“Há crianças a beber água de rios poluídos”

A HumanitAVE – Associação de Emergência Humanitária, com sede em Pedome, Famalicão está em missão solidária num campo de refugiados sírios no Líbano.

Até 30 de março, a associação está a fazer um levantamento para analisar as necessidades mais prementes.

Um dos responsáveis pela HumanitAVE, Tiago Costa conta que, “A realidade que nos chega do Líbano, espelhada na primeira pessoa pelo nosso representante mandatado em missão, é, deveras, demasiado desumana para que possamos ficar indiferentes. As consequências de sete anos de guerra levam à ausência dos pequenos bens mais essenciais, colocando a própria saúde daqueles que sobrevivem aos bombardeamentos em perigo. Na verdade, há crianças a beber água de rios poluídos ou na rua em locais sem água potável; não há alimentos que cheguem para saciar a fome de todos; a higiene é quase nula e tão pouco uma prioridade e pior, para poderem alugar as tendas nos campos ainda se sujeitam à escravatura. A recolha de informação que nos chega através do nosso representante é preocupante. O registo fotográfico é prova de que em certas situações as palavras são inúteis para descrever a dor e o sofrimento de um povo horrorizado pelo desassossego”, conta Tiago Costa.

Este responsável deixa um apelo, “A HumanitAVE quer continuar a atenuar o drama deste povo, mas, para tal, precisamos da sua ajuda. Ajude-nos a ajudar dando o seu donativo através da referência multibanco: Entidade: 21721, Referência 015101010.”

PROGRAMA NACIONAL PARA A DIABETES SEM DIRETOR DESDE 1 DE JANEIRO

A Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) garante que há várias regiões do país que se estão a ressentir nos seus programas de tratamento, diagnóstico e prevenção. «O Plano Nacional para a Diabetes, que foi assumido pelo Governo como prioritário, está assim a ser deixado para trás, em ‘modo autogestão’ e os doentes é que sofrem as consequências», garante Rui Duarte, presidente da SPD.

«É absolutamente premente a nomeação de um diretor para o Programa Nacional para a Diabetes, que prossiga a sua implantação e o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde dedicados à diabetes», destaca o memorando do Congresso Português de Diabetes, que decorreu este mês, em Vilamoura. O documento reúne as conclusões de quem participou no 3.º Encontro das Unidades Coordenadoras Funcionais da Diabetes (UCFD).

O Programa Nacional para a Diabetes (PND) da Direção-Geral da Saúde está sem diretor desde dia 1 de janeiro deste ano. Os efeitos desta falta de direção são sentidos pois nem todas as UCFD estão a andar à mesma velocidade no que toca às estratégias de tratamento/acompanhamento das pessoas com diabetes, bem como nos esforços de diagnóstico e prevenção. Os rastreios de retinopatia diabética, por exemplo, não estão organizados a nível nacional de forma eficaz, o que se reflete na forma como esta doença é tratada e gerida no SNS.

De acordo com dados do Observatório Nacional da Diabetes (OND), a diabetes é uma das principais causas de morte em Portugal. Outro dado a ter em conta é o facto do risco de Doença Cardiovascular (DCV) em pessoas com diabetes mellitus (DM) duplicar comparativamente à população não diabética. As doenças cardiovasculares estão associadas a um impacto económico significativo, uma vez que levam a mais internamentos hospitalares e a maiores custos com o tratamento das comorbilidades da diabetes tipo 2, sendo responsáveis pela maioria da despesa em saúde com a diabetes.

OBRA DA FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA NO MUSEU RAINHA SOFIA

O tríptico “A Vida. Esperança, Amor, Saudade”, de António Carneiro, uma das obras mais emblemáticas da Fundação Cupertino de Miranda, faz parte, desde o passado mês de fevereiro, da exposição dedicada a Fernando Pessoa, que está, até 7 de maio, no Museu Nacional Centro de Artes Rainha Sofia, em Madrid.

“Pessoa. Toda arte es una forma de literatura” é o nome da exposição que reúne mais de 160 obras de arte (pintura, desenhos e fotografia) de cerca de 20 artistas, como José de Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Sarah Affonso, Júlio, Sonia e Robert Delaunay, entre outros, da história do Modernismo em Portugal.

“A Vida” é um tríptico de pinturas a óleo sobre tela datado de 1899-1901 do artista português da corrente do simbolismo António Carneiro (1872-1930), tendo sido uma doação de Arthur e Elzira Cupertino de Miranda à coleção Fundação Cupertino de Miranda.

Esperança, Amor e Saudade são os títulos dos três painéis, e neles os motivos figurativos simbolizam situações existenciais.

Comissariada por Ana Ara e João Fernandes, a exposição procura dar a conhecer a vanguarda portuguesa que se desenvolveu no início do Séc. XX, onde Fernando Pessoa teve uma intervenção muito ativa pelos seus escritos e propostas artísticas.

De acordo com o diretor da Fundação Cupertino de Miranda, António Gonçalves, esta é uma exposição que reúne, «de uma forma singular e pela primeira vez, obras de um período marcante das nossas vanguardas do início do Séc. XX». António Gonçalves, fala de uma viagem no tempo «onde literatura e artes plásticas tiveram uma força muito intensa para criar novas soluções de entendimento e de reflexão».

ENGENHARIA E TECNOLOGIA DE FAMALICÃO PARA O MUNDO

O Roteiro pela Inovação de Famalicão revela, na manhã da próxima segunda-feira, dia 26 de março, o projeto da New Solutions Engineering, instalado no Loteamento Industrial de Meães, em Esmeriz.

A New Solution, que será visitada pelo presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, é uma empresa de ambições à escala global que desenha e desenvolve projetos de engenharia, experimenta protótipos e constrói máquinas de última geração de impressão digital para o mercado global têxtil.

A empresa foi criada no início desta década para construir máquinas a partir de tecnologia importada, mas em menos de 10 anos passou a produzir e a desenvolver a sua própria tecnologia com o apoio da PANASONIC. O ponto de viragem deu-se em 2017 com um investimento a rondar os 8 milhões de euros que aproveitou o know how da empresa e preparou as instalações para um novo futuro. Ao visitar-se o Centro de Inovação do Grupo New Solutions percebe-se que esta unidade, em vez de estar em Esmeriz, podia perfeitamente ocupar um espaço no Sillion Valley, na Califórnia.

Com 110 colaboradores, a esmagadora maioria altamente qualificados, a empresa fez este mês, nas suas instalações, a pré apresentação da sua última máquina, a MTEX DRAGON, e 10 unidades foram imediatamente reservadas. A apresentação mundial será em Berlim, em abril, mas antes vai ser possível perceber tudo o que está por detrás da conceção desta obra de engenharia e tecnologia Made IN Famalicão e deste projeto empresarial inovador, em mais uma jornada do Roteiro pela Inovação.

Burlão faz-se passar por euromilionário

Um jovem de 19 anos que trabalhou em Lousado, perto do café Ribeiro, onde o talão premiado com 61 milhões de euros foi registado, anda a fazer-se passar por vencedor do Euromilhões.

O burlão alega que o talão original está guardado num cofre, em casa, numa freguesia de Braga e que ainda não reclamou o prémio, porque “tem ataques de ansiedade, precisa de assentar ideias e preparar-se para saber o que fazer a tanto dinheiro”.

Exibe uma fotocópia do suposto boletim vencedor, mas trata-se de um documento que foi alterado com recurso a programas informáticos. Até o pai foi enganado.

“Isto não se faz, não se brinca com as pessoas. Cheguei a ligar para a Santa Casa a saber o que deveríamos fazer”, desabafou ao CM o progenitor do burlão, cuja história foi desmontada pelo CM.

Até esta quinta feira, o verdadeiro vencedor do prémio ainda não tinha reclamado os 61 milhões de euros na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde o boletim tem de ser entregue para que o dinheiro seja transferido para a conta bancária do apostador.

O vencedor tem 90 dias para reclamar o prémio. No café Ribeiro, em Lousado (Famalicão), o mistério mantém-se.

Não há qualquer sinal de quem possa ser o dono do talão vencedor e há cada vez mais especulação sobre o novo euromilionário, que apontam para um operário fabril.

Fonte: CM

 

Embaixadora de Cuba em Portugal visitou Famalicão

Famalicão foi o único município português a fazer-se representar, em outubro de 2017, na maior feira comercial que Cuba organizou.

Esta quinta feira, este facto foi bem vincado pela embaixadora daquele país do Caribe em Portugal, na conferência “Famalicão Made INternational” que serviu para dar a conhecer aos empresários do concelho famalicense as oportunidades de negócio no mercado cubano.

Cuba contava já com três empresas de Famalicão e vai ficar ainda mais no radar dos negócios famalicenses. O presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, indica que o seu concelho está, uma vez mais, «à frente» e que assim quer ver as empresas do território a conseguir as «melhores oportunidades» de negócio.

«O mercado de Cuba é pouco frequentado, mas funciona de porta de entrada para todo o Caribe», afirmou o autarca aos jornalistas à margem da conferência organizada pelo Município em parceria com a Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo Portugal-Cuba, organização sediada no Porto.

«Ficamos satisfeitos por sinalizarem o interesse em conhecer a realidade económica do concelho e saber se há empresas que estejam interessadas em fazer uma abordagem ao mercado cubano», realçou Paulo Cunha, lembrando que foram ratificados três protocolos de cooperação com três empresas famalicenses que já têm presença no mercado cubano e que, agora, «serão embaixadores de Famalicão em Cuba», frisou.

«Vão através da sua experiência ajudar outras empresas que não conhecem o mercado de Cuba a que possam ser bem sucedidos», explicou o autarca.

A embaixadora de Cuba em Portugal, Mercedes Martínez Valdés, disse aos jornalistas que aquela foi a sua primeira visita oficial «a Famalicão e ao Norte do país» e que a realizou pois considera «importante estreitar as relações com as regiões» e pelo facto de Famalicão ter sido «a única Câmara Municipal de Portugal que esteve presente na Feira Comercial de Havana».

A diplomata convidou as empresas a que estejam presentes na edição de 2018 e disse que o seu país tem «muitas áreas de negócio» e que «o que se produzir em Cuba facilmente chega à América Latina».