Urgência do Hospital de Famalicão com grau de satisfação de 90%

Segundo um estudo da DECO, o hospital de Vila Nova de Famalicão regista um grau de satisfação de 90 por cento no atendimento nas urgências.

Mais de 1.700 portugueses responderam às perguntas da Associação de Defesa do Consumidor que elaborou um relatório, sendo que os 42 hospitais estudados registaram mais de 74% na apreciação global.

No estudo, no que diz respeito a idas às Urgências, 95% dos portugueses referiu que a sua melhor experiência teve lugar na CUF Infante Santo (Lisboa), sendo que o Hospital de Famalicão regista um dos valores mais elevados de satisfação: 90%. Nas consultas externas o grau de satisfação é mais baixo mas, mesmo assim, o hospital de Famalicão regista um valor positivo de 69 por cento.

De acordo com o referido relatório, o que contribuiu para a avaliação positiva feita pelos utentes foi a experiência proporcionada pelos profissionais de saúde e as condições dos hospitais. Em síntese, os portugueses dão um voto de confiança aos seus hospitais.

F.C. Famalicão ao nível dos melhores da europa

Considerando as 10 principais ligas europeias, o FC Famalicão é o clube que mais tempo esteve sem sofrer golos. A equipa de Sérgio Vieira esteve perto de completar nove jogos sem sofrer golos, mas Areias, do Penafiel, ao marcar um golo ao FC Famalicão nos descontos do jogo disputado na noite desta segunda-feira, colocou fim à série famalicense. Defendi, que manteve a sua baliza inviolável ao longo de

826 minutos, bateu um recorde absoluto na 2.ª Liga, desde que a prova é disputada em campeonato único. O anterior recorde pertencia a Fernando Baptista, do Leixões, na ida época 2005/2006, quando esteve

810 minutos sem sofrer golos.

O FC Famalicão venceu, em Penafiel, por 1-2, e mantém, destacadamente, a segunda posição, a dois pontos do líder, o Paços de Ferreira (43 pontos).

USF de Joane consegue certificação internacional

A Unidade de Saúde Familiar de Joane concluiu, com sucesso, o seu processo de Acreditação, no âmbito do Modelo de Certificação ACSA Internacional, adotado pelo Ministério da Saúde, para as Instituições do SNS.

Assim, a USF de Joane, liderada pelo Dr. Rui Santos, é a primeira das 14 unidades do ACES de Famalicão a ser acreditada. Desta forma vê reconhecida a qualidade do trabalho prestado aos seus utentes. Por outro lado, interpreta este prémio como um factor que acarreta mais responsabilidade aos seus profissionais.

Em nota à imprensa, o diretor da ACES, Sá Machado, congratula-se por «este reconhecimento oficial e público e agradecemos o empenho de toda a equipa envolvida neste processo de melhoria contínua».

Na análise da ACES de Famalicão, «este percurso deve-se ao esforço e motivação de todos os profissionais que participaram neste projeto, à sua persistência, à complementaridade de funções em torno de objetivos comuns, potenciando a melhoria contínua organizacional e fortalecendo a confiança dos cidadãos nas respetivas instituições».

Aparatoso capotamento em Vermoim

Um carro capotou, na manhã desta terça-feira, na Avenida João XXI, em frente à Escola da Estalagem, na freguesia de Vermoim, Vila Nova de Famalicão.

No socorro à única vitima do acidente, o condutor da viatura sinistrada, estiveram os Bombeiros Voluntários Famalicenses.

O ferido foi transportado para a unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave.

 

Museu Bernardino Machado recebe novo ciclo de conferências com casa cheia

Foi com “casa cheia” que o Museu Bernardino Machado acolheu a primeira conferência do ciclo dedicado às “Relações Portugal – Brasil na I República (1910-1926)”, que decorreu na passada sexta-feira à noite.

A abrir a maratona de conferências que vai decorrer mensalmente, ao longo de todo o ano de 2019, esteve o professor catedrático Paulo Ferreira da Cunha, com o tema da “Lei fundamental brasileira e a Constituição Portuguesa de 1911”. De acordo com o orador convidado “na conferência apresentou-se uma tentativa de estabelecimento de pontes entre as “magnas cartas” das chamadas primeiras repúblicas ou “repúblicas velhas” dos países irmãos de Língua portuguesa nos dois lados do Oceano Atlântico. Primeiramente fez-se um enquadramento geral sobre o sentido, papel e noção de Constituição, porque frequentemente existem muitos mal-entendidos, depois fez-se ainda um enquadramento histórico-social e político de ambos os complexos normativos constitucionais. E finalmente desceu-se ao concreto do clausulado das constituições formais, para comentar alguns aspetos considerados mais salientes, não apenas para a época, como para o nosso próprio tempo, em Portugal e no Brasil.”

A próxima conferência decorre já no próximo dia 15 de fevereiro, com a professora Heloísa Paulo a debater o tema “A I República Portuguesa no Brasil: do 5 de outubro ao 28 de maio de 1926”.

Refira-se que ao todo irão decorrer nove conferências com a participação de investigadores e académicos especialistas na temática. Os encontros, de entrada livre, vão decorrer nos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, setembro, outubro e novembro, habitualmente às sextas-feiras, pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado, situado na rua Adriano Pinto Basto, na cidade famalicense.

Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, um famalicense por adoção que foi Presidente de Portugal por duas vezes durante a I República, o Museu Bernardino Machado tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores, assumindo uma vocação de estudo académico.

O Museu Bernardino Machado que completou em 2017, 15 anos está instalado no Palacete Barão da Trovisqueira, um majestoso edifício do século XIX, localizado bem no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão.

Seca agravou-se mas situação ainda não é como a do ano passado

A falta de precipitação em janeiro tem agravado a seca meteorológica, principalmente no Sul do país, embora a situação não seja tão preocupante como a ocorrida no ano passado, revelou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Em relação ao ano passado, obviamente, que não estamos tão mal, porque também não tivemos uma sequência de meses anteriores com ausência de precipitação. Agora, em dezembro e em janeiro é que houve valores de precipitação abaixo do que é normal. Dezembro já foi bastante abaixo, sobretudo nas regiões do Sul, onde houve muito pouca precipitação, e agora em janeiro agravou-se essa situação”, disse a meteorologista do IPMA Vânia Lopes.

Vânia Lopes explicou que atualmente Portugal enfrenta um valor que é apenas de 20% em relação ao que é normal para janeiro, mês em que se verificaram só “quatro dias com valores de precipitação e apenas nas regiões do Norte e Centro, o que também está muito abaixo do que é normal” para esta altura.

“Temos uma situação de fraca precipitação neste mês que poderá levar a um agravamento da situação de seca que se fazia sentir. A ‘seca fraca’ do final de dezembro poderá ter um agravamento. O final deste mês poderá ficar com uma situação entre a ‘seca fraca’ e a ‘seca moderada’”, disse, salientando que a situação poderá alterar-se com a precipitação prevista para o final do mês, sobretudo para terça e quarta-feira.

A meteorologista realçou que esta é uma “seca meteorológica”, associada à ausência de precipitação, que se distingue da “seca hídrica”, originada pela falta de água nas barragens e sistemas de retenção.

“Estamos em meses em que é preciso que ocorra mesmo essa precipitação. Quando temos meses de dezembro e janeiro em que não ocorre precipitação – e com as temperaturas em dezembro a terem valores elevados para a época – tudo isso tem contribuído numa secagem maior do solo, e isso reflete-se logo sobretudo na agricultura, que é o setor logo com o primeiro impacto”, acrescentou.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) mostrou-se este mês “apreensiva” devido à falta de chuva, defendendo a criação, por parte do Governo, de um grupo de trabalho permanente que estude os fenómenos das alterações climáticas.

Também a Associação dos Agricultores do Distrito de Portalegre se mostrou “apreensiva” devido à falta de chuva na região, considerando que a situação poderá comprometer o desenvolvimento das pastagens e das culturas instaladas de outono/inverno.

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, garantiu que estão a ser tomadas as “medidas necessárias para combater a seca” que possa vir a assolar o país.

De acordo com o ministro do Ambiente e da Transição Energética, está a ser feito “um vastíssimo investimento”, partilhado pela Empresas de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva e a Águas de Portugal, no sentido de, “no sul do país, se construir um conjunto de ligações entre albufeiras”.

De acordo com índice meteorológico de seca (PDSI) disponível no ‘site’ do IPMA, 53,3% do território estava na classe de seca fraca em 31 de dezembro, 13,7% na classe normal e 33% na classe de chuva fraca.

O IPMA classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

Segundo o Boletim Climatológico do IPMA, o mês de dezembro em Portugal Continental classificou-se como quente em relação à temperatura do ar, com a temperatura máxima a alcançar o terceiro valor mais alto em 87 anos, e muito seco em relação à precipitação.

O próximo PDSI, relativo a janeiro, deve ser conhecido na primeira semana de fevereiro.