Famalicão: Riopele cresce 25% e mantém meta de 100 milhões em 2027

O presidente da Riopele antevê um cenário macro desfavorável para o ano de 2024, devido às guerras e retração do consumo, mesmo assim mantém o objetivo de crescimento para o centenário da empresa, que se celebra em 2027, de chegar aos 100 milhões de euros de volume de negócios.

Este objetivo foi traçado depois da empresa de Pousada de Saramagos ter atingido, em 2023, o máximo histórico de 98,4 milhões de euros. No ano transato, a Riopele contrariou, inclusive, a dinâmica da indústria têxtil portuguesa e cresceu 6,4%. Aliás, nos últimos cinco anos, período da pandemia, a empresa cresceu 24,6%.

O presidente, José Alexandre Oliveira, realça que a «Riopele tem características que a tornam única», nomeadamente a aposta sustentada de integrar verticalmente todas as áreas de negócio, em especial I&D, Fiação, Tinturaria, Torcedura, Tecelagem, Ultimação e Private Label. Quer dizer que a empresa tem vindo a reforçar a oferta num serviço integral, da matéria-prima à peça acabada.

Outra das suas caraterísticas é que exporta mais de 95% da produção para 50 mercados.

Para além do trabalho consolidado na fileira da moda, onde é especialista nas principais marcas internacionais deste segmento, «uma fatia importante do trabalho interno tem vindo a ser dedicada ao vestuário técnico e profissional», refere José Alexandre Oliveira. A título de exemplo, no âmbito da estratégia de diversificação, a empresa fez parte do consórcio que desenvolveu o novo camuflado para o exército português.

O empresário destaca, ainda, que a área da mobilidade tem ganho importância acrescida, porque «importa diversificar o negócio para chegar a um número crescente de clientes», sustenta. «A nossa área de produção de vestuário oferece um serviço especializado, que inclui design, produção de modelagem e amostras, fornecimento de tecidos e acabamentos, corte e costura, controlo de qualidade e entrega personalizada», sublinhou o presidente da Riopele.

Famalicão: Rosa Sousa Mar apresenta “A Poesia Dança Descalça” no Centro Escolar Luís de Camões

A autora Rosa Sousa Mar apresentou, no Centro Escolar Luís de Camões, o livro infantojuvenil “A Poesia Dança Descalça”, com ilustrações de Yana Serdiukova.

Esta sessão, que aconteceu esta quarta-feira, contou com a presença dos alunos, que aderiram com entusiasmo.

Rosa Sousa Mar é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Esta professora de Português do 3.º Ciclo e Ensino Secundário aponta a leitura e a literatura como essenciais desde a infância.

Yana Serdiukova é uma jovem mulher ucraniana que encontrou refúgio em Portugal, onde iniciou o seu percurso como ilustradora.

Este livro infanto-juvenil, com a chancela da Flamingo Edições, editora que se dedica à publicação de livros infantis, foi apresentado pela primeira vez no pequeno auditório da Casa das Artes, no dia 3 de fevereiro.

 

Famalicão: Tiago Reis começa defesa do título nacional

O campeão nacional de todo-o-terreno está pronto para o início da nova temporada. A Baja TT Montes Alentejanos, que decorre até domingo, é a prova de abertura. Tiago Reis antecipa que o objetivo da época é «repetir a época 2023 e ser campeão», muito embora, como reconhece, «esse é o objetivo de mais de meia dúzia de pilotos. A concorrência é cada vez maior e será sempre muito exigente repetir uma temporada como a que nos valeu o título».

Novamente ao volante de uma Toyota Hilux T1+, e com Valter Cardoso como navegador, o piloto famalicense mantém a estrutura do Team Transfradelos no apoio mecânico e logístico. «Somos uma equipa e uma estrutura que se conhece bem. Todos trabalhamos de forma muito exigente e focados nos objetivos que definimos para esta nova temporada. É com esta ambição que vamos começar, dando o nosso melhor em cada corrida».

A Baja TT Montes Alentejanos começa esta quinta-feira com as habituais verificações técnicas e documentais. Amanhã, sexta-feira (1 de março), a partir das 16h30, decorre o prólogo de 7,2 quilómetros, a que se segue na noite a cerimónia de partida.

No sábado realiza-se o primeiro Sector Seletivo de 140,6 km, que se repete no dia de domingo, e que formam assim os quase 300 quilómetros cronometrados da prova.

 

Famalicão: A Semana Santa «envolve cada vez mais instituições e público»

Famalicão prepara as celebrações pascais, que acontecem um pouco por todo o concelho, mas mais centradas na cidade. Numa organização da Confraria das Santas Chagas de Famalicão, são várias as atividades programadas, de cariz religioso e cultural. Destaque para as tradicionais procissões do Ecce Homo e da Morte do Senhor e para o Cortejo Bíblico. Numa vertente mais cultural e recreativa, volta o concurso de doces caseiros de Páscoa e a Caminhada pelo Património Religioso e Histórico de Famalicão.

O juiz da Confraria das Santas Chagas, José Pedro Sousa, recorda que o programa começa a 16 de março, com a caminhada, prosseguindo com outras iniciativas, «das celebrações litúrgicas às recriações históricas, do teatro à música, da arte à espiritualidade, da tradição à contemporaneidade». O responsável realça que a «Semana Santa envolve cada vez mais instituições e público, num programa singular e atrativo que reflete o crescimento e a aposta que temos feito na programação dos eventos além das fronteiras de Vila Nova de Famalicão».

O Arcipreste de Famalicão, padre Francisco Carreira, salienta o caráter religioso da ‘Semana Maior’ para os cristãos. «Ninguém fica indiferente a esta celebração pascal. A tradição não anula a renovação, mas inspira as gentes da comunidade a assumir o compromisso de a levar em frente, pois a tradição é também a expressão do que somos. O Culto e a Cultura unem-se para despertar o sentido das coisas».

Além da colaboração de outras instituições, estas celebrações têm o apoio financeiro do município de Famalicão. O presidente da Câmara justifica «com uma programação intensa, direcionada para a vivência comunitária, religiosa e cultural». Mário Passos destaca, também a dimensão turística do mesmo. «Durante o período da Semana Santa e da Páscoa, Famalicão é, sem dúvida, um ponto de passagem obrigatório no roteiro regional do turismo religioso», acrescenta.

A programação da Semana Santa de Famalicão começa a 16 de março, com a segunda edição da Caminhada pelo Património Religioso e Histórico de Vila Nova de Famalicão e termina no Domingo de Páscoa.

Pelo meio, no fim-de-semana do Domingo de Ramos, repete-se o certame Páscoa Doce, nos dias 23 e 24 de março, na Praça D. Maria II. A iniciativa inclui o Concurso de Doces Caseiros de Páscoa, workshops e um concerto de Páscoa, protagonizado pela Banda de Famalicão, a realizar no dia 23, na Igreja Matriz Nova, às 21h30. Já no dia de Domingo de Ramos terá lugar o Cortejo Bíblico ‘Páscoa Hebraica’, que vai percorrer as ruas da cidade famalicense, a partir das 15 horas.

Faz parte deste período a Via-Sacra ao vivo, que este ano acontece no dia 17 de março, com encenação feita pelos utentes do Centro de Apoio e Reabilitação para Pessoas com Deficiência de Touguinha; também a Via-Sacra Jovem pelas ruas da cidade na sexta-feira, dia 22.

No Domingo de Ramos realiza-se a Bênção e Procissão de Ramos, que saí da Praça 9 de Abril até à Igreja Matriz Nova, onde se celebra a eucaristia. Destaque também para a recriação da “Última Ceia” e a Procissão do Senhor da Cana Verde – ‘Senhor Ecce-Homo’, a 28 de março, e para a recriação do Julgamento de Jesus no Pretório, a celebração da Paixão do Senhor e a procissão do Enterro do Senhor, no dia 29.

A programação completa da Semana Santa de Famalicão está disponível para consulta em www.famalicao.pt.

Famalicão: «Os famalicenses são os grandes protagonistas» da Região Empreendedora Europeia

O presidente da Câmara de Famalicão, Mário Passos, considera o título de Região Empreendedora Europeia como «um selo de qualidade representativo do ADN empreendedor do concelho de Vila Nova de Famalicão» e que muito se deve aos famalicenses. Por isso, não tem dúvidas de que «estamos a trilhar um caminho de futuro, marcado por uma aposta assente na inovação e no desenvolvimento tecnológico, que fará de Famalicão um concelho criador de valor e capaz de dar resposta aos desafios que aí vêm».

CIDADE HOJE (CH) – O que representa, para o concelho, ostentar o “título” de Região Europeia Empreendedora?

Mário Passos (MP) – É o melhor testemunho da vitalidade do nosso território. É o reconhecimento da nossa dinâmica empresarial, do esforço e empenho dos trabalhadores, empresários, escolas, centros tecnológicos e de investigação e de todo um trabalho no âmbito das políticas públicas de estímulo ao empreendedorismo. É um prémio dos famalicenses e da sua força de trabalho, que se expressa todos os dias na dinâmica empreendedora do concelho e em números como os que ainda estes dias demos conta de um novo recorde histórico no volume de exportações. É um título que reforça a nossa posição nacional e internacional enquanto território capaz, que empreende, um território de futuro e um lugar onde todos queremos estar.

CH – O que contribuiu para esta distinção?

MP – Sobretudo um conjunto de argumentos que assentam na capacidade e resiliência do concelho e da visão que temos para o futuro. Falo das dinâmicas do Famalicão Made IN e do Famalicão Created In; do processo de internacionalização do concelho; das ações desenvolvidas na área da governança e das parcerias institucionais, nomeadamente na elaboração e desenvolvimento do Plano Estratégico Famalicão.30; da força exportadora e produtora do concelho e do crescimento dos centros tecnológicos e universidades presentes no território.

Olhando para o que somos, facilmente encontramos muitas e muitas razões que correspondem aos requisitos das cidades e regiões a quem o Comité das Regiões atribuí esta distinção: somos uma região empreendedora e inovadora, que gera riqueza e competências, com uma visão de futuro credível, inovadora e promissora.

CH – Como é que as empresas podem retirar dividendos deste título?

MP – Pela dimensão e prestígio da distinção, mas sobretudo porque este título é também um reconhecimento do trabalho das nossas empresas. É um selo de qualidade representativo do ADN empreendedor do concelho de Vila Nova de Famalicão, que é apontado como um exemplo pela sua dinâmica empresarial, económica, de inovação e pela sua visão de futuro, que traz também uma dimensão de confiança para quem trabalha com as empresas do nosso concelho.

A distinção de Região Empreendedora Europeia é a validação de que estamos no caminho certo e incentiva-nos a fazer ainda mais e melhor e a mantermos este espírito insaciável e de superação que tanto nos caracteriza enquanto comunidade.

CH – As escolas têm um importante papel, principalmente as profissionais e universidades, o que pode ser melhorado?

MP – As instituições de ensino, independentemente da sua natureza, têm um papel crucial no desenvolvimento de qualquer território. E o caso de Famalicão não é exceção. Os contributos que resultam da formação das nossas instituições são inestimáveis e têm permitido preparar as gerações mais jovens, aumentar as qualificações dos famalicenses e formar quadros mais qualificados, capazes de dar resposta às necessidades das empresas instaladas no concelho.

As instituições de ensino profissional e universitário vão adaptando os seus currículos formativos às necessidades das empresas e serviços locais. Ter mão de obra qualificada e com uma formação ajustada às necessidades das atividades económicas instaladas no concelho é muito importante na medida em que ajuda a garantir a continuidade do tecido empresarial e, por conseguinte, o desenvolvimento do nosso território.

CH – No final do ano, acredita que Famalicão estará mais capacitado? Em que setores? O que é que esta distinção alavanca em termos de empreendedorismo e inovação?

MP – Não tenho dúvidas de que vamos todos sair de 2024 ainda mais fortes. Estamos a trilhar um caminho de futuro, marcado por uma aposta assente na inovação e no desenvolvimento tecnológico, que fará de Famalicão um concelho criador de valor e capaz de dar resposta aos desafios que aí vêm. A distinção de Região Empreendedora Europeia é a validação de que estamos no caminho certo e incentiva-nos a fazer ainda mais e melhor e a mantermos este espírito insaciável e de superação que tanto nos caracteriza enquanto comunidade.

CH – Aquando da atribuição referiu que a mesma valida as políticas públicas de estímulo ao empreendedorismo. De que forma?

MP: A distinção que recebemos do Comité das Regiões Europeu confirma aquilo em que acreditamos: que a aposta do município em políticas promotoras e facilitadoras da atividade empresarial e de estímulo ao empreendedorismo é uma aposta ganha e uma aposta que, ao longo dos últimos anos, tem também contribuído para o desenvolvimento e crescimento do nosso concelho. É uma aposta com muitos, muitos frutos e este prémio vem reconhecer os bons resultados que temos retirado dessas políticas.

Gostava muito que as coisas mudassem, que os decisores políticos nacionais percebessem que há mais Portugal para além das grandes áreas metropolitanas

CH – Com este selo, a Câmara de Famalicão terá ainda mais argumentos diante do Governo e das instituições decisoras para reivindicar investimento público?

MP: Com ou sem prémio, acredito que os argumentos existem e sempre existiram! Famalicão é, de há muitos anos para cá, um motor do desenvolvimento não só da região, como também do país. Gostava que os números do nosso concelho – que aliás crescem de ano para ano – valessem por si, mas às vezes parece que não são suficientes. Temos batalhado muito junto do governo central, chegamo-nos à frente em muitas situações e temos chamado a atenção para muitos constrangimentos que atingem o nosso território. A alternativa à Nacional 14 é um bom exemplo disto que falo. Muitos se questionaram porque é que eu e os autarcas da Trofa e da Maia assinalamos recentemente o arranque da construção da última fase da empreitada quando o investimento é do Governo português. Não se enganem. Se este investimento está no terreno foi porque durante décadas os representantes deste eixo exportador – e não falo só de representantes políticos – se esgotaram em esforços para que esta solução se concretizasse. Somos nós os grandes obreiros desta empreitada.

Gostava muito que as coisas mudassem, que os decisores políticos nacionais percebessem que há mais Portugal para além das grandes áreas metropolitanas e que não se pode governar um país a partir de Lisboa. Enquanto assim continuar, a única certeza e garantia que posso dar é que cá estarei para dar voz ao nosso concelho e às nossas gentes.

CH – Estão previstas várias iniciativas ao longo do ano. Quais as mais relevantes e porquê?

MP – Eu acredito que todas as iniciativas têm a sua relevância até porque todas são pensadas e desenhadas para envolver a nossa comunidade, o nosso ecossistema empresarial, educativo e de investigação e promover o seu desenvolvimento. No próximo mês de março, por exemplo, vamos refletir sobre o papel das instituições locais e dos seus agentes na promoção de um território mais competitivo, inovador e internacionalizado. Em abril vamos lançar os Bairros Comerciais Digitais, uma medida que visa a digitalização da economia local, e lançar o Plano Municipal de Formação para a Capacitação Transição Digital e Verde. Vamos promover os mercados da formação, do emprego e do empreendedorismo e assinalar o 35.º aniversário do CITEVE. Vamos promover a aproximação entre as empresas e as entidades do Sistema de Investigação e Inovação e as Universidades e continuar a reconhecer, apoiar e acelerar startups inovadoras e diferenciadoras. Em outubro vamos assinalar a primeira década de existência do Famalicão Made IN e promover mais um Fórum Económico. São mais de três dezenas de iniciativas que acredito que vão fortalecer ainda mais o nosso ADN empreendedor.

CH – Iniciou, este mês, o roteiro “Rostos da EER”. O que pretende com esta iniciativa?

MP – Desde o início que temos vindo a dizer que os famalicenses são os grandes protagonistas deste reconhecimento. Por isso, faz todo o sentido dar a conhecer e enaltecer alguns dos nomes que ajudaram e ainda ajudam a alavancar Famalicão como uma das maiores economias do país e a impulsionar o ADN empreendedor do nosso concelho. Esse é o grande objetivo deste novo roteiro.

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