Riopele tem o máximo de certificação

A Riopele junta-se a um grupo restrito de empresas têxteis internacionais que atingiram a classificação de nível 3. A atribuição da nota é da associação internacional OEKO-TEX – Produção Têxtil Sustentável. É um selo que indica implementação permanente de processos de produção respeitadores do ambiente, condições de trabalho seguras, saudáveis e socialmente aceitáveis.

Segundo a empresa liderada por José Alexandre Oliveira, «a Riopele ficou classificada no nível máximo e junta-se a um grupo restrito de empresas têxteis internacionais que atingiram a classificação de nível 3 (implementação exemplar das boas-práticas). Face a uma comparação com todas as outras empresas certificadas neste âmbito, a classificação média global é de nível 2 (boa implementação)».

Esta certificação resulta de uma auditoria presencial pelo CITEVE, entidade acreditada em Portugal pela associação OEKO-TEX, que avaliou e auditou a Riopele em seis categorias: Gestão de Químicos, Desempenho Ambiental, Gestão Ambiental, Responsabilidade Social, Gestão da Qualidade e Gestão da Saúde e Segurança. A avaliação destes parâmetros permitiu uma análise abrangente e fiável do grau de gestão sustentável patente no processo produtivo da Riopele.

No que diz respeito ao relatório da auditoria, a OEKO-TEX, responsável pela certificação STeP, emitiu, por um lado, uma série de ações de compromisso que a Riopele deve implementar, e outras de melhorias que a empresa deve analisar e, se justificável, implementar, com vista à melhoria contínua.

Covid-19: Filas para refeições solidárias no Porto triplicaram de tamanho desde março

A opção pelo ‘lay-off’ ou pela suspensão dos contratos laborais pelas empresas no contexto da covid-19 teve uma repercussão direta no aumento das filas para as refeições solidárias no Porto, que em alguns casos triplicou a procura.

Diariamente, ao final da manhã e ao início da noite, em alguns pontos da cidade, são comuns filas de sem-abrigo em busca de uma refeição solidária, um problema que adquiriu contornos maiores com a chegada do novo coronavírus, obrigando a redimensionar toda a estrutura.

A Lusa falou com três das obras solidárias do Porto que mantiveram o apoio diário aos sem-abrigo, mas também, desde o início de março, a famílias carenciadas que perderam os seus rendimentos com o encerramento temporário da atividade em que laboravam.

Na Praça Marquês de Pombal há muito que há filas para comer, em direção à Porta Solidária, obra criada no seio da igreja da paróquia. Um cenário que, assim que março chegou, ganhou muito mais pessoas e extensão numa fila que começa agora na Rua Damião de Góis.

Na terça-feira “servimos refeições a 443 pessoas, sendo que a nossa média diária de 2019 até março foi de 160 refeições”, relatou à Lusa o padre Rúben Marques, precisando que a “média diária atual se situa agora nas 400 refeições”.

Nessas filas diárias, relatou o clérigo, sente-se hoje em dia “um grande peso da comunidade brasileira”, mas também é visível “um número razoável de jovens que tinham empregos ligados ao turismo, sazonais, e que ficaram sem rendimento”.

E já não é só quem reside no Porto que procura matar a fome na Porta Solidária, com o padre Rúben Marques a identificar também “pedidos de Rio Tinto, no concelho de Gondomar, e da Póvoa de Varzim”.

Preparado para este acréscimo na procura, devido a “uma grande campanha de angariação de bens”, são, contudo, os apoios que “chegam também de particulares, empresas e de várias paróquias do Porto bem como da Associação Comercial do Porto”, que estão a assegurar, segundo o padre, o serviço das refeições.

O redimensionamento chegou também ao voluntariado, conjugando o facto de “terem de poupar as habituais voluntárias, por serem de idade, com a chegada de outros, cujas associações deixaram de dar apoio, para manter o projeto ativo diariamente entre as 18:00 e as 20:00, em regime de ‘take-away'”.

“Preocupa-nos que muitos deles, e ainda bem, tenham de regressar ao trabalho, pois as filas não vão diminuir. Vamos ver, depois de 02 de maio como vai ficar a rede de voluntários”, disse o padre.

Na zona oeste da cidade, a Casa Mãe Clara, projeto de responsabilidade social da Casa de Saúde da Boavista, viu também a procura por refeições disparar, bem como diversificar o tipo de carenciado.

A freira Regina Sousa, responsável pelo apoio solidário que diariamente serve “refeições completas entre as 12:00 e as 13:00”, relatou à Lusa que a procura “conheceu também um aumento substancial, passando de cerca de 60 diárias para 160”.

“Chega-nos gente de Gondomar, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, tudo pessoas carenciadas e são mais homens que mulheres”, disse a religiosa.

Também aqui, a chave para que nada falte surge do trabalho em rede, ou como prefere chamar-lhe, da “partilha de bens” que “acontece com a Porta Solidária e que alarga a capacidade de resposta”.

Também neste caso, Regina Sousa olha com expectativa para o que vai acontecer em maio: “espero que a situação estabilize a partir de maio, quando uma parte das pessoas poderá voltar a trabalhar e a obter o seu sustento”.

Na zona da Constituição, Lasalete Piedade, fundadora e presidente do Coração da Cidade, disse à Lusa “não ter mãos a medir”, depois de ter “retomado na Páscoa o apoio aos sem-abrigo que já não se verificava desde 2015”.

“Temos 500 pessoas inscritas. Diariamente damos refeições ‘take-away’ a mais de 400 pessoas, entre as 11:00 e as 18:00”, disse a responsável pela obra de voluntariado portuense que “fornece também roupa” e que “em tempos chegou a apoiar 1.200 sem-abrigo” da cidade.

Com o desemprego, acrescentou, o número de famílias que apoiam “passou das 400 para as 625”, agora com origem geográfica mais alargada, identificando “pessoas de Matosinhos e Gondomar, entre outros concelhos do distrito do Porto”.

O Coração da Cidade, foi fundado há 25 anos e, frisou Lasalete Piedade, “tem uma série de estruturas, como um restaurante solidário, que queria ativar, mas que sem a autorização da câmara não o pode fazer”, estando “preparado para receber 160 pessoas sentadas”.

Portugal regista 785 mortos associados à covid-19 em 21.982 casos confirmados de infeção, segundo o boletim de quarta-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Covid-19: Conheça o dia a dia do ciclista Tiago Machado

O ciclista famalicense é o entrevistado desta quinta-feira da ACM – Associação de Ciclismo do Minho no âmbito das iniciativas que a associação tem promovido sobre a situação que se vive com o Covid-19.

A entrevista está agendada para as 21h15 e Tiago Machado, ciclista profissional da Efapel, vai revelar como é o seu dia a dia em período de restrições motivadas pela pandemia.

Transmitindo uma mensagem de esperança, o ciclista famalicense – considerado pelo jornal francês L´Équipe o herói do Tour de France de 2014 – dirá, ainda, o que pensa sobre o presente e o futuro do ciclismo.

A Associação de Ciclismo do Minho tem disponibilizado mensagens e entrevistas a propósito da situação que se vive. Os conteúdos podem ser acedidos através do website da ACM (www.acm.pt), do Facebook (https://www.facebook.com/CiclismoMinho) ou do canal do Youtube da associação minhota (https://www.youtube.com/ciclismominho).

Detidas 41 pessoas e encerrados 63 estabelecimentos

A Guarda Nacional Republicana e a Polícia de Segurança Pública continuam a desenvolver intensa atividade de sensibilização, vigilância e fiscalização junto da população, dando cumprimento às determinações do Decreto que renovou o Estado de Emergência, em vigor desde as zero horas de 18 de abril

Até esta quarta-feira, as forças de segurança já detiveram 41 pessoas por crime de desobediência, das quais 17 por desobediência à obrigação de confinamento obrigatório, 22 por desobediência ao dever de recolhimento domiciliário, 1 por desobediência ao encerramento de instalações e estabelecimentos e outra por desobediência às regras de funcionamento na prestação de serviços.

No mesmo período, foram encerrados 63 estabelecimentos por incumprimento das normas estabelecidas.

O Ministério da Administração Interna, perante a necessidade de todos contribuírem para conter o contágio da COVID-19, insiste no cumprimento rigoroso das medidas impostas pelo Estado de Emergência.

Trofa: Dono reencontra cão 4 anos depois de ele ter desaparecido

As imagens mostram o momento do reencontro entre o cão e o dono. João Alves, um jovem residente em Santo Tirso, reencontrou o seu animal de estimação 4 anos, três meses e 21 dias depois do seu desaparecimento.
Apesar do animal ter chip, quem lhe deu abrigo ao longo dos últimos quatro anos não se terá importado com isso. Na noite desta segunda-feira, o animal foi levado para um canil municipal depois de se suspeitar que o cão, a vaguear pelas ruas, tinha sido atropelado.
As suspeitas acabaram por não se confirmar, apesar do animal estar a mancar. Depois de assistido no canil, o dono foi descoberto assim que o chip foi verificado. O reencontro que já ninguém esperava que fosse acontecer acabou por se concretizar horas depois.

Verão 2020: Praias com acesso controlado e pode ser proibido frequentar as não vigiadas

Devido à Pandemia do Covid-19, este ano, as praias vão ter lotação máxima e o controlo vai ser feito logo nos parques de estacionamento, sempre que existir essa possibilidade.

Vai ser proibido estar em praias sem concessões ou vigilância. O distanciamento entre toalhas no areal deverá ser de dois metros e o uso de máscaras vai ser obrigatório para quem utilize os equipamentos de praia (casas de banho e bares). Sobre estes, ainda não se sabe se apenas vão funcionar em regime “take-away”.

As praias urbanas, com acesso por toda a extensão no areal, podem mesmo vir a ser interditadas se não houver possibilidade de controlar o acesso e também a venda ambulante no areal está em risco de não acontecer.

Fonte: JN