Embaixadora de Cuba em Portugal visitou Famalicão

Famalicão foi o único município português a fazer-se representar, em outubro de 2017, na maior feira comercial que Cuba organizou.

Esta quinta feira, este facto foi bem vincado pela embaixadora daquele país do Caribe em Portugal, na conferência “Famalicão Made INternational” que serviu para dar a conhecer aos empresários do concelho famalicense as oportunidades de negócio no mercado cubano.

Cuba contava já com três empresas de Famalicão e vai ficar ainda mais no radar dos negócios famalicenses. O presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, indica que o seu concelho está, uma vez mais, «à frente» e que assim quer ver as empresas do território a conseguir as «melhores oportunidades» de negócio.

«O mercado de Cuba é pouco frequentado, mas funciona de porta de entrada para todo o Caribe», afirmou o autarca aos jornalistas à margem da conferência organizada pelo Município em parceria com a Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo Portugal-Cuba, organização sediada no Porto.

«Ficamos satisfeitos por sinalizarem o interesse em conhecer a realidade económica do concelho e saber se há empresas que estejam interessadas em fazer uma abordagem ao mercado cubano», realçou Paulo Cunha, lembrando que foram ratificados três protocolos de cooperação com três empresas famalicenses que já têm presença no mercado cubano e que, agora, «serão embaixadores de Famalicão em Cuba», frisou.

«Vão através da sua experiência ajudar outras empresas que não conhecem o mercado de Cuba a que possam ser bem sucedidos», explicou o autarca.

A embaixadora de Cuba em Portugal, Mercedes Martínez Valdés, disse aos jornalistas que aquela foi a sua primeira visita oficial «a Famalicão e ao Norte do país» e que a realizou pois considera «importante estreitar as relações com as regiões» e pelo facto de Famalicão ter sido «a única Câmara Municipal de Portugal que esteve presente na Feira Comercial de Havana».

A diplomata convidou as empresas a que estejam presentes na edição de 2018 e disse que o seu país tem «muitas áreas de negócio» e que «o que se produzir em Cuba facilmente chega à América Latina».

Sonix fica com instalações e ativos da Ricon

A empresária têxtil Conceição Dias, da Sonix/Dias Têxtil, chegou a acordo com o administrador de insolvência da Ricon para assumir as instalações e os ativos da Ricon Industrial, a empresa-mãe do grupo de Famalicão que faliu no início do ano.

Citada pelo Jornal T, da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, a empresária refere, também, que poderá vir a contratar a quase totalidade dos 300 trabalhadores da Ricon Industrial.

“Temos já assegurado o coração a empresa, todo o seu know how, com as chefias e respetivas equipas. Nesta altura temos contratadas 157 pessoas”, diz Conceição Dias, que no início do mês já tinha garantido a contração de 120 ex-trabalhadores da Ricon.

A nova unidade passará a funcionar com outra designação dentro do grupo, mas antes disso o negócio ainda tem de garantir o acordo dos principais credores.

Quando a Sonix assumiu as primeiras 120 contratações de ex- trabalhadores da Ricon já tinha deixado claro o interesse em alargar esta base para diversificar a sua atividade, mas o grupo Valerius também se apresentou na corrida, focado na contratação de duas centenas de trabalhadores e na aquisição de ativos fabris da Ricon.

O GOSTO DE CRIAR POSTOS DE TRABALHO

Conceição Dias, dá assim mais um passo na afirmação de um grupo têxtil que construiu a partir do zero, em Barcelos, onde começou a trabalhar aos 13 anos, com a 4ª classe.

Antiga costureira, agora empresário, garante que a sua maior satisfação “é criar postos de trabalho”. Em 1984, apesar da casa onde morava ainda ser alugada, pegou nas suas economias, comprou cinco máquinas em segunda mão e iniciou um pequeno negócio de confeção com cinco aprendizas de 14 anos. Investiu 180 contos na DiasTêxtil. Era tudo o que tinha na altura.

Acabou por adquirir a fábrica dos antigos patrões. Depois, vieram as instalações da Mincalça, uma fábrica de camisas que tinha falido. Abriu uma confeção. Assumiu o controlo da Modelmalhas (tecelagem). Abriu uma fábrica na Tunísia. Acabou por juntar a Sonix a este portefólio, atraída pela ideia de ter também uma tinturaria.

Tem, atualmente, um grupo vertical onde emprega mais de meio milhar de pessoas, fatura 60 milhões de euros e exporta 99% da produção.

GANT À ESPERA

Na sequência do processo de insolvência da Ricon, a Gant AB, com sede na Suécia, já fez saber que “aguarda pelo desenlace das questões legais relacionadas com a falência do grupo Ricon / Delveste para determinar uma nova estratégia para o mercado português”. Mas esta foi, até agora, a única tomada de posição da marca depois do braço-de-ferro que ditou o encerramento da Ricon, no final de janeiro, deixando 800 trabalhadores no desemprego.

Nos ultimos 26 anos, a Gant teve uma parceria com a Ricon/Delveste, que envolveu produção e comercialização da marca, mas em janeiro as oito empresas e 20 lojas do seu parceiro português entraram em insolvência, com uma dívida de mais de 30 milhões de euros.

Em dezembro, Pedro Silva, patrão da Ricon, já tinha escrito aos seus trabalhadores, dando conta de “estrangulamentos financeiros” que deixavam o o subsídio de Natal em risco e uma sombra de falência sobre o grupo. Mas o empresário acreditava que a Gant Company poderia ainda aceitar uma proposta em que entregava o universo Ricon, incluindo a empresa (Delveste) representante da Gant em Portugal, desde que a multinacional se comprometesse a repor os níveis de encomendas às unidades produtivas e assegurasse a sobrevivência do ramo fabril.

Fonte: Expresso

F.C.Famalicão rescinde com Wilmar Jórdan

O Futebol Clube de Famalicão anunciou, esta quinta-feira, que o avançado colombiano Wilmar Jordán já não faz parte dos quadros do clube.

O ponta-de-lança, de 27 anos cedido ao Futebol Clube de Famalicão pelo Grupo Desportivo de Chaves invocou junto dos clubes razões de ordem pessoal para a rescisão contratual do empréstimo e do contrato com a sociedade detentora dos seus direitos desportivos.

Imagem: F.C.Famalicão

Homem de Famalicão morre em Paredes de Coura depois de cair ao rio

Um famalicense, conhecido por Aníbal – o enfermeiro dos pobres de Vermoim, foi esta quinta feira resgatado sem vida do rio Coura, em Paredes de Coura.

A vitima de 83 anos entrou em paragem cardiorrespiratória e apesar das manobras de reanimação, acabou por morrer no local.

De acordo com a fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, o idoso “encontrava-se a pescar, junto à ponte de Rubiães, quando caiu ao rio”, por razões ainda desconhecidas.

“Terá batido com a cabeça numa pedra, podendo ser essa uma das causas da morte”, adiantou a fonte, referindo que o alerta às autoridades foi dado “por um outro homem que também se encontrava a pescar e que se apercebeu do sucedido”.

O alerta foi dado cerca das 10h38.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo disse que após o resgate, “o pescador foi sujeito a manobras de reanimação que resultaram infrutíferas”.

Ao local compareceram seis homens e três viaturas dos bombeiros voluntários de Paredes de Coura e a ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Valença.

Tiago Machado internado de urgência

O ciclista famalicense Tiago Machado foi internado na terça-feira de urgência devido a um problema de saúde, que, segundo confirmou a Cidade Hoje, não é grave, mas que o impede de treinar durante pelo menos 10 dias.

“Nós ciclistas também somos de carne e osso. Pena que só damos conta disso quando estamos deitados numa cama de hospital! Bem, meus amigos, na madrugada de ontem [terça-feira] fui hospitalizado de urgência. O mau tempo ganhou esta batalha, pois pela primeira vez na minha carreira atirou-me para a cama do hospital”, escreveu na sua página oficial no Facebook.

Na mesma mensagem, o ciclista da Katusha-Alpecin admite que “não é nada de muito grave” e que “após estas ‘férias’ forçadas” irá regressar ainda com mais vontade.

À Cidade Hoje, Tiago Machado disse que “há coisas mais graves”, mas que mesmo assim tem de ficar pelo menos 10 dias sem bicicleta.

“Só após uma nova avaliação é que a equipa decide quando regresso a competição”, afirmou.

Rui L. Reis recebeu em Londres um dos maiores prémios internacionais de Engenharia

Rui L. Reis, diretor do Grupo 3B’s do Instituto de Investigação em Biomateriais, Biomiméticos e Biodegradáveis (I3Bs) e vice-reitor para a Investigação e Inovação da Universidade do Minho, recebeu esta semana em Londres o “IET Harvey Engineering Research Award”, um dos maiores prémios científicos do mundo na área da Engenharia.

O galardão é atribuído todos os anos, e em cada três anos à área da Engenharia Médica, pela “Institution of Engineering and Technology” (IET), que tem 170 mil membros de 150 países.

O prémio monetário, no valor de quase 400 mil euros, vai ser usado para criar modelos inovadores e funcionais de cancro em 3D, que possam ajudar a prever a eficácia de medicamentos, evitando o recurso a diversos testes em animais e alguns ensaios clínicos.

“É um grande privilégio receber este conceituado prémio e ser o primeiro cientista cuja carreira foi toda feita num país – Portugal – onde a língua não é a inglesa. Todos os vencedores anteriores trabalhavam no Reino Unido, EUA, Austrália ou Singapura”, declarou Rui L. Reis. Trata-se de um prémio a que não são aceites candidaturas, podendo apenas apresentar propostas – baseadas no currículo do candidato e numa proposta de trabalho cientifico para cinco anos – os candidatos pré-selecionados por um júri internacional.

O júri elegeu Rui L. Reis entre várias figuras mundiais de topo, enaltecendo “as suas contribuições notáveis e as décadas de investigação excelência na área da engenharia de tecidos 3D para novas terapias regenerativas e para o desenvolvimento de modelos de doença”. O presidente do comité de seleção, Sir John O’Reilly, sublinhou: “Este prémio reconhece o seu percurso de investigação e o impressionante recorde de publicações e citações. Os ensaios sobre a eficácia de novos medicamentos contra o cancro continuam a ser um dos maiores desafios que os cientistas enfrentam e a investigação desenvolvida por Rui L. Reis e a sua equipa pode acelerar a avaliação de novos medicamentos e a aprovação de novos tratamentos”.

A sessão decorreu na sede do IET, no Savoy Place, e incluiu uma palestra de Rui L. Reis para o publico em geral, intitulada “Eng The Cancer”. A distinção abrange ainda, pela segunda vez na história do prémio, uma cerimónia alusiva na universidade do homenageado: será a 15 de maio, na UMinho, com a presença do presidente do comité de seleção, Sir John O’Reilly, de outros membros do IET, do reitor da Uminho, Rui Vieira de Castro, e do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.