o diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, muitos familiares e autores que lhe dedicam o estudo.

Através do lançamento da obra “Correspondência de José de Azevedo e Menezes (1878-1933) Camilo Homenageado”, com introdução, leitura e notas de Emília Nóvoa Faria, o município recordou e homenageou o escritor e genealogista famalicense, no 80.º aniversário da sua morte.

Os imponentes jardins da histórica Casa do Vinhal encheram-se de gente e recordou-se o homem que, em 1915, após o violento incêndio que arrasou por completo a casa onde viveu Camilo Castelo Branco “moveu mundos e fundos” pela recuperação da casa e a sua transformação em Museu. José de Azevedo e Menezes desenvolveu com Camilo Castelo Branco uma relação cordial de amizade motivada pelo tema da genealogia, uma área de interesse comum, e após a morte do romancista presidiu à Comissão Promotora da homenagem póstuma ao grande escritor, tendo sido o primeiro diretor do Museu que foi inaugurado em 1923.

Para a historiadora Emília Nóvoa Faria, a sessão realizada é “uma justa homenagem”. “Famalicão deve a este homem a fixação da memória de Camilo aqui”, acrescentou salientando que “se José de Azevedo e Menezes não tivesse presidido à Comissão depois do incêndio” duvida que “a reconstrução tivesse sido feita”. E explicou: “a avultada soma de dinheiro que era necessária para proceder à recuperação, feita maioritariamente à custa de donativos, era um problema, mas este homem nunca desistiu ele estava apostado em reconstruir a Casa de Camilo, ultrapassando todos os obstáculos”. Isso mesmo destacou o diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, referindo-se ao “trabalho hercúleo que José de Azevedo e Menezes levou a cabo no sentido de tirar das ruinas e do pó a casa que hoje visitamos em S. Miguel de Seide, o que é de facto notável”.

Também o presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Professor Doutor Artur Anselmo, afirmou que “o nome de José de Azevedo e Menezes ficará para sempre ligado à sobrevivência da casa camiliana de Seide”, salientando que “se dúvidas houvesse a este respeito, bastariam, para as desfazer, estas cartas perduráveis”. O responsável referia-se à cartas trocadas entre os dois, sublinhando que “são cartas que têm Camilo como figura central e que permitem também “reconstituir o ambiente intelectual que se vivia na altura”. Em relação ao livro apresentado, Artur Anselmo explica que “retoma o título que José de Azevedo e Menezes dedicou a Camilo – “Camilo Homenageado” – em 1920, depois da reconstrução da casa do romancista”.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, salientou a justiça da homenagem referindo-se ao “grande contributo que nos deixou na criação da Casa de Camilo”. Mas o autarca foi mais longe e salientou “o papel social, cultural e político de enorme relevância para o concelho de Famalicão”, lembrando as suas funções como “Provedor do Hospital de S. João de Deus e presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.”

Entre os vários familiares que marcaram presença na cerimónia, o representante Martim Lopes de Azevedo Menezes disse que “a família ficou muito orgulhosa com esta homenagem” e lembrou o lado mais pessoal de José de Azevedo e Menezes seu bisavô. “Foi um homem que ao longo da sua vida sofreu várias deceções. Era monárquico e assistiu à implantação da República; era um católico fervoroso e sofreu com as perseguições feitas à igreja; assistiu à morte de dois dos seus filhos, mas ainda assim soube manter sempre o espírito aberto às novidades e inovações”.

Refira-se que o livro lançado “Correspondência de José de Azevedo e Menezes (1878-1933) Camilo Homenageado” é o primeiro de três volumes a editar pela Húmus com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. As cartas transcritas neste volume e nos dois que serão dados à estampa em 2019 e 2020, integram, na sua maioria, o Fundo de José de Azevedo e Menezes depositado no Arquivo Municipal de Alberto Sampaio, entregue pela Família Menezes em 2015 ao Município de Vila Nova de Famalicão.

Este primeiro volume versa exclusivamente assuntos camilianos, subdividindo-se em duas partes: na primeira apresentam-se as cartas trocadas entre Camilo Castelo Branco e José de Azevedo e Menezes, cujos originais se encontram na Casa de Camilo, e na segunda, as cartas endereçadas ao Senhor da Casa do Vinhal por diversos remetentes, entre os quais António José de Almeida, Alberto Pimentel, António Cabral, Conde de Sabugosa, Eugénio de Castro, Joaquim de Araújo, José Malhoa, Jorge Colaço, Pinho Leal, Raul Brandão e Teixeira Lopes.