Covid-19: Portugueses que fiquem menos de 24 horas na Galiza sem obrigação de registo

Os portugueses que permaneçam na Galiza durante menos de 24 horas “não têm obrigação” de declarar a sua chegada àquela comunidade autónoma espanhola, esclareceu hoje o Serviço Galego de Saúde da Junta da Galiza.

“O registo de viajantes está pensado para aquelas pessoas que vão estar na Galiza mais de 24 horas”, indica a Junta em resposta escrita a um pedido de esclarecimento do Eixo Atlântico e a que a Lusa teve acesso.

No documento, o secretário-geral Técnico da Saúde da Junta da Galiza, Alberto Fuentes Losada, explica que os portugueses que pretendam permanecer menos de 24 horas em território galego, “seja por trabalho, reuniões, visita”, não estão incluídos nessa medida e “não têm obrigação de se registar”.

Para o secretário-geral do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, entidade que se dedica a apoiar iniciativas que fomentem a cooperação entre o Norte de Portugal e a Galiza, esta é uma “medida de discriminação positiva para os portugueses”, atendendo às características das regiões.

“Portugal não podia ser tratado como um país estrangeiro”, assinalou Xoan Mao.

O esclarecimento surge um dia depois de a região da Galiza ter incluído Portugal na lista países cujos viajantes têm a obrigação de declarar a sua chegada à comunidade autónoma espanhola por serem de territórios considerados de “alta incidência” da pandemia de covid-19.

Quem chegar à Galiza depois de ter estado num dos territórios dessa lista durante as duas semanas anteriores à sua chegada deve comunicar num prazo máximo de 24 horas e registar os seus dados de contacto numa página da Internet desenvolvida especificamente para este propósito, de acordo com a resolução aprovada pelas autoridades regionais.

As 17 comunidades autónomas espanholas e as duas cidades autónomas do norte de África (Ceuta e Melilla) têm competências próprias em matéria de saúde, o que as leva a aprovar medidas muito diferentes no âmbito da luta contra a pandemia de covid-19.

A lista atualizada dos serviços sanitários galegos com os territórios considerado com uma alta incidência de covid-19 passa também a incluir todas as comunidades autónomas e cidades de Espanha, exceto seis: Andaluzia, Baleares, Canárias, Castela-Mancha, Comunidade Valenciana e Madrid.

Quanto aos países e territórios europeus, devem comunicar a sua chegada à Galiza as pessoas procedentes de Portugal, Kosovo, Dinamarca, Andorra, Chipre, Ilhas Faroé, França, Gibraltar, Grécia, Guernsey, Islândia, Irlanda, Ilha de Man, Jersey, Luxemburgo, Mónaco, Montenegro, São Marino, Eslovénia e Suíça.

A atualização anterior, publicada há duas semanas, apenas incluía a Andaluzia, em Espanha, e a Dinamarca, na Europa.

A listagem de países inclui ainda vários Estados das Américas, da Ásia, de África e a Austrália, na Oceânia.

O governo regional da Galiza referiu que a lista será objeto de atualização num prazo máximo de 15 dias.

Declaração de entrada sem impacto na mobilidade entre Galiza e Portugal

O subdiretor do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Galiza – Norte de Portugal disse hoje que a obrigação que os viajantes de Portugal têm de declarar a sua chegada à Galiza não restringe a mobilidade entre as regiões transfronteiriças.

“Não é uma medida que restrinja a circulação entre a Galiza e o Norte de Portugal. Pelo contrário pode ser benéfica para o controlo da evolução da pandemia de covid-19, para a deteção de surtos da doença e para o despiste de novos casos de infeção através da testagem”, apontou Xosé Lago.

Contactado pela agência Lusa, a propósito da entrada em vigor, hoje, da obrigação dos viajantes de Portugal que permaneçam mais de 24 horas na Galiza de declararem a sua chegada à comunidade autónoma espanhola, Xosé Lago lembrou que “os trabalhadores transfronteiriços não têm de fazer um registo diário”.

“Fazem o registo apenas uma vez, indicando serem trabalhadores transfronteiriços. Não é uma medida que pretenda restringir a mobilidade. Trata-se apenas de ter um controlo sanitário”, garantiu.

Para o subdiretor do AECT Galiza- Norte de Portugal, a medida “não afeta em nada” as relações entre as duas regiões.

“Uma pessoa que queira, por exemplo, ir fazer compras à Galiza e regressar, no mesmo dia a Portugal, não sofrerá grandes transtornos”, assegurou.

O responsável referiu que o formulário da declaração, disponível em formato ‘online’ é “muito simples de preencher”.

“Não é nada de novo. Já está em vigor há mais de um ano, quase desde o início da pandemia de covid-19. Há uma lista de países que entram e saem dessa lista, que é atualizada” conforme a evolução da pandemia.

Legislativas: «É necessária uma alternativa» à ponte da Lagoncinha

Uma delegação da CDU (Coligação Democrática Unitária) reuniu, esta quarta-feira, com Afonso Cerejeira, um lousadense autor de uma petição que exige uma alternativa à travessia do Rio Ave, de ligação aos concelhos de Santo Tirso e Trofa, permitindo que a Ponte da Lagoncinha, em Lousado, seja apenas pedonal.

O encontro aconteceu junto ao monumento e permitiu explicar a posição da CDU que assume que essa alternativa é necessária, devendo contemplar uma via com capacidade para ser atravessada tanto por veículos ligeiros como pesados de mercadorias e de transporte.

A comitiva da CDU, que integrava, entre outros elementos, a candidata famalicense Tânia Silva e Agostinho Lopes, Mandatário Regional da candidatura pelo distrito, garante que tem acompanhado ao longo dos anos este problema «e tem intervindo junto do poder local e do governo central com o objetivo de serem mobilizados recursos para a valorização do espaço envolvente e a construção da nova ponte para a travessia do rio».

«O estado de degradação do monumento» também foi assinalado pelos comunistas que, em nota enviada à redação, apontam culpas os governos do PS, PSD-CDS e aos executivos da Câmara Municipal dos mesmos partidos.

Futebol feminino: FC Famalicão recebe Gil Vicente nos oitavos de final da Taça de Portugal

O sorteio dos oitavos de final da Taça de Portugal, futebol feminino, realizado na tarde desta quarta-feira, na Cidade do Futebol, determinou que o FC Famalicão vai receber o Gil Vicente, equipa que disputa a fase manutenção a Liga BPI.

Os encontros desta ronda estão marcados para 12 de fevereiro.

A equipa famalicense justificou a presença nesta eliminatória depois de golear, 18-0, o Lusitânia de Lourosa, partida que se disputou no passado domingo.

Município da Trofa satisfeito com a captação de fundos comunitários

O município da Trofa congratula-se com a «boa» captação de fundos comunitários, no ano transato. Ao nível dos fundos da Política de Coesão do Portugal 2020 (2014-2023), o Município da Trofa mobilizou cerca de 12,3 milhões de euros e executou aproximadamente 10,1 milhões de euros até 31 de dezembro 2021, tendo ainda cerca de dois anos até ao fecho deste programa, através da Bolsa de Recuperação.

No entanto, estes 12,3 milhões são apenas uma parte do volume de investimento municipal, uma vez que o investimento total do Município ronda os 28,8 milhões de euros.

Para o presidente da Câmara Municipal da Trofa, Sérgio Humberto, «trata-se de um sinal de que estamos atentos a oportunidades que valorizem o concelho da Trofa e a vida dos trofenses. Trabalhamos diariamente com esse objetivo e, é com orgulho, que verificamos que conseguimos ir mais além no aproveitamento de instrumentos previstos para a região Norte e para o próprio país».

 

Legislativas: Candidato do CDS-PP quer mais investimento nos transportes públicos do distrito

O cabeça de lista do CDS-PP pelo distrito de Braga diz que o futuro Governo tem que investir mais nos transportes públicos.

«Se em Lisboa e no Porto tem havido investimento a sério em soluções de mobilidade, no distrito de Braga também tem que haver. É preciso que o próximo Governo invista a sério, seja no metro de superfície, no comboio ou no BRT», defende José Paulo Areia de Carvalho.

Disse ser já conhecedor do problema, mas esta declaração foi proferida no âmbito de uma viagem de comboio entre as cidades de Braga e Barcelos que terá demorado 57 minutos, tendo passado 27 minutos dentro de dois comboios e 30 minutos à espera de ligação na estação de Nine, concelho de Vila Nova de Famalicão. O candidato explica que a experiência de viajar de comboio entre Braga e Barcelos, obrigou-o a andar para trás, na direção de Nine.

«As cidades de Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Barcelos, que são as quatro maiores cidades do distrito, não têm ligação entre si por transportes públicos intermunicipais, o que faz de Braga um distrito sem mobilidade», criticou.

Saiu de Braga às 9h04 e chegou a Nine, no concelho de Vila Nova de Famalicão, às 9h22. Ali, onde os comboios seguem para o Porto ou para a Galiza, esperou meia hora pela ligação a Barcelos, cuja viagem demorou apenas 9 minutos.

«Não há qualquer solução integrada e intermunicipal entre, pelo menos, as cidades do chamado Quadrilátero Urbano do distrito de Braga. A falta de transportes e de mobilidade no distrito de Braga afeta uma população de 600 mil pessoas e constitui um entrave ao desenvolvimento e à qualidade de vida das populações, com consequências na habitação, no emprego e, até, no ensino», considera Areia de Carvalho.

Chamando o Governo para a solução deste problema, Areia de Carvalho frisou que cada «município por si não pode resolver este impasse, porque as competências municipais estão limitadas a cada concelho. Portanto, terá mesmo de ser o poder central a resolver isto através de investimento público a sério, porque estamos a falar da terceira grande zona urbana do país, a seguir a Lisboa e Porto».

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