O romancista e ensaísta Helder Macedo venceu, por unanimidade, o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho com a obra “Camões e outros contemporâneos”. “Este livro impõe-se pela mestria da sua linguagem, precisa, arguta e inventiva, muito fértil como chão de verdadeira tarefa que é a do ensaísmo literário – pensar a literatura dentro da própria literatura”, justificou o júri da Associação Portuguesa de Escritores.
Com selo da Editorial Presença, “Camões e outros contemporâneos” reúne ensaios e testemunhos sobre autores como D. Dinis, Sá de Miranda, Sophia de Mello Breyner Andresen, Eça de Queiroz ou Herberto Helder, com Helder Macedo a justificar, na introdução da obra, que “contemporâneos são todos aqueles com quem vivemos”.
“Camões e outros contemporâneos” já tinha sido distinguido este ano, também por unanimidade, com o Prémio D. Diniz/2018, atribuído pela Fundação da Casa de Mateus. Helder Macedo, 82 anos, é autor de vários ensaios sobre literatura portuguesa e paralelamente assina vários títulos de ficção e de poesia, entre outros, os romances “Pedro e Paula” (1998) e “Tão Longo Amor Tão Curta a Vida” (2013), a coletânea “Poemas Novos e Velhos” (2011) e “Romance” (2015). O Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho 2017, com um valor de 7.500 euros, foi criado pela Associação Portuguesa de Escritores é patrocinado e tem o apoio da autarquia de Famalicão.
O júri desta edição integrou os professores e investigadores Artur Anselmo, Clara Rocha e Isabel Cristina Rodrigues. Este prémio destina-se a galardoar anualmente uma obra de ensaio literário, em português e de autor português, publicada em livro, em primeira edição, no ano anterior.





A participação do município famalicense nesta que é a maior feira de multiculturalidade que ocorre na Península Ibérica e a segunda na Europa ocorreu integrada no expositor do Turismo do Porto e Norte de Portugal, tendo sido atribuído um especial enfoque à área “Viajar em Família”, destacando-se neste caso algumas das estruturas que compõem a Rede de Museus de Famalicão, nomeadamente, a Casa Museu de Camilo Castelo Branco e o Museu da Indústria Têxtil. A participação de Famalicão na FIA contou ainda a realização de performances teatrais alusivas à vida e obra de Camilo Castelo Branco e uma exposição de produtos de cerâmica alusivos ao escritor e de presépios promovida pela Fundação Castro Alves.