A semana vai começar com nova descida acentuada do preço dos combustíveis

Com o país em estado de emergência, há margem para uma descida de seis cêntimos na gasolina.

Os preços de combustível estão a cair há quatro semanas consecutivas e devem atingir o valor mais baixo desde há quase quatro anos.

Já o gasóleo deve baixar pela 10ª semana consecutiva.

A redução a partir de segunda-feira deve ser de cinco cêntimos por litro, para mínimos de quase três anos.

Coronavírus: Governo dá mais dois meses para as inspeções automóveis

O Ministério das Infraestruturas e da Habitação anunciou hoje que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis, no âmbito das medidas excecionais e temporárias de resposta à Covid-19.

Assim, os veículos a motor e seus reboques, ligeiros ou pesados, que devessem ser apresentados à inspeção periódica no período entre 13 de março e 31 de maio de 2020 veem o seu prazo prorrogado por dois meses contados da data da matrícula, referiu.

“Durante este período, o incumprimento da obrigação de inspeção periódica não releva para efeitos de seguro de responsabilidade civil automóvel ou do direito de regresso da empresa de seguros”, sublinhou.

Na nota, esta tutela, liderada por Pedro Nuno Santos, salientou que, fora deste regime de exceção, ficam alguns serviços essenciais que têm obrigatoriamente de ser realizados, ainda que por marcação, nomeadamente os referentes aos automóveis pesados de passageiros (M2 e M3), automóveis pesados de mercadorias (N2 e N3), reboques e semirreboques com peso bruto igual ou superior 3.500 quilos com exceção dos reboques agrícolas (O3 e O4), automóveis ligeiros licenciados para o transporte público de passageiros e ambulâncias, automóveis ligeiros de passageiros (M1), utilizados para transporte internacional, para deslocação autorizada e automóveis utilizados no transporte escolar.

As entidades gestoras devem informar o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) sobre quais são os centros de inspeção que, até 09 de abril, asseguram a prestação dos serviços essenciais, adiantou.

No início da semana, a Associação Portuguesa de Inspeções Automóveis (APIA) solicitou ao IMT o encerramento dos centros de Inspeção Automóvel até ao final do mês e o alargamento do prazo para o cumprimento das obrigações dos proprietários das viaturas.

Numa carta enviada ao presidente do IMT, a que a agência Lusa teve acesso, a APIA lembrou que “a situação excecional que se vive no momento atual e a proliferação de casos registados de contágio de coronavírus veio exigir a aplicação de medidas extraordinárias e de caráter urgente”.

“Dando continuidade e expressão ao caminho trilhado pelo Governo da República, entendem os associados da APIA que importa, ainda, promover medidas mais arrojadas que aumentem as possibilidades de distanciamento social e isolamento profilático, cuidando da saúde dos utentes que acorrem aos Centros de Inspeção de Automóveis”, expôs.

Portugal elevou hoje para 12 o número de mortes associadas ao vírus da covid-19, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), que regista 1.280 casos confirmados de infeção.

Estão confirmadas quatro mortes na região Norte, quatro na região Centro, três na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma no Algarve, precisa o boletim epidemiológico divulgado hoje, com dados referentes até às 24:00 de sexta-feira.

Segundo estes dados da DGS, há mais 260 casos confirmados de infeção com o novo coronavírus, que provoca a doença covid-19, do que na sexta-feira.

O número de mortos duplicou em relação a sexta-feira, quando foram registadas seis mortes, indicam os dados, que dão conta de que cinco doentes já recuperaram.

Desde 01 de janeiro existem 9.854 casos suspeitos, dos quais 1.059 aguardam resultado laboratorial. Houve ainda 7.515 casos que não se confirmaram.

DGS alerta: Pico do coronavírus a 14 de abril

O pico de casos de infeção com o vírus da covid-19 em Portugal deverá ser atingido em meados de abril, disse hoje a ministra da Saúde, Marta Temido.

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“De acordo com a evolução do número de casos de covid-19 em Portugal e com os cálculos das estimativas epidemiológicas disponíveis, estima-se, com base naquilo que tem sido a evolução da incidência, que a data prevista para a ocorrência do pico da curva epidemiológica se situe à volta do dia 14 de abril”, disse Marta Temido, na conferência de imprensa diária das autoridades de saúde sobre a situação da pandemia do novo coronavírus, que causa a doença da covid-19.

 

Coronavírus: Grande Porto quer criar fundo para aquisição de materiais para hospitais

Vários municípios da Área Metropolitana do Porto estão disponíveis para criar um agrupamento de entidades adjudicantes para financiar a aquisição de material para responder às necessidades dos hospitais da região durante a pandemia de Covid-19.

A ideia foi discutida na sexta-feira, numa reunião informal da Área Metropolitana do Porto (AMP), para discutir estratégias conjuntas para o combate ao novo coronavírus.

“Não estamos a falar de nos juntarmos para ir comprar máscaras. Estamos a falar de fazer um fundo, um agrupamento de entidades adjudicantes, composto pelos municípios que quiserem aderir – não ficou fechado esse assunto, podem aderir todos ou não”, explicou o presidente da AMP, Eduardo Vítor Rodrigues, em declarações à Lusa.

Segundo o autarca, como resultado a região teria à sua disposição “um bolo financeiro para em função das necessidades mais urgentes dos hospitais” dar uma resposta “imediata”.

Este modelo, acrescentou aquele responsável, tem a vantagem de não ter de passar pelas aprovações da tutela que “são um disparate”, diz.

“Nesta altura um hospital para contratar uma coisa qualquer, exceto pessoal tem na mesma de pedir autorização à tutela”, disse, salientando que o agrupamento de entidades adjudicantes faria, uma espécie de “doação ou uma cedência aos hospitais”.

Segundo Eduardo Vítor Rodrigues, a criação deste agrupamento pode avançar já na próxima quarta-feira, dia 25 de março, altura para a qual está agendada uma nova reunião com os autarcas da AMP para discutir esta proposta e definir os montantes com os quais os municípios querem contribuir.

“Legalmente um presidente de câmara tem autonomia para afetar até 750 mil euros para este tipo de bens. Admito que a maior parte não tem capacidade para estes montantes”, afirmou.

O também presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia revelou ainda que o assunto não ficou fechado na tarde desta sexta-feira porque alguns municípios se mostraram reticentes em contribuir para este fundo, quando não têm, nos limites do seu concelho, nenhum hospital.

“Ou temos um espírito metropolitano ou então eu também do meu lado mando dar uma curva ao agrupamento de entidades adjudicantes e pego nos 749 mil euros e afeto integralmente ao Hospital de Gaia”, avisou.

Havendo concordância, o agrupamento, explicou Eduardo Vítor Rodrigues, pode ser constituído de imediato, basta que para tal a decisão seja validada pelos executivos municipais.

“É uma coisa que se resolve numa semana e meia. E depois é transferir o dinheiro. No fundo é fazer aqui um grande centro de compras que garanta que aquilo que nós compramos fica nos hospitais da zona”, disse.

Segundo Eduardo Vítor Rodrigues, na reunião desta sexta-feira foram vários os municípios que se mostram recetivos à constituição deste agrupamento, entre os quais Porto e Gaia.

À Lusa, o autarca explicou ainda que a proposta surgiu na sequência de uma denúncia do presidente da Câmara do Porto sobre o desvio para Lisboa dos ventiladores oferecidos pela Galp e em face das “evidentes carências” dos hospitais.

Segundo aquele responsável, Rui Moreira revelou que, segundo fonte do Hospital de Santo António, os ventiladores oferecidos pela Galp foram “desviados” para Lisboa pelo Ministério da Saúde. Nesse sentido e, por proposta do autarca do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues ficou incumbido de perceber junto da tutela a veracidade do que foi hoje denunciado.

Coronavírus: MC Donald’s Famalicão oferece refeições aos profissionais do hospital

Como forma de aconchegar o estômago de todos aqueles que estão ao serviço da população na luta contra o covid-19, o MC Donalds de Famalicão decidiu fazer a oferta de refeições.

A iniciativa, insere-se na política de responsabilidade social desta cadeia de restauração, e será válida para todos os profissionais de saúde da unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave.

Os interessados devem contactar o MC Donald’s local.