Oito distritos em aviso amarelo. Temperaturas sobem devido a massa de calor do norte de África

A subida das temperaturas deve-se a uma massa de calor oriunda do norte de África, que vai afetar a Península Ibérica no início desta semana.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alertou na segunda-feira para um aumento do índice do risco de incêndio na sequência da subida da temperatura máxima e da intensificação do vento até quarta-feira.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se geralmente muito nublado no litoral a norte do Cabo Raso até final da manhã, podendo persistir em alguns locais da faixa costeira ao longo do dia.

Durante a tarde, está previsto um aumento temporário de nebulosidade nas regiões do interior com possibilidade de ocorrência de aguaceiros dispersos e trovoada.

Está também previsto vento fraco, tornando-se fraco a moderado do quadrante oeste durante a tarde, temporariamente moderado a forte do quadrante norte ocidental durante a tarde, em especial na faixa costeira a sul do Cabo Carvoeiro.

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do litoral a norte do Cabo Carvoeiro e pequena descida da temperatura máxima no litoral Norte e Centro.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os 14 graus Celsius (em Leiria) e os 25 (em Portalegre) e as máximas entre os 23 (no Porto e em Aveiro) e os 39 (em Évora e Beja).

Quinze concelhos de seis distritos do continente em risco máximo

Quinze concelhos dos distritos de Faro, Portalegre, Castelo Branco, Santarém, Guarda e Bragança apresentam hoje um risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em risco máximo de incêndio estão os concelhos de Tavira, Alcoutim, Castro Marim (Faro), Nisa, Gavião (Portalegre), Vila Velha de Ródão, Penamacor, Proença-a-Nova (Castelo Branco), Sardoal, Mação (Santarém), Sabugal (Guarda) , Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Mogadouro e Alfândega da Fé (Bragança).

O IPMA colocou também em risco muito elevado de incêndio cerca de meia centena de concelhos dos distritos de Faro, Beja, Santarém, Castelo Branco, Portalegre, Viseu, Vila Real e Bragança.

Segundo o IPMA, pelo menos até ao fim de semana vai manter-se o risco de incêndio muito elevado em vários concelhos do continente por causa do tempo quente.

Este risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo.

Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Incêndio consome fábrica da ADA FIOS em Santo Tirso

Um incêndio está a consumir as instalações da ADA FIOS, em Santa Cristina do Couto, Santo Tirso.

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Ao que a Cidade Hoje conseguiu apurar, uma parte dos armazéns onde se encontra a matéria prima está tomadas pelas chamas e a sua estrutura, danificada pelo calor, em risco de ruir.

O combate ao incêndio está a ser feito por várias corporações de bombeiros, que mobilizaram para o local mais de 40 operacionais.

A Alda Fios produz tecido de gazes hospitalares, ligaduras e produtos de incontinência. Atualmente emprega cerca de 180 pessoas.

O alerta para o fogo surgiu cerca das 20h00.

Covid-19: Câmara de Matosinhos fecha praias no S.João

Entre as 19h00 de terça-feira e as 09h00 de quarta, as praias de Matosinhos vão estar interditadas à população. A medida é da Câmara Municipal com o objetivo de evitar ajuntamentos no S.João.

A Polícia Marítima, numa ação concertada com a Polícia Municipal de Matosinhos e o Sistema de Salvamento Balnear, vai patrulhar as marginais para assegurar o cumprimento das regras e promover a segurança da população

Câmara Municipal de Matosinhos

Os restaurantes no concelho de Matosinhos devem fechar portas até às 23h00, sendo que os adereços alusivos ao S.João estão proibidos, tanto no interior como no exterior dos estabelecimentos. A música também está proibida, a partir das 21h00.

Idoso de 83 anos morre a fazer queimada em Barcelos

Um idoso com 83 anos de idade morreu, na tarde desta segunda-feira, na sequência de uma queimada que realizou num terreno vizinho à casa onde vivia, na freguesia de Manhente, em Barcelos, relata o jornal O Minho.

O homem terá sido apanhado pelas chamas durante a queimada, não tendo resistido aos ferimentos.

O alerta para a situação foi dado por volta das 16h15.

No local estiveram os Bombeiros de Barcelos e Barcelinhos, apoiados pela VMER de Barcelos e a GNR.

 

Alunos de Famalicão vencem 10.ª Edição do Programa de Educação Financeira

A turma 10 do 6º ano da Escola Básica Júlio Brandão, do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, venceu o 1º. Prémio do 2º. Ciclo no concurso final “No Poupar Está o Ganho”, promovido pela Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, com o projeto “€UROGEST – ‘carteira’ digital”. Destacaram-se entre os 5.792 alunos que participaram nesta edição do concurso.

“Este prémio representa o culminar de um trabalho feito ao longo deste ano letivo. Um ano bastante peculiar”, refere o professor Carlos de Castro. Nesse sentido, “é com satisfação que recebemos este prémio que toca nas mais variadas áreas do conhecimento”, salienta o docente.

O professor aponta ainda que “os alunos aderiram muito bem ao projeto, sobretudo à plataforma online que os torna mais autónomos, pois esta tem fichas e filmes que eles podem aceder, cada um ao seu ritmo”. Destaca ainda que, “para além das vantagens que os alunos retiram deste projeto, também os próprios professores beneficiam da formação ministrada através da plataforma online”.

A Sessão de encerramento da 10ª edição do Projeto de Educação Financeira “No Poupar Está o Ganho”, decorreu, na passada sexta-feira, em formato online, através dos canais Facebook e do Youtube, e deu a conhecer os grandes vencedores do concurso final de trabalhos e contou com a participação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“A Fundação Dr. António Cupertino de Miranda é uma referência nacional na Educação Financeira e ninguém duvida que esta é indispensável. As questões financeiras não são simples nem podem ser deixadas ao acaso, por isso a aquisição de conhecimento permite compreender a complexidade desse mundo. Não se pode esperar que sem esse conhecimento o cidadão comum fique apto a tomar decisões certas sobre os seus rendimentos, os seus gastos ou os seus investimentos. Nesse sentido, defendo, há muito, que este conhecimento deveria ser adquirido na escola e desde o ensino básico”, afirmou o Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa salientou ainda que “com o projeto ’No Poupar Está o Ganho’ a fundação tem proporcionado estímulo e apoio a alunos e professores para que estes abordem com segurança a educação financeira em todos os níveis educativos. No poupar está o ganho. Na formação financeira dos portugueses está o futuro. No digital está uma aposta que é também uma revolução de futuro”, rematou.

Na mesma categoria da turma 10 do 6º ano da Escola Básica Júlio Brandão, os 2º. e 3º. prémios foram para a turma do 5º G da EB Nadir Afonso (Chaves), e do 6ºC do Colégio de S. Gonçalo (Amarante).

Os outros vencedores foram:

Ao nível do 1º ciclo do Ensino Básico, a turma do 3º B da Escola Básica de Agudela, Pampelido, em Matosinhos, foi a vencedora do 1º prémio. Os 2º. e 3º. Prémios foram para os alunos de Barcelos, da turma 4ºC da EB de Abade de Neiva, e para a Maia, 3º/4º ano da EB de Crestins.

Já na competição do 3º ciclo a grande vencedora foi a Escola Básica e Secundária Santos Simões, em Guimarães. O 2º. Prémio foi atribuído aos alunos do 9º. Ano, da turma E, da EB 2,3/S de Vale Cambra.

No ensino secundário, foi distinguida a turma CP2MM1, do 10º ano, da EPRAMI – Escola Profissional Alto Minho Interior (Deleg.), em Monção.

Para além dos prémios atribuídos pelo júri, foi ainda concedida uma distinção de melhor trabalho, através do voto do público. Nesta categoria, o grande vencedor foi a turma 9º AD da Escola Básica de Dairas, de Vale de Cambra.

O júri do concurso foi constituído por representantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, do Banco de Portugal, da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e da Associação Portuguesa de Seguradores.

O projeto ‘No Poupar Está o Ganho’ é apoiado pelo Portugal Inovação Social, através do Fundo Social Europeu e formou, ao longo destes 10 anos, mais de 30 mil crianças e jovens de todos os ciclos de ensino, 17 mil dos quais apenas nas últimas 3 edições.

Maria Amélia Cupertino de Miranda, presidente da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda destacou o facto de as contingências impostas pela pandemia de Covid-19 terem motivado a Fundação a adaptar o seu programa de educação financeira “No Poupar Está o Ganho”. Fruto desta situação, “o programa ganhará a partir da próxima edição uma modalidade 100% digital, permitindo que todos os momentos que envolviam presença física dos alunos possam, a partir de agora, ser realizados à distância. Até a visita ao Museu do Papel Moeda poderá agora ser realizada online! A versão 4.0 do projeto estará assim totalmente acessível através da plataforma de e-learning www.nopouparestaoganho.pt, anunciou a Presidente da Fundação.

A 07 de Maio, foram publicados pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico os dados relativos ao Programa Internacional de Avaliação de alunos – PISA 2018 que evidenciam a necessidade de se continuar a apostar na educação financeira nas escolas.

As conclusões do estudo indicam que um em cada quatro estudantes, com 15 anos de idade, não consegue tomar decisões simples sobre os seus gastos diários e apenas 10% são capazes analisar questões financeiras complexas. Os dados apontam ainda que alunos com maior nível de literacia financeira têm maior probabilidade de concluir um curso superior e de terem empregos mais qualificados.

Perante este cenário, o documento conclui que as escolas desempenham um papel fundamental na promoção da educação financeira, uma vez que o contexto socioeconómico dos estudantes continua a ser um dos fatores que mais influenciam os níveis de literacia financeira.

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