Nova ponte sobre o Rio Ave ainda sem pedido de Avaliação do Impacte Ambiental

Jorge Paulo Oliveira, deputado à Assembleia da República, acusa o Governo de «ter andado a enganar as populações e os autarcas», porque o pedido de Avaliação do Impacte Ambiental da obra da Variante à Nacional 14 – Interface Rodoferroviário da Trofa/Santana, que inclui a nova ponte sobre o Rio Ave, ainda não foi pedido à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ao contrário do afirmado pelo Governo.

O deputado famalicense eleito pelo PSD recorda que desde junho de 2017 que o Ministro do Planeamento e das Infraestruturas vem sugerindo que aquele projeto tinha sido submetido à APA para ser sujeito ao processo de Avaliação de Impacte Ambiental. «Em outubro do ano passado, numa visita às obras em curso na N14, o ministro Pedro Marques afirmou, perentoriamente, que estava a aguardar a aprovação da APA e que a sua expetativa era que aquela ocorresse antes do final do ano». Posição agora contrariada pela chefe do gabinete do ministro que, num ofício datado de 22 de janeiro do corrente ano, «vem dizer expressamente que esse pedido ainda irá ser efetuado pelas Infraestruturas de Portugal, SA (IP). Não subsistem dúvidas que o Governo tem faltado deliberadamente à verdade», acusa Jorge Paulo Oliveira.

«O Governo engana as populações e os autarcas e este é um comportamento recorrente, grave e lastimável, mas não totalmente surpreendente», diz Jorge Paulo Oliveira que acusa o executivo de António Costa de tudo fazer para atrasar esta obra. «Tudo serve esse propósito, todos os expedientes são válidos, incluindo o recurso à mentira, esta é mais uma. Ao não ter ainda submetido à APA o pedido de avaliação do Impacto Ambiental, o Governo consegue atrasar esta fase da obra, sabe-se lá mais quantos meses, mas esse é o seu objetivo».

Presidente da Câmara de Famalicão atribui vaga de assaltos a falta de investimento do estado na segurança

O presidente da Câmara Municipal de Famalicão reagiu, esta sexta-feira, à vaga de assaltos que se tem verificado na cidade.

Paulo Cunha lamenta toda a situação e atribui responsabilidades ao governo, liderado por António Costa, que tem feito um “desinvestimento na segurança dos Portugueses”.

Para o autarca famalicense é importante dotar as forças policiais de meios para poderem agir, e criar equipas com um número de elementos que sejam proporcionais à sua área de atuação, situações que o edil diz não se verificarem em Vila Nova de Famalicão.

O presidente da câmara adiantou que já reuniu com a secretária de estado da administração interna, tendo evidenciado todos os problemas relacionados com a segurança do concelho e aguarda desenvolvimentos desse mesmo encontro.

Assaltos continuam em Famalicão

A onda de assaltos que tem atingido a cidade de Famalicão nos últimos dias, teve continuidade na madrugada desta sexta-feira.

O restaurante Terra Ó Mar, na Rua de Painçães, junto às antigas instalações do Tribunal, foi assaltado, tendo os ladrões levado a caixa registadora, com cerca de 300 euros, e algumas garrafas de vinho, confirmou ao CIDADE HOJE o proprietário.

Os assaltantes acederam ao interior do restaurante após arrombarem as duas portas. Pela manhã, os vizinhos alertaram o proprietário e a PSP.

No mesmo local, a semana passada, as garagens do prédio onde está situado este restaurante foram assaltadas, tendo o recheio de uma carrinha tido sido furtado.

Negócios da indústria automóvel conduzem Famalicão para o topo

As empresas famalicenses especializadas no fabrico de componentes para a indústria automóvel fazem desta área de atividade o principal motor exportador do concelho e com um efeito bem vincado na economia nacional.

De acordo com a mais recente edição do Anuário Estatístico Regional do INE 2017, o volume de negócios cresceu para os 1,066 mil milhões (9,4% do total nacional) e as vendas para mercados internacionais atingiram os 920 milhões de euros (8,9% do total nacional). A par deste desempenho, o concelho mantém a frente nas exportações de produtos na região Norte.

Da metalurgia aos moldes, passando pelo fabrico de pneus e outros elementos em borracha e plástico, até aos têxteis e à eletrónica, são cada vez mais as pequenas e médias empresas produtoras de componentes para automóveis que acrescentam valor a um setor estratégico, que exporta, gera emprego, incorpora tecnologia de ponta e aposta na inovação e no desenvolvimento.

A indústria automóvel coloca, assim, Famalicão no segundo lugar nacional quer em volume de negócios, quer em exportações. Ainda segundo os indicadores do INE a indústria automóvel representa 46% das exportações e 22% do volume de negócios do concelho. Dá emprego a 5206 pessoas, em 40 empresas, e 473 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto.

A Continental Mabor, quarta exportadora nacional, é a que mais contribui para esta performance, mas há outros atores de referência que formam um cluster com forte impacto económico, com destaque para a TMG Automotive, a Coindu, a Olbo&Mehler, o Grupo Celoplás, a Tesco, a Vishay e a Injex.