Arcebispo de Braga não quer romagens nem celebrações comunitárias nos cemitérios

D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, comunicou, esta terça-feira, que nos dias 1 e 2 de novembro, não serão permitidas romagens e procissões aos cemitérios nem celebrações comunitárias, nestes espaços, por causa da pandemia de covid-19. No entanto, pede às autarquias que, nesses dias, os cemitérios “não sejam totalmente fechados” e que se mantenha “vigilância para impedir concentrações”

Na mensagem publicada no site da Arquidiocese – “Fiéis Defuntos em ano especial” – pede aos sacerdotes que, sem aviso prévio, se desloquem aos cemitérios para que, “pessoalmente e como pastores das comunidades, rezem por todas as pessoas falecidas”.

Quanto às celebrações nas igrejas, D. Jorge permite a sua realização, tendo em consideração a capacidade dos espaços e o cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde, podendo os padres decidir da necessidade de multiplicar o número das celebrações.

Retoma nas exportações famalicenses

Segundo o boletim trimestral da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN), em Vila Nova de Famalicão subiram as exportações entre abril e julho, depois de uma quebra nos primeiros três meses do ano. Em janeiro, o valor das exportações foi de 173,5 milhões de euros, mas em abril foi apenas de 69,6 milhões de euros.

Nos últimos três meses, a subida nas exportações famalicenses foi de 142%, com destaque para o setor das borrachas e dos plásticos cujas exportações aumentaram 223%; mas realce também para o tradicional setor dos têxteis que teve uma subida de 73,9% face aos primeiros três meses.

Para esta retoma contou a abertura gradual da economia mundial e a recuperação do consumo por parte dos portugueses.

Outros concelhos do Norte acompanham esta subida das exportações, com destaque para o concelho de Braga, com um aumento de 149,3%, para o qual contribui a exportação de máquinas e aparelhos elétricos, imagem de marca desta região.

A região Norte registou, entre abril e julho, uma subida das exportações de 95%, atingindo o valor de 2.040 milhões de euros, acima da média nacional que se cifrou nos 70,9%. No entanto, esta recuperação continua negativa face ao mesmo período de 2019.

Os indicadores de turismo em Portugal refletem uma evolução favorável, ainda que se situem bastante aquém de 2019, com o número de hóspedes a aumentar exponencialmente entre abril e julho, mas a ficar em menos de metade do valor homólogo do ano transato.

Como negativo, há a registar também o aumento do desemprego na região norte. O número de inscritos nos centros de emprego aumentou 20,0% no 2.º trimestre de 2020 face ao mesmo período de 2019. Ainda assim, estes valores estão abaixo da média nacional, que foi até aos 30,6%. É dado como certo que o número de trabalhadores (20,1%) em regime de lay-off permitiu atenuar a quebra do emprego.

Famalicão: Revisitado documentário de Manoel de Oliveira

No próximo sábado, dia 17 de outubro, às 16h30, na Casa das Artes, é apresentado o filme-ensaio “Famalicão 2020” de Luís Azevedo, que revisita o Famalicão retratado em 1940, a 35 mm, por Manoel de Oliveira.

Oitenta anos depois do documentário de Manoel de Oliveira, este filme volta aos lugares captados pelo mestre, comparando o antes e o presente.

Luís Azevedo estará presente no pequeno auditório da Casa das Artes onde comentará a projeção de um conjunto de vídeos-ensaios da sua autoria e publicados pela Little White Lies, MUBI, Fandor e Sight and Sound, em volta de realizadores como Wes Anderson, Orson Welles, Park Chan-wook, os Irmãos Coen, incluindo um autorretrato de Luís Azevedo no trabalho.

No dia anterior, 16 de outubro, Luís Azevedo dá uma masterclasse de conceção de vídeo-ensaios na OFICINA – Escola Profissional para alunos de audiovisuais e multimédia.

Recorde-se que Luís Azevedo é natural de Vila Nova de Famalicão, onde estudou até ao ensino secundário. Obteve uma licenciatura em Ciências da Comunicação na UTAD e em 2016 concluiu o mestrado em cinema na UBI. Já fez cerca de 150 vídeo-ensaios.

O documentário de Luís Azevedo é apenas um dos filmes do Close-Up que nesta quinta edição tem como mote “Cinema na Cidade”. São cerca de 30 sessões de cinema contemporâneo cruzadas com a história do Cinema (com destaque para o período mexicano de Luis Buñuel), filmes comentados (por realizadores, jornalistas, académicos) e sessões para famílias e para escolas, com filmes e oficinas.

Até ao final do mês de outubro, numa cedência especial da Fundação Cupertino de Miranda, está patente no Foyer da Casa das Artes o Cartaz da 3ª Exposição do cadáver esquisito, Galeria Ottolini, Lisboa [1975], de Mário Cesariny. Trata-se de uma colagem de fotografia, acrílico e tinta-da-China sobre papel colado sobre platex e que comporta uma frase de Luis Buñuel, realizador que teve honras de abertura do Close-Up 2020, com o filme-concerto A Idade de Ouro.

Até ao momento, esta quinta edição do Close-Up tem tido uma boa adesão do público, no cumprimento das normas impostas pela DGS. Esta adesão verificou-se logo na noite de abertura, no dia 10, destacando o filme-concerto, “A Idade de Ouro”, por Black Bombaim & Luís Fernandes. Aqui, a adesão ficou próxima da lotação esgotada, conforme as regras de distanciamento e redução de número de lugares nos auditórios, decretadas pelas autoridades de saúde.

Famalicão: Já estão em funcionamento os novos semáforos na EN 14

A Câmara Municipal de Famalicão reforçou a segurança dos peões na Avenida D. Afonso Henriques, na Estrada Nacional 14, em Calendário, com a instalação de um semáforo de controlo de velocidade e de trânsito.

A estrutura está na passadeira junto ao cruzamento para a Rua S. Miguel-O-Anjo, nas imediações da Unidade de Saúde Familiar.

O vermelho é acionado sempre que um veículo transite em excesso de velocidade ou quando um peão acione o pedido de passagem.

Famalicão: Fundação Cupertino de Miranda apresenta Torre Literária e o livro “O Cânone”

A Fundação Cupertino de Miranda inaugura no dia 18 de outubro, às 18 horas, a exposição Torre Literária – Louvor e Simplificação da Literatura Portuguesa. Trata-se de um espaço expositivo dedicado à literatura portuguesa, da responsabilidade de António Feijó, João R. Figueiredo e Miguel Tamen.

São estes também os autores do livro “ O Cânone”, com 365 páginas, que será lançado esta quarta-feira, dia 14.

O livro “O Cânone” contém referências a 50 autores da Literatura Portuguesa e opiniões sobre autores portugueses. «Não é um dicionário ou um guia neutro para a história da literatura portuguesa: é um livro de crítica literária para nos fazer pensar sobre a literatura portuguesa», referem os autores deste projeto.

A apresentação será feita em Lisboa e no Porto, com transmissão via facebook da Fundação Cupertino de Miranda e da Edições Tinta-da-China. Não é permitida a presença de público.

Esta quarta-feira, dia 14, às 18 horas, no Jardim Botânico Tropical de Lisboa, com apresentação do humorista Ricardo Araújo Pereira. No dia 15, quinta-feira, às 18 horas, no Porto, com transmissão a partir da Casa de São Roque, no Porto, com apresentação de Pedro Sobrado, presidente do conselho de Administração do teatro Nacional São João.

A partir do dia 16 de outubro, sexta-feira, já poderá adquirir o livro “O Cânone” na loja/livraria da Fundação Cupertino de Miranda. Há 10% na campanha de lançamento.

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