Empresa de fios em V.N.Famalicão (Inovafil) quer fazer o verdadeiro fato do homem aranha

Criada em 2015, a Inofavil vai apresentar hoje, em Munique (Alemanha), na ISPO, a principal feira internacional dedicada à área do desporto e ‘outdoor’, as suas mais recentes jóias: tecidos feitos com fios capazes de transformar a luz solar em energia térmica, fios com libertação de vitamina E, fios com capacidade de gestão de humidade e fios termorreguladores com capacidade de regular a temperatura corporal.

À agência Lusa, um dos responsáveis pela empresa, Rui Martins, explicou que um dos traços diferenciadores da Inovafil é a ligação com a Universidade do Minho. “O nosso sonho, aquilo que todos nesta área queremos é chegar ao ponto dos fatos dos super-heróis, são o expoente máximo do têxtil técnico, uma camada de tecido tão fininha e, no entanto, tão resistente. O Homem-Aranha tem um fatinho fininho que leva porrada, anda arrastado e não rasga. Além de que não parecer ter nem frio nem calor”, observou.

É a esse ponto que a Inovafil sonha chegar: “Sermos capazes de fazer o verdadeiro fato do Homem-Aranha”, desejou. Deixando o mundo dos super-heróis, “a realidade” é que o desenvolvimento dos fios têxteis “já andou mais longe” da ficção.
As novidades que a Inovafil leva a Munique são exemplo dessa aproximação. “Vamos apresentar três novidades. Um ‘heat generator’, um tecido feito com fios que geram calor, que aquecem, um ‘skin care’, que liberta vitamina E e um tecido com fios termorreguladores, capazes de regular a temperatura corporal”, enumerou.
O fio ‘heat generator’ que a Inovafil desenvolveu “incorpora uma percentagem de uma fibra de carbono, revestida a acrílico que tem a capacidade de, exposta à luz do sol, armazenar calor e transformar esse calor em energia térmica, aquecendo quatro ou cinco graus mais do que a mesma composição sem aquela fibra”.
O ‘skin care’, descreveu o responsável, “faz uma libertação de vitamina E, tem uma substância que com o atrito da pele com a peça vai libertando aquela substância”, sendo que a empresa está já, em parceria com um instituto alemão, a estudar aplicação medicinal destes fios, nomeadamente na recuperação de queimaduras.
A terceira joia a levar a Munique é um termorregulador: “Incorporamos no fio fibras com uma parafina que muda de fase de estado, ou seja, no frio fica sólida, no calor fica líquida. Ou seja, acima de 28 graus ficam líquidas e são permeáveis, deixam sair o calor, arrefecem-nos. Abaixo de 28 graus ficam sólidas e não deixam sair o calor corporal, logo aquecem”, explicou.
Criada para ser o braço inovador de um dos maiores comerciantes de fio em Portugal, a Mundifios, a Inovafil tem uma das suas mais-valias na parceria com a Universidade do Minho, através do Nidyarn – Núcleo de I&D para fios funcionais de elevado desempenho, em colaboração com o 2C2T – Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil e a Fibrenamics, ambos da Universidade do Minho.
“A parceria com a Universidade do Minho permite-nos ligar os investigadores da academia ao nosso “know-how” e procurarmos tudo o que existe de novo, estarmos à frente naquilo que é a tecnologia desenvolvida na universidade. Por exemplo, as nanofibras. Com esta ligação estaremos privilegiados no acesso aos estudos e desenvolvimentos que estão a ser feitos”, referiu.
A Inovafil representou um investimento inicial de 10 milhões de euros. Actualmente, com perto de 160 funcionários, gera um volume de negócios de 19 milhões de euros, tendo uma produção de 1800 toneladas anuais e exporta “de forma directa” 20% daquilo que produz.
Fonte: Lusa

Arquitetura de salão de cabeleireiro de V.N.Famalicão candidado a prémio mundial

O projeto arquitetónico do salão de cabeleireiro UNYC, localizado na Rua Vasconcelos e Castro, no centro de Vila Nova de Famalicão, está na corrida para o prémio “Building of the year” do mais conceituado site de arquitetura do mundo, o ArchDaily.com.

O prémio vai ser atribuído ao projeto que reunir a preferência dos internautas de um leque de cerca de 150 trabalhos.

As votações estão abertas aqui até ao final do mês de Janeiro, os vencedores em cada categoria vão ser divulgados dia 8 de Fevereiro.

Está a ser julgada professora que matou noivo famalicense

Fernanda Baltazar, professora de 36 anos, começou esta quinta-feira a ser julgada no campus da justiça em Lisboa pela morte do seu companheiro, o famalicense natural de Requião Hugo Oliveira, a 23 de Dezembro de 2016.

De acordo com o jornal Correio da Manhã, a professora confessou ao juiz que a morte fazia parte de um pacto de suicídio que acabou por falhar, já que desistiu do mesmo momentos após ter ajudado o companheiro a morrer com um incêndio que as autoridades acreditam que tenha sido da autoria da professora.

 

Fugi porque matei quem mais gostava.

Depois do crime Fernanda acabou por fugir de taxi para a sua terra natal, Vila Nova de Gaia, onde acabou por ser encontrada e detida através da investigação da Polícia Judiciária.

HOMEM ENCONTRADO MORTO APÓS FOGO EM JOANE

Um homem com cerca de 50 anos foi encontrado sem vida na manhã desta quinta-feira, 25 de Janeiro, na Rua da Ilha em Joane, Vila Nova de Famalicão. O alerta para a ocorrência foi dado por vizinhos da vítima, que viram fumo a sair de um anexo da casa, por volta das 10h50.

Chegados ao local, os bombeiros voluntários de famalicão rapidamente extinguiram o incêndio e depararam-se com o proprietário da casa no interior do anexo já sem vida.

De acordo com a vizinhança, a vítima estaria a fazer uns trabalhos naquele local e terá ficado inconsciente depois de inalar fumo proveniente de alguma lenha que se encontrava guardada no anexo. Desconhecem-se para já as causas desse pequeno incêndio que acabou por vitimar de forma mortal o dono da habitação.

A PJ investiga no local.

JUIZ DE FAMALICÃO CONDENADO POR MENTIR EM TRIBUNAL PARA PREJUDICAR EX MULHER

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) confirmou a condenação de um juiz de Vila Nova de Famalicão a 8.000 euros de multa, por um crime de falsidade de testemunho, segundo acórdão a que a Lusa teve acesso.

No acórdão, o STJ sublinha “o grau intensíssimo da violação dos deveres que, enquanto juiz de direito, estavam impostos ao arguido de fidelidade à verdade e à justiça”.

Para o STJ, a conduta do arguido constitui “uma negação frontal da ética inerente à condição de juiz”.

Em causa estão as declarações que aquele juiz, Vítor Vale, prestou, na qualidade de testemunha, num julgamento no Tribunal de Braga, em setembro de 2013, relacionado com o testamento deixado pelo pai da sua ex-mulher.

Segundo o tribunal, o juiz prestou falsas declarações com o intuito de prejudicar a sua ex-mulher, vingando-se assim do facto de ela se ter separado dele.

A ex-mulher processou-o por falsidade de testemunho, tendo Vítor Vale sido condenado, em maio de 2017, pelo Tribunal da Relação de Guimarães, a 400 dias de multa, à taxa diária de 20 euros, no total de 8.000 euros.

Foi ainda condenado a pagar uma indemnização de 5.000 euros à ex-mulher, por danos não patrimoniais.

Vítor Vale recorreu para o STJ, pedindo a absolvição, por alegados erros na apreciação da prova, contradições do acórdão e inconstitucionalidade da decisão.

Aludiu ainda ao “manifesto exagero” da pena e do valor da indemnização à ex-mulher.

No entanto, o STJ manteve a decisão da Relação, num acórdão em que realça ainda a “elevada ilicitude” da conduta de Vítor Vale, tendo em atenção o “alto valor” do bem jurídico violado: a realização da Justiça enquanto função do Estado.

“A favor do arguido funciona apenas a falta de antecedentes criminais”, lê-se ainda no acórdão.

Segundo o tribunal, Vítor Vale mentiu quando disse, num julgamento que decorreu no Tribunal de Braga, que o pai da sua ex-mulher, quando outorgou o testamento, não estava na posse das suas faculdades mentais.

O tribunal deu como provado que o pai da ex-mulher do arguido estava “na plena posse” das suas capacidades mentais e que o próprio arguido tinha participado na elaboração do testamento.

Para o tribunal, o arguido não se conformou com o facto de a mulher, entretanto, se ter separado dele e quis, assim, prejudicá-la.

Uma convicção que o tribunal sustentou também em algumas mensagens que o arguido enviou à sua ex-mulher, com um teor “do mais desrespeitoso que se pode dizer a uma mulher”.

As declarações de Vítor Vale terão sido “determinantes” para o Tribunal de Braga anular o testamento, mas esta decisão seria entretanto revertida após recurso para a Relação.

Fonte: Lusa / RTP