Novo dragão para a indústria têxtil imprime velocidade e qualidade

O dragão da Mtex impressiona. Além da velocidade, também a qualidade de impressão é revolucionária. Não se trata de um animal, mas sim de uma máquina, que tem como objetivo conquistar o mercado global da indústria têxtil através do inovador processo que utiliza na impressão digital. E quem a concebeu e construiu foi a equipa de engenheiros da empresa Mtex, do grupo New Solution Engineering, instalado em Esmeriz, Famalicão.

A Dragon é uma máquina de sublimação com transfer para calandra que faz impressão digital de tecidos e malhas a uma velocidade superior a 500 metros por hora.

A apresentação mundial desta obra de engenharia e tecnologia made in Famalicão ocorrerá a 15 de abril, em Berlim, na maior feira mundial de máquinas de impressão digital e têxtil, a FESPA. Mas nesta segunda-feira, foi já possível conhecer os bastidores da conceção desta e de outras máquinas durante uma visita do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, ao Grupo New Solution, no âmbito do Roteiro pela Inovação.

“Aqui desenham-se e desenvolvem-se projetos de engenharia, experimentam-se protótipos e constroem-se máquinas de impressão digital têxtil de última geração. Somos os melhores. E estamos já a preparar outras máquinas, com tecnologia idêntica à da Dragon, para apresentar em 2020”, enfatizou Eloi Ferreira, o administrador.

A Mtex está sobretudo centrada na exportação, dispondo de distribuidores nos cinco cantos do mundo. Em 2017 o grupo realizou um investimento de oito milhões de euros que preparou as instalações da empresa para os desafios do futuro. Foi o ponto de viragem. De tal forma que ao visitar-se hoje o centro de inovação da New Solution se percebe que aquela unidade não destoaria se estivesse no Silicon Valley.

A Mtex teve em 2016 um volume de negócios de 16 milhões de euros. A expectativa para 2018 é atingir os 22 milhões. O grupo tem atualmente 110 trabalhadores, entre os quais 22 engenheiros, a chamada equipa de protótipos e tecnologia, e prevê fechar 2018 com um total de 150 efetivos.

Paulo Cunha enalteceu a expansão do grupo e a verticalidade de todo o seu processo de produção. “Estou impressionado”, expressou, continuando: “Percebe-se que estamos perante uma empresa de ambições à escala global. A empresa foi criada no início desta década para construir máquinas a partir de tecnologia importada, mas em menos de 10 anos passou a produzir e a desenvolver a sua própria tecnologia (com o apoio da PANASONIC)”.

O autarca fez ainda questão de elogiar a estratégia de crescimento das empresas famalicenses. “As nossas empresas estão a crescer no bom sentido e, como hoje constatei neste grande exemplo, estão a atrair recursos humanos para o nosso concelho e a disponibilizar trabalho altamente qualificado para os jovens famalicenses”, concluiu.

Conservatória sem condições e tribunal afundado em processos de execução

Filas e tempos de espera significativos, falta de condições de espera, idosos de pé, funcionários “amontoados”, foi o cenário que Jorge Paulo Oliveira encontrou na Conservatória do Registo Civil de Vila Nova de Famalicão.

Na visita efetuada esta segunda feira, o deputado à Assembleia da República, foi recebido pela Conservadora, e visitou um espaço exíguo que, na sua opinião, não oferece condições de trabalho e potencia a violação da privacidade dos cidadãos, nomeadamente dos seus dados pessoais.

A falta de condições não é de agora e a última solução apontada pela administração central passa pela sua transferência para a futura Loja do Cidadão que tarda em avançar.

No mesmo dia, o deputado do PSD reuniu com a Delegação da Ordem dos Advogados, presidida por João Castro Faria, tomando conhecimento de um Tribunal afundado em processos de execução e que “reclama” instâncias centrais em matéria Cível e Criminal.

A reforma do Mapa Judiciário, de 2014, dotou o Tribunal de Vila Nova de Famalicão, com instâncias Centrais na área do Trabalho, Família e Menores, bem como nas áreas do Comércio e Execução, alargando nestas últimas a sua competência territorial aos municípios de Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde. É precisamente na Secção de Execução que se prendem os motivos de maior preocupação, pois no final de 2017, segundo o Relatório da Delegação da Ordem dos Advogado, estavam pendentes mais de 35 mil processos.

Também por força da reforma do Mapa Judiciário, em matéria cível e criminal, o Tribunal passou a dispor apenas de meras instâncias locais o que limitam a sua capacidade de intervenção. Jorge Paulo Oliveira foi, por isso, confrontado com a necessidade da criação das instâncias centrais cível e criminal, bem como de mais um Juiz de Instrução Criminal.

A Delegação da Ordem dos Advogados mostrou-se muito crítica com a desjudicialização do processo de inventário, que se tornou caro e lento, defendendo que este processo saia da esfera da competência dos Notários e regresse aos tribunais.

Também a pendência de processos nos Tribunais Administrativos e Fiscais preocupam os advogados de Vila Nova de Famalicão. Conforme se pode ler no Relatório da Delegação, o prazo médio de tramitação «não é compatível com a exigência de um Estado de Direito».

Detenções por condução sob o efeito do álcool e de estupefaciente

Durante o fim-de-semana, a PSP deteve em Barcelos, Braga, Guimarães e Famalicão, dez cidadãos com idades compreendidas entre os 23 e 58 anos, por condução sob influência do álcool, quando submetidos ao teste de alcoolemia, apresentaram uma TAS entre 1,24 e 2,22 g/l no sangue.

Os detidos foram notificados para comparecerem, nos Serviços do Ministério Público junto dos respetivos Tribunais Judiciais.

A PSP deteve ainda este domingo em Famalicão, na Avenida 9 de Julho, dois cidadãos de 30 e 21 anos de idade, por terem sido intercetados na posse de haxixe suficiente para 105 doses, que lhe foram apreendidas.

Os detidos foram notificados para comparecerem, nos Serviços do Ministério Público junto do Tribunal Judicial de Famalicão.

Ex-autarca da Trofa acusada de usar dinheiro público em hotéis e jantares

A deputada socialista Joana Lima foi acusada dos crimes de peculato, abuso de poderes e violação de normas de execução orçamental. Os crimes ocorreram durante o seu mandato enquanto presidente da Câmara Municipal da Trofa – Entre o final de 2009 e outubro de 2013, a autarca lesou o Estado em milhares de euros, ao utilizar cartões de crédito do município para pagar as suas despesas e, mesmo assim, solicitar o pagamento de ajudas de custo.

Enquanto autarca da Trofa, Joana Lima era, por inerência, presidente do Conselho de Administração da empresa municipal TrofaPark. Por isso, tinha em sua posse dois cartões de crédito: um da Caixa Geral de Depósitos em nome do município da Trofa e outro do Millenium BCP titulado pela TrofaPark. Segundo a acusação do Ministério Público, a que o i teve acesso, Joana Lima usava os dois cartões para pagar despesas de alojamento e alimentação, sendo que utilizava a conta da TrofaPark para pagar despesas enquanto presidente da autarquia e não responsável daquela empresa municipal.

Além disso, “preencheu ou mandou preencher o boletim de itinerário que assinou, recebendo dos cofres do Município da Trofa, a título de ajudas de custo” vários montantes. Ou seja, além de usar o dinheiro da autarquia para pagar as despesas, era ressarcida de dinheiro que não tinha gasto.

Entre 2009 e 2013, Joana Lima apresentou várias despesas referentes a viagens que fazia enquanto presidente da Câmara da Trofa e que implicavam deslocações até, por exemplo, Lisboa, onde pernoitava. Por isso, usava os cartões de crédito para pagar estadias em hotéis como o Clarion Suites Lisboa, o Marriot Hotel Lisboa e o Hotel Altis. A autarca usava ainda as contas do município para pagar almoços e jantares feitos durante estas viagens – segundo a acusação do Ministério Público (MP), a presidente da câmara utilizou dinheiro público para pagar refeições em restaurantes como o Verde Gaio (Lisboa), Belchior (Montijo) e Peixe na Linha (Cascais). Nestes dois últimos estabelecimentos, por exemplo, as refeições custaram 103,40 euros e 101,15 euros, respetivamente.

Ao todo, Joana Lima pagou despesas no valor de 6450,63 euros com os dois cartões de crédito – destes, 4176,67 euros foram pagos com o cartão da TrofaPark. Face a estas despesas, a autarca recebeu um total de 1511,48 euros em ajudas de custo. O MP pede que Joana Lima seja condenada a pagar ao Estado 5685,25 euros, valor que corresponde ao que a antiga presidente da autarquia recebeu em ajudas de custo e o que gastou do cartão de crédito da TrofaPark.

Ajuda a familiares e amigos

Na acusação do MP, é feita referência à adjudicação de uma obra de pavimentação de uma rotunda “sem realização de consultas ao mercado para encontrar proposta eventualmente concorrenciais, bem como sem qualquer discussão quanto ao seu preço entre o Município da Trofa e a empresa Alexandre Barbosa Borges SA”. Joana Lima terá contactado diretamente um representante da empresa pedindo-lhe que realizasse a obra e avisando-o de que iria ser contactado pelo presidente da junta de freguesia da Trofa.

Em dezembro de 2013, a empresa exigiu o pagamento da empreitada, realizada em agosto desse ano, num valor de 103.825,11 euros. O município não fez o pagamento, “alegando a inexistência de concurso ou mesmo qualquer expediente nos serviços da Câmara relativamente à mencionada empreitada”, o que levou a empresa a intentar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel uma ação administrativa comum exigindo o pagamento do montante.

Mas esta não é a primeira vez que Joana Lima está a braços com a Justiça com casos semelhantes a este. Em 2015, a ex-autarca foi acusada de adjudicar serviços a familiares e amigos, mas acabou por ser absolvida pelo Tribunal de Matosinhos.

Segundo a agência Lusa, Joana Lima estava acusada de entregar as reparações e revisões dos automóveis da autarquia, por ajuste direto simplificado, a uma oficina do companheiro de uma sobrinha e encarregar a irmã do fornecimento de flores para eventos e festividades.

Fonte: Sol

Filipe Vaz é doutor honoris causa pela Universidade de Brasov

Filipe Vaz, professor do Departamento de Física da Escola de Ciências e pró-reitor para Investigação e Projetos da Universidade do Minho, foi distinguido com o título de doutor honoris causa pela Universidade Transilvânia de Brasov (UTBv), na Roménia.

A cerimónia decorreu durante as celebrações do 47º aniversário daquela academia do Leste europeu.

A UTBv reconheceu o intenso trabalho desenvolvido por Filipe Vaz em prol da excelência da investigação em ciência e engenharia dos materiais e destacou a “excelente colaboração” que vem mantendo há mais de 15 anos com aquela instituição.

A proposta foi apresentada pela Faculdade de Ciência e Engenharia de Materiais da UTBv, tendo sido aprovada por unanimidade pelos órgãos daquela universidade.

Nascido em Famalicão há 48 anos, Filipe Vaz é licenciado em Ensino de Física e Química e doutorado em Ciências – especialidade em Física, pela UMinho, onde leciona desde 1992. Como investigador do Centro de Física da UMinho, liderou e participou em dez projetos europeus e 16 nacionais financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pela Agência Nacional de Inovação, 11 projetos bilaterais e outros em parceria com empresas.

Tem três patentes, uma delas internacional, é autor de cerca de 200 artigos científicos e de vários capítulos e livros, tendo orientado cerca de 50 estudantes de mestrado, doutoramento e pós-doutoramento. Foi vice-presidente da Escola de Ciências, membro do Senado Académico e pró-reitor para os Novos Projetos de Ensino entre 2013 e 2017.

Luís Salgado Matos vem provocar debate à terra natal do Cardeal Cerejeira

O investigador Luís Salgado de Matos defende no seu novo livro “Cardeal Cerejeira – Um Patriarca de Lisboa no século XX português” que o cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira era “completamente independente” de Oliveira Salazar e vai explicar os seus argumentos em Vila Nova de Famalicão, no próximo dia 12 de abril, pelas 21h00, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio, na apresentação do livro no âmbito do ciclo de conferências “Conta-me a História”, que o município de Vila Nova de Famalicão tem vindo a promover à volta da sua História e das suas figuras mais proeminente.

Manuel Gonçalves Cerejeira nasceu em Vila Nova de Famalicão, na freguesia de Lousado. Foi Cardeal Patriarca de Lisboa durante mais de 40 anos (1929 -1972), tendo sido uma das mais destacadas figuras da Igreja Católica Portuguesa. Participou em três conclaves dos quais saíram eleitos o Cardeal Engenio Pacelli (Pio XII, 1939), o Cardeal Roncalli (João XXIII) e o Cardeal Montini (Paulo VI, 1963), bem como no Concílio Vaticano II (1962–1965). Mais nenhum Cardeal terá participado em tantos Conclaves.

A obra de Luís Salgado Matos tem prefácio de D. Manuel Clemente e foi lançada no Museu de São Roque (Lisboa) neste mês de março, com a chancela da Gradiva, e “pretende provocar debate”, como referiu o autor. É precisamente isso que vem fazer à terra natal do Cardeal Cerejeira numa sessão de entrada livre.

Luís Salgado de Matos nasceu em Lisboa (1946). É investigador principal com agregação do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. É formado em Direito (1969) e doutor em Sociologia Política (2000) pela Universidade de Lisboa. Tem o Diplôme d’Études Approfondies em Análise Comparativa dos Sistemas Políticos pela Sorbonne (Universidade de Paris I, 1979). É autor de numerosa bibliografia sobre a Igreja, o Estado e as Forças Armadas.

A conferência conta com as presenças e intervenções do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e do Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga.

A moderação está a cargo da investigadora em Direito da Universidade Católica do Porto, Inês Granja Costa.