Orfeão Famalicense faz 105 anos a 11 de fevereiro

O Orfeão Famalicense, não fora esta perigosa pandemia, estaria prestes a celebrar o 105º aniversário da sua fundação com a promoção de alguns eventos.

Decorria o dia “11 de fevereiro de 1916, um domingo, após um porfiado período de propaganda ativamente levado a efeito por uma comissão constituída pelos saudosos professores António Maria Pereira e Carlos Alberto de Oliveira, Mário Lima, Alberto Carlos de Sousa Araújo e Alexandrino Costa e pelo sobrevivente e estimado José Correia, fundou-se o Orfeão Famalicense, sob a direção artística de Adolfo Lima, na parte orfeónica e Alípio Augusto Guimarães, na parte cénica.” – assim começou José Casimiro da Silva a (d)escrever a história da secular coletividade, numa conferência no Ateneu Comercial, em 23 de novembro de 1962, comemorativa do 5º aniversário da sua reorganização.

“Foi na noite de 15 de outubro de 1916 que no Salão Olímpia” o Orfeão Famalicense se apresentou pela primeira vez em público, com um espetáculo em que intervieram as duas secções, a coral e a cénica e com tal êxito, que as notícias surgidas na imprensa local e regional, fizeram eco por toda a região chegando convites de várias localidades para espetáculos, que ficaram memoráveis, nomeadamente o de 8 de Dezembro de 1916 no Teatro D. Afonso Henriques, em Guimarães, que esteve na origem da fundação do Orfeão de Guimarães. Já em 1917, no dia 11 de fevereiro, nova receção triunfal em Santo Tirso.

“O Orfeão era constituído por 82 figuras” – recorda o jornalista José Casimiro da Silva. E tinha ainda um órgão de comunicação intitulado “O Orfeonista”.

Apesar do sucesso alcançado, os acontecimentos políticos que se viviam na época, “a epidemia chamada pneumónica que nos levou em três meses três mil famalicenses” a Guerra Mundial, etc. fizeram esmorecer o entusiasmo e, entre a primavera de 1918 e o Natal de 1927 o Orfeão suspendeu as suas atividades, reaparecendo na noite de 28 de abril de 1928, com o Salão Olímpia engalanado para um novo momento de rara euforia.

De novo os ecos do grandioso espetáculo chegaram longe e as atuações sucederam-se, sempre com estrondoso êxito, em Riba de Ave, na Trofa, em Ponte de Lima, nos Arcos de Valdevez, onde a embaixada famalicense foi recebida com foguetes e por uma Banda de Música, tendo mesmo encerrado o comércio, num dia que era de trabalho.

Novos acontecimentos e “entrou o Orfeão Famalicense no segundo e profundo sono”, reaparecendo em 22 de novembro de 1957, no Dia de Santa Cecília, patrona dos músicos, após 34 anos.

Com o Padre Benjamim Salgado como figura central, o Orfeão Famalicense renasceu das cinzas, já lá vão 63 anos e, apesar das tremendas dificuldades que as artes e a cultura em geral atravessam, todas as semanas, através das novas tecnologias, os seus membros mantêm-se ativos, sob a liderança do maestro e professor Fernando Dantas Moreira.

Mesmo enlutado pelo desaparecimento recente de dois elementos, o 105º aniversário será assinalado, embora de forma virtual, no dia 11 de fevereiro. “Será, também, uma forma de os homenagearmos os nossos companheiros”, argumentam os seus dirigentes, cuja liderança está entregue a Pedro Álvares Ribeiro, na presidência da Assembleia Geral, Ezequiel Pinheiro Brandão, na liderança da Direção e Laurentino Rodrigues Martins, no Conselho Fiscal.

Alcino Monteiro

Famalicão: GNR apanha assaltantes de estabelecimento de ensino de Riba de Ave

Uma jovem, de 17 anos, e um homem, de 23 anos, foram detidos por furto num estabelecimento de ensino de Riba de Ave, que ocorreu no dia 12 de janeiro.

Na sequência da investigação, o Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Barcelos encetou diligências que levaram à detenção dos suspeitos que para acederem ao interior do estabelecimento de ensino forçaram o acesso e furtaram bens do seu interior.

Nesta ação, a GNR conseguiu recuperar diverso material furtado: um telescópio; um piano; três microscópios; uma viola; um cavaquinho; uma flauta; um televisor LCD; e 12 afinadores.

O material recuperado será devolvido à direção da escola e os detidos foram constituídos arguidos.

Alta velocidade na ferrovia colocará Famalicão a menos de duas horas de Lisboa

O Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, afirmou que a ligação de alta velocidade Porto e Lisboa, prevista no Programa Nacional de Investimentos (PNI 2030) reduzirá o tempo de viagem entre estas duas cidades para 01:15 minutos.

«Todo o território que se encontra ao longo da nossa faixa atlântica fica, no máximo, a um par de horas», disse o governante.

Segundo o membro do Governo, a ligação Porto/Lisboa “encolhe o país” e é, por isso, «estruturante para a rede ferroviária» nacional.

Para além da criação de um eixo de alta velocidade entre o Porto e Lisboa, será estendido, depois, para norte até à Galiza.

Famalicão: PSP encerra estabelecimento com 10 pessoas no interior

A PSP de Famalicão encerrou, esta semana, um estabelecimento (casa de espetáculos), em Calendário, na Rua Cónego Manuel Oliveira Veloso, que estava a funcionar, tendo no seu interior 10 clientes. Deste modo, proprietário e clientes estavam em incumprimento das medidas impostas pelo estado de emergência em vigor.

Foi elaborado o auto de notícia por desobediência ao proprietário do estabelecimento e levantados autos de contraordenação aos clientes por desrespeito ao dever geral de recolhimento obrigatório, em virtude de não ter motivo justificativo para a sua permanência naquele local.

O Comando Distrital da PSP de Braga recorda que com o novo regime legal, os cidadãos fiscalizados em incumprimento poderão proceder ao pagamento da coima pelo montante mínimo no momento da fiscalização. As pessoas que pretendam realizar esse pagamento posteriormente, verão o montante da coima acrescido de custas processuais (no valor mínimo de 51€) e o valor da sanção será adequado ao grau de responsabilidade apurado no decurso do processo, situando-se a coima entre os valores mínimo e máximo previstos na legislação (200€ a 1000€ no caso das pessoas singulares, punidas a título de dolo).

 

Covid-19: 350 mil pessoas vacinadas em Portugal

Em Portugal, o balanço mais recente de vacinados com pelo menos uma dose das vacinas contra a covid-19 ronda os 350 mil, pouco menos de metade dos mais 740 mil infetados com o SARS-CoV-2.

O nosso país já recebeu mais de 400 mil vacinas: 387.270 da BioNTech/Pfizer e 19.200 da Moderna. Para este mês estão previstas mais duas entregas de vacinas da Moderna, três da Pfizer e duas da vacina da AstraZeneca, recentemente aprovada pela Agência Europeia do Medicamento. As entregas da AstraZeneca previstas para 09 e 19 de fevereiro totalizam 200 mil vacinas.

O número de pessoas no mundo vacinadas com pelo menos uma dose das vacinas contra a covid-19 já é superior ao número de casos reportados de infeção em todo o mundo.

Esta quarta-feira, 104,9 milhões de pessoas tinham já recebido pelo menos uma das doses destas vacinas (a maior parte das vacinas desenvolvidas exige duas doses para a imunização eficaz). Também a números de ontem, tinham sido registados 104,1 milhões de casos de covid-19.

Não é possível dar um prazo para que sejam vacinados os mais de 7,5 mil milhões de habitantes do planeta.

Recorde-se que Portugal é, neste momento, o país do mundo com a pior situação de casos e mortos por milhão de habitantes. Atualmente, o país tem 164.513 casos ativos da doença. No total, segundo o balanço mais recente da Direção-Geral da Saúde, já morreram 13.257 pessoas das 740.944 mil infetadas com o vírus.

Famalicão: Teatro Narciso Ferreira começa a funcionar nos primeiros dias do verão de 2021

A reabilitação do Teatro Narciso Ferreira, em Riba de Ave, vai necessitar de obras não previstas no projeto, mas que se tornaram imprescindíveis na execução da empreitada e que vão atrasar a conclusão da obra por mais de um mês.

A conclusão dos trabalhos estava prevista para o primeiro trimestre de 2021, mas Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal, acredita que em junho/julho do mesmo ano, o espaço cultural ribadavense possa entrar em funcionamento, assumiu no final da reunião do executivo municipal que decorreu esta quinta-feira.

Os trabalhos extra passam pela contenção e muros de suporte, trabalhos de estrutura de betão armado e da estrutura metálica da cobertura, vãos corta-fogo, isolamentos acústicos e revestimentos diversos.

A proposta de trabalhos a mais e a prorrogação do prazo foi esta quinta-feira a reunião de Câmara. Em causa estão mais 240. 487, 57 euros, mais IVA.

Recorde-se que a obra de reabilitação foi entregue à empresa Costeira – Engenharia e Construção por quase três milhões de euros, mais concretamente 2.789.761 euros; adjudicada a 31 de janeiro de 2019.

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