Tiago Reis confia num bom resultado na Baja TT Gondomar

Após um regular início de temporada que culminou com a vitória na Baja TT Capital dos Vinhos, a dupla Tiago Reis/Valter Cardoso está já preparada para a participação na prova organizada pelo GAS, a Baja TT Gondomar – Rota da Filigrana, quarta prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno.

Na segunda posição do campeonato, a apenas um ponto do líder, a dupla que representa a Team Transfradelos está confiante em mais um bom resultado. “A vitória em Reguengos foi a melhor forma de confirmar que estamos no bom caminho. Conhecemos as nossas capacidades e a nossa regularidade, agora temos de manter a toada evolutiva. Ocupar o segundo lugar do campeonato traz outras responsabilidades, mas também sabemos que os nossos adversários tudo vão fazer para se superiorizar. Da nossa parte podem esperar o mesmo empenho de sempre”, explica Tiago Reis.

Valter Cardoso, que acompanhará como habitualmente Tiago Reis no Mitsubishi Evolution Racing Lancer, está apostado em manter os bons resultados. “Vimos de uma vitória no campeonato e chegamos a esta prova no segundo lugar. Nada temos a provar, mas queremos mostrar que ocupamos este lugar com mérito. Acredito que podemos fazer mais um brilharete nesta prova”, explica.

Quem também vai marcar presença na Baja TT Gondomar – Rota do Filigrana é Avelino Reis. Navegado por Jorge Lopes o piloto regressará aos comandos de um Toyota Rav 4, inscrito na categoria T8. “Vai ser um prazer competir numa prova onde o meu pai também estará presente. É um orgulho enorme para mim competir ao lado de alguém tão importante para mim”, disse Tiago Reis.

O Multiusos de Gondomar acolhe o centro nevrálgico da prova, local onde irão decorrer as verificações administrativas e técnicas, acolhendo ainda o parque de assistência e parque fechado. Em relação à prova propriamente dita, terá início pelas 14h00 do próximo sábado com uma dupla passagem pelo prólogo de 9.30km. Para domingo estão agendados dois setores seletivos em pleno Marão com 120.51km de extensão. A cerimónia de pódio, está marcada para as 16h10 no Multiusos de Gondomar.

Braga é pré-finalista da iniciativa “7 Maravilhas à Mesa”

Braga é uma das cidades pré-finalistas da iniciativa “7 Maravilhas à Mesa”, um concurso que pretende homenagear o País e as regiões mostrando o melhor dos seus produtos locais: pratos, vinhos, petiscos, roteiros e experiências gastronómicas.

O Município de Braga apresenta-se nesta candidatura com uma “mesa” que congrega os sabores típicos e o património histórico e natural do concelho, nomeadamente o “Bacalhau à Moda de Braga”, a “Broa de Milho”, o “Vinho Verde Branco” e a “Aguardente Vínica”. Segundo o vereador do Turismo e Ambiente, Altino Bessa, a participação de Braga nesta iniciativa enquadra-se na estratégia de afirmação turística do concelho. «Com esta candidatura queremos diferenciar os sabores caraterísticos de Braga, uma cidade que é conhecida pelo turismo religioso mas que possui também um legado gastronómico invejável. A esta vertente juntamos o património, com o Museu D.Diogo de Sousa, e a natureza, com a nossa Rede de Percursos Pedestres», refere Altino Bessa.

A Mesa de Braga tem como protagonista o “Bacalhau à Moda de Braga”, um prato cuja fama transpõe fronteiras, acompanhado pelo vinho verde branco da região. Os doces de romaria e os biscoitos, como os Fidalguinhos, são especialidades de longa tradição conventual e popular que não podem faltar na mesa bracarense. A diversidade da paisagem natural é um dos elementos que explica a multiplicidade das especialidades gastronómicas de Braga. Assim, caminhar pelos trilhos da Rede de Percursos Pedestres permite conhecer as belezas naturais do território e seus produtos endógenos, como as laranjas, a maçã porta da loja e o cidrão, utilizados no apuramento das receitas.

Do Minho ao Algarve, passando pela Madeira e Açores, são 49 as mesas pré-finalistas selecionadas pelo júri do concurso das “7 Maravilhas à Mesa”. As mesas serão votadas pelo público, estando agendadas sete galas que serão transmitidas pela RTP. Braga estará representada na primeira, no dia 22 de julho, em Reguengos de Monsaraz. Todas as mesas foram validadas cientificamente pela Rede de Instituições Públicas do Ensino Superior com Cursos na área do Turismo (RIPTUR).

Todos os alunos vão a exame

O Ministério da Educação enviou orientações às escolas a determinar a realização de provas finais e exames nacionais para todos os alunos, mesmo que ainda não tenham sido atribuídas notas internas, segundo um comunicado divulgado esta segunda feira.

«Na eventualidade de haver alunos cujas avaliações internas não tenham sido ainda formalmente atribuídas à data em que os exames ou outras provas nacionais se realizam, garante-se que estes alunos serão condicionalmente admitidos aos mesmos», lê-se no comunicado do ME. A tutela garante ainda que «o processo de matrículas para o ano letivo 2018-2019 não sofrerá alterações, mantendo-se o calendário que resulta do despacho das matrículas» e que «acompanha de perto este processo, de modo a assegurar o direito dos alunos à avaliação e à realização das suas provas com a desejável tranquilidade». Os sindicatos dos professores decretaram greve às avaliações de fim de ano do ensino básico e secundário, sendo que atualmente só está em curso a paralisação convocada pelo Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.), a decorrer até 15 de junho en com incidência nos conselhos de turma dos alunos em ano de provas finais e exames nacionais, pondo em causa a divulgação das avaliações internas atribuídas pelos docentes das turmas a tempo destas provas.

Ainda no comunicado, o ME refere que as orientações emitidas, «sempre no total respeito pelo livre exercício do direito à greve», pretendem «assegurar a atempada conclusão do ano letivo» e centram-se em «esclarecimentos quanto ao funcionamento dos conselhos de turma (avaliações finais), das provas e exames e das matrículas para o ano letivo 2018-2019».

Câmara de Famalicão ajuda 190 famílias a pagar as rendas

Quase duzentas famílias do concelho de Vila Nova de Famalicão vão poder contar, durante um ano, com um apoio financeiro municipal para conseguirem cumprir os seus compromissos com as rendas das suas habitações. São famílias que, por diversos motivos, estão numa situação de carência económica e que precisam de apoio para suportar as rendas e evitar despejos por falta de pagamento.

A medida inserida no programa municipal “Casa Feliz – Apoio à Renda” implica um investimento anual de 200 mil euros e foi aprovada na última reunião do executivo municipal que se realizou na quinta-feira.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “trata-se de mais uma resposta do município no âmbito da política social de habitação que vai ao encontro das necessidades das famílias”. Segundo o autarca “a câmara municipal tem procurado criar condições para que haja uma co-participação entre a autarquia e os próprios agregados familiares na construção de soluções para a habitação.”

Neste âmbito, salientou o crescente esforço financeiro da autarquia e das próprias famílias, lembrando que “enquanto, no passado, o esforço era tripartido entre o governo, a autarquia e a família, hoje, a parte do governo desapareceu do processo. A Câmara faz um esforço maior e as famílias também têm de fazer um esforço maior para que em conjunto possamos ter o resultado desejado.”

Por outro lado, Paulo Cunha sublinhou que atualmente “há cada vez menos habitações para arrendamento em Vila Nova de Famalicão o que aumenta os custos e a exigência dos proprietários em relação aos requisitos dos arrendatários”.

Desde 2014, a autarquia já investiu cerca de meio milhão de euros com os apoios à renda. Os apoios são divididos em três escalões A, B e C, correspondendo a 100 euros, 75 euros e 50 euros mensais. Com o escalão A foram beneficiadas 107 famílias, com o Escalão B 70 e com o Escalão C 13 famílias.

Refira-se que a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão criou em 2005, o programa Casa Feliz com apoio às obras, onde as famílias que mais precisam têm direito a uma ajuda financeira que pode chegar aos 5 mil euros, para reabilitar as suas casas, proporcionando as condições mínimas de bem-estar. Neste âmbito, já foram beneficiadas muitas centenas de famílias.

Em 2012, o programa Casa Feliz foi alargado com o apoio à renda. Aqui o objetivo é, precisamente, apoiar as famílias famalicenses que se encontrem a viver em habitações arrendadas e que, de uma forma temporária e inesperada, se vejam sem condições financeiras para cumprirem os contratos celebrados com os seus senhorios.

Está a chegar a grande noite das Antoninas 2018

Onze instituições, perto de 1500 marchantes, espetadores na ordem dos milhares e um palco de sonho nos jardins dos Paços do Concelho. Estes são alguns dos ingredientes que fazem da grande noite das Antoninas de Vila Nova de Famalicão um dos mais brilhantes momentos das romarias portuguesas. As Marchas Antoninas realizam-se na noite de 12 para 13 de junho e está tudo a postos para a festa começar.

“O Pão de Santo António” é tema escolhido para as marchas populares deste ano, que saem para a rua depois de vários meses de trabalho, empenho e dedicação dos grupos participantes. O desfile arranca por volta das 21h30, na Av. de França, em direção aos Paços do Concelho, atravessando as ruas que percorrem o núcleo central da cidade em interação intensa e permanente com a multidão.

Já nos Paços do Concelho, um palco rodeado com bancadas para cerca de duas mil pessoas servirá de base para a apresentação individual de cada uma das marchas, que têm entre 4 a 8 minutos para mostrar ao público e ao júri a originalidade e criatividade da coreografia, arcos, música, letra, guarda-roupa e popularidade.

O júri das marchas é constituído por cinco elementos convidados exteriores ao concelho, sendo constituído por um coreógrafo, um encenador, um escritor, um maestro e um figurinista. O anúncio da classificação e dos vencedores será conhecido ao longo da própria noite de realização das marchas através do envio da ata do júri às marchas participantes, sendo também remetidos os resultados da classificação à comunicação social. Na mesma altura, o município utilizará as suas plataformas comunicativas para fazer eco da classificação. Para a noite do dia 13, pelas 23h00, fica reservado o momento da consagração com a entrega dos prémios das marchas no Parque da Devesa antes da sessão de fogo de artifício que sinaliza o encerramento das Festas Antoninas 2018.

Marchas Antoninas 2018

12 de junho | 21h30

Tema: “O Pão de Santo António”

Percurso: Avenida de França (Junto ao Pavilhão Municipal), Rotunda D. Sancho I, Alameda D. Maria II, Rua Adriano Pinto Basto, Praça Álvaro Marques, Rua Manuel Pinto de Sousa e Paços do Concelho.

Participantes:

Associação Recreativa Desportiva Lazer do Ave – ARDLA (Ribeirão)

Clube Recreativo Amigos de Vilarinho – CRAV

União de Freguesias de Calendário e Famalicão/Associação Unidos por Calendário

União Freguesias Esmeriz, Cabeçudos

Associação Cultural e Recreativa S. Pedro de Riba D’Ave

Associação Cultural e Desportiva de S. Martinho de Brufe

Associação Recreativa e Cultural Flor do Monte – Carreira

Associação Recreativa e Cultural de Antas – ARCA

Associação Cultural S. Salvador da Lagoa – LACS

Associação Unidos de Avidos

União de Freguesias de Gondifelos, Cavalões e Outiz

Transmissão em direto na Cidade Hoje – 94FM, www.cidadehoje.pt e no facebook.

“Em Famalicão, os serviços públicos estatais estão a degradar-se”

Jorge Paulo Oliveira, deputado à Assembleia de República, reuniu com a Delegação Concelhia de Vila Nova Famalicão da Ordem dos Solicitadores e Agentes de Execução para avaliar do estado dos serviços públicos da administração central.

“Em Famalicão, os serviços públicos estatais estão a degradar-se. Isso é visível e sentido pelos cidadãos” afirmou o deputado famalicense na reunião com a Delegação Concelhia de Vila Nova Famalicão da Ordem dos Solicitadores e Agentes de Execução que teve como pano de fundo as questões atinentes ao exercício da atividade dos membros daquela Ordem, bem como o funcionamento dos múltiplos serviços públicos estatais no concelho.

A Delegação Concelhia da Ordem dos Solicitadores e Agentes de Execução, presidida pela solicitadora Deolinda Marques, conta com 55 solicitadores e 14 agentes de execução inscritos em Vila Nova de Famalicão.

Jorge Paulo Oliveira, que foi acompanhado de Luís Barroso, dirigente da Comissão politica Concelhia da JSD, deu como exemplos daquela “degradação”, o “calvário que representa para cidadãos e funcionários a gritante falta de condições das instalações da Conservatória do Registo Civil em Famalicão”, o “caos que se vive no Serviços local da Segurança que desespera e revolta os seus utentes com tempos de espera que chegam a atingir as cinco horas” e o “agravamento das listas de espera no Hospital de Famalicão”.

O deputado famalicense diz que “os problemas não são de agora, mas tem vindo a agravar-se”. O deputado vai mais longe e diz mesmo que “não estamos a falar apenas da falta de investimento do Estado. É percetível também uma certa atitude de ostracização do governo em relação a Famalicão. A novela da Loja do Cidadão, por exemplo, mostra-nos que não somos tratados em pé de igualdade com os demais municípios. Objetivamente, somos menorizados e prejudicados”.

A reunião de trabalho serviu também para abordar o elevado número de pendências na Instância Central de Execuções do Tribunal de Famalicão que, no ano passado se cifrava em 35.013 processos. Tal como já o havia feito na Delegação da Ordem dos Advogados, Jorge Paulo Oliveira, considerou que “35 mil pendências, significam 35 mil sentenças penduradas. Significa que a Justiça não se materializa”.

O Deputado deu a conhecer à Delegação representativa dos agentes de execução a reposta da ministra da Justiça à sua interpelação sobre o que se propunha o governo fazer para obviar àqueles atrasos, uma resposta que considerou “manifestamente insuficiente”. Na resposta ao parlamentar, o governo diz equacionar colocar no Tribunal de Famalicão as denominadas “equipas de recuperação”, constituídas por oficias de justiça e que colaboram com os juízos de execução de modo a contribuírem para a regularização dos atrasos. O deputado famalicense recorda, porém, que essas equipas no total dos tribunais por onde passaram durante o ano de 2017 e em matéria de execuções, “apenas conseguiram intervir em 2411 processos, o que é um numero irrisório e revelador de que não é por aí que se consegue recuperar, em tempo útil, os atrasos registados em mais de 35 mil processos só no Tribunal de Famalicão”.

A Ordem dos Solicitadores e Agentes de Execução, depois do insucesso da denominada “Lei da Contingentação” que atribui um número máximo de processos por agente de execução, chegou a defender que escolha dos agentes de execução fosse feita por distribuição e não por nomeação, circunstância que ao impedir a monopolização de processos podia ajudar na recuperação dos atrasos verificados em inúmeros tribunais, mas esta proposta não teve acolhimento.