João Marques é o novo treinador da equipa de futebol feminino do Benfica

O treinador famalicense João Marques que está entre os nomeados para melhor treinador nos troféus desportivos “O Minhoto”, que são entregues no dia 19 de março, em Melgaço, é o novo treinador da equipa de futebol feminino que vai começar na próxima época, pela II divisão.

“Sinto-me muito honrado por este convite, é um orgulho estar aqui. Da minha parte prometo ao Benfica e a estas pessoas que apostaram em mim um compromisso muito grande no futebol feminino. Eu e a minha equipa técnica iremos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que a aposta feita em nós seja acertada e que no futuro consigamos, todos juntos, os títulos para o futebol feminino”, disse João Marques que reconheceu a ambição de ver a equipa da Luz discutir a Liga dos Campeões dentro de dois, três anos.

“Estamos a trabalhar nesse sentido e um dos objetivos é batermo-nos com qualquer equipa mundial olhos nos olhos. Vamos ter de trabalhar muito com a nossa formação, mas daqui a três/quatro anos pensamos que vamos fazer frente a qualquer equipa mundial. O Benfica quer ser uma potência a nível nacional e mundial no futebol feminino. É para isso que vamos trabalhar.”

Ex-dirigentes do GD Ribeirão garantem em tribunal que assinavam “de cruz”

Cinco antigos dirigentes do Grupo Desportivo de Ribeirão arguidos num processo de “importação” ilegal de futebolistas estrangeiros alegaram esta quinta feira, no tribunal de Famalicão, que desconheciam as ilegalidades e que assinavam “de cruz” os documentos que o presidente lhes apresentava.

“Não sabia o que estava a assinar”, “tinha imensa confiança nas pessoas”, “era o presidente quem decidia e tratava de tudo”, “nunca pensei que o clube estivesse a cometer alguma ilegalidade” e “assinei vários documentos sem ter a noção da gravidade do que estava a fazer” foram as frases mais proferidas pelos arguidos, na primeira sessão do julgamento.

O então presidente do clube, Adriano Pereira, optou por não prestar declarações. O processo relaciona-se com a contratação, pelo Ribeirão, de futebolistas estrangeiros que vinham para Portugal sem o respetivo visto de trabalho.

Em causa estão 38 futebolistas, oriundos do Brasil, Mali, Burquina Faso, Bolívia, Nigéria e Guiné-Bissau.Oito antigos dirigentes e responsáveis do Ribeirão, a par de dois agentes desportivos e um empresário, respondem pelos crimes de angariação de mão-de-obra ilegal, auxílio à imigração ilegal e falsificação de documentos.

No processo, é também arguido o futebolista Ansumane Faty Júnior, acusado de um crime de falsificação ou contrafação de documento. O Ministério Público considerou indiciado que os arguidos dirigentes do clube recrutaram, de 2007 a 2014, um total de 38 jogadores estrangeiros, sendo que estes não tinham os vistos necessários para permanecer e trabalhar em Portugal.

Em alguns casos, aqueles dirigentes terão contado com a colaboração dos agentes desportivos e do empresário arguidos no processo.

Os futebolistas entravam em Portugal na qualidade de “turistas”, com vistos de curta duração, mas acabavam por ficar e ser contratados por vários clubes. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que investigou o caso, apreendeu documentação que dá conta de contratos com ordenados que oscilavam entre os 300 e os 10 mil euros mensais.

Trabalhavam na clandestinidade, já que não estavam inscritos nem nas Finanças nem na Segurança Social. Segundo o MP, a intenção dos autores do esquema seria, além da fuga aos impostos e às despesas com a legalização, obter “avultados proveitos”, resultantes da transferência dos futebolistas para outros clubes. Há registos de transferências que terão rendido 25 mil e 70 mil euros.

Entre os futebolistas em causa encontra-se Marcelino Ferreira, atualmente ao serviço do Rio Ave.

No aeroporto, perante elementos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), elementos da direção do GDR assinavam termos de responsabilidade, assegurando que os futebolistas não iam exercer qualquer atividade profissional em Portugal, remunerada ou não.

Posteriormente, os mesmos elementos assinaram os contratos dos futebolistas com o clube.

Os arguidos garantiram hoje que assinavam “de cruz”, no bar, no café ou mesmo no carro, sem fazerem ideia dos termos dos contratos ou de qualquer ilegalidade correlacionada.

Alegaram ainda que os contratos precisavam de três assinaturas, pelo que eram assinados “por quem estava mais à mão no momento”.

“Nenhum contrato foi recusado pela Federação Portuguesa de Futebol”, referiu um dos arguidos, para sustentar a sua “boa-fé” no processo.

No processo, Ansumane Faty Júnior, que agora joga no Felgueiras 1932, está acusado de falsificação ou contrafação de documento, por alegadamente ter assinado um contrato de trabalho como aprendiz de carpinteiro, com uma firma propriedade do então presidente do Ribeirão, quando na realidade era futebolista.

ArtEduca faz cortes nos salários dos professores

O Sindicato de Professores do Norte (SPN) denunciou esta quinta feira casos de “pressão e irregularidades” no ensino particular e cooperativo, apontando que já pediu a intervenção da tutela, bem como uma reunião “urgente” com a Inspeção Geral do Trabalho.

Em conferência de imprensa, o SPN fez um relato de várias situações detetadas em escolas no Norte do país, nomeadamente de Vila Nova de Famalicão, referindo que “há anos têm vindo a ser denunciadas pressões sobre os docentes para que aceitem condições laborais que não respeitam os enquadramentos legais”.

O sindicato salientou que o setor “vive um clima de intimidação e condicionador de liberdades democráticas designadamente ao nível do exercício de direitos sindicais”.

“Há um intolerável desrespeito e atitudes intimidatórias. O SPN tem feito muitas denúncias à Autoridade para as Condições de Trabalho e pedimos uma reunião com a nova diretora da Inspeção Geral do Trabalho. O SPN não vai permitir que os direitos dos docentes sejam postos em causa”, disse a coordenadora do SPN, Manuela Mendonça.

Na conferência de impressa participaram várias pessoas ligadas ao SPN, bem como docentes de escolas que descreveram os casos que vivem ou viveram recentemente.

Marta Moreira, professora da ArtEduca, escola de Famalicão, distrito de Braga, disse que as reivindicações laborais dos docentes têm sido “sumariamente ignoradas pela direção” do estabelecimento de ensino que, disse a docente, “tem um sentimento de impunidade em relação à lei”.

“Neste momento nenhum docente começa um mês a saber quanto vai receber. Os cortes no vencimento são sistemáticos. Fizeram um novo contrato coletivo e a não adesão de algumas pessoas fez com que acontecessem represálias”, disse Marta Moreira, falando em “clima de medo constante”.

A professora estima que mais de 25 docentes estejam a passar pela situação descrita e frisou que a escola famalicense é comparticipada pelo Estado.

A agência Lusa contactou a direção da ArtEduca que, em resposta escrita disse “repudiar vivamente, como falso, o divulgado” e remeteu para “tempo oportuno” uma posição.

Sobre estes caso e outros, o SPN enumerou várias diligências feitas quer por si, quer pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), junto de vários organismos, nomeadamente através de uma reunião com os secretários de Estado da Educação, João Costa e Alexandra Leitão.

De acordo com o SPN, a reunião realizou-se em novembro, tendo sido pedido à tutela que “tomasse uma posição pública sobre estas situações”, mas, disseram os responsáveis do sindicato, “ainda não houve resposta”.

A Lusa contactou o gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues que via ?email’ respondeu: “O Ministério acompanha este dossier, sendo certo que se trata de relações laborais com entidades do setor privado. O Ministério da Educação tem reencaminhado as situações irregulares de que tenha conhecimento para as entidades inspetivas competentes”. 

9º Encontro de Antigos Alunos, Funcionários e Amigos do Externato Delfim Ferreira

Antigos alunos, funcionários e amigos do Externato Delfim Ferreira de Riba de Ave reúnem-se no dia 17 de março em mais um encontro anual.

O programa do 9º encontro começa com uma Missa, às 18h00, na Igrega de Riba de Ave e no final realiza-se um jantar de confraternização e celebração do 15º aniversário da AAAEDF, no Hotel Cidnay, a partir das 20h00.

O encontro conta ainda com a apresentação do livro “A Outra Alma do Espelho” de Alvim Barroso, com a presença do autor e uma homenagem a Aurélio Fernando (1928-2016), fundador do Colégio.

Inscrições até 14 de março, no Externato; pelo mail jcarlospereira1@gmail.com ou ainda através do telefone 919653217.

 

Mau tempo até domingo

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) alertou esta quinta-feira para as consequências do mau tempo esperado até domingo, nomeadamente piso escorregadio e formação de gelo, cheias, inundações e queda de árvores.

Num aviso à população, a Proteção Civil adverte para a expectativa de precipitação forte e persistente em todo o território, a partir da próxima madrugada e previsivelmente até domingo, em especial no Minho e Douro Litoral, podendo abranger também os distritos de Vila Real, Viseu e Aveiro.

Os valores acumulados podem atingir os 40-60 mm/12 horas, com o período mais crítico a ocorrer entre as 15h00 e as 21h00 de sexta-feira. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), prevê-se ainda vento moderado a forte, com rajadas até 85 km/, no litoral, e de até 110 km/h, nas terras altas.

Existe também a possibilidade de ocorrência de fenómenos extremos de vento, mais prováveis a sul. Haverá também agitação marítima de sudoeste em toda a costa, com a altura das ondas a chegar aos 4-5 metros, a partir das 18:00 de sexta-feira.

No domingo prevê-se o agravamento do estado do mar com ondas a ultrapassarem os 7 metros na costa ocidental e picos máximos de até 14 metros. Face à situação esperada, poderão ocorrer situações de piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo, cheias rápidas nas zonas urbanas e inundações por transbordo de linhas de água nas zonas mais vulneráveis ou com deficiências de drenagem, avisa a Proteção Civil.

A entidade alerta também para a possibilidade de se verificarem danos em estruturas montadas ou suspensas e possibilidade de queda de ramos ou árvores, a par de possíveis acidentes na orla costeira e de fenómenos geomorfológicos causados por instabilização e saturação dos solos.

A ANPC aconselha a população a desobstruir os sistemas de escoamento e a reduzir a velocidade na condução, recomendando ainda que as pessoas não atravessem zonas inundadas, para precaver o arrastamento para buracos no pavimento ou caixas de esgoto. A ANPC pede ainda que se tenha especial cuidado junto de áreas arborizadas, da orla costeira e de zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, além de recomendar que não se pratiquem atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar.

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/protecao-civil-alerta-para-gelo-cheias-inundacoes-e-queda-de-arvores-nos-proximos-dias?ref=HP_Grupo1

GANT elogia trabalhadores e lamenta fim da Ricon

Patrik Nilsson, CEO da GANT AB, com sede em Estocolmo, na Suécia, lamenta o fim do Grupo Ricon/Delveste. «É com grande tristeza que vemos o nosso distribuidor português não conseguir dar continuidade à parceria que vínhamos desenvolvendo». Por outro lado, o diretor agradece «toda a paixão e entrega dos trabalhadores portugueses para com a GANT» e destaca  «os esforços que desenvolveram ao longo destes tempos conturbados».

A GANT AB aguarda pelo desenlace das questões legais relacionadas com a falência do Grupo Ricon/Delveste para assumir uma nova estratégia para o mercado português, um dos mais fortes em termos globais para a marca.

Recorde-se que ao longo de 26 anos, a GANT manteve uma parceria de franchising com o grupo empresarial que entrou em insolvência no início deste ano, «não obstante os esforços desenvolvidos pela GANT AB  ao longo do último ano para assegurar a continuidade do negócio e a notoriedade da marca no mercado português», lê-se na nota enviada à comunicação social que cita Patrik Nilsson.