Casal de burlões de Famalicão condenado a quatro anos e seis meses de prisão

O tribunal de Guimarães condenou, esta terça-feira, um casal a quatro anos e seis meses de prisão por ter angariado donativos em nome de associações fictícias, argumentando que o dinheiro reverteria para crianças doentes a precisar de tratamento no estrangeiro.

De acordo com o Jornal de Notícias, Helder e Cátia Fonseca terão sido ainda condenados a pagar 262,075 mil euros ao Estado.

A publicação avança que também o responsável por recolher os donativos terá sido igualmente condenado a três anos de prisão, com pena suspensa, e ainda obrigado a pagar 6.050 euros.

No total, Hélder e Cátia terão conseguido cerca de dez mil doações entre 2010 e 2017, angariando cerca de 316 mil euros durante os sete anos em que colocaram em prática este seu esquema.

O Jornal de Notícias adianta ainda que o casal acabou por confessar o crime em tribunal, mas admitindo-se “perplexo com os números”.

Mãe e filho absolvidos após morte de idoso

O juiz decidiu absolver esta terça-feira mãe e filho, acusados da morte de um idoso em Famalicão, em outubro de 2016. Ambos estavam acusados de crimes diferentes, mas relacionados com o mesmo incidente, que resultou na morte de um homem de 86 anos, que foi espancado durante um assalto e acabou por morrer um mês depois no hospital.

O tribunal considerou que a perícia na autopsia não afirma taxativamente que as lesões causadas durante o assalto tenham levado à morte do idoso. Para além disso, o jovem, que era menor na altura em que o crime foi cometido, nunca chegou a confirmar formalmente que seria o autor do furto. A mãe estava acusada do crime de receptação, pois terá sido ela a vender numa loja de ouro as peças que foram roubadas ao idoso. O tribunal diz que, não se comprovando que foram roubadas, não se consegue provar que ela obteve estas peças de forma ilícita. À saída do tribunal, os suspeitos agora absolvidos não prestaram quaisquer declarações.

O Ministério Público pode ainda recorrer da decisão.

Fonte: CMTV

Condutora sem carta fere nove pessoas em corrida ilegal

Nove pessoas, com idades entre os 19 e os 52 anos, foram atropeladas quando estavam a assistir a corridas ilegais, no parque do Lago Discount, em Ribeirão. As vítimas foram transportadas aos hospitais de Famalicão e Braga, com ferimentos ligeiros e já tiveram alta.

O acidente aconteceu na noite deste domingo, por volta das 22h50, quando um dos condutores, ao fazer um pião, perdeu o controlo da viatura e atropelou quem assistia. Instalou-se o pânico, temendo o pior.

Segundo fontes policiais, o condutor é uma jovem de 17 anos de idade, ainda sem licença de condução. A jovem pegou no carro do namorado para fazer umas manobras e perdeu o controlo da viatura.

O namorado começou por assumir as culpas, mas as testemunhas do acidente acabaram por levar a GNR até ao verdadeiro condutor. A jovem, residente em Vizela, acabou por assumir que era ela quem conduzia. Já foi ouvida em Tribunal e ficou em liberdade, com termo de identidade e residência. Foi constituída arguida, indiciada por dois crimes: condução sem habilitação legal e condução perigosa.

As perícias ilegais acontecem no local e são conhecidas das autoridades que têm feito fiscalizações aleatórias. Além das infrações ao trânsito, têm detetado consumo de álcool e alterações aos carros. O veículo que atropelou as pessoas é um Honda Civic, com pneus e jantes que não cumprem as normas legais. Mas os documentos estão em dia, incluindo seguro.

No socorro às vítimas estiveram os Bombeiros de Famalicão, a Cruz Vermelha de Ribeirão e a VMER. A GNR está a investigar.

Câmara de Famalicão cria Bolsa de Peritos para ajudar novos empreendedores

Os cidadãos de concelho de Vila Nova de Famalicão que andem a congeminar uma ideia de negócio vão poder beneficiar da opinião de especialistas de várias áreas quanto aos méritos da mesma e sobre a forma e condições necessárias para que essa ideia se possa transformar numa empresa. A criação de uma Bolsa de Peritos para Apoio ao Desenvolvimento de Negócios foi aprovada na última reunião do executivo municipal e é uma nova ferramenta de apoio aos novos empreendedores de Famalicão no desenvolvimento da ideia até à eventual constituição da empresa.

A estratégia insere-se no objetivo mais lato do município de desenvolver, através do programa Famalicão Made IN, uma ampla rede estratégica de apoio à criação e desenvolvimento de novas empresas, por via da capacitação dos empreendedores em competências consideradas estratégicas ao sucesso do negócio, tendo em vista a geração de riqueza e a criação de emprego no concelho.

A Bolsa de Peritos vai reunir um conjunto de especialistas para aconselhar e orientar os empreendedores na criação de novas empresas, em áreas como: estruturação da ideia, modelo e plano de negócio, patentes, marketing, comunicação, financiamento, registo e aconselhamento jurídico, entre outros assuntos relevantes à criação de uma empresa. “É uma iniciativa que dá enquadramento à manifestação de disponibilidade de muitas pessoas com valor, que se têm voluntariado, no âmbito do trabalho de rede desenvolvido pelo programa Famalicão Made IN, para emprestar a sua competência empreendedora àqueles que estão a dar os primeiros passos”, explica o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, enaltecendo a disponibilidade “dos que já têm experiência para, num contexto informal, ajudar aqueles que estão a começar”. “A expetativa é que os peritos que vão ser constituídos em bolsa deem umas luzes, alguns sinais, acerca dos caminhos que as pessoas podem seguir”.

O processo de candidatura à bolsa de peritos será feito oportunamente através de preenchimento de formulário submetido eletronicamente, em conjunto com as correspondentes normas de acesso e requisitos de admissão, no portal do projeto Famalicão Made IN (www.famalicaomadein.pt).

Para além de regulamentar o processo, o município disponibilizará espaços físicos e meios materiais do Gabinete de Apoio ao Empreendedor para efeitos de reuniões de trabalho entre os peritos e os empreendedores.

Jovens famalicenses deram as boas-vindas ao verão

A juventude de Famalicão não faltou ao ON Summer Fest e festejou em grande a chegada do verão. O festival de música, que todos os anos é promovido pela autarquia, através da Casa da Juventude, decorreu no sábado à noite no Parque da Juventude, com o rapper Deau como cabeça de cartaz.

Para além do músico do Porto, passaram ainda pelo palco do ON Summer Fest alguns nomes promissores e já consagrados do panorama musical do concelho e da região.

Os famalicenses The CityZens foram os primeiros a subir ao palco e apresentaram ao público os temas que compõem o último álbum da banda – “We are the CityZens”. Seguiram-se os rappers B Quest e Cálculo e foi também ao ritmo do Hip Hop que Deau encerrou esta quarta edição do festival.

WestMister prepara afirmação internacional

São vários os qualificativos que assentam bem à Westmister. Mas resumamos em quatro: qualidade, design, elegância e conforto. Todos juntos contribuem para que aquilo que para muitos pode ser um simples par de meias se torne numa distinta peça de vestuário. A WestMister é uma marca diferenciadora de meias masculinas para o segmento alto, criada pelo famalicense Luís Campos e instalada na incubadora de empresas Famalicão Made IN, e que foi protagonista da recente visita do Presidente da Câmara, Paulo Cunha, a pretexto do Roteiro pela Inovação, que registou também as presenças de responsáveis do IAPMEI e da AICEP.

A jovem marca apresenta já indicadores que orgulham: 15 mil pares fabricados, 40 modelos por confeção e uma faturação de 60 mil euros em 2017. “No mercado já foram colocados mais de 100 modelos, para agradar a todos os gostos e feitios”, revelou Luís Campos, que garante que a marca assina “as melhores meias”, de fabrico 100% português. Porque, justifica, “são feitas com matérias-primas de qualidade (mercerised cotton lisle) e produzidas pelos melhores meios técnicos (máquinas de 200 agulhas e biqueira sem costura)”.

A internacionalização da marca WestMister é agora uma aposta clara, associada aos passos já dados de afirmação nacional através da presença em eventos nacionais, com destaque para a última edição da Moda Lisboa, onde apresentou uma coleção que desenvolveu para o estilista Nuno Gama.

Recentemente a WestMister estreou-se em Liverpool, no International Business Festival, no final deste mês viaja até Nova Iorque, para o MRket, e em setembro ruma a Madrid, onde participará na Momad Metropolis.

A startup famalicense trabalha assim para ganhar escala, agora que completa dois anos, e, segundo Luís Campos, já se posicionou em 60 pontos de venda nacionais e em 15 lojas espalhadas pela Europa e pela América Latina, dispondo ainda de um showroom em Lisboa e de uma loja online.

“Pela sua criatividade e inovação, a WestMister é um sinal claro de que ainda é possível acrescentar muito ao que já somos hoje no têxtil e ao que seremos no futuro”, destacou o autarca famalicense, apontando a startup como “um dos melhores exemplos para sinalizar o enorme potencial de crescimento do concelho, numa área em que à partida ninguém diria que poderia inovar, mas que soube surpreender o mercado”. “Não basta produzir um produto de qualidade. É preciso também ter uma abordagem acertada ao mercado”, assinalou ainda Paulo Cunha.

Recentemente a WestMister foi escolhida pelo Primeiro-Ministro, António Costa, para presentear o seu homólogo canadiano, Justin Trudeau, na recente visita oficial, como um exemplo da qualidade da produção nacional.