Covid-19: Escolas serviram 18 mil refeições diárias a crianças carenciadas

Cerca de 18 mil refeições diárias foram servidas durante esta semana nas escolas de acolhimento, que se mantêm abertas durante a pandemia da covid-19, que obrigou ao encerramento de todos os estabelecimentos de ensino em meados de março.

De acordo com informações disponibilizadas hoje pelo Ministério da Educação, o número de refeições servidas pelos cerca de 700 estabelecimentos de ensino básicos e secundários voltou a aumentar esta semana, subindo para “cerca de 18 mil refeições diárias”.

No arranque do 3º período, a medida de refeições escolares foi alargada aos alunos do escalão B da Ação Social Escolar, que até então estava prevista apenas para o escalão A.

Cerca de 700 escolas mantêm-se assim abertas para garantir que os alunos mais carenciados não ficam sem almoçar, mas também para acolher as crianças e jovens cujos pais desempenham tarefas consideradas essenciais para o combate à pandemia, desde profissionais de saúde a forças de segurança.

Neste momento, há cerca de 350 filhos ou dependentes dos trabalhadores de serviços essenciais que regressaram à escola para que os pais possam trabalhar.

Também esta semana, o diploma que definia quem poderia deixar os filhos nas escolas de acolhimento foi alterado e passou a incluir os filhos dos funcionários da ASAE, intérpretes de língua gestual ou professores e restantes funcionários das escolas que reabram por causa do recomeço das aulas dos alunos do 11º e 12º anos.

Também os professores envolvidos no projeto #Estudo em Casa, que transmite diariamente aulas para os alunos do 1.º ao 9.º anos através da RTP Memória, podem deixar os seus filhos nas escolas para poderem realizar as gravações.

Portugal contabiliza até ao momento 854 mortos associados à covid-19 em 22.797 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o Governo anunciou hoje a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 01 a 03 de maio.

Famalicão celebra Abril com cultura para todos online

O Município de Vila Nova de Famalicão assinala, este sábado, o 46.º aniversário do 25 de Abril com um programa cultural totalmente transmitido online, a partir da página de Facebook da Câmara Municipal..

Devido ao atual contexto de emergência nacional não se realizará a tradicional sessão solene extraordinária da Assembleia Municipal, mas a autarquia, em articulação com a Assembleia, tem preparado apontamentos, promovidos no âmbito do projeto de descentralização “Há Cultura”, que tem ido ao encontro dos famalicenses através de uma programação online.

A Banda de Famalicão, que todos os anos abre as comemorações durante o hastear da bandeira, vai protagonizar o primeiro momento do dia, às 10 horas, com a interpretação da marcha de rua “A Filarmonia”.

Uma hora depois, pode assistir a um momento de poesia relacionado com a Revolução dos Cravos pelo famalicense João Teixeira.

De tarde, às 17 horas, está agendado um concerto de música de intervenção com Tiago Rocha, com a interpretação de sete canções associadas à revolução de Abril da autoria de músicos como Zeca Afonso e José Mário Branco.

Ao longo do dia, os famalicenses serão desafiados a responder no Facebook do projeto Famalicão Comunitário à questão “O que é, para si, a liberdade?”, partilhando imagens, vídeos, poemas, desenhos e outras formas de expressão que remetam para o significado e importância da liberdade.

Todos os momentos culturais são promovidos no âmbito do projeto “Há Cultura” e serão transmitidos no facebook do Município de Famalicão, em www.facebook.com/municipiodevnfamalicao.

Covid-19: Ministra da Justiça recusa libertar jovens em centros educativos

Os jovens institucionalizados beneficiam de medidas de acompanhamento destinadas à sua recuperação e proteção, respondeu a ministra da Justiça ao Instituto de Apoio à Criança que pediu para os jovens retidos os mesmos critérios aplicados aos reclusos.

Em resposta enviada à agência Lusa, o gabinete da ministra da Justiça adiantou que Francisca Van Dunem respondeu à presidente do Instituto de Apoio à Criança (IAC) recordando que “os jovens institucionalizados são beneficiários de uma medida de acompanhamento destinada à sua recuperação e proteção” e que não seriam abrangidos pelas medidas de clemência decididas para os recluso, devido à pandemia de covid-19.

A presidente do IAC, Dulce Rocha, pediu à ministra da Justiça que fossem aplicadas aos jovens retidos nos centros educativos as medidas definidas para os reclusos adultos, ao abrigo da lei 9/2020.

Francisca Van Dunem mencionou, na resposta ao apelo, que as exceções contidas na Lei nº 9/2020 destinam-se em exclusivo às especificidades do meio prisional, “tendo em conta o baixo nível de saúde e o envelhecimento da população que acolhe, bem como a exiguidade dos espaços partilhados”.

“Uma situação muito diferente da que ocorre nos centros educativos, não só pela juventude da sua população, mas também pela baixa densidade de ocupação dessas instituições, o que permite garantir todas as regras de segurança e salvaguarda da saúde dos seus ocupantes”, observou.

O IAC alegou que as medidas de clemência aplicadas aos reclusos, num contexto de pandemia de covid-19 e prolongamento do estado de emergência, deveriam abranger os jovens privados de liberdade, em nome “dos valores da compaixão, da dignidade humana” e da “justiça equitativa”.

Portugal contabiliza 854 mortos associados à covid-19 em 22.797 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o Governo anunciou hoje a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 01 a 03 de maio.

Maioria das empresas têxteis sofre forte redução de encomendas

A quebra nas encomendas tem sido o principal problema no setor têxtil e vestuário, depois que a pandemia provocada pelo covid-19 se verificou em Portugal. Esta é uma das conclusões do inquérito feito pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal às empresas do setor.

Ainda no que diz respeito a dificuldades, há problemas em encontrar matéria-prima; a produção de equipamento de proteção individual é alternativa apenas para ¼ das empresas; e há muitas críticas apontadas às medidas que o Governo implementou para o setor.

Para fazer face aos problemas encontrados desde início de março, muitas empresas optaram por recorrer ao lay-off.

O presidente da ATP, Mário Machado, escreve que paira uma grande incerteza quer em Portugal quer na Europa relativamente à retoma económica e não existem medidas adequadas para a favorecer.

Oficina empresta computadores aos alunos

Em virtude da pandemia Covid-19, a OFICINA – Escola Profissional do Instituto Nun’Alvres já disponibilizou a alunos 21 computadores para que possam acompanhar as aulas online e executar os trabalhos propostos pelos docentes.

Esta medida, para assegurar a concretização do Plano de Ensino à Distância para o 3.º período, pode ainda afetar mais alunos caso surja essa necessidade. Neste momento, cerca de 400 alunos estão a estudar a partir de casa, acompanhados por uma equipa de 30 docentes e sete não docentes.

Para um melhor acompanhamento, a OFICINA disponibiliza, também, os serviços do Gabinete de Apoio ao Aluno através dos contactos telefónicos, messenger, whatsapp e Skype/ZOOM. Os alunos e encarregados de educação podem ainda contactar o Gabinete de Apoio ao Aluno através do e-mail apoioaluno@oficina.pt.

Este conjunto de apoio tem como objetivo garantir que todos tenham as melhores condições de estudo a partir de casa e garantir uma política de educação inclusiva.