Santuário de Fátima prevê despedir até 50 trabalhadores

Devido à queda abrupta nas receitas causadas pela epidemia de covid-19, o Santuário de Fátima tem em curso um plano de reestruturação que prevê o despedimento até 50 trabalhadores.

O Santuário de Fátima iniciou um plano de reestruturação interna e informou os trabalhadores da situação.

A pandemia causou inúmeros constrangimentos e uma crise económica em todos os setores e o turismo, incluindo o religioso, não foi exceção, com um impacto muito significativo no fluxo de trabalho e na gestão económico-financeira do Santuário.

 

FENPROF diz que não estão reunidas as condições para a abertura das escolas

A Fenprof não equaciona a greve, mas considera que não estão reunidas as condições para a abertura das escolas entre 14 e 17 de setembro porque, no seu entender, faltam testes, não existem regras de distanciamento e porque não há proteção para os professores que pertencem ao grupo de risco.

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, diz que o Governo teve dois meses para criar as condições necessárias que permitam o ensino presencial.

O dirigente afirma, ainda, que tentou reunir com o Ministério da Educação e com a Direção-Geral da Saúde para discutir as condições para a reabertura das escolas, mas nunca obteve resposta.

A Fenprof mostra-se preocupada com o que diz serem falta de testes nas escolas, o não distanciamento no primeiro ciclo e pré-escolar (onde estão previstas turmas de mais de 20 alunos e sem máscaras) e não haver proteção para os professores em grupo de risco (cerca de 12 mil, segundo a Fenprof).

Sindicato anuncia pré-aviso de greve para funcionários e professores

O Sindicato de Todos os Professores (STOP) apresentou um pré-aviso de greve para os dias 14 a 17 de setembro, caso não estejam garantidas as condições de segurança contra o contágio pelo covid-19.

Em declarações à Agência Lusa, o coordenador nacional do STOP, André Pestana, diz que ainda há outras razões para o protesto, como a falta de assistentes operacionais e o desconhecimento dos direitos dos trabalhadores que fazem parte do grupo de risco.

«Turmas com o mesmo número de alunos, falta de assistentes operacionais e a não clarificação da situação dos trabalhadores que pertencem a grupo de risco são as situações que nos preocupam», alertou André Pestana.

Recorde-se que as aulas começam na semana de 14 a 17 de setembro, precisamente aquela em que está prevista a greve. André Pestana diz que não existem condições para um regresso em segurança, mas espera que a situação se altere nos próximos dez dias e que as greves não avancem.

Por isso, entre os dias 5 e 10 de setembro, o STOP vai fazer uma sondagem junto das escolas para perceber se há condições para haver aulas e depois anuncia uma tomada de posição.

Covid-19: Mais três mortes e 390 infetados

Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 1.827 mortes associadas à covid-19 e 58.633 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado ao princípio da tarde desta quarta-feira, pela Direção-Geral da Saúde.

Nas últimas 24 horas contabilizam-se três óbitos, 390 infetados e 129 recuperados. Ao todo registam-se 42.233 casos de recuperação.

A região Norte é a área com mais novos casos, com 184 das 390 novas infeções (47,2% do total); em seguida surge Lisboa e Vale do Tejo com 168 novos casos (43%).

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